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A obsessão sexual do meu filho - parte 7

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Leninha83

Rogério sentou-se à minha frente na mesa da cozinha naquela manhã de terça-feira, segurando a xícara de café entre as mãos com uma expressão que eu já conhecia bem — aquela cara de quem está prestes a propor uma solução prática para um problema que, na cabeça dele, já estava resolvido. O sol entrava pela janela, iluminando as manchas de umidade que o inverno deixara no peitoral, e eu sentia o peso do cansaço ainda pairando sobre mim, resultado de mais uma noite mal dormida, perturbada pelos pensamentos que não conseguia dominar.

— Conversei com uma ex colega minha — ele começou, e eu ergui os olhos do prato, sentindo meu estômago revirar de um jeito que não soube interpretar imediatamente. — A Cláudia. Você não a conhece, é uma secretária lá da empresa, que conheci há uns anos , quando fazia entregas no interior. Viúva, tem uns cinquenta e poucos anos, uma mulher de mundo, sabe? Não é prostituta, mas... enfim, ela topou ajudar.

Eu ouvia aquilo com uma atenção que não correspondia ao meu estado interior. Por fora, mantinha a compostura de sempre, aquela Sandra que há décadas ouvia as propostas do marido e sabia concordar sem criar atritos. Mas por dentro, algo estranho se movia, uma sensação que eu não tinha nome para dar, ou talvez tivesse medo de nomear. Era como se alguém estivesse tentando tomar algo que eu ainda não havia admitido ser meu.

— Ela vai vir aqui? — perguntei, tentando parecer apenas preocupada com a logística, com a praticidade da coisa.

— Não, eles vão no motel. Não quero que isso se misture com o nosso lar, com nossa rotina. Vou pagar direitinho, trezentos reais por encontro, ela não vai se sentir desrespeitada, e o Felipe vai ter sua experiência sem complicações emocionais.

Assenti, concordei que era uma boa solução, que finalmente o Felipe teria uma válvula de escape que não dependesse de mim, que poderíamos retomar nossa normalidade. Mas por dentro, algo se contorcia. Complicações emocionais. Era exatamente isso que eu temia? Ou era o medo de perder algo que, inconscientemente, já tinha se tornado meu?

Naquela noite, deitada ao lado de Rogério, eu não conseguia dormir. Meu marido já ronronava baixinho, e eu ficava olhando para o teto, pensando no que estava por vir. A ideia de outra mulher tocando no meu filho, sentindo o que eu vinha sentindo, fazendo-o sentir o que eu o fazia sentir... era insuportável. E o pior: eu não podia dizer isso em voz alta. Como explicar que a mãe, que deveria ter feito aquilo uma única vez por obrigação maternal, agora sentia um possessivo arrepio só de pensar em compartilhá-lo?

Mas não era apenas possessão. Era algo mais confuso, mais profundo. Era a certeza de que, nos últimos meses, aquilo que começara como um sacrifício maternal havia se transformado em algo que eu não conseguia mais definir. Quando Felipe me tocava, quando me penetrava, quando gozava dentro de mim, eu sentia... o quê? Não era apenas o prazer físico, embora isso também existisse, de forma crescente e perturbadora. Era uma sensação de completude, de ser necessária de uma forma que Rogério nunca havia me necessitado.

E agora, Rogério queria tirar isso de mim. Não sabia que estava tirando, claro. Para ele, eu era apenas a mãe que havia ajudado o filho em um momento de necessidade, e agora podia retomar seu papel de esposa. Mas eu não queria retomar nada. Eu queria... eu não sabia o que eu queria, mas não era isso.

Na manhã seguinte, quando Rogério saiu para marcar os detalhes com a Cláudia, eu fiquei parada na cozinha por longos minutos, olhando para a pia, para as louças, para nada. Ele havia dito que seria na sexta-feira da semana seguinte, o que nos dava dez dias. Dez dias. Uma eternidade e um piscar de olhos ao mesmo tempo.

Quando ouvi Felipe descendo as escadas, senti meu coração acelerar. Ele entrou na cozinha, ainda de pijama, o cabelo bagunçado, aquele corpo jovem que eu conhecia tão intimamente agora. Ele me olhou, e sorriu, aquele sorriso tímido de sempre, e eu senti algo se contrair no meu peito.

