#Corno #Traições #Voyeur

O amigo do meu filho arrombou minha esposa

2.2k palavras | 0 | 3.00 | 👁️
Vanzan

Meu nome é Ricardo, tenho quarenta e cinco anos, sou engenheiro civil e carrego no corpo as marcas de uma vida inteira de churrasco de domingo e cerveja gelada: um metro e setenta e oito, ombros ainda largos, mas com aquela barriguinha que a Letícia adora beliscar quando acha que estou distraído, e as têmporas já prateadas. A Letícia, minha esposa, tem trinta e oito, é professora de pilates e é a propaganda viva do que faz: um metro e sessenta e cinco de curvas firmes, cabelo castanho ondulado até os ombros, olhos castanho-claros que ficam quase dourados no fim da tarde, seios médios com bicos rosados e uma bunda redonda e dura de quem faz agachamento com peso há dez anos. Nosso filho, o Théo, tem dezoito, é magro, alto e cabeça de jovem, e trouxe pra viagem o melhor amigo dele, o Caio, dezenove. E o Caio é um problema estético: nadador, um metro e oitenta e oito, costas em V, abdômen definido, pele morena de sol, cabelo preto, sorriso fácil de quem sabe que é bonito.

Aluguei dois chalés numa pousada de beira de estrada: o quatro pra mim e pra Letícia, e o seis pros meninos, do outro lado da piscina. E no sábado, na areia, apareceram duas garotas que eu nunca tinha visto na vida e cujos nomes eu nunca descobri. Não precisei. A loira, de biquíni amarelo, o corpo dourado e um piercing no umbigo que brilhava quando ela ria; e a morena, de biquíni vermelho, cabelo preto até a cintura, com uma bunda que fazia a praia inteira virar a cabeça. Passaram o dia se esticando na canga a uns trinta metros da gente, passando bronzeador uma na outra, e eu passei o dia com o pescoço torto. A Letícia notou e riu: "você tá babando, Ricardo". E eu, sem graça, disse que estava só observando a paisagem. Mas na minha cabeça já tinha nascido um plano.

Descobri por acaso, num passeio à noite, em qual chalé as duas estavam hospedadas — o sete, do outro lado do pátio, na diagonal do nosso, bem na linha da minha janela. E foi ali que armei tudo. A ideia era simples e porca: apagar a Letícia pra ficar livre, espiar pela fresta da cortina do meu chalé e, se a vista fosse ruim, sair pra fora e me esconder num ponto melhor, na esperança de ver aquelas duas de biquíni virando mulher pelada na frente da janela, trocando de roupa, sei lá, o que a sorte me desse. Um homem de quarenta e cinco anos tem direito a uma paisagem.

O plano começou no restaurante, com caipirinha atrás de caipirinha, sempre dizendo "amor, só mais uma, é férias". E quando a Letícia, já com aquela risada mole e o rosto rosado, comentou que andava dormindo mal, eu tive a ideia de mestre: peguei na minha bolsa o comprimido dela pra dormir, um daqueles que ela usa quando está sem sono, parti um pedacinho com a unha e ofereci com um copo d'água. "Toma, amor, pra você dormir bem." Ela engoliu sem desconfiar de nada, bocejou e disse que ia se deitar. O Théo e o Caio comeram rápido e sumiram pro chalé, mortos de mar.

Voltei com a Letícia pro nosso chalé, deitei com ela, fiz carinho nas costas dela até o corpo amolecer, o sono descendo pesado por cima da caipirinha e do comprimido. Esperei mais um pouco, escutei a respiração dela ficar lenta e funda, e só então, convencido de que ela tinha apagado, me levantei da cama na ponta dos pés, peguei a chave e saí sem deixar a porta bater. Passei devagar em frente ao chalé dos meninos e espiei: os dois estavam deitados com a luz acesa, cada um vidrado no celular, os polegares rolando a tela. Perfeito, ainda acordados, ainda distraídos. Segui em direção à janela do chalé sete.

E aí veio a primeira frustração: a cortina estava fechada. Só que a luz estava acesa, e eu vi vultos se movendo atrás do pano, sombras de pernas, o contorno de um corpo passando. Elas estavam ali, se trocando, e a safada da cortina tapando tudo. Escolhi um lugar meio afastado, atrás de um pé de bougainvíle e de um murinho baixo, de onde dava pra ver a janela inteira e ficar escondido se alguém olhasse pra fora. E fiquei ali, agachado no escuro, esperando que elas abrissem a janela, que a brisa puxasse a cortina, que alguma delas aparecesse pra tomar ar, qualquer coisa.

Meia hora. Nada. Elas mexeram, riram, passaram de novo, e a cortina continuou fechada. Até que, do nada, o vulto esticou o braço, e o quarto apagou. As duas simplesmente foram dormir. Sem abrir a janela, sem tirar a cortina, sem me dar nem um segundo de bunda iluminada. Eu fiquei ali parado no escuro, olhando pra um quadrado preto, sentindo o cheiro da minha própria derrota. Esperei mais uns minutos, sem nenhum movimento, e resolvi voltar.

Voltei pelo mesmo caminho, derrotado, e passei de novo em frente ao chalé dos meninos. A luz ainda estava acesa, mas quando espiei vi que só o meu filho estava lá, deitado de lado, celular caído no peito, já dormindo. O Caio não estava. Achei estranho, mas não parei pra pensar — o moleque devia ter ido mijar, fumar um cigarro, tomar uma água. Segui devagar até o nosso chalé, cheguei na porta e encostei o ouvido pra escutar se a Letícia estava bem, quando percebi uns barulhos esquisitos vindo de dentro. Uns sons abafados, um rangido baixinho de cama, uma coisa que não era sono.

