#Corno #Grupal #Traições #Voyeur

Fora da Rota, Dentro da Cama - PARTE 2

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Lopedrinhofm

No dia seguinte, fui trabalhar feliz, com uma certa timidez de quem teria de olhar para o Bruno, novamente eu pensava em pedir demissão por achar que ficaria um clima estranho, e de fato, ficou, mas não tão ruim quanto eu esperava, assim que eu cheguei a Camila estava no balao da loja, dei bom dia pra ela e pro Guilherme (o menino que faz arte), Camila abriu um sorriso espontanêo e respondeu o bom dia olhando para baixo, se virou e foi para a salinha dos fundos.
Guilherme: Que porra foi essa?
Eu: O que?
Guilherme: A Camila ficou toda tímida com seu bom dia, qual foi cuzão? O Bruno pegar isso aí ele não vai gostar
Eu: Impressão sua pô, foi só um bom dia
Guilherme: Cê tá dando em cima dela? Achei estranho o jeito dela com você
Eu: Não pô! To não. Licença, vou ver minha demanda de hoje.
Bati na porta timidamente e abri, e se eu já estava com vergonha, agora ainda mais, pois o Bruno estava na sala.
Eu: Bom dia, vim ver se já tem entregas
Bruno: Bom dia. Tem essas caixas aí pra entregar na loja da dona Marta, quando você voltar vou precisar que você vá buscar uns papéis.
Eu: Tá bom... vocês estão bem?
Camila: Sim, estamos bem, e você?
Eu: To achando estranho olhar pra vocês depois de ontem, mas to bem
Camila deu uma risadinha mas Bruno se manteve sério, até me constrangi, mas ele falou:
- Aqui na empresa não comentamos do que acontece em casa, tudo bem?
- Claro... você tá certo, me desculpe
Peguei as entregas e saí meio puto, o Bruno me deu um esporro só por eu ter comentado que estava tímido, era "proibido" falar do que aconteceu, como se eles tivessem odiado, mas a Camila tinha até rido pra mim, com isso cheguei a pensar que Bruno era quem estava puto, e que Camila tinha gostado, fiz minha primeira entrega e quando voltei estava um pouco mais acanhado do que antes, Bruno não estava, apenas Camila, entrei sério.
- Camila, licença, já fiz a entrega da dona Marta, onde devo buscar os papéis?
- Nesse endereço aqui ó... Kaique, não fica bravo com o que o Bruno disse
- To de boa! Vou lá buscar.
- Tá bom, mas é sério, ele só não quer que a gente fale disso na empresa, porque o Gui pode ouvir, algum cliente que entrar aqui, ou a gente perder o respeito entre patrões e funcionários
- Beleza, Camila, eu entendi
Saí, e no caminho percebi que eu fui grosseiro com Camila, sem necessidade, e entendi o lado do Bruno, eu era apenas um funcionário, e estava claro que ele não queria nenhuma intimidade a mais do que isso.
Retirei os papeis e quando voltei estava decidido a me desculpar, isso se Camila estivesse sozinha, na hora que cheguei a loja estava cheia, Bruno e Camila se desdobraram para atender todos e mal me deram atenção, só peguei as entregas e saí, me ocupando praticamente o dia todo, até que por volta das 16h30 fui mexer no celular num pequeno descanso e vi que Luana mandou mensagem no grupo do menage... "Já to com saudades, hein?! Vamos nos ver hoje de novo?"
Faziam 15 minutos que ela tinha mandado a mensagem, eu liguei pra ela imediatamente.
- Luana! Apaga aquela mensagem, eles vão ficar putos
- Vou apagar nada, quero dar, se eles não quiserem é só falar que não rola nada hoje
- Achei desrespeitoso, por que não falou nada comigo antes?
- Tá com ciúmes do chefinho?
- Tô! Você fica comigo, não com ele, que porra é essa?
- Se você vai mandar em mim, me pede em namoro, caso contrário, eu não tenho dono
Essa frase de vagabunda me dava desgosto, eu sinceramente nem queria mais ficar com a Luana, mas ela era meu passaporte para foder a Camila, eu ignorei a provocação dela, e foquei em terminar as últimas duas entregas, quando encerrei vi que Camila tinha respondido, a resposta foi curta, mas bem direta:
- Hoje nós temos compromisso, mas pode ser amanhã a noite.