— Bom dia, mãe — disse ele, e sua voz tinha um tom íntimo que me fez estremecer.

— Bom dia — respondi, e minha voz saiu rouca, carregada de um peso que eu não podia revelar.

Ele se sentou à mesa, e eu me virei para preparar seu café, sentindo suas costas como uma presença física, um campo magnético que me puxava. Eu queria dizer algo, mas não sabia o quê. Queria explicar que as coisas iam mudar, que haveria outra mulher, que eu... que eu o quê?

— Seu pai vai trazer alguém para você — acabei dizendo, sem me virar, mantendo as mãos na pia. — Uma mulher. Para te ensinar coisas.

O silêncio atrás de mim foi denso, pesado. Quando me virei, ele estava me olhando, confuso.

— Uma prostituta?

— Não exatamente. Uma amiga dele. Alguém que vai cobrar, mas que não é... enfim. Ele acha que é a solução. Para você não depender mais de mim.

Ele ficou em silêncio por um momento, e eu não conseguia interpretar sua expressão. Será que ele estava aliviado? Desapontado? Indiferente?

— E você... quer isso? — perguntou ele, finalmente.

Olhei para ele, para aquele rosto jovem que eu conhecia desde que ele nasceu, e senti uma onda de calor subir pelo meu corpo. Não era apenas o calor da excitação. Era o calor da posse, do medo de perder, da necessidade de marcar território. Mas também era algo mais profundo, mais confuso. Era a necessidade de que ele soubesse, no corpo e na alma, que nenhuma outra mulher poderia oferecer o que eu oferecia.

— Eu não quero — sussurrei, e minha voz saiu trêmula, quase um sussurro.

As palavras ficaram penduradas no ar entre nós. Felipe me olhou, e em seus olhos eu vi algo mudar. Não era mais o olhar de um garoto dependente, mas de um homem que percebia seu poder, e também sua confusão.

— Então... o que você quer, mãe?

Respirei fundo. Meu corpo já sabia a resposta, mesmo que minha mente ainda estivesse confusa, ainda lutando contra os próprios desejos.

— Eu quero... — comecei, e minha voz falhou. Tentei novamente. — Eu quero que você me faça sentir. Não como antes. Antes era para você. Eu queria que você aprendesse, que perdesse a virgindade, que se sentisse homem. Mas agora... agora eu quero que você me faça sentir prazer.

A palavra saiu estranha da minha boca. Prazo. Como se eu estivesse pedindo permissão para existir em meu próprio corpo, como se o prazer fosse algo que eu deveria pedir, não algo que eu deveria exigir.

Felipe se aproximou de mim, timidamente. me deu a mão e subimos para o meu quarto, e eu fechei a porta com cuidado, trancando-a. Não havia pressa, não havia a urgência feroz das outras vezes, quando eu me sentia obrigada a cumprir uma missão. Era apenas nós dois, explorando um território novo, mas familiar.

— Deita aqui — pedi, indicando a cama. — Quero tentar algo diferente.

Ele se deitou, e eu me deitei ao lado dele, de costas, olhando para o teto. Por um momento, ficamos apenas respirando o mesmo ar, sentindo a presença um do outro.

— Toca em mim — pedi, e minha voz saiu mais suave do que eu esperava. — Mas não para me fazer sentir bem. Toca para aprender. Sinta como eu sou.

Ele começou pelas mãos. Pegou minha mão entre as dele, estudando-a, passando os dedos pelos meus dedos, pelas linhas da minha palma. Depois subiu pelo braço, sentindo a pele macia, os pelos quase invisíveis, a curva do ombro. Cada toque era uma descoberta, uma cartografia de meu corpo que ele já conhecia, mas que agora reivindicava como seu.

— Você é tão macia — ele sussurrou.

— Continue — incentivei. — Vá descendo.

Ele desceu pelo meu pescoço, e eu arqueei a cabeça, dando-lhe acesso. Seus dedos eram hesitantes, mas curiosos. Quando chegaram aos meus seios, ele parou, olhando para mim como se pedisse permissão, embora já tivéssemos feito isso tantas vezes.

— Pode tocar — disse eu. — Mas faz devagar. Quero sentir cada segundo.

