Nizam e seu cunhadinho Léo - Parte 9
Era uma segunda-feira à noite, eu tava sozinho no quintal da casa dos sogros. Sentado naquela cadeira de plástico velha que range toda vez que a gente mexe, cerveja quente na mão, olhando fixo pro muro baixo que separa a casa do vizinho. A família já tinha ido dormir cedo Leona resmungando que tava morta de cansaço, sogra já roncando alto no quarto, sogro apagado na poltrona da sala com a TV ligada no mudo. O Léo? Trancado no quarto dele desde o jantar, nem olhou na minha cara, nem trocou uma palavra. Desde o tapa, desde ele voltar a sentar colado no Maurício no domingo.
Eu ficava ali remoendo tudo, tentando pensar em como consertar a bagunça que eu mesmo tinha criado, quando ouvi o portãozinho lateral ranger. Levantei a cabeça e vi a silhueta alta do Maurício passando pelo muro, entrando como se a casa fosse dele. Camisa polo folgada, bermuda, chinelo, parecia só alguém dando um oi rápido. Mas eu sabia que não era, ele parou a uns metros de mim, mãos nos bolsos, aquele sorriso simpático que nunca chega nos olhos.
— Boa noite, Nizam. Posso falar com você um minuto?
Eu não respondi de cara, só apertei a lata até o alumínio ceder.
— O que você quer, Maurício?
Ele deu um passo pra frente, baixando a voz pra não acordar ninguém.
— É sobre o Léo, o menino tá abalado pra caramba depois daquela cena no domingo. Ele veio aqui na minha casa hoje à tarde… chorando. Contou tudo o tapa, as ameaças, como você trata ele, disse que não aguenta mais.
Meu estômago virou do avesso. Léo tinha ido pra casa dele, sozinho, chorando pro vizinho.
— E aí? Você veio aqui pra me dizer que vai consolar ele? Que vai ser o ombro amigo agora?
Maurício deu uma risada baixa, balançou a cabeça.
— Não vim brigar, Nizam. Vim te avisar que o garoto tá no limite. E… ele me contou coisas, detalhes, coisas que você faz com ele.
Ele parou um segundo, me olhando firme.
— Como você chama ele de “mulherzinha”. Como fode ele escondido aqui na casa da família. Como deixa ele tremendo, gemendo seu nome. Como prepara ele, entra devagar no começo e depois mete forte até ele chorar de prazer, como goza dentro e depois abraça ele como se fosse sua esposa.
Cada frase era um soco. Meu rosto queimava, coração batendo na garganta.
— Ele contou isso pra você? — minha voz saiu rouca, quase não saiu.
Maurício concordou devagar.
— Contou.
— Cala a boca.
Ele não calou. Continuou, voz calma, quase gentil.
— Ele descreveu tudo, Nizam. Como você vira ele de quatro na cama da mãe dele, segura os quadris finos e soca até a cama ranger! Como ele implora baixinho pra não parar.
— Você tá mentindo! Ele não ia contar isso.
Maurício sorriu de canto, sem recuar um centímetro.
— Pergunta pra ele, pergunta como ele se sentiu quando eu toquei no ombro dele no quintal. Quando eu sussurrei que ele era lindo.
Eu sentia tudo girando. Raiva, vergonha, tesão doentio misturado, meu pau endurecendo na calça só de ouvir os detalhes. O Maurício tava me provocando de propósito, me jogando na cara como o Léo era bom, como gozava gostoso, como apertava.
— Sai daqui — falei baixo, controlando pra não gritar. — Sai antes que eu te quebre.
Ele deu um passo pra trás, mas o sorriso ficou.
— Eu só vim avisar. Se você continuar apertando, ele vai escapar e se escapar… eu tô aqui do lado.
Virou as costas, andou devagar até o portão, passou e sumiu na escuridão.
Fiquei ali sozinho, lata amassada na mão, corpo tremendo. O Maurício tinha entrado na minha cabeça, me fez imaginar o Léo contando tudo pra ele. Me fez ver o moleque deitado na cama do vizinho, pernas abertas, gemendo pra outro.
Entrei na casa em silêncio, subi as escadas. Bati devagar na porta do Léo.
— Léo… abre.
Encostei a testa na madeira, voz baixa, quase implorando.