Na hora senti meu pau dar sinal de vida, teria uma segunda vez, e mais rápido do que eu esperava.
Voltei pra gráfica pois não haviam dito se iam precisar de mim ou não, quando entrei, Camila já havia ido embora, só o Bruno estava, e isso deixava o clima chato pra caramba.
- Licença, Bruno! Vai precisar de mais alguma coisa por hoje?
- Por hoje não, tá liberado.
- É... Bruno?!
- Oi?!
- Desculpa ter abordado aquele assunto aqui na empresa.
Bruno nem se quer levantou os olhos para me responder, continuou olhando para o computador e ficou alguns segundos em silêncio, até responder:
- Tá tranquilo
Fui embora pensativo, qual a dificuldade do Bruno em ser um pouco mais simpático? Se ele tava puto de eu ter comido a mulher dele, pra que concordou em deixar ela transar comigo de novo?
Essas coisas não encaixavam na minha mente, pensei diversas vezes em falar com ele sobre isso mas eu desistia de mandar mensagem toda vez que começava a digitar, por volta já das 23h Luana me desapontou, ela mandou no grupo.
- Gente, amanhã não vou poder, vou pra uma festinha, dá pra ser no fim de semana?
Camila: Fim de semana não estaremos aqui, mas tudo bem, deixa pra uma próxima vez.
Mandei mensagem imediatamente no privado da Luana:
- Luana, que porra é essa meu? Vai me prejudicar pra ir em festinha?
- Marquei de fumar um narga na casa de uma amiga e esqueci, ela me cobrou aqui, minhas amigas vem em primeiro lugar
- Porra meu... sério isso?
- Sim, sério!
Eu criei uma raiva muito grande, Luana achava que o mundo deveria girar em volta dela, na mesma hora comecei a procurar qualquer vagabunda pela internet, baixei o Tinder e nem me importava com aparência ou pontos em comuns, só queria achar uma safadinha que topasse uma suruba da noite pro dia, esse dia eu fiquei tão fora de mim que quando me dei conta já eram 3 da manhã, e confesso que foi tempo perdido, conversei apenas com umas 3 pessoas interessantes, duas pararam de responder do nada e uma que era estranha, falava de pets o tempo todo, mas me fazia rir.
Pela manhã, fui trabalhar como se nada tivesse acontecido, Camila não apareceu na gráfica o dia todo, e o fato de Bruno não tocar no assunto foi a melhor coisa que podia ter acontecido.
A noite, vi Luana de mãos dadas com um maloqueiro esquisito, ela me olhou com os olhos arregalados, como quem implorava para eu fingir que não a conhecia, e assim eu fiz, embora já soubesse que ela ficava com outros por aí, eu nunca tinha visto, e aquilo me deu um desgosto de continuar saindo com ela, eu só ficaria quando rolasse as trocas, porque depois disso, perdi qualquer encanto na Luana.
O fim de semana foi entediante, sem nenhuma novidade, na segunda de manhã Bruno me passou uma entrega muito longo, na Zona Oeste, em Franco da Rocha, fui no ódio, mas tive que ir entregar uns receituários em um consultório odontológico, quando cheguei ainda me fizeram esperar porque a dentista responsável estava em atendimento, a raiva estava subindo, até a doutora me atender... que morena era aquela?
- Oi, você o rapaz que Bruno enviou?
- Isso, prazer... Kaique
- Prazer, me chamo Sabrina, posso dar uma olhada nos receituários?
- Claro
Ela olhou com atenção, enquanto eu a media de cima abaixo
- Tá certinho, obrigada viu?!
- De nada, posso... posso pegar seu WhatsApp? Pra uma avaliação
- Avaliação eu te passo o do consultório, você quer o do consultório ou o meu?
Dei um sorrisinho sem graça e falei: - O seu! Quero o seu.
Sabrina me passou, chamei imediatamente para ela salvar, mas só fomos conversar para valer a noite, ela me encheu de perguntas, sobre onde eu morava, o que eu fazia, gostos musicais... a conversa era ótima, mas eu não me sentia a altura para Sabrina, ela morava sozinha, tinha uma filha, tinha carro... o que ela ia querer com um motoboy? Ficar sim, mas namoro sério eu duvidava muito, depois de alguns dias, comentei com o Bruno numa conversa informal:
- A dentista que eu fui levar os receituários me passou o número dela, a gente tá se conhecendo
- Cuidado hein?! A Sabrina é uma excelente pessoa, não vacila com ela
- De onde vocês se conhecem?