Ele tocou, primeiro por cima da blusa, depois, com minha ajuda, por baixo. Quando sua mão nua encontrou meu seio, nós dois suspiramos. Ele apertou com uma força que quase doeu, e eu o corrigi:

— Mais leve. Assim... isso. Circula o mamilo... sente como ele endurece?

— Sim — ele respirou, fascinado.

— É sinal de que meu corpo está respondendo. Que eu estou gostando.

Ele continuou, agora com as duas mãos, massageando meus seios com uma ternura que me fez sentir lágrimas nos olhos. Não de tristeza, mas de uma vulnerabilidade profunda. Eu estava me entregando, não apenas meu corpo, mas minha necessidade de ser tocada, de ser desejada, de ser vista como mulher, não apenas como mãe ou objeto de educação sexual.

— Agora desce mais — orientei, minha voz já mais rouca. — Quero que você me veja. Toda.

Ele desceu pela minha barriga, e eu levantei os quadris para que ele pudesse remover minha saia e minha calcinha. Quando fiquei nua da cintura para baixo, ele parou, admirando, mas desta vez era diferente. Ele não estava apenas vendo minha pepeka, estava reconhecendo-a como sua, aceitando-a como o lugar onde ele pertencia.

— Abre as pernas — pediu ele, e eu obedeci, surpresa com a audácia dele, mas também excitada.

Ele se posicionou entre minhas coxas, e eu senti sua respiração quente sobre minha pele mais íntima. Ele estava olhando, estudando, e eu me senti exposta, vulnerável, mas também poderosa. O poder de ser o objeto de tanta atenção, de tanto desejo genuíno.

— Posso... posso beijar? — perguntou ele, hesitante, embora já tivesse feito isso antes.

— Por favor — sussurrei, e minha voz saiu quase um gemido.

Quando sua língua tocou minha pepeka pela primeira vez naquela manhã, foi um choque elétrico. Não pelo contato em si, mas pela ternura com que ele o fez. Ele não atacou, não devorou. Ele provou, como quem prova um vinho raro, sentindo as notas, a textura, o sabor, mas desta vez havia uma reverência que antes não existia.

— Assim... — eu o orientei, minhas mãos em seus cabelos. — Não na entrada ainda. No grelinho, aquele pontinho no topo... isso...

Ele encontrou, e eu gemi, não pude evitar. Era um gemido que vinha das profundezas, que escapava antes que eu pudesse contê-lo. Mas eu não queria conter. Eu queria que ele soubesse o quanto eu estava gostando, o quanto seu toque me afetava.

— Gostou? — perguntou ele, levantando o rosto, os olhos brilhando.

— Não para — implorei. — Por favor, não para.

Ele voltou, e desta vez com mais confiança, mas também com uma atenção que me surpreendeu. Ele circulava o grelinho com a língua, às vezes pressionando, às vezes aliviando, criando um ritmo que fazia minha cabeça girar. Eu sentia minha respiração ficar ofegante, meu corpo se arquear involuntariamente, buscando mais contato, mais pressão, mais tudo.

— Enfia agora — pedi, quase desesperada, mas também curiosa. — Mete a língua dentro. Quero sentir você dentro de mim.

Ele obedeceu, e a sensação de sua língua quente e molhada entrando em mim, se movendo dentro de mim, foi avassaladora. Eu agarrei os lençóis com força, minhas unhas cravando no tecido. Ele alternava entre chupar meu grelinho e enfiar a língua, e eu sentia a pressão subindo, subindo, como uma maré que não sabia onde ia parar.

— Felipe... — eu gemia seu nome, e soar meu nome de sua boca enquanto ele me chupava era uma profanação deliciosa. — Isso... isso está bom demais...

Ele colocou um dedo, timidamente, na entrada da minha pepeka, e eu empurrei contra ele, querendo mais. Ele entrou, devagar, sentindo minha umidade, minha abertura, e eu apertei em torno dele, querendo senti-lo ali.

— Você está tão molhada — ele disse, maravilhado.

— Você que está causando isso.

Ele começou a mover o dedo, enquanto sua língua continuava no meu grelinho, e eu senti algo começar a se construir dentro de mim. Não era apenas o prazer físico, era uma espécie de onda emocional, uma sensação de estar sendo vista, sendo compreendida, sendo amada em minha totalidade. E pela primeira vez, eu não estava pensando nele, no que ele estava aprendendo, no que ele estava sentindo. Eu estava pensando em mim. No meu prazer. Na minha necessidade.

