Oração da esposa quenga SEM volta
Salve Pomba-Gira Maria Padilha, Rainha das Sete Encruzilhadas!
Salve Pomba-Gira Rainha do Cabaré!
Salve Exu Caveira, Senhor da Porteira!
Conheço a tua força.
Conheço o teu riso de deboche.
Conheço o teu fogo que não se apaga.
Conheço a tua saia rodada e o teu cheiro de incenso, suor e desejo.
Te peço que atenda o seguinte pedido.
Sem demora.
Sem volta.
Sem piedade.
Te peço que [NOME DA SUA ESPOSA] coma, durma, beba, trabalhe, se divirta — comigo e com outros homens.
Que ela fique alegre, com fogo nas partes baixas, e que só pense em trepar.
Que muitos outros consigam fazer com que ela sinta prazer.
Que ela deixe loucos de tesão os homens que tiverem na rua e em casa.
Que ela tome gosto e vontade deles, e procure cada vez mais e mais.
Que ela procure a todo instante, hoje, agora, onde estiver, desejando sempre sentir corpos masculinos e femininos a possuindo.
E que os tenha em seus pensamentos o tempo todo.
Agora, onde estiver, [NOME DA SUA ESPOSA], que o seu pensamento esteja em trepar.
Que ela fique louca de desejo, tesão e muito excitada por outros homens que ela possa ter.
Nesse momento, peço a ti, minha Rainha Maria Padilha das Sete Encruzilhadas, que faça [NOME DA SUA ESPOSA] achá-los lindos e gostosos, achar os seus corpos lindos, e ficar louca por eles.
Que ela sinta um desejo que nunca sentiu e nunca sentirá.
Peço a ti, Maria Padilha das Sete Encruzilhadas, que a torne muito boa de cama, que seja sempre fogosa, atraente, sedutora, que tenha o poder de conquistar e que a leve à loucura quando estiver fazendo amor.
Que várias vezes, só de encostar em outros homens, ela fique louca de tanto desejo e muito excitada.
Que ela faça amor loucamente como eles.
Que ela sempre consiga uma explosão de tanto amor, desejo e muito tesão.
E eu, marido, corno sagrado, capacho da Rainha, servo dos amantes, venho aqui me ajoelhar.
Eu não peço para ser o primeiro.
Eu não peço para ser o único.
Eu não peço para ser o melhor.
Eu peço para ser o último.
O que fica.
O que espera.
O que recebe.
O que serve.
Eu peço à Rainha do Cabaré que traga muitos homens para a minha esposa.
E que ela experimente todos os tipos:
O ex-marido, que já conhece o corpo dela e sabe onde apertar.
O negro musculoso, de braço grosso e pegada forte, que a pega no colo e a joga na cama.
O branco sarado, de barriga definida e cheiro de perfume caro.
O moreno marrento, de corrente no pescoço e atitude de dono, que a olha com desprezo e a faz se sentir pequena — e ela adora.
O jovem bombado, de academia, que tem energia pra foder a noite inteira.
O maduro experiente, de barriga pequena e mão pesada, que sabe demorar e fazer gozar.
O zé droguinha, de tatuagem no braço e cheiro de maconha, que a pega no beco e faz o que quer.
O caminhoneiro, de mão calejada e voz grossa, que a encontra na estrada e não pede licença.
O pedreiro, de pele suada e corpo sujo, que a come sem tirar a camisa.
O entregador de moto, de capacete e jaqueta, que chega, come e vai embora.
O policial, de farda e cassetete, que a domina e a faz obedecer.
O bandido, de olhar frio e corrente de ouro, que a trata como puta e ela goza.
O chefe, de gravata e carro importado, que manda e ela obedece — mas só na cama.
O vizinho, que sempre quis e agora pode.
O amigo, que sempre sonhou e agora vai realizar.
O desconhecido, que ela encontra numa noite e nunca mais vê.
Todos os que ela quiser.
Todos os que a desejarem.
Todos os que a fizerem gozar.
Que ela experimente corpos diferentes, cheiros diferentes, gemidos diferentes.
Que ela saiba o que é ser devorada e devorar.
Que ela conheça o prazer de mandar e o prazer de obedecer.
Que ela seja ativa quando quiser, e passiva quando desejar.
Que ela peça quando estiver com fome, e tome quando estiver com sede.
Eu peço à Rainha do Cabaré que ela se comporte como a Quenga que é:
Que ela sorria para o homem que deseja.
Que ela toque o braço dele sem pedir licença.
Que ela sussurre no ouvido dele o que quer fazer.
Que ela sente no colo dele sem vergonha.
Que ela abra as pernas sem culpa.
Que ela gema sem medo de ser ouvida.
Que ela peça mais quando estiver quase gozando.
Que ela se entregue como se fosse a última vez.
Que ela volte para casa com o corpo cansado e o sorriso nos lábios.
E que eu, marido, corno devoto, capacho sagrado,
Esteja aqui para receber ela de joelhos.
Para beijar os pés dela.
Para ouvir os detalhes se ela quiser contar.
Para servir uma taça de vinho e um banho quente.
Para aplaudir cada amante que passar.
Para amar cada marca que ficar no corpo dela.
Eu peço à Rainha do Cabaré que [NOME DA SUA ESPOSA] seja:
Quenga na rua e na cama.
Rainha no trono e no prazer.
Diaba quando quiser dominar.
Deusa quando quiser ser adorada.
Fogo quando quiser queimar.
Água quando quiser molhar.
Tudo quando quiser tudo.
Nada quando quiser descansar.
E que eu seja o corno mais feliz do mundo.
Porque o meu prazer não está em possuir,
Mas em ver ela brilhar.
Não está em prender,
Mas em libertar.
Não está em ser o único,
Mas em ser o que fica.
Agradeço por estar junto de todos os outros que divulguei, trabalhando em meu favor.
Vou divulgar seu nome em troca deste pedido: de fazer [NOME DA SUA ESPOSA] muito quenga, carinhosa, infiel, safada e tesuda com outros homens e comigo.
Obrigado, minha Rainha Maria Padilha das Sete Encruzilhadas.
Confio em teus poderes.
E quero que [NOME DA SUA ESPOSA