#Bissexual #Incesto

Laços de família - Parte 10

3.9k palavras | 0 | 0.00 | 👁️
Lopedrinhofm

Alisson pegou a Jaqueline pela cintura e cravou a mão no cabelo dela e disse:
- Você quer rola? Então vai ter!
Karina: Alisson... devagar
Alisson levou a Jaqueline pro quarto assim, a pegando com força, Jaqueline ria, nós fomos atrás, não por tesão, mas por receio do que ele faria com ela.
Ele a jogou na cama e já tirou a própria camisa, puxou-a pelas pernas e se encaixou nela, levantando a blusinha de Jaqueline e abocanhando seus peitos pequenos.
Logo ele tirou toda a roupa dela e a pôs de quatro dizendo:
- Karina, vem cá, chupa essa bucetinha
Karina foi... e começou a chupar a buceta da própria irmã enquanto Alisson botava o pau na boca da Jaqueline, e sinalizou para eu colocar o meu também, Chirley não queria deixar, mas Alisson disse:
- Vem Chirley, chupa ela também
Ela pensou por alguns segundos e se aproximou, enquanto Karina lambia a bucetinha, Chirley chupava o cuzinho, e assim, Jaqueline mamava o meu pau e o pau de Alisson feliz, gemendo feito puta.
Logo Alisson se deitou apontando aquela pica pra cima, Jaqueline de costas pra ele, subi na cama em pé dando pau na boca dela, enquanto Chirley e Karina mamavam seus peitos, a regra estava clara, todos nós iriamos dar prazer pra Jaqueline.
Com ela quicando na piroca de Alisson ele pediu pra ela se virar, e ela obedeceu, o que ela não esperava era que ele fosse agarrar sua bunda, enquanto fodia sua buceta, e abrindo sua bunda disse:
- Vai Igor, arromba o cu dessa safada
Jaqueline: Arromba não... vai devagar
Karina segurou uma banda, Chirley outra, e eu comecei a forçar a entrada daquele cuzinho apertado, ela cravou as unhas no Alisson, e pedia pra eu tirar, mas empurrei tudo, ela tentou escapar, mas a Karina a agarrou e disse:
- Você queria ser fodida, agora aguenta!
Chirley e Karina ficaram segurando ela para não fugir, eu me senti um pouco mal por sentir que estava estuprando a Jaqueline, mas o cu dela era tão gostoso que não me dava vontade de tirar, e Alisson mandava:
- Fode mais forte
Eu obedeci, aumentei o ritmo ouvindo os gritos de dor da Jaqueline, ele e eu a fodiamos com força, como se fosse um castigo, e eu perguntei:
- Tá doendo?
Jaqueline: Tá, aiiii, aiiiii, tira do cuzinho... tira... aiiiii
Tirei... Alisson abriu de novo as nádegas dela e eu vi seu cuzinho aberto piscando, ele a fodeu forte, depois a pôs de quatro.
Alisson pincelou no cuzinho dela e ela disse:
- Nãooo, aii não... você é muito grande
Alisson: Cala sua boca, sua putinha! Você não queria ser fodida? Vai aguentar tudinho sem reclamar.
Alisson entrou no cu dela, enterrando centímetro por centímetro, eu estava com dó, até ver um sorriso de formando no rosto de Jaqueline, ela estava gostando, com dor, mais gostando.
Alisson fodeu o cu dela como se fosse uma bucetinha, rápido, dava pra ouvir os estalos, eu me deitei e encaixei na sua buceta, invertermos a ordem da DP, Jaqueline não tinha forças para se mexer, ficou debruçada em mim, e assim eu nem conseguia me mover, só fiquei com o pau dentro dela enquanto Alisson a arrombava.
Karina tirou a roupa e deu um jeito de se agachar puxando os cabelos de Jaqueline e levando o rosto dela pra sua buceta.
Chirley não ficou só olhando, fiquei do lado de Karina, pertinho do meu rosto, pegando nos peitos de Karina e a beijando.
Logo senti o Alisson parar, afundar e gemer alto:
- Aaaaaaaa, eu to gozando, aaaaaa!