— Mais rápido — pedi, e minha voz estava rouca, quase irreconhecível. — E chupa mais forte... meu Deus, Felipe, isso...

Ele acelerou o ritmo, e eu senti minhas pernas começarem a tremer. Não era um tremor pequeno, era um terremoto que vinha das profundezas do meu ser. Eu estava subindo, subindo, sendo levada por uma correnteza que eu não controlava mais, e eu não queria controlar. Eu queria ser levada. Eu queria me perder.

— Vou gozar — avisei, quase assustada com a intensidade do que estava por vir. — Felipe, eu vou... não para... por favor, não para...

E então veio. Não foi um gozo rápido e funcional, como eu tinha às vezes na masturbação, ou mesmo nos momentos anteriores com ele, quando eu me concentrava em fazê-lo sentir-se bem. Foi uma onda gigantesca que me pegou de surpresa, que me levantou e me jogou contra as rochas do prazer absoluto. Eu gritei, não me importando se os vizinhos ouviriam, se o mundo inteiro ouviria. Eu gritei enquanto minha pepeka se contraía em espasmos violentos em torno do dedo dele, enquanto jatos de fluido escorriam de mim, molhando o rosto dele, a cama, tudo.

Ele não parou. Continuou chupando, continuou movendo o dedo, prolongando meu orgasmo até que eu não aguentasse mais. Até que eu tivesse que empurrar sua cabeça, suplicando:

— Chega... chega, meu amor... eu não aguento mais...

Quando ele levantou o rosto, estava brilhante, coberto por mim, e havia um sorriso de conquista em seus lábios, mas também uma expressão de admiração, de reverência. Ele sabia o que tinha feito. Ele sabia que agora era diferente. Que eu havia me entregado completamente.

Eu deitei ali, ofegante, sem forças, sentindo meu corpo vibrar ainda com as ressonâncias do gozo. Ele se deitou ao meu lado, me abraçando, e eu me aninhei em seu peito, sentindo seu coração bater tão forte quanto o meu.

Ficamos ali por um tempo, em silêncio, apenas respirando o mesmo ar, conectados de uma forma que antes não existia. Meu corpo ainda vibrava com as ondas residual do orgasmo, aquela sensação de flutuação que me fazia sentir como se eu estivesse suspensa, sem peso. A mão dele acariciava meu cabelo com uma ternura que me arrepiava, e eu ouvia sua respiração se acalmando aos poucos, voltando ao ritmo normal.

Estendi a mão e apertei seu pau, a pulsação que eu podia sentir sob meus dedos. Ele estremeceu ao meu toque, e eu vi seus olhos fecharem por um instante, a boca entreaberta. Era a primeira vez que eu o tocava assim, puramente por vontade própria, não como parte de uma orientação ou preparação, mas porque eu queria senti-lo, porque meu corpo ainda estava acordado, sensível, curioso.

Sentei-me na cama, ainda trêmula, ainda sentindo as pernas fracas. Eu me posicionei sobre ele, segurando seu pau com uma mão, guiando-o até a minha entrada. Ele estava tão molhado, tão escorregadio, que quando eu desci, ele entrou facilmente, preenchendo-me de uma forma que me fez suspirar profundamente.

— Nossa — ele gemeu, suas mãos indo automaticamente para minha cintura.

— Calma — eu disse, colocando minhas mãos sobre as dele. — Deixa eu... deixa eu controlar.

Ele assentiu, ofegante, e eu comecei a mover-me. Devagar, muito devagar, sentindo cada centímetro dele dentro de mim, a forma como ele me esticava, como ele tocava pontos que eu nem sabia que existiam. Eu estava acima dele, dominando o ritmo, e era uma sensação de poder que eu não esperava, uma sensação de posse e entrega ao mesmo tempo.

Eu movia meus quadris em círculos, experimentando, sentindo onde ele me tocava mais profundamente, onde a fricção era mais intensa. Ele me olhava com uma expressão que misturava adoração e esforço contido, tentando não se mover, deixando-me conduzir.

— Está bom? — perguntei, e minha voz saiu mais suave do que eu pretendia, quase um sussurro.

— Está perfeito — ele respondeu, ofegante. — Você... você é tão quente, tão apertada...