— Ele veio aqui, me contou o que você disse pra ele.
Deslizei pro chão, sentei com as costas na porta.
— Você contou pra ele que é bom? Que meu pau te abre direitinho? Que você treme quando eu gozo dentro?
Ouvi um soluço abafado do outro lado.
— Vai embora, Nizam… por favor.
Mas eu não fui, fiquei ali no corredor frio, ouvindo o choro baixo dele até o silêncio tomar conta.
Uma semana passou como um pesadelo lento.
No começo eu tentei fingir normalidade. Chegava na casa dos sogros depois do trabalho, levava cerveja pro sogro, ajudava a sogra com as sacolas, dava beijo na Leona como se fosse o genro modelo. Mas o Léo tinha virado um fantasma, não olhava nos meus olhos, respondia com respostas secas, saía do quarto quando eu entrava. Toda vez que eu perguntava “o que tá acontecendo?”, era um “nada” seco e costas viradas.
Na segunda ele passou a tarde “arrumando as plantas” no quintal. O portão do muro ficou aberto o dia inteiro, Maurício apareceu duas vezes: uma pra “emprestar uma chave de fenda”, outra pra “ver se precisava de ajuda”. Os dois rindo baixo, conversando perto demais, ombros se roçando.
Pela janela eu via as luzes da casa do Maurício acesas até tarde. O Léo só voltou depois da meia-noite, cabelo bagunçado, rosto vermelho, cheiro de perfume que não era o meu.
Na quarta ele começou a sorrir de novo mas não pra mim. Sorria pro Maurício quando o vizinho acenava do portã, vi o nome “Maurício” piscando na tela do celular dele uma vez, quando deixou o aparelho na mesa da cozinha.
Na sexta o Léo não dormiu em casa. Disse pra mãe que ia estudar na casa de um amigo, eu sabia que era mentira. Fiquei acordado a noite toda, olhando pro teto, imaginando o que rolava na casa ao lado.
No sábado cheguei mais cedo do trabalho. O carro do sogro não tava na garagem ele tinha ido comprar cerveja pro churrasco de domingo, sogra e Leona na igreja.
Entrei, joguei a mochila no sofá e ouvi risadas baixas vindo do quintal. Caminhei devagar até a porta de correr da cozinha, abri só uma fresta. Lá estavam eles.
Léo e Maurício sentados nas cadeiras de plástico, cervejas na mesinha. Maurício sem camisa disse que tava quente, peito largo, barriguinha de cerveja, pele brilhando de suor. Léo de short curto e regata fina, cabelo todo bagunçado, rosto corado.
O Léo esticou a mão devagar, e passou os dedos pelo peito do Maurício. Desceu traçando os músculos, parou na barriga, subiu de novo até o mamilo.
Maurício fechou os olhos um segundo, soltou um suspiro rouco, pôs a mão na nuca do Léo e puxou ele mais perto.
— Isso, menino… toca como quiser — murmurou, voz grossa.
Léo sorriu tímido, mas continuou. A mão desceu mais, roçando a bermuda, sentindo o volume crescer.
Maurício gemeu baixo, inclinou a cabeça e começou a beijar o pescoço do Léo devagar, lambendo a pele. O Léo arqueou o corpo, olhos fechados, boca entreaberta, soltando um gemidinho que eu conhecia de cor.
Fiquei parado ali, mão tremendo na maçaneta, respiração travada.
Meu mundo acabou naquele instante.
O Léo minha mulherzinha, minha putinha, minha esposazinha tava passando a mão no corpo de outro homem. No quintal da casa da família.
Maurício abriu os olhos e olhou direto pra mim por cima do ombro do Léo. Sorriu devagar, um sorriso que dizia “eu avisei”. Apertou a nuca do Léo mais forte, puxou ele pra um beijo lento, língua aparecendo, gemidos abafados. O Léo correspondeu. Mãos no rosto do Maurício, corpo colado, rebolando de leve no colo dele.
Fechei a porta devagar, sem fazer barulho. Voltei pra sala, peguei a mochila e saí pela frente.
Não olhei pra trás.
❤️ Contos Eróticos Ilustrados e Coloridos ❤️👉🏽 Quadrinhos Eroticos 👈🏽
Comentários (0)