- Ela era mulher do meu primo...
- Que primo? O que aconteceu?
- Você não conhece, se chama Felipe, é uma longa história, nunca entendi a putaria que o Felipe fez com ela
- Como assim?
- Ele separou dela, aí ela se juntou com um rapaz chamado Pedro, aí o Felipe e o Pedro hoje estão juntos...
- Caralho! Que coisa louca.
- É... estranho, nunca imaginei que o Felipe viraria gay assim do nada
- Esse Felipe deve ser um bosta, largar uma gostosa dessa pra virar gay
- O Felipe é da hora demais! O cara é a pessoa mais fantástica que eu conheço, mas isso pra mim não entra na minha mente
- O que ele tem de especial? Garanto que não fico pra trás em nada, eu me garanto.
- Pra ocupar o lugar dele tem que ter culhão hein?! O Felipe é diretor de uma das maiores empresas do Brasil, ganha uns 300k todo mês, a Sabrina tá acostumada com uma vida boa, você se garante?
Quando ouvi aquilo achei um exagero, de certa forma, se esse cara fosse tão bom assim não teria virado viado, mas sim... Sabrina tinha uma vida melhor que a minha, então eu tinha uma certa insegurança, mas continuamos conversando por um longo tempo, nesse período Luana e eu nos afastamos de uma vez, até que insisti muito para ficar com a Sabrina, por mensagem ela disse:
- Hoje não vou conseguir sair, o pai da Helena só chega mais tarde, meus pais estão viajando, me desculpe
- Não tem problema, só quero te ver, se quiser trazer sua filha
- Não acho legal marcar um encontro e levar minha filha assim... não quero que ela me veja com outro homem depois do pai dela por enquanto
- Então fala com ele, quando ele chegar eu vou aí...
- Tá, vou ver com ele
Depois de um tempo ela voltou:
- Ele vai chegar umas 21h, pode ser?
- Claro, 21h eu to aí
Atravessei São Paulo pra poder ficar com ela, já tínhamos escolhido um barzinho da região mesmo, cheguei por volta das 21h02 no endereço que ela me mandou, uma casa enorme, linda, fomos pro barzinho e ali conversamos muito, Sabrina me contou parte de sua vida e eu bem curioso disse:
- O Bruno comentou que seus dois ex estão juntos... é verdade?
- Sim... é uma longa história, melhor deixar isso pra lá
- Você deve ter ficado muito magoada
- Não, eu fiquei feliz por eles, tava na cara que eles ficariam juntos
- Como assim tava na cara?
Ela respirou fundo, abaixou a cabeça e disse:
- A gente ficava... nós três, chegamos a ter um trisal, mas o Pedro estava se apegando muito ao Felipe, o Felipe é mais na dele... mas acabou se permitindo descobrir seus sentimentos, eu fiquei feliz, porque os dois superaram preconceitos que eles mesmos tinham para ficarem juntos
- Poxa... interessante, então esse meio liberal deve ser de família
- Como assim de família?
Nessa hora percebi que tinha falado demais e tentei disfarçar, mas Sabrina era muito esperta e não sossegou até eu confessar a troca que fiz com Bruno, ela riu da situação e disse que Luana lembrava muito uma amiga dela, Sabrina tentou disfarçar algumas coisas, mas tinha muita incongruência nas suas falas, o que me fez perceber que ela escondia muito mais do que um trisal, mas isso não me importava para aquela noite, no fim do nosso rolê eu a deixei em casa, nos beijamos no portão e ela disse:
- Você não quer entrar? Você bebeu um pouquinho, não é bom dirigir pra tão longe
Concordei, já convicto do que ia acontecer, Sabrina e eu nos beijamos e fomos pro quarto rapidamente, quando ela tirou a roupa eu fiquei bobo, o corpo dela era escultural, se eu já tinha ficado besta com a Camila, a Sabrina conseguiu me deixar de queixo caído, essa mulher não era desse mundo.