— Não fala — pedi, colocando um dedo nos lábios dele. — Só sente. Só fica comigo.

Continuei movendo-me, encontrando um ritmo que me agradava, não rápido demais, não lento demais. Era um ritmo de descoberta, de exploração. Eu sentia cada movimento reverberar em meu corpo, não apenas na minha pepeka, mas em todo meu ser. Era diferente das outras vezes, quando eu me preocupava com a posição, com a técnica, com o que ele estava aprendendo. Agora eu estava preocupada apenas com a sensação, com a conexão, com o prazer que construíamos juntos.

Ele começou a se mover por baixo de mim, levantando os quadris para encontrar meus movimentos, e eu deixei, ajustando-me a ele. Nossos corpos encontraram uma sincronia que parecia antiga, conhecida, embora estivéssemos apenas começando a descobrir.

— Eu estou perto — ele avisou, e sua voz estava tensa, controlada. — Eu posso... eu posso sair, se você quiser.

Olhei para ele, para aquele rosto jovem que me olhava com tanta entrega, tanta confiança, e senti algo se deslocar dentro de mim. Eu não queria que ele saísse. Eu queria senti-lo, queria que ele me marcasse de uma forma que só aquela intimidade podia oferecer.

— Não — eu disse, e minha voz saiu firme, decidida. — Não sai. Goza dentro de mim. Eu quero sentir você.

— Mas... você tem certeza? — ele perguntou, hesitante, embora seus olhos mostrassem o quanto ele desejava aquilo.

— Tenho — confirmei, aumentando um pouco o ritmo, sentindo-o mais fundo. — Eu quero sentir você gozando dentro de mim. Quero sentir você me enchendo.

Ele gemeu, um som que parecia vir das profundezas de seu ser, e suas mãos apertaram minha cintura com mais força. Eu continuei me movendo, sentindo-o crescer dentro de mim, sentindo a tensão se acumular em seus músculos.

— Vou gozar, mãe — ele avisou, quase um gemido.

— Goza — eu pedi, e minha voz estava rouca, cheia de um desejo que eu não sabia que podia sentir. — Goza dentro de mim. Dessa vez, eu quero.

Ele explodiu, e eu senti cada jato quente inundando-me, pulsando contra minhas paredes internas. Seu corpo se arqueou por baixo de mim, seus músculos se contraindo, e ele apertou-me contra ele, enterrando o rosto em meu pescoço, gemendo meu nome contra minha pele. Eu fiquei imóvel, sentindo-o, recebendo-o, sentindo a intimidade absoluta daquele momento em que ele se perdava dentro de mim.

Quando ele terminou, quando seus últimos espasmos se acalmaram, eu ainda estava sentada nele, sentindo-o amolecer dentro de mim, mas ainda lá, ainda conectado. Ele estava ofegante, seu rosto vermelho, seus olhos brilhantes. Eu me inclinei e beijei sua testa, uma ternura maternal que se misturava ao que tínhamos acabado de fazer.

— Obrigada — eu sussurrei, e não sabia exatamente por quê estava agradecendo, mas sentia que precisava dizer aquilo.

Ele apenas sorriu, um sorriso cansado, satisfeito, e me puxou para deitar em seu peito novamente. Ficamos ali, conectados, suados, exaustos, mas em paz.

Depois, quando nossos corações se acalmaram, eu me levantei e fui ao banheiro limpar-me. Quando voltei, ele estava sentado na cama, ainda nu, e eu me sentei ao lado dele, pegando sua mão. Precisávamos conversar.

— Preciso te contar uma coisa — comecei, e minha voz estava séria agora, embora relaxada, satisfeita. — Sobre o que seu pai planejou. Sobre essa mulher, a Cláudia.

Ele me ouviu atentamente enquanto eu explicava os detalhes que Rogério havia me contado: o apartamento, o dinheiro, a data marcada para a semana seguinte. Quando terminei, ele ficou em silêncio por um momento, processando.

— E você... quer que eu vá? — perguntou ele, finalmente, e havia um tom de medo em sua voz, medo de que eu dissesse sim.

— Não — respondi, firme, olhando em seus olhos. — Mas não posso simplesmente dizer ao seu pai que não quero. Ele precisa acreditar que você não quer. Que você está satisfeito, que não precisa mais disso. Que essa fase passou.

