#Assédio #Teen #Virgem

Virei o depósito da minha escola

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CentralDaPutaria

Tem duas coisas que você precisa saber sobre mim antes de qualquer coisa, e as duas explicam tudo o que vem depois.

A primeira: eu sempre fui bonita. Não é vaidade, é dado. Cabelo castanho grosso que caía até o meio das costas, boca cheia, pernas compridas, cintura fina, bunda que o uniforme não disfarçava. Eu atravessava o corredor e o corredor se mexia. A segunda: beleza não é elogio de graça. Beleza é dívida, e sempre tem alguém querendo cobrar com juros.

Quem cobrou foi a Juliana e a tropinha dela — Letícia, Amanda e Bruna —, num dia de educação física, no vestiário feminino, depois que a professora saiu e antes de o sinal tocar. Eu estava só de top e short, me trocando na boa. A Juliana chegou por trás, puxou meu cabelo com as duas mãos e me jogou de joelhos no chão molhado de chuveiro.

— Olha a boneca — ela disse. — Acha que é modelo? Acha que a escola inteira tem que babar?

Elas me cercaram. A Amanda me segurou pelos braços, a Letícia me deu dois tapas na cara — não forte o bastante pra machucar, só o suficiente pra humilhar — e a Bruna arrancou meu top e jogou longe, na pia. Fiquei de peito de fora na frente de todas, e elas riram, e a Juliana enfiou o dedo no meu ombro e cuspiu a frase que mudou tudo:

— Você é o depósito da escola, sua vagabunda.

Na hora eu não entendi. Depois entendi. Elas me bateram e me chamaram de depósito, e eu fiquei ali, de joelhos, com o cabelo na cara e o peito de fora, decidindo uma coisa que cabia em uma linha: se eu era o depósito, então eu ia ser o depósito mais caro daquele lugar. Não o lixo que elas achavam. O cofre.

Eu tinha três semanas até o interclasse. Escolhi meus alvos como quem escolhe arma.

Diego, o capitão do time de futebol, moicano baixo, coxa de atleta, boca de quem nunca ouviu "não" de ninguém. Rafael, o rico, carro branco no estacionamento, camisa sempre passada, cheiro de perfume caro que dava dor de cabeça de tão bom. E Bruno, o repetente de dezenove anos que andava de moto, braços grossos, mão enorme, o tipo de cara que as meninas tinham medo de encarar. Três. Três era simbólico: um por tapa que a Letícia me deu.

Não foi difícil. Foi quase ridículo de fácil. Bonita com plano é arma de guerra.

Sexta-feira, dia de jogo. Sol batendo forte no pátio, torcida gritando na arquibancada, cheiro de pipoca e de grama cortada, aquele ar de festa que a escola tem quando quer fingir que é civilizada. Eu vesti a saia mais curta que a regra permitia e um top que deixava claro o serviço.

Comecei pelo Diego, porque era o mais previsível.

O vestiário masculino estava vazio quando entrei — todos ainda na quadra, comemorando. Azulejo frio até a metade da parede, banco de madeira comprido, toalhas jogadas no chão, o chuveiro de um dos boxes pingando num ritmo de metrônomo. Cheiro de suor, de desodorante barato, de menino. Diego veio atrás de mim bufando, ainda de chuteira, e parou na porta quando me viu sentada no banco com a saia arregaçada.

— Perdeu alguma coisa? — ele perguntou.

— Perdi. Você.

Ele riu, mas riu pouco, porque eu já estava com a mão no cós do short dele. Puxei, ele desceu, e a camisa do time subiu junto. Quando botei a boca nele, Diego bateu a cabeça no azulejo e falou "porra" tão alto que ecoou no vestiário inteiro. Eu chupava devagar, de propósito, olhando pra cima, e ele me pegou pelo cabelo — o mesmo cabelo que a Juliana tinha puxado — e eu deixei, porque gostei.

Depois sentei nele ali mesmo no banco, com o azulejo frio nas costas, e o banco rangendo embaixo da gente, e a chuteira dele batendo no chão a cada estocada. Ele tentou ser delicado.

— Mais forte, seu moleque — eu mandei. — Eu não sou de porcelana.