Beijei todo seu corpo, do pescoço aos pés, sua buceta era linda, carnuda, molhada, quente... Sabrina me dava com vontade, gemia, arranhava, se entregava por inteira, durante a foda nós nos beijávamos com intensidade, e sem eu pedir, e sem nenhum pudor, enquanto ela cavalgava se desencaixou, segurou meu pau e enfiou no cuzinho, foi sentando devagar, gemendo com vontade, quando laceou ela sentava com força, nunca tive vivido isso com outra mulher, ela rebolava o cu em minha rola com uma vontade absurda, gozei dentro daquele cuzinho e dormimos agarradinhos, na manhã seguinte Sabrina me acordou.
- Kaique, Kaique... Kaique, acorda!
- Oi... desculpa, peguei num sono pesado
- O pai da Helena tá vindo trazer ela aqui, ele vai precisar entrar porque o Felipe tá trazendo um cercadinho pesado, tudo bem?
- Tá... eu fico no quarto até eles irem embora
- Não precisa, eles são de boa
- Mesmo assim, não vou me sentir confortável
- Deixa de ser bobo, vem tomar café
Fui para a cozinha, Sabrina estava apenas de camisa e calcinha, preparou um pão com frios para mim e logo a campainha tocou, eu esperava que ela se vestisse para atender a porta, mas não... ela foi atender exatamente como estava, eu me senti estranho vendo isso, ela entrou e ouvi a voz dela e do seu ex conversando:
- Trouxe uns danones também pra ela, ontem ela jantou bem (...)
Na minha mente, Pedro e Felipe deveriam ser dois gays afeminados, magros, baixos, daqueles que falam batendo palmas, mas quando eu vi Sabrina chegar com dois homens relativamente fortes, estranhei, um deles tinha minha altura, o outro era alto, sarado... falavam firmes, desconfiei se eles realmente eram gays ao vê-los.
O mais alto me cumprimentou educadamente, apertou minha mão com um aperto forte, e disse:
- Bom dia, prazer, novo namorado da Sabrina?
- Não... a gente tá... se conhecendo
- Então sinta-se privilegiado, a Sabrina nunca apresenta ninguém pra gente
Ela sorriu calmamente e disse baixo:
- É que o Kaique é o primeiro que to me envolvendo depois de tudo que aconteceu...
O outro, me cumprimentou tardiamente, acho que ele foi o que mais ficou enciumado, mas eu perguntei sem freios.
- Você costuma receber eles... de calcinha?
Sabrina: Eu tava com preguiça de ir no quarto, não tem problema, os dois me viram pelada várias vezes
Eu: E vocês não sentem atração?
Felipe: Claro que sentimos, que homem que não sente atração na Sabrina?
Eu: Mas vocês não são gays?
Felipe: Não... somos bi
Eu: Puts, que estranho hein?! Mas tá bom...
Sabrina abriu a geladeira oferecendo suco a eles ao invés de manda-los embora de uma vez, eles se sentaram e a conversa me fez me sentir mal.
Sabrina: Quando vocês vão pra Bahia?
Pedro: Amanhã
Felipe: Eu não to muito afim de ir, mas preciso, ainda bem que vai ser em Salvador
Eu: É cansativo o ônibus daqui pra lá?
Felipe: Não sei te dizer... nunca fui de ônibus
Esse foi o primeiro constrangimento, lembrei-me de Bruno dizendo que Felipe ganhava muito bem e resolvi não me meter no assunto.
Felipe e Pedro foram embora rapidamente, eu fiquei bem constrangido e disse:
- É estranho você atender dois homens assim de calcinha
- Não se apega nisso, relaxa - e me deu um beijo na bochecha
Fui embora logo em seguida, pensando se Sabrina prestava mesmo, passei o domingo lembrando dela, e do que fizemos, no final da tarde, Luana me mandou mensagem, pedindo dinheiro para fazer a unha... eu mandei, fui idiota, mas ainda não tinha colocado um ponto final de fato com ela, ela fez, depois apareceu na minha casa, o resultado disso foi que eu e Luana fodemos muito naquela noite, mas enquanto estávamos deitados, meu celular vibrou com Sabrina me ligando, a Luana viu e atendeu, eu tentei tomar o celular da mão dela, mas ela com muita raiva me empurrou.