— Mas eu não estou satisfeito — disse ele, e meu coração deu um salto, até que ele continuasse: — Eu quero mais, mas quero só com você.

— Então vamos combinar — propus. — Quando seu pai falar com você, você diz que pensou melhor, que não se sente confortável com uma estranha, que prefere esperar por alguém especial. Alguém que você conheça, que tenha uma conexão. Diz que está tranquilo agora, que a fase ruim passou, que você se sente mais confiante.

— E ele vai acreditar?

— Acho que sim — respondi. — Ele quer que esse problema se resolva, que nossa família volte ao normal. Se você mostrar confiança, se disser que está bem, ele vai relaxar. Vai achar que cumpriu seu papel de pai, que fez o que tinha que fazer, e que agora podemos seguir em frente.

— E depois? — perguntou Felipe. — O que acontece depois?

— Depois... depois nós vamos ter que ser muito cuidadosos.

Ele sorriu, aquele sorriso jovem e malicioso, e me beijou. Foi um beijo longo, profundo, que selava nosso pacto, nossa conspiração silenciosa.

Naquela noite, quando Rogério voltou, eu estava preparando o jantar, aparentemente calma, embora por dentro eu estivesse em ebulição. Felipe desceu alguns minutos depois, e os três nos sentamos à mesa como uma família normal, embora eu soubesse que nada ali era mais normal.

Foi Felipe quem tomou a iniciativa, conforme combinado, e ele fez isso com uma naturalidade que me impressionou.

— Pai, posso falar uma coisa?

Rogério levantou os olhos do prato, surpreso.

— Claro, filho.

— É sobre... sobre o que você tinha planejado. Para o meu aniversário. Aquela... ajuda.

Rogério olhou para mim, e eu mantive uma expressão neutra, curiosa, como se não soubesse do que se tratava, embora meu coração batesse descontroladamente.

— Ah, sim — disse Rogério, desconfortável. — O que foi?

— Eu pensei melhor — disse Felipe, e sua voz estava firme, madura, convincente. — Agradeço muito a intenção, de verdade. Mas eu não me sinto confortável com a ideia de... de pagar alguém. Ou mesmo de estar com alguém que eu não conheço, só porque preciso. Parece errado, sabe? Eu prefiro esperar. Conhecer alguém de verdade, ter uma conexão, mesmo que demore.

Rogério pareceu surpreso, mas também aliviado, eu percebi. Ele queria que aquilo fosse resolvido, e se o filho dizia que estava bem, quem era ele para questionar?

— Você tem certeza? — perguntou ele. — Porque eu achei que você estava tão ansioso, tão necessitado...

— Eu estava — admitiu Felipe. — Mas ultimamente eu tenho me sentido melhor. Mais confiante. Acho que essa fase de obsessão já passou. Eu estou pronto para esperar a pessoa certa. Não preciso mais da... da ajuda emergencial.

Rogério olhou para mim, e eu sorri, um sorriso de mãe orgulhosa, de esposa aliviada.

— Acho que nosso filho está amadurecendo — comentei, levemente, e minha voz saiu tão natural que eu quase me enganei.

— É... é verdade — disse Rogério, e houve uma pausa. — Bom, se é isso que você quer, filho, eu respeito. Acho que... acho que talvez seja melhor assim, mesmo. Menos complicado.

— Obrigado, pai — disse Felipe, e quando olhei para ele, vi um brilho em seu olho, uma piscadela quase imperceptível na minha direção.

O resto do jantar foi leve, quase festivo. Rogério parecia ter tirado um peso das costas, e eu também, embora meu alívio fosse diferente.

Quando fomos para a cama, Rogério me puxou para um abraço.

— Acho que resolvemos nosso problema — disse ele, sorrindo. — Ele está bem. Finalmente. E nós também podemos voltar ao normal.

— Finalmente — concordei, e beijei seu rosto. Transamos, trivialmente.

Na manhã seguinte, acordei antes de todos. O sol entrava pelas frestas da cortina, criando listras douradas no teto. Eu fiquei deitada, olhando para aquelas listras, e minha mente começou a trabalhar com uma intensidade que me assustou.

