#Gay #Teen #Virgem

O Encontro Inesperado - Parte 1

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oprotetor

Meu nome é Fábioo, tenho 39 anos e sou o diretor de uma escola municipal em uma pequena cidade do interior de São Paulo. É um lugar pacato, onde todo mundo se conhece, as ruas são de paralelepípedos irregulares e o cheiro de café fresco paira no ar pela manhã. Moro sozinho em uma casa boa, com uma biblioteca cheia de livros antigos e quadrinhos que coleciono desde a adolescência. Sou meio nerd, sim, daqueles que passam noites jogando RPG online ou relendo Tolkien. Meu corpo não é atlético, tenho uma barriguinha saliente, pelos espalhados pelo peito e braços, pele branca que queima fácil no sol. Financeiramente, estou bem: o salário é estável, e não tenho grandes luxos. Trabalho com adolescentes o dia todo, e adoro isso. Ouvir seus problemas, ajudá-los a navegar pelas confusões da vida, é o que me faz sentir útil. Mas há um lado meu que ninguém conhece: sou bissexual, não assumido, e safado quando a oportunidade surge. Gosto de flertar discretamente, de imaginar cenários proibidos, mas na cidadezinha, é melhor manter as coisas no armário.
Era uma tarde chuvosa de outono, o tipo de dia em que o céu cinzento parece pesar sobre os ombros de todo mundo. Eu estava na minha sala na escola, revisando relatórios de alunos, quando ouvi um soluço vindo do corredor. Levantei-me, curioso e preocupado, como diretor, era meu dever checar. No banco de madeira ao lado da secretaria, estava um garoto encolhido, com o rosto enterrado nas mãos. Ele parecia tão pequeno, tão vulnerável. Reconheci-o vagamente: Pedro Henrique, um aluno do oitavo ano do ensino médio. Tinha acabado de completar 15 anos, eu lembrava, porque havia assinado um atestado para ele na semana passada. Ele morava só com a mãe, uma mulher batalhadora que trabalhava em uma fábrica de tecidos. Pedro era branco, com pele lisa e sem pelos visíveis, o que o fazia aparentar mais novo, uns 13 anos, no máximo. Seus cabelos castanhos caíam sobre os olhos, e ele tinha uma bundinha saliente que eu não podia deixar de notar, mesmo em um momento como aquele. Seu corpo era magro, delicado, e eu sabia que ele era quieto na turma, sempre no canto, sem muitos amigos.
"Pedro? Tudo bem aí, rapaz?" perguntei, aproximando-me devagar. Ele ergueu o rosto, os olhos vermelhos e inchados de chorar. Parecia perdido, como um filhote abandonado.
"Desculpa, diretor... Eu só... Não queria incomodar." Sua voz era baixa, trêmula. Ele limpou o nariz com a manga da camisa escolar, que estava um pouco folgada nele.
"Sente-se na minha sala. Vamos conversar. Ninguém precisa ver você assim." Ofereci a mão para ajudá-lo a se levantar, e ele hesitou antes de aceitar. Seu toque era frio, mas macio. Levei-o para dentro, fechei a porta e servi um copo d'água da garrafa térmica. "O que houve? Pode me contar. Estou aqui para ajudar."
Ele sentou na cadeira oposta à minha mesa, olhando para o chão. "É a minha mãe... Ela brigou comigo de novo. Disse que eu sou um fracasso, que não estudo direito, que vou acabar como o meu pai – que sumiu quando eu era pequeno. E hoje... Hoje é o aniversário da morte dele, e ela tá bebendo. Eu não aguento mais em casa, diretor. Sinto que sou um peso pra todo mundo."
Meu coração apertou. Eu via isso o tempo todo: adolescentes lidando com famílias disfuncionais, depressão rastejando como uma sombra. Pedro parecia especialmente frágil, com aqueles olhos grandes e inocentes. "Você não é um fracasso, Pedro. Seus professores dizem que você é inteligente, só precisa de foco. E sobre sua mãe... Às vezes os adultos descarregam suas frustrações nos filhos. Não é justo, mas acontece. Você já pensou em conversar com o psicólogo da escola?"
Ele balançou a cabeça. "Não sei... Tenho vergonha. E se os outros souberem? Já me acham esquisito o suficiente."
"Esquisito? Por quê?" Perguntei, inclinando-me para frente, genuinamente interessado.
"Por nada... Só porque sou quieto, não saio com as meninas como os outros caras. Eles zoam que eu sou... Você sabe." Ele corou, olhando para as mãos.
Ah, eu sabia. Os boatos corriam na escola: Pedro era visto como "diferente", talvez gay, embora ninguém confirmasse. Eu mesmo sentia uma pontada de curiosidade, mas reprimi. "Não ligue para isso. As pessoas falam bobagem. O importante é você se sentir bem consigo mesmo."
Conversamos por mais de uma hora. Ele abriu-se aos poucos, contando sobre sua depressão, as noites em claro, o sentimento de vazio. Eu ouvi, aconselhei, como sempre fazia. Mas havia algo diferente nele, uma inocência que me atraía. Quando ele foi embora, agradeci por confiar em mim. "Se precisar, volte. Minha porta está aberta."
Nos dias seguintes, Pedro começou a aparecer mais. Primeiro, para pedir ajuda com lições de matemática – ele era ruim em números, e eu, como ex-professor, ajudei. Sentávamos na sala vazia após o horário, eu explicando equações, ele concentrado, mordendo o lábio inferior quando errava. Eu notava pequenos detalhes: como sua camisa subia um pouco quando ele se esticava, revelando a pele lisa da barriga; ou como ele ria baixinho quando entendia algo, um som puro e infantil. Eu me pegava pensando nele à noite, imaginando cenários que não deveria – ele era aluno, 15 anos, mas ainda sob minha responsabilidade. E eu, lutava contra o desejo crescente.
Ele tinha receios também. Uma vez, perguntou: "Diretor, você acha que sou normal? Tipo, eu nunca... Namorei ninguém. Nem meninas, nem... Nada."
"Normal é relativo, Pedro. O importante é descobrir no seu tempo." Respondi, meu coração acelerando. Era o início de algo, mas devagar, com medos de ambos os lados.
A aproximação continuou lenta. Eu o convidei para ajudar na biblioteca da escola, organizando livros – uma desculpa para passar tempo juntos. Ele aceitou, tímido. Conversávamos sobre tudo: filmes, livros, sonhos. Descobri que ele gostava de desenhar, mas escondia os cadernos. "Mostra pra mim um dia", pedi. Ele corou: "São bobagens... Coisas pessoais."
Uma tarde, chovia de novo. Ele chegou encharcado, os cabelos colados no rosto. "Mãe brigou outra vez. Posso ficar aqui um pouco?"
"Claro. Sente-se." Servi chocolate quente da cantina. Sentamos lado a lado no sofá velho da sala. Ele tremia de frio, e eu, impulsivamente, passei o braço ao redor dele. "Vai aquecer." Ele congelou, mas não se afastou. Seu corpo era quente apesar do frio, e eu senti um formigamento proibido. "Desculpa", murmurei, retirando o braço.
"Tudo bem... Foi bom." Ele disse baixinho, olhando para mim com aqueles olhos inocentes. Meu Deus, o que eu estava fazendo?
Aquela foi a primeira faísca. Mas eu me contive. Ele era virgem, ingênuo, descobrindo-se. Eu, o adulto, não podia avançar. Ainda não.

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