- Alô? Quem? O que você quer com ele? Olha sua vagabunda, o Kaique é meu namorado, acho bom você não procurar mais ele! Se eu descobrir onde você mora vou atrás de você raspar sua cabeça. - e desligou
Luana se virou pra mim com ódio querendo explicações de quem era Sabrina, e eu respondi debochadamente:
- Você não disse que não temos relacionamento? Você fica com uns caras aí, e eu to ficando com ela..
Luana virou um tapa forte na minha cara, levantou da cama chorando, se vestindo, meu sangue fervia para arrebentar ela, mas fiquei ali, deitado, calado, só esperando ela ir embora, porque se eu me levantasse, eu me conhecia, não ia dar certo... Luana se vestiu, gritou comigo chorando, me chamando de canalha, vagabundo, verme, lixo e outros nomes, saiu, batendo todas as portas possíveis.
Em seguida, liguei para Sabrina, mas ela não me atendeu, não respondeu minhas mensagens a noite toda, eu me culpei por ter sido tão burro e ter ficado com Luana outra vez.
Na manhã seguinte, fui trabalhar, só foquei nas minhas entregas, cheguei a acreditar que Sabrina tinha me bloqueado, mas perto de umas 15h ela me ligou de novo.
- Oi...
- Oi, me desculpa pelo que a Luana te falou... ela estava descontro...
- Ela tava na sua casa?
- É... estava
- Hum
- Olha, eu sei que tá parecendo que ela é minha namorada, mas ela é um rolo, que eu não tinha conseguido me livrar, mas eu vou tirar ela da minha vida
- Não precisa, e não precisa me dar satisfações
- Sabrina, eu não quero perder você... a gente se conectou tão bem
- Kaique, eu aprendi uma coisa nessa vida... tudo que começa errado, termina errado, se acerta com ela, tá? Obrigada pelo fim de semana. - e desligou
Meu coração amargou, mandei muitos áudios para Luana a xingando, na hora do nervoso cheguei a pensar em ir atrás dela pra brigar pessoalmente, mas eu ainda tinha muitos trabalhos pra entregar, e isso me acalmou.
Durante a noite, tentei muito falar com a Sabrina, e não consegui, ela não me respondia.
No dia seguinte, Bruno me deu uma entrega, dessa vez era para uma empresa, em outra cidade, fui... me receberam na portaria e eu informei:
- Tenho uma entrega para o sr. Felipe
Na minha cabeça o nome era apenas uma coincidência, a recomendação que eu recebi do Bruno foi de entregar nas mãos desse Felipe, a moça da recepção telefonou e ele autorizou minha subida.
Quando entreguei naquele ambiente de gente chique, bati na porta de uma sala, quem abriu era Felipe... o ex da Sabrina, todo de social, ele pegou a encomenda, sorriu e disse:
- Caraca, você trabalho pro Bruno?! Que coincidência
- Eu nem assimilei o nome, achei que fosse outro Felipe
- Tranquilo, muito obrigado.
- De nada... você, você não ia pra Bahia?
- Sim, eu ia, mas apareceu umas demandas mais importantes então fiquei por aqui
- Entendi, sabe me dizer se a Sabrina tá bem?
Felipe fechou o semblante, e me mandou entrar, entrei, me sentei numa cadeira confortável e ele disse:
- Como assim você não sabe da Sabrina? Vocês não estavam juntos nesse fim de semana?
- Aconteceu uma treta aí, mas vou resolver, ela não tá me respondendo, mas de boa, vou lá, tenho mais entregas
Felipe em tom de ordem disse:
- O que você fez pra Sabrina?
Me senti constrangido, não fujo de briga, mas Felipe me estremeceu com a forma que falou.
- Não fiz nada, é uma situação mal explicada, uma confusão boba
Felipe se ajeitou na cadeira e disse:
- Espero que não tenha magoado a Sabrina...
Ele pegou o celular e começou a ligar pra ela, colocou no auto falante.
Sabrina: Oi Fe, fala rapidinho, vou chamar um paciente
Felipe: O que aconteceu entre você e o Kaique?
Sabrina: Tá com ciúmes? A gente... ficou, oshe
Felipe: Isso eu sei, mas digo de problemas... o que aconteceu?
Sabrina: Ah, ele... ele tem outra, só isso, mas tá de boa, como soube?
