A nova realidade que mudou o mundo parte 155 - Gestação
Com o passar dos meses, o corpo de Caroline transformou-se numa prisão ainda mais cruel. Sua barriga agora estava enorme, redonda e pesada, esticada ao limite pela gravidez de gêmeas confirmada pelos veterinários. A inseminação havia sido extremamente eficaz, dois fetos de fêmeas para substitui-la, fortes cresciam dentro dela, pressionando seus órgãos, roubando seu fôlego e fazendo suas costas doerem constantemente. Os seios, antes apenas cheios, agora estavam gigantescos, inchados de leite, veias azuis visíveis sob a pele esticada, mamilos escuros e permanentemente úmidos.
A máscara de metal, aquela mesma que ela havia recebido, tornava-se um instrumento de tortura cada vez mais refinado. Com o inchaço da gravidez, o rosto dela havia engrossado, e o metal apertava impiedosamente contra sua pele. O interior forrado de lixa coçava sem parar, especialmente quando o suor se acumulava. Sob o sol escaldante, durante as longas que ela ficava no pelourinho em pé, presa ao tronco, a máscara virava um forno. O calor irradiava para dentro, cozinhando sua cabeça, fazendo sua mente derreter em desespero. O suor escorria sem parar pelo rosto, mas nunca secava, ficava preso, criando uma umidade constante, pegajosa, que irritava ainda mais a pele. Lágrimas só pioravam tudo, misturando-se ao suor e aumentando a sensação de sufocamento. A escuridão total dentro da máscara desorientava sua mente, fazendo-a perder a noção de tempo e espaço, gerando alucinações leves e um terror constante de estar sendo enterrada viva.
Sua buceta, outrora firme, agora estava permanentemente inchada e alargada pelos hormônios da gravidez e pelo uso constante, mesmo sem sexo, os homens a batiam e machucavam. Os lábios vaginais pendiam pesados, sensíveis ao menor toque. O pior, porém, era a perda total de controle sobre a bexiga. Ela mijava várias vezes ao dia sem conseguir segurar, o líquido quente escorrendo pelas coxas nuas enquanto ela não podia se mexer, molhando seus pés e deixando um rastro úmido no chão. A humilhação era constante.
Ela entrava agora no oitavo mês de gestação. Sua barriga era tão grande que dificultava os movimentos, forçando-a ficar com as pernas abertas, o peso puxando para baixo. Os homens que passavam por ela todos os dias faziam questão de lembrá-la para aproveitar seu último mês de vida. Eles diziam isso com sorrisos frios, tocando sua barriga inchada como se fosse um objeto. Caroline sabia o que aquilo significava. Depois do parto, sua utilidade terminaria. Ela seria descartada, provavelmente de forma cruel, para servir de exemplo.
Mesmo assim, ela continuava. Arrastando o peso da gravidez, o calor insuportável da máscara, a umidade que nunca secava, a coceira que a enlouquecia, o mijo escorrendo pelas pernas, e a dor profunda nas costas e no ventre. Ela vivia um dia de cada vez, respirando e sobrevivendo. Esperando o momento em que daria à luz as duas vidas que carregava, vidas que, quase certamente, ela nunca teria o direito de segurar.
Com o passar dos meses, o sistema de reprodução da cidade voltou a funcionar com eficiência cruel. Um grupo seleto de jovens escravas foi escolhido para o programa de reprodução. Eram garotas entre 17 e 22 anos, a maioria loiras ou morenas claras, com corpos saudáveis, quadris largos e úteros considerados de alta qualidade. A seleção foi feita com frieza clínica, medições, exames internos, análise hormonal. O critério principal era a alta probabilidade de gestação múltipla, preferencialmente gêmeos. Após a escolha, elas foram inseminadas em massa.
Deitadas em mesas frias, pernas abertas em estribos de metal, receberam injeções profundas de sêmen selecionado. Algumas tremiam de medo enquanto o tubo longo e frio penetrava seu útero. Outras já tinham o olhar vazio, resignado. O procedimento era rápido, impessoal, sem nenhuma carícia. Nenhuma palavra de consolo. Apenas o som úmido do sêmen sendo injetado.