Os pensamentos vinham em ondas contraditórias. Um momento eu estava em pânico, pensando nas consequências se alguém descobrisse, no escândalo, na destruição da nossa família, na perda de tudo que eu construíra. No momento seguinte, eu estava excitada, lembrando do rosto de Felipe entre minhas pernas, da forma como ele me olhava, como se eu fosse a coisa mais preciosa do mundo, como se meu prazer fosse o único objetivo dele.

Eu me levantei, vesti meu robe, e desci para fazer café. A casa estava em silêncio, apenas o som dos pássaros lá fora. Eu fiquei na cozinha, olhando pela janela, pensando no futuro.

Como seria daqui em diante?

E então eu ouvi passos na escada. Felipe apareceu na cozinha, ainda de pijama, o cabelo bagunçado, aquele corpo jovem que eu conhecia tão intimamente agora. Ele me olhou, e sorriu, aquele sorriso tímido de sempre, e eu senti algo se contrair no meu peito, uma mistura de amor materno e desejo profano que me deixava tonta.

Ele se sentou à mesa, e eu me virei para preparar seu café.

Mas então ouvimos o som de Rogério se levantando. Ele desceu alguns minutos depois, bocejando, e nos três tomamos café juntos, como uma família normal. Eu mal conseguia olhar para Felipe sem sentir meu rosto corar, sem lembrar de como ele havia me feito sentir no dia anterior.

Quando Rogério anunciou que iria no mercado, senti meu coração acelerar. Ele disse que seria rápido. Assim que a porta se fechou, o silêncio na casa ficou denso, carregado de eletricidade.

Eu estava lavando as louças quando senti Felipe se aproximar por trás. Ele colocou as mãos na minha cintura, e eu estremeci, sentindo seu corpo quente contra minhas costas.

— Temos pouco tempo — respondi, mas não me afastei. Pelo contrário, me encostei mais nele, sentindo sua ereção pressionando contra minha bunda.

Ele começou a beijar meu pescoço, e eu fechei os olhos, deixando a louça de lado. Suas mãos subiram, encontrando meus seios por baixo da blusa, e eu gemi baixinho, não me importando mais com o risco, com a sanidade, com nada além daquele momento.

— Vamos para o meu quarto — Ele pediu.

— Não temos tempo — Eu respondi. — Aqui. Agora.

Ele me virou de costas para a pia, arrancou meu robe. Eu estava molhada instantaneamente, pronta para ele. Quando ele entrou, foi com uma urgência que me fez agarrar a borda da pia, ofegante.

— Meu Deus, Felipe... — gemi, sentindo-o preencher-me completamente.

Ele começou a me penetrar, batendo em mim com uma força que fazia minha bunda balançar. Eu olhava pela janela, para o quintal vazio, pensando que qualquer vizinho que olhasse veria apenas uma mulher lavando louça, não saberia que seu filho a estava fodendo por trás com uma urgência desesperada.

— Está gostoso? — ele perguntou, ofegante, e sua voz tinha um tom possessivo que me excitava ainda mais.

— Está— respondi, olhando para trás, encontrando seus olhos.

Ele diminuiu o ritmo, mas manteve a profundidade, movendo-se em círculos, tocando exatamente o ponto que me fazia ver estrelas. Eu sentia cada movimento, cada pulsação dele dentro de mim, e eu queria que aquilo durasse mais, mas sabia que não podíamos arriscar.

— Vou gozar — ele avisou, e eu senti suas mãos apertarem minha cintura com mais força.

— Dentro — pedi. — Goza dentro de mim.

Ele explodiu, e eu senti seus jatos quentes inundando-me, enquanto ele mordia meu ombro para conter seus próprios gemidos. Ficamos ali, conectados, ofegantes, até que ouvimos o som de um carro se aproximando.

— Ele voltou — sussurrei, sentindo pânico e excitação se misturarem.

Felipe saiu de mim rapidamente, eu vesti o robe, tentando parecer normal, embora minhas pernas estivessem trêmulas, com gozo escorrendo.

Quando Rogério entrou, alguns minutos depois, nos encontrou na mesma posição: eu na pia, Felipe na mesa, tomando café. Ele não notou nada, não sentiu a eletricidade no ar, o cheiro de sexo que ainda pairava.

— Esqueci a carteira — disse ele, pegando-a do balcão. — Volto já.

Assim que a porta se fechou, eu e Felipe nos olhamos, e rimos, um riso nervoso.

— Essa foi por pouco

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