Jaqueline se tremia toda, a porra dele escorreu pra fora daquele rabinho e melou meu saco, do saco escorreu devagar até meu cu, e sinceramente... eu gostei, ele desencaixou e ela começou a quicar em mim, ela estava fraca, mas ainda tentava aguentar, foi então que eu gozei, sem avisar, enchi sua buceta, ela ficou com o cuzinho e com a buceta cheia de porra, e caiu na cama se tremendo, gemendo, de olhos fechados.
Alisson entrou pro banho e eu fui logo em seguida tomar banho com ele.
- Caralho, sua irmãzinha é gostosa
Alisson não me respondeu, só me pegou pela cintura e me beijou, aquele beijo lento, suas mãos grandes percorrendo meu corpo, eu fiquei tímido com um beijo tão gostoso, nos ensaboamos, enxaguamos e saimos, Jaqueline continuava deitada na mesma posição, deixamos ela lá descansando, Karina e Chirley estavam na cozinha comendo doces, e nos juntamos a ela.
O clima era de pura putaria, mas foi cortado com o celular de Alisson tocando, era o Felipe, ele se afastou para atender e falava baixo:
- Eu não sabia... me dá um prazo pra resolver isso.. tá, eu acho que consigo, beleza... vou tentar... não precisa... ok... ok... eu vou te mandar os pdf... certo... me desculpe.
Karina: E aí? Ele te deu mais prazo?
Alisson: Ele disse pra eu pagar como posso
Karina: Isso é ótimo
Alisson: Já alivia um pouco
Karina: E você falou com a advogada que ele indicou?
Alisson: Sim, ela disse que vai tentar reverter, mas que no máximo só vai conseguir mais prazo
Karina: Você vai conseguir resolver
Jaqueline: Resolver o que?
Jaqueline vinha do quarto, vestida, cabelos molhados, provavelmente tinha tomado um banho.
Alisson: Uns problemas na empresa
Jaqueline: Alisson, você tá falido?
O Alisson não respondeu, abaixou a cabeça como quem não queria falar disso.
Jaqueline: Eu sei que vocês ficam putos com minha intromissão, mas... eu posso ajudar
Karina: É muito delicado, não tem como ajudar
Alisson: Obrigado Jaque, mas é uma situação muito ruim, eu preciso quitar muita coisa e..
Jaqueline: Quanto você precisa?
Alisson: Pode guardar seu dinheirinho, eu preciso de muito
Jaqueline: Muito quanto?
Alisson: 2 milhões de reais
Jaqueline pegou o celular, ficamos olhando, sem entender, ela fez uma ligação.
- Alô? Gusmão, eu preciso que você libere 2 milhões da conta da empresa, transfere para a conta do meu irmão Alisson, consegue fazer isso? Ótimo, obrigada.
Karina: Jaqueline... de onde você tirou 2 milhões de reais?
Alisson: Que empresa é essa? Quem é Gusmão? Que porra tá acontecendo aqui?
Jaqueline: Que foi? Por que estão me olhando assim?
Karina: Jaque, pelo amor de Deus! Você acabou de pedir dois milhões de reais de uma conta que a gente nem sabe de quem é!
Jaqueline: Da minha empresa.
Alisson: Desde quando você tem uma empresa?
Jaqueline: Há alguns anos.
Alisson: Não brinca comigo, Jaqueline!
Karina: Espera um pouco. Você está dizendo que tem uma empresa com dois milhões disponíveis na conta, assim, pra transferir?
Jaqueline: Não exatamente. Tenho mais do que isso, mas não vou ficar falando de valores.
Alisson: Que empresa é essa, Jaque?
Jaqueline: Um grupo empresarial. Temos investimentos em alguns setores, principalmente tecnologia, logística e imóveis.
Alisson: Você é dona de um grupo empresarial?
Jaqueline: Sou uma das sócias majoritárias e tenho o controle administrativo.
Karina: Jaqueline! Você é uma sonsa... você chega aqui, come pão de boca aberta, não tem carro, fala gritando... como você tem empresa?
Jaqueline: Pois é, é bom ser desacreditada
Alisson: E esse tal de Gusmão?
Jaqueline: É o diretor financeiro. Cuida de toda essa parte de movimentação, investimentos, pagamentos...