Felipe: Depois conversamos, vou resolver uns problemas aqui da empresa, beijo
Sabrina: Hoje a noite eu vou na sua casa tá? Beijo
Eu estranhei ela ter dito que iria na casa dele, mas assim que desligou, Felipe só levantou os olhos e me disse:
- Você vai me explicar isso
- Oshe caralho, e eu te devo satisfação? Vá se foder!
Felipe riu, eu estava puto, no riso dele ele disse:
- Vou descer com você, te acompanhar até a moto, vamos.
- Precisa me acompanhar não, tomar no cu viu?! Pra que você quer que eu te conte meu problema com a Sabrina? Você por acaso é macho dela ainda? Viadinho do caralho.
Felipe se levantou, abriu a porta, e me acompanhou até o elevador, eu estava com muita raiva pronto para partir pra cima dele a qualquer momento, ele desceu em silêncio e isso me fazia perder a raiva e passar a me preocupar com o que ele planejava.
No estacionamento da empresa, Felipe não disse absolutamente nada, subi na moto, e enquanto eu ajeitava o capacete ele olhou em meus olhos e disse:
- Lembre-se de que a gente podia ter resolvido isso numa conversa
- Vai fazer o que?
- Você vai contar o que aconteceu?
- Vou contar porra nenhuma!
- Beleza então, bom retorno.
Virou as costas e saiu tranquilamente, voltei pra gráfica, pensativo no que esse cara planejava, entrei:
- Bruno, tem mais entregas?
Bruno respirou fundo, me olhou e disse:
- Mano... desculpa, mas não dá pra continuar contigo na empresa
- O que? Qual foi mano? O que eu fiz de errado?
- Fez nada, os custos estão altos, eu vou dar um jeito de pedir uber nas outras entregas, você foi um ótimo funcionário
- Isso tem haver com seu primo, não é?
Bruno abaixou a cabeça e repetiu várias vezes:
- Você é foda mano! Você é foda, você é foda...
- O que eu fiz?
- Mano, o Felipe é meu sócio praticamente, ele que comprou as máquinas aqui, a gente divide a empresa, ele mandou te mandar embora
- Eu não sabia disso, achei que a loja era sua e da Camila
- É... mas ele investiu aqui também, muitos dos meus clientes vem de indicação dele... ele não me explicou nada, só me ligou e disse pra te demitir
Nessa hora, eu contei a situação da ligação pro Bruno, ele respirou fundo e disse:
- Tenta se resolver com a Sabrina, vou te manter na empresa, depois converso com o Felipe, mas resolve isso hoje! Tira o resto do dia pra se resolver porque o B.O é maior do que você pensa
Fui embora puto, liguei diversas vezes para Sabrina, mandei muitas mensagens e nada dela me responder, quando eu já perdi a expectativa, umas 23h ela me liga:
- E aí, tá podendo falar ou sua namorada tá do lado?
- Ela não é minha namorada, já te expliquei
Sabrina e eu ficamos uns 40 minutos em ligação, não contei do meu encontro com Felipe, mas Sabrina compreendeu a situação e decidiu me dar uma nova oportunidade para consertar as coisas.
No dia seguinte, fui trabalhar e disse pro Bruno:
- Resolvi as coisas lá com a menina, posso trabalhar de boa?
- Pode... mas antes o Felipe quer falar com você, to te passando o número dele, liga pra ele.
- Porra, que cara chato, ele não tem mais nada com ela, pra que isso?
- Mano, só faz.
Saí pra rua e liguei:
- Fala mano, queria falar comigo?
- Se resolveu com a Sabrina?
- Sim, tá tudo certo já
- Beleza, o Bruno me explicou a situação com a tal Luana
- Tá bom então
- Kaique... não vacila com a Sabrina
- Pode deixar que de agora em diante eu resolvo
- Certo... certo, mas to de olho em você
- Que porra é essa? Vai ficar me ameaçando? Se não der certo vai fazer o que?
- Vou deixar claro pra você entender... se não der certo, não deu, mas se você fizer a Sabrina chorar, eu faço você chorar, entendido?
- Ah cara... você tá me desgastando, vou pras minhas entregas, se cuida aí
Pra mim, Felipe era aqueles ex chatos, que ficavam acompanhando cada passo da ex mulher, na sexta ela veio pra minha casa conhecer como era minha vida, aqui a realidade é diferente da casa que ela morava... Sabrina teve que deixar o carro na calçada, porque não tenho garagem, apenas um corredor onde ponho a moto, a janela de casa já dá na rua, com grade em volta pra evitar roubos, minha casa é apertada, ela entrou medindo tudo...