Nas semanas seguintes, os primeiros sinais da gravidez começaram a se manifestar. Seus seios inchavam rapidamente, tornando-se pesados, sensíveis, com veias azuladas aparecendo sob a pele. Os mamilos escureciam e ficavam permanentemente túrgidos. Muitas acordavam com náuseas fortes, vomitando o pouco que conseguiam comer. A barriga começou a crescer devagar no início, mas logo se tornou visível, uma curva suave que se transformava em um volume pronunciado. Elas caminhavam com as mãos instintivamente sobre o ventre, como se ainda não acreditassem no que estava acontecendo dentro delas.
Diferente de Caroline, elas não usavam a máscara de metal. Seus rostos permaneciam expostos, revelando claramente o medo, a confusão e a resignação crescente. Algumas choravam em silêncio enquanto trabalhavam, outras olhavam para o vazio com uma expressão perdida, como se a mente tentasse se desligar da realidade.
Elas sentiam as primeiras sensações da gravidez com uma mistura de terror e estranheza, o cansaço constante, os seios doloridos ao menor toque, os enjoos matinais, a pele esticando, as cólicas leves, o apetite estranho e os movimentos sutis que começavam a surgir dentro delas. Nenhuma sabia se eram meninas ou meninos. Nenhuma ousava perguntar. Todas sabiam que, quando chegasse o momento, os bebês seriam tirados imediatamente após o parto. Eram jovens, bonitas, férteis. E, como Caroline, agora eram apenas úteros ambulantes. O relógio biológico corria para todas elas. E o novo mundo seguia seu curso, alimentado pela carne fresca e pelo sofrimento silencioso de suas novas reprodutoras.
Mesmo grávidas, as escravas reprodutoras não eram poupadas do trabalho. Pelo contrário, o sistema considerava fundamental mantê-las ativas até o final da gestação, tanto para fortalecer o corpo quanto para evitar que a mente se voltasse para pensamentos perigosos como apego ou rebeldia.
As grávidas eram divididas em grupos conforme o estágio da gestação e o tipo de trabalho considerado seguro para o desenvolvimento dos fetos.
As que estavam entre o terceiro e quinto mês realizavam tarefas de intensidade moderada. Elas puxavam carroças leves carregadas de suprimentos, frutas ou água pela cidade. O peso era controlado, mas o esforço constante fazia o suor escorrer pela barriga inchada, endurecendo os músculos das pernas e das costas. Outras eram enviadas para limpar os grandes pátios e salões públicos, ajoelhadas no chão com panos úmidos, esfregando o piso enquanto a barriga pesada pendia entre as coxas abertas. O movimento repetitivo fortalecia a musculatura pélvica, considerada essencial para partos sem complicações.
A partir do sexto mês, o trabalho mudava para tarefas mais leves, mas ainda humilhantes. Algumas eram colocadas em esteiras de caminhada forçada dentro de grandes galpões, andando por horas seguidas sob supervisão, completamente nuas, com o ventre enorme balançando a cada passo. Isso mantinha a circulação sanguínea ativa e evitava retenção de líquidos. Outras eram designadas para trabalho manual delicado, separar grãos, dobrar roupas ou limpar pequenas peças em fábricas, sempre sentadas em bancos baixos que forçavam as pernas abertas, expondo a barriga e a buceta inchada.
As mais avançadas, como Caroline, que entrava no oitavo mês, realizavam o que chamavam de trabalho de manutenção leve. Elas varriam ruas com vassouras de cabo longo, caminhavam lentamente carregando cestos leves de frutas ou legumes, ou ficavam sentadas em estações de ordenha, onde suas mamas eram bombeadas regularmente para coletar leite. O movimento constante era considerado vital para preparar o corpo para o parto e manter o tônus muscular.
Todas as grávidas eram obrigadas a permanecer ativas pelo menos dez horas por dia. O sistema acreditava que a inatividade gerava fetos fracos ou partos difíceis. Além disso, o trabalho servia como lembrete constante de sua condição, mesmo carregando vida, elas continuavam sendo ferramentas úteis.