Alisson: E você está me dizendo que tem um diretor financeiro, uma empresa desse tamanho e nunca contou absolutamente nada pra gente?
Jaqueline: Eu não escondi. Apenas não achei necessário ficar falando sobre meu trabalho.
Karina: Mas, Jaque, de onde veio tudo isso? Como você conseguiu construir uma empresa desse tamanho?
Jaqueline: Trabalhei muito, Karina. Muito mesmo. Fiz escolhas, investi, errei algumas vezes, perdi dinheiro e comecei de novo. Não aconteceu de uma hora pra outra.
Alisson: E por que você vive como se não tivesse nada? Você nunca demonstrou ter esse dinheiro.
Jaqueline: To montando minha vida, Alisson, quando eu estiver onde quero estar eu vou embora, morar na europa, ter o carro que eu sempre quis, casar, ter filhos, é isso...
Alisson: Eu não sei nem o que dizer...
Jaqueline: Então não diga nada. Só me passa os dados da conta.
Alisson: Jaque, eu não posso aceitar dois milhões assim.
Jaque: Pode sim, paga suas dívidas e recupera suas finanças, depois vemos isso
Alisson: É muito dinheiro!
Jaqueline: Eu sei exatamente quanto é. E também sei que você não está pedindo por luxo, está tentando salvar algo que construiu com o seu trabalho.
Alisson: Mas eu vou te pagar. Cada centavo.
Jaqueline: Enquanto não me paga, vai ter que continuar me fodendo.
Karina: Você é uma caixinha de surpresas, menina.
Jaqueline: E vocês ainda não descobriram metade delas.
Alisson: Como assim metade?
Jaqueline: Nada. Agora me passa os dados bancários antes que eu me arrependa de ter oferecido ajuda.
Alisson: Jaqueline, espera. Tem mais alguma coisa que a gente precisa saber?
Jaqueline: Tem.
Karina: O quê?
Jaqueline pegou o celular novamente, conferiu uma mensagem e respondeu com a maior naturalidade:
- Eu não sou a única pessoa da família que faz parte desse grupo.
Alisson: Não? Quem mais? A mãe?
Jaqueline: A Gisele
Alisson: A Gisele não é da família
Jaqueline: Não... mas ela é minha sócia
Karina: Então ela vai saber que você mandou dinheiro pra conta do Alisson?
Jaqueline: Vai...
Alisson: Então deixa isso quieto
Jaqueline: Alisson, para de orgulho, o Gusmão já fez a liberação agora só falta cair pra você, não sei se vai travar seu banco pelo valor, mas já saiu da minha conta
Alisson: Eu não quero a Gisele sabendo das minhas coisas
Jaqueline: Qual é sua raiva com a Gisele?
Alisson: Eu tenho motivos suficiente para querer ela longe de mim.
Jaqueline ficou olhando para o irmão, percebendo que aquele assunto era muito mais delicado do que imaginava.
Jaqueline: Alisson, vocês terminaram há anos. Ela é mãe do seu filho. Em algum momento, vocês vão precisar aprender a conviver sem transformar tudo numa guerra.
Alisson: Eu convivo muito bem com ela. Desde que ela fique longe da minha vida.
Karina: Não dá pra fingir que ela não existe.
Alisson: Eu não estou fingindo nada, Karina. Só não quero dever absolutamente nada àquela mulher.
Jaqueline: Você não deve nada a ela. O dinheiro é meu também. A Gisele é minha sócia, não minha dona.
Alisson: Mas ela vai saber.
Jaqueline: Provavelmente. Inclusive, acho que já sabe.
Alisson: Como assim?
Antes que Jaqueline respondesse, o celular dela começou a tocar. Na tela apareceu o nome de Gisele
Karina: Falando nela...
Jaqueline atendeu e colocou no viva-voz.
Jaqueline: Oi, Gi.
Gisele: Você está com o Alisson?
Jaqueline: Estou. Por quê?
Gisele: Porque acabei de receber uma notificação de uma transferência de dois milhões autorizada por você. E imagino que não seja coincidência.
Jaqueline: O Gusmão está formalizando tudo
Gisele: Tá bom, eu poderia saber o motivo?
