#Coroa #Teen #Virgem

Alta Devoção

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O padre tinha dito que aquele mosteiro era um refúgio, um lugar onde o mundo não podia tocar. Ela acreditava nisso. Até aquele homem chegar. I

Irmã Clara o viu primeiro pela fresta da porta da capela — ombros largos preenchendo o batente, cabelo grisalho como cinza de inverno, barba aparada mas espessa. Ele não usava terno de cidade. Usava uma camisa de flanela enrolada nos antebraços grossos, e as veias saltadas nas mãos sugeriam trabalho pesado, não oração. O padre o chamou de "Senhor Rocha", um benfeitor que financiaria o novo telhado do dormitório.

Clara baixou os olhos e apertou o rosário. *Vaidade*, pensou. *Ele é só um homem velho e vaidoso.*

Mas à noite, quando ela levou o chá para o quarto de hóspedes, as mãos dela tremiam. — Entre — disse a voz grave, e ela obedeceu como se fosse ordem divina. Ele estava sentado na beirada da cama, camisa aberta, revelando um peito denso coberto de pelos grisalhos que desciam em triângulo até o umbigo.

Clara pousou a bandeja na mesa e tentou recuar, mas os olhos dele a prenderam — castanhos, fundos, sem pressa.

— Você reza muito, irmã? — S-sempre.

— Reze por mim, então. —

Ele se levantou. O colchão rangeu.

— Porque eu vou fazer uma coisa que precisa de muita absolvição.

Ela abriu a boca para perguntar o quê, e ele a beijou. Não foi um beijo casto. Foi a boca dele inteira cobrindo a dela, a barba raspando o queixo dela, a língua empurrando sem pedir licença. Clara travou as mãos no peito dele — e sentiu o calor, o músculo duro sob o pelo — e não empurrou. *Deus, me perdoe*, pensou, e a culpa já vinha misturada com outra coisa, um aperto embaixo do estômago que ela não sabia nomear.

Ele a deitou no colchão estreito. O hábito azul-escuro subiu pelas coxas dela quando ele o empurrou. Clara fechou os olhos com força.

— Olhe para mim — ele ordenou, e ela obedeceu. — Não feche os olhos. Quero ver a freira enquanto eu a arruíno.

Ele tirou o hábito com mãos firmes, sem pressa, como quem desembrulha algo que esperou muito tempo. Quando a roupa íntima de algodão branco apareceu, ele riu baixo, um som quente contra a pele da barriga dela.

— Isso vai sair também.

Ele puxou o algodão para baixo. O cheiro dela subiu no ar — almiscarado, quente.

Ele se ajoelhou entre as pernas dela, e Clara sentiu a barba grisalha roçar a parte interna das coxas, áspera, e depois a boca dele. A língua dele era larga e molhada, e ele lambeu devagar, de baixo para cima, parando no clitóris para chupá-lo com um estalo úmido.

Clara arqueou as costas e mordeu o próprio punho para não gritar.

— Não — ele disse, a voz abafada contra a carne dela.

— Quero ouvir. Quero ouvir a freira gemendo.

Ele enfiou dois dedos grossos dentro dela enquanto a chupava. Clara gemeu. O som saiu alto, obsceno, ecoando no quarto pequeno. Ela estava molhada, escorrendo, e ele lambia tudo, o queixo brilhando.

— Por favor — ela sussurrou, sem saber o que pedia.

Ele levantou o rosto. A barba dele estava molhada. Ele desabotoou o cinto, abaixou o zíper, e o pau dele saltou para fora — grosso, grosso demais, veias saltadas ao longo do corpo, a cabeça roxa e brilhando de pré-gozo. Clara engoliu em seco.

— Isso não vai caber — ela disse, e a voz saiu fina.

— Vai. — Ele se posicionou. — Respire.

Ele empurrou devagar. A pressão era imensa, um estiramento que queimava e ao mesmo tempo fazia o corpo dela inteiro vibrar.

Clara agarrou os lençóis. Ele parou quando estava pela metade, deixando ela se acostumar, e depois afundou o resto com um gemido grave que veio do peito.

— Está me sentindo? — ele perguntou, o rosto perto do dela, o hálito quente. — Está me sentindo inteiro dentro de você?

— Sim — ela choramingou. — Sim, sim...

Ele começou a se mover. Devagar no começo, depois mais forte, o quadril batendo contra ela com um som molhado e ritmado. A cama batia na parede. Clara não conseguia mais pensar em Deus.

Ela só sentia o pau dele entrando e saindo, o atrito delicioso, o pelo do peito dele roçando os seios dela, a boca dele no pescoço dela, mordendo. — Você é uma putinha de Deus — ele sussurrou no ouvido dela. — Mas agora é minha. Ela gozou com um grito abafado, o corpo inteiro se apertando ao redor dele, e ele a seguiu logo depois, enterrando fundo e jorrando dentro dela, quente e espesso, gemendo com os dentes cerrados. Ele se deitou ao lado dela depois, o peito subindo e descendo. Clara olhou para o teto. O crucifixo na parede parecia menor agora. — Amanhã — ele disse, sem olhar para ela —, você reza por mim de novo.

freira

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