Ele obedeceu. E quando ele começou a avisar que ia gozar, eu levantei a saia, mostrei a bunda e falei:

— Solta. Eu sou depósito, né? Depósito é pra usar.

Ele gozou me olhando como quem tinha visto um fantasma.

O Rafael eu peguei embaixo da arquibancada, no vão de concreto onde ninguém desce porque tem teia e cheiro de mofo. Lá em cima o jogo continuava, o apito do juiz, a gritaria abafada, os pés batendo na madeira, e a cada gol a estrutura tremia e caía poeira. Sombra fresca, concreto áspero raspando o joelho.

Ele era o mais educado dos três. Me beijou antes, me beijou bem, com gosto de menta, e sussurrou "você é a coisa mais linda dessa escola". Eu deixei ele acreditar por trinta segundos.

— Bonita e vagabunda — eu corrigi. — Combinação boa, né?

Ele me virou de costas contra o pilar e me comeu em pé, com o carro branco dele brilhando lá longe no estacionamento, e o sol entrando em listras entre as tábuas, riscando o concreto. Ele segurou meu quadril com as duas mãos e eu empurrei pra trás, e a cada estocada eu falava para ele as coisas que eu queria que a escola toda soubesse:

— Sou vagabunda sim. E daí? Vagabunda gostosa. Vagabunda de nota dez.

Rafael riu no meu pescoço e gozou me chamando de "minha vagabunda" com a voz falhando, e eu senti aquele orgulho bobo subindo pela nuca. Estava funcionando.

Faltava o Bruno. E o Bruno era o ponto final.

Ele não estava no jogo — repetente, cagava pra futebol. Estava encostado na moto no fundo do pátio, mascando chiclete. Eu passei por ele e só disse:

— Me ajuda a pegar uns colchonetes no depósito.

O depósito da educação física era o meu lugar. Fundo da escola, atrás da quadra, porta de metal que rangia em três tempos, janelinha alta coberta de teia, luz amarela fraca oscilando. Cheiro de mofo, de borracha velha, de giz. Bola de basquete empilhada numa grade, rede de vôlei enrolada num gancho, corda de pular, colchonetes azuis encostados na parede. Um espaço pequeno, apertado, sem janela decente. Um depósito de verdade.

Bruno entrou atrás de mim, olhou em volta e entendeu tudo antes de eu falar qualquer coisa.

— Esse lugar é bem você — ele disse, com a voz grave.

— Ah é?

— É. Pequeno, apertado e todo mundo entra.

Eu ri alto daquilo. E ele me pegou pela cintura com uma mão só — uma mão que caberia em mim inteira — e me deitou de costas nos colchonetes empilhados. O plástico frio grudou na minha pele, o cheiro de borracha subiu, e a lâmpada amarela balançou quando ele subiu em cima de mim e o colchão afundou.

Foi diferente dos outros dois. Diego foi rápido, Rafael foi bonito, Bruno foi pesado. Ele me fodeu com o peso todo, com a mão grande espalmada no meio das minhas costas, o joelho dele abrindo meu quadril, o colchonete escorregando embaixo da gente e a gente escorregando junto até bater na parede. Eu gemia tão alto que dava pra ouvir do lado de fora, e não me importava nem um pouco.

— Fala — ele rosnou no meu ouvido.

— O quê?

— Fala o que você é.

E eu falei, com a boca no colchonete, com o cabelo grudado no rosto de suor, sem nenhuma vergonha no mundo:

— Eu sou o depósito da escola. Sou o depósito e sou vagabunda e sou gostosa, e vocês podem me usar, porque eu deixo, porque eu quero, porque é bom.

Bruno gozou me apertando com as duas mãos como se quisesse me quebrar. E quando ele saiu de cima, o colchonete tinha a marca do meu corpo, e o depósito inteiro cheirava a sexo, e a lâmpada amarela ainda balançava de leve, como se estivesse sem graça.

Saí de lá às seis e meia da tarde. Cabelo bagunçado, saia amassada, pernas tremendo um pouco, a marca de uma mão grande na cintura. E, na saída, na porta do pátio, dei de cara com as quatro. Juliana, Letícia, Amanda e Bruna, paradas ali, olhando, com aquele silêncio de quem acabou de ver a boneca descer do altar sem a menor cerimônia.

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