Jaqueline: Não acho bom, são coisas pessoais dele.
Gisele: Ele está ouvindo?
Jaqueline: Sim... está
Gisele: Alisson?
Alisson: Oi, Gisele
Gisele: Alisson, você ainda está com aquela empresa?
Alisson: Estou. Por quê?
Gisele: Porque preciso conversar com você sobre uma coisa.
Alisson: Se for sobre nosso filho, pode falar.
Gisele: Não é sobre ele. Pelo menos não diretamente.
Alisson: Então não tenho nada para conversar.
Gisele: Alisson, o motivo pelo qual eu entrei nesse grupo empresarial não foi apenas porque tinha dinheiro para investir.
Alisson: E eu tenho alguma coisa a ver com isso?
Gisele: Tem. Mais do que você imagina.
Alisson: Gisele, fala logo!
Gisele: Há três anos, quando sua empresa começou a enfrentar os primeiros problemas, você perdeu um contrato muito importante. Lembra?
Alisson: Lembro. Foi o que praticamente iniciou minha crise financeira. O cliente cancelou tudo de uma hora pra outra.
Gisele: Aquele contrato não foi cancelado por acaso.
Alisson: Como assim?
Gisele: A empresa que assumiu aquele contrato depois da sua desistência pertence ao nosso grupo.
Alisson: O quê? Você sabia que uma empresa da qual você é sócia tomou um contrato meu?
Gisele: Não foi bem assim, Alisson. Sua empresa já estava em dificuldades e não tinha condições de cumprir as exigências daquele contrato.
Alisson: Mas vocês ficaram com ele!
Gisele: Sim. E sabe por quê? Porque eu pedi.
Alisson: Você fez isso?
Gisele: Fiz. E antes que você comece a me acusar, escuta até o final. Eu não fiz para prejudicar você. Fiz porque sabia que, se aquele contrato fosse para outra empresa, você perderia muito mais do que perdeu.
Alisson: Você está querendo me convencer de que me tirar um contrato foi uma forma de me ajudar?
Gisele: Não. Estou querendo contar que aquele contrato foi apenas uma parte da história.
Jaqueline: Alisson, tem uma coisa que você precisa saber. A Gisele não entrou no grupo como uma investidora qualquer. Ela entrou depois de descobrir uma fraude envolvendo sua empresa.
Alisson: Fraude?
Karina: Meu Deus...
Gisele: Alisson, alguém dentro da sua própria empresa estava desviando dinheiro e usando seu nome para autorizar operações. Eu descobri isso quando comecei a analisar os documentos daquela negociação.
Alisson: Quem?
Gisele: Eu não queria falar por telefone.
Alisson: Quem, Gisele?
Gisele: O Renan
Jaqueline: Temos documentos, comprovantes e registros das movimentações. O Gusmão está com tudo.
Alisson: Então vocês sabiam que eu estava sendo roubado e ficaram quietas?
Gisele: Eu tentei falar com você.
Alisson: Quando?
Gisele: Duas vezes. Você desligou na minha cara nas duas.
Jaqueline: Eu não sabia que o rombo era tão feio.
Gisele: Eu não estou esperando agradecimento. E muito menos quero que você volte a falar comigo por causa disso.A Jaqueline está tentando salvar sua empresa. Eu estou tentando impedir que você perca tudo por causa de alguém em quem confiou.
Alisson: O que vocês descobriram exatamente?
Gisele: Amanhã vou pessoalmente até vocês. Quero que a Jaqueline esteja presente, o Gusmão também. E quero você com todos os documentos da empresa.
Alisson: E o Renan?
Gisele: Não fale nada com ele ainda.
Alisson: Por quê?
Gisele: Porque, se ele descobrir que nós sabemos, pode desaparecer antes que consigamos provar tudo.
Alisson: Tá bom... até amanhã!
Alisson ficou inquieto a noite toda, era muita coisa para absorver, e o que começou com uma crise financeira, investimentos para recuperar, juiz decretando falência, Jaqueline aparecendo com dois milhões, do nada virou caso de polícia.
Chirley e eu descemos pro nosso apartamento, ficamos preocupados como as coisas iriam caminhar a partir dali.