- Desculpa pela falta de conforto
- Tá até bem arrumadinho
Me aproximei sorrindo para beijá-la.
- Que bom que você veio
- Não fica mal acostumado
Nos beijamos lentamente, tiramos a roupa, percorri minhas mãos em cada curva do corpo dela, beijei ela por inteira, até lamber todo o mel que escorria do meio de suas pernas, Sabrina me chupou logo após, uma mamada gostosa, com calma, percorrendo a língua da cabeça até meu saco, quando eu a penetrei ela me abraçou, se entregando totalmente, eu fodia firmemente, o som das estocadas e dos gemidos preenchiam meu quarto, Sabrina ficou de quatro, eu fodia sua buceta com vontade, até que pincelei meu pau no cuzinho dela, e ao invés dela reclamar, ela se ajeitou deixando-o na altura ideal para eu entrar, entrei, ela deu a arfada de dor, mas não se retirou, aos poucos seu cu se abria pra me receber, e eu conseguia meter mais firme, fodi com muita vontade, até encher seu cu de porra.
Após a foda, tomamos nosso banho, nos deitamos e eu pedi alguns lanches para nós, a simplicidade dela me assustava, Sabrina se deitou sobre meu peito, acariciando minha barriga, nessa hora conversamos sobre sua vida, sua filha, seus projetos... até eu falar da situação do Felipe... e com os ânimos acalorados disse:
- Esse cara é um lixo, tá querendo controlar sua vida
Sabrina ergueu a cabeça e me repreendeu:
- Ele é meu melhor amigo, e ele se importa comigo
- Ele não precisava ficar me ameaçando
- O Felipe move céus e terra por mim, relaxa, ele é assim, mas ele tem bom coração
- Você ainda se envolve com ele?
Ela abaixou a cabeça, mas não fugiu da resposta:
- Sim, ainda sim
- E agora que estamos... ficando, você vai continuar ficando com ele?
- Não... se a gente for namorar, namoro é a dois
- O marido dele sabe disso?
- Sabe...
- Você... você fica com os dois?
- Uhum...
Estranhamente meu pau endureceu ao saber que Sabrina estava acostumada a aguentar duas rolas ao mesmo tempo, busquei os lanches e a noite passou tranquila, fodemos novamente pela manhã, Sabrina não tinha pressa em ir embora, estávamos tendo uma manhã gostosa, até Luana bater na minha porta.

Comentários (7)

Regras
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  • Mais um: Vi q o trisal do outro conto voltou e tô achando q esse kaique vai ser corno da Sabrina pq ela N vai para de dar pro Felipe e Pedro e essa Luana vai incomodar bastante.

    Responder↴ • uid:7124097d9i
  • Apenas mais um.: Adorei saber que esse conto é do mesmo universo do anterior, será que a Sabrina vem aí pra limpar a imagem dela, será que vamos ter fodas com Felipe e Pedro no meio?

    Responder↴ • uid:fuortbkql
  • Fernandinha: Eu amo todos os contos que tem uma pegada assim, amo tudo de pesado T Maluzinharsk

    Responder↴ • uid:g61ztr4zk
  • Vidanacabana-: A Sabrina também tem um dedo pra escolher homem hein,o Felipe, o Pedro, agora o Kaique,todos querendo suruba mas ao mesmo tempo se excitando com o pau dos outros

    Responder↴ • uid:1cotwzr3nm2u
  • Corno submisso: Gostei da inclusão de pedro, sabrina e felipe. Mas espero que eles não tenham tanta relevância e nem que desgaste o relacionamento de felipe e pedro

    Responder↴ • uid:1dnfztbvekk1
    • PA22: Concordo, não acho que o Pedro e Felipe devam ter muita participação no conto. Eu achei o Felipe ter mandado o Bruno demitir o Kaique, mas o Bruno não ter obedecido uma falta de consideração enorme, visto que a Gráfica só existe por causa do Felipe!

      • uid:2ql4b6xij
  • PA22: Confesso que saber que a Sabrina está nesse conto me incomodou, mas até o momento o conto está legal.

    Responder↴ • uid:2ql4b6xij