O cansaço era visível. Barrigas enormes balançando enquanto varriam o chão. Rostos suados e vermelhos sob o sol. Mãos apoiadas na lombar dolorida entre uma tarefa e outra. Muitas mijavam sem controle enquanto trabalhavam, o líquido escorrendo pelas pernas nuas, pois a pressão dos fetos sobre a bexiga era constante.
E ainda assim, elas continuavam. Porque parar significava ser considerada inútil. E no novo mundo, uma escrava reprodutora inútil tinha um destino muito mais curto e doloroso.
Todas as manhãs, antes do sol nascer completamente, as escravas reprodutoras passavam pelo Protocolo de Inspeção Médica Diária, um ritual frio, invasivo e sistemático projetado para garantir que seus corpos continuassem sendo máquinas de produção eficientes.
O protocolo começava às 5h30, quando as mulheres eram acordadas por guardas e levadas nuas para o Pavilhão Médico. Elas formavam uma fila única, mãos atrás da cabeça, pernas ligeiramente abertas, barrigas expostas. Nenhuma roupa era permitida. A sala era branca, fortemente iluminada por lâmpadas frias, com cheiro de desinfetante e metal.
Cada escrava era chamada por um número tatuado na parte baixa da barriga.
A inspeção seguia uma ordem rígida:
1. Pesagem e Medição
A mulher subia em uma balança industrial. Seu peso era anotado. Em seguida, uma fita métrica era passada ao redor da barriga, medindo o volume exato do útero. A circunferência era comparada com o dia anterior. Qualquer ganho ou perda excessiva era registrada como possível problema.
2. Exame Externo
Dois veterinários (eles eram chamados assim) circulavam ao redor da escrava. Tocavam os seios, apertando com força para verificar a produção de leite. Os mamilos eram puxados e torcidos para testar a sensibilidade e a saída de colostro. A barriga era palpada em toda a extensão, pressionando os fetos para verificar movimentação. As coxas e nádegas eram avaliadas quanto à flacidez ou celulite, sinais de que o corpo não estava sendo bem mantido.
3. Exame Ginecológico
A escrava era colocada em uma cadeira ginecológica com estribos. As pernas eram abertas ao máximo. Um espéculo frio e largo era inserido na vagina, abrindo-a completamente. Luzes fortes eram apontadas para dentro. Os veterinários examinavam o colo do útero, a cor das paredes vaginais, o nível de lubrificação natural e qualquer sinal de infecção. Dedos enluvados entravam fundo, pressionando as paredes internas enquanto outro veterinário apalpava a barriga por fora, sentindo os fetos.
4. Exame Anal
O espéculo era retirado e um plugue dilatador era enfiado no ânus. O intestino era examinado para garantir que não houvesse impactação ou infecção causada pela gravidez. Em algumas dias, era feito um enema rápido para limpar o trato.
5. Coleta de Fluidos
Amostras de leite eram extraídas manualmente dos seios. Urina era coletada através de um cateter. Secreções vaginais eram colhidas com a boca de uma adolescente. Tudo era enviado para registro.
6. Avaliação Comportamental
Enquanto ainda estava na cadeira, com as pernas abertas, um veterinário fazia perguntas curtas sobre enjoos, dores, movimentos fetais e humor. Qualquer sinal de depressão, rebeldia ou apego emocional era anotado como risco.
As que passavam em todos os critérios recebiam um selo verde na barriga e eram enviadas para o trabalho diário. As que apresentavam qualquer irregularidade, barriga pequena demais, leite fraco, inchaço excessivo, ou atitude problemática, eram levadas para correção imediata com injeções hormonais, castigos leves ou, em casos graves, isolamento.
O protocolo durava cerca de 40 minutos por escrava. Nenhuma recebia privacidade. Todas eram tocadas, medidas, abertas e avaliadas como gado reprodutor.
Caroline passava por isso todos os dias. E a cada manhã, enquanto os dedos frios entravam em seu corpo e apertavam sua barriga enorme, ela se lembrava de que não era mais uma mulher. Era apenas uma incubadora.
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Comentários (1)
Valdo: Este anão é diabólico kķkkkkk,eu acho exagerado mas eu gosto é assim
Responder↴ • uid:1d3oi30c7uta