No dia seguinte, fomos pro apartamento do Alisson a noite, uma reunião caseira, Chirley e eu não participamos, ficamos apenas em volta servindo algumas coisinhas para comerem enquanto conversavam.
A reunião começou por volta das oito da noite. Gisele chegou alguns minutos depois, acompanhada de uma pasta com documentos. Estava elegante, como sempre, mas havia algo diferente em sua expressão. Não parecia estar ali apenas para tratar de negócios.
Alisson abriu a porta.
Gisele: Boa noite.
Gisele cumprimentou Jaqueline e Karina com um abraço. Quando passou por Alisson, os dois trocaram apenas um olhar rápido.
Karina: Quer beber alguma coisa?
Gisele: Uma água, por favor.
Nós estávamos na cozinha, organizando algumas coisas para servir. Chirley percebeu que o clima estava bastante pesado e comentou baixinho comigo:
Chirley: Isso ainda vai dar muita confusão.
Igor: Também estou achando. E tenho a impressão de que a gente não sabe nem metade dessa história.
Chirley: Pelo jeito, nem eles querem que a gente saiba.
Levamos algumas coisas para a sala e deixamos tudo na mesinha de centro. Alisson estava sentado no sofá, Jaqueline ao lado dele e Karina na poltrona. Gisele havia colocado a pasta sobre a mesa.
Gisele: Antes de qualquer coisa, quero deixar claro que tudo o que vou apresentar aqui tem documentação. Não estamos trabalhando com suposições.
Alisson: Pode começar.
Gisele abriu a pasta e espalhou alguns documentos.
Gisele: Essas são as movimentações que conseguimos rastrear. Durante quase três anos, foram feitas transferências para empresas que, aparentemente, prestavam serviços à sua companhia. O problema é que algumas delas nem sequer possuem estrutura para realizar os serviços pelos quais receberam.
Jaqueline: São empresas de fachada.
Gisele: Exatamente. E todas têm alguma ligação com o Renan
Alisson pegou os documentos e começou a analisar.
Alisson pegou os documentos e começou a analisar.
Karina: Quanto ele desviou?
Gisele: Até agora, conseguimos identificar pouco mais de um milhão e oitocentos mil reais. Mas ainda estamos investigando.
Alisson: Quase dois milhões...
Jaqueline: Que é justamente o valor que você precisa para resolver a situação mais urgente.
Alisson: Então, praticamente, estou precisando do dinheiro que esse homem roubou de mim.
Gisele: Não exatamente. O dinheiro desviado não será recuperado de uma hora para outra. E precisamos agir corretamente para não comprometer a investigação.
Jaqueline: Por isso fiz a transferência. Você precisa ganhar tempo.
Alisson: E o que vamos fazer agora?
Gisele: Amanhã cedo, nossos advogados vão organizar tudo. Precisamos também conversar com o contador da sua empresa e levantar as últimas movimentações. Depois, vamos encaminhar as provas às autoridades.
Karina: E se ele descobrir?
Gisele: É justamente o que precisamos evitar.
Jaqueline: Tem mais gente envolvida?
Gisele: Descobri uma ligação, mas ainda não tenho provas suficientes para afirmar que essa pessoa participou dos desvios.
Alisson: Quem é?
Gisele: Prefiro não falar um nome sem ter certeza. Só digo uma coisa: alguém muito próximo de você pode estar sabendo de tudo há bastante tempo.
Alisson: Eu não tenho mais condições de confiar em ninguém
Gisele: Eu sei como é.
Alisson: Tem mais alguma coisa?
Gisele: Tem. Mas não é sobre a empresa.
Alisson: O que foi?
Gisele: Eu preciso conversar com você, Alisson. E não quero que você interprete isso como uma tentativa de me aproximar.
Alisson: Então fala.
Gisele: Eu sei que você me odeia. Sei que, depois de tudo, você provavelmente preferia nunca mais ter que olhar na minha cara. Mas eu preciso dizer uma coisa que venho guardando há muito tempo.
Alisson: Gisele...
Gisele: Eu ainda amo você.
Karina abaixou os olhos. Jaqueline ficou imóvel, enquanto Alisson soltou uma risada curta, sem qualquer alegria.