Curioso, em vez de entrar pela porta e ser visto, resolvi dar a volta por trás do chalé. Fui pela lateral, com o coração acelerando, e cheguei perto da janela do fundo do nosso quarto — a que dava pro mato, a que a gente nem usava. A cortina dessa estava aberta, e a luz do abajur estava acesa. E foi ali, do lado de fora, no escuro, que eu vi.

A minha esposa estava na cama com o amigo do meu filho.

A Letícia estava de quatro, ainda de camisola, só que ela estava toda levantada na cintura, e a calcinha tinha ido parar no chão. A bunda dela, redonda e branca, estava exposta na luz do abajur, e atrás dela, ajoelhado na cama, o Caio — só de cueca, com aquele corpo de nadador moreno — estava agachado, com a boca enfiada entre as coxas dela, comendo ela. A Letícia gemia com o rosto no travesseiro, a bunda subindo e descendo no ritmo da língua dele, os dedos agarrando o lençol. Ele parava, beijava o lado de dentro das coxas, chupava, voltava, enfiava dois dedos enquanto lambia o clitóris, e a Letícia se estremeceu toda, dando um solavanco, gozando ali calada na boca dele. E ela estava com uma cara de sono, meio grogue, os olhos pesados do comprimido — como se estivesse sonhando. Como se, na névoa daquele meio-sono, aquilo tudo fosse natural, ou fosse comigo.

Aí o Caio se levantou e tirou a cueca. E eu entendi por que tinha sido tão rápido. O pau do moleque saltou pra fora, grosso, comprido, curvado pra cima, a cabeça roxa brilhando. Vinte anos, nadador, dotado como eu nunca fui. Ele nem pediu: encostou a cabeça na boca dela. E a minha esposa, a mulher séria, a mãe do amigo do Théo, virou o rosto e abriu a boca e mamou aquela pica como uma vadia, de quatro, com a bunda pra cima, a mão na base, a boca cheia até engasgar, cuspindo, lambendo de baixo pra cima, chupando as bolas e voltando pra cabeça. Ele segurou o cabelo dela e empurrou o quadril devagar, e ela deixou, rebolando, gemendo com a boca cheia, a saliva escorrendo pelo queixo. E eu ali, do lado de fora, grudado na parede, com a mão na boca, sem poder fazer nada.

Depois ele deitou ela de barriga pra cima, abriu as pernas dela e enfiou. De uma vez. A Letícia arqueou as costas e abafou um gemido no ombro dele. Ele meteu fundo, devagar, sentindo, e depois acelerou, as bolas batendo na bunda dela, a cama rangendo, as mãos dele segurando os joelhos dela abertos enquanto ela levantava o quadril pra encontrar cada estocada. Meteu assim um tempão, e a minha esposa se entregava com uma entrega que eu não via nela há anos.

Mas aí veio a parte que me arrancou o chão. Ele saiu da buceta, cuspiu na mão, passou entre as pernas dela e encostou a cabeça no cu da Letícia. Ela travou por um segundo. E ele empurrou. Devagar, com jeito, e foi entrando. A Letícia agarrou o lençol com as duas mãos e enfiou o rosto nele, e eu vi a bunda dela se abrir engolindo aquele pau grosso. Ele meteu até o talo, parou, deixou ela respirar, e depois começou a bombear. A bunda dela tremia a cada estocada, o moleque pegou o ritmo, forte agora, e a minha esposa gemia abafada, o corpo todo tomado, a mão indo pra trás pra abrir mais o cu pra ele. Foi assim que ela gozou de novo, arrombada. E ele terminou tirando, batendo uma punheta rápida, e eu vi o jato branco cair nas costas e na bunda dela.

Depois ele se vestiu em silêncio, deu um beijo na testa dela, e saiu pela porta da frente, fechando devagar. A Letícia ficou deitada de barriga pra cima, com a camisola enrolada na cintura e a porra secando nas costas, e apagou em segundos. Eu esperei mais um pouco, dei a volta, entrei pela porta devagar, me deitei ao lado dela como se nada tivesse acontecido, e fiquei olhando o teto no escuro, sem conseguir acreditar no que tinha acabado de assistir na janela do meu próprio quarto.

No outro dia, bem cedo, ela acordou de mau humor, com a cabeça pesada da caipirinha, sem lembrar de quase nada. Só que lembrava do corpo. Sentou na cama, fez uma careta, passou a mão na lombar e no cu, sentiu aquele ardor, e virou pra mim já bufando: "Ricardo, o que você fez comigo ontem, hein? Você me arrombou o cu e nem teve a decência de me avisar, seu bêbado!" E eu, que mal tinha encostado nela, abri a boca pra responder e não sabia por onde começar. "Arrombou o quê?", gaguejei. Ela levantou o dedo na minha cara: "não vem com essa! Eu acordei com o cu doendo, com porra nas costas, e a única pessoa que dorme nessa cama é você. Você me pegou dormindo e me arrombou, seu safado!" E continuou me xingando pela manhã inteira, furiosa, convicta de que tinha sido eu.

E eu fiquei ali, calado, olhando pra ela, percebendo que ela não tinha a menor ideia de que o pau que arrombou o cu dela naquela noite tinha vinte anos, costas em V, nome de Caio e morava no chalé seis. E resolvi que, por enquanto, ia deixar ela acreditar.

Comentários (0)

Regras
- Talvez precise aguardar o comentário ser aprovado - Proibido numeros de celular, ofensas e textos repetitivos