Alisson: Gisele, não é hora para isso.
Gisele: Eu sei. E não estou pedindo nada. Não estou esperando que você me perdoe, que volte comigo ou sequer que me trate bem. Só não quero continuar fingindo que aquilo que senti por você desapareceu.
Alisson: Depois de tudo o que aconteceu?
Gisele: Principalmente depois de tudo o que aconteceu.
Alisson: Você não tem ideia do que está falando.
Gisele: Tenho mais do que você imagina.
Alisson: Você sabe muito bem por que eu não quero mais nada com você.
Gisele: Sei. E não vou discutir o que aconteceu. Eu fiz o que fiz, você fez o que fez, e nenhum de nós pode voltar atrás.
Jaqueline: Gisele...
Gisele: Não, Jaque. Eu preciso terminar.
Gisele: Existe uma coisa que você nunca entendeu. Naquela época, eu tinha motivos para fazer o que fiz. Talvez não fossem motivos suficientes para você me perdoar, mas eram os únicos que eu tinha.
Alisson: Não começa com essa história outra vez.
Gisele: Está bem. Não vou começar.
Alisson: Ótimo.
Gisele: Só quero que você saiba que, apesar de tudo, eu nunca deixei de amar você. E, se um dia você descobrir o que realmente aconteceu naquela época, talvez entenda por que algumas coisas precisaram ser daquele jeito.
Karina olhou para Jaqueline, que discretamente fez um sinal para que ela não falasse nada.
Alisson: Vamos encerrar por hoje. Temos problemas muito maiores para resolver.
Gisele: Claro.
Ela começou a guardar os documentos, mas antes de fechar a pasta, retirou um envelope e o colocou sobre a mesa.
Jaqueline: O que é isso?
Gisele: Uma coisa que encontrei durante a investigação. Ainda não tive coragem de entregar para ele.
Alisson: O que tem aí?
Gisele: Uma resposta.
Alisson: Resposta para quê?
Gisele: Para uma pergunta que você me fez na última vez que estivemos juntos.
Alisson: Você não vai fazer isso aqui.
Gisele: Tudo bem. Quando estiver preparado, me procura.
Gisele se despediu de Jaqueline e Karina, depois caminhou até a porta. Antes de sair, olhou mais uma vez para Alisson.
Gisele: Boa noite. E, por favor, cuida de você.
Quando a porta se fechou, Karina soltou o ar que parecia estar prendendo havia vários minutos.
Karina: Meu Deus, vocês ainda vão me deixar maluca.
Jaqueline: Eu avisei que essa conversa não seria fácil.
Alisson: Não quero mais falar sobre isso.
Karina: Mas você vai precisar conversar com ela em algum momento.
Alisson: Não vou.
Jaqueline: Alisson, você pode ter raiva dela, pode não querer perdoar, mas não pode passar o resto da vida fugindo daquela história.
Alisson: Você sabe o que ela fez. Sabe muito bem. E, mesmo assim, está defendendo essa mulher?
Jaqueline: Não estou defendendo ninguém. Só acho que existem coisas que precisam ser esclarecidas
Alisson: Para mim, não existe nada para esclarecer.
Ele pegou o envelope que Gisele havia deixado, mas não o abriu. Ficou olhando para ele por alguns instantes e depois o colocou dentro da gaveta do móvel.
Chirley: Igor, você percebeu o clima?
Eu: Percebi. E aquela conversa deles tem muito mais história do que estão contando.
Chirley: Você acha que a Gisele ainda gosta mesmo dele?
Eu: Acho... pelo menos pareceu, e a Karina não gostou nada disso
Olhei em direção à sala. Alisson continuava sentado, com a cabeça baixa.
E uma coisa me chamou a atenção: quando Gisele falou que tinha motivos para fazer o que fez, Jaqueline e Karina não demonstraram surpresa. Pelo contrário, pareciam já conhecer aquela versão da história.
Havia um segredo ali, e Gisele estava cansada de guarda-lo.

Comentários (0)

Regras
- Talvez precise aguardar o comentário ser aprovado - Proibido numeros de celular, ofensas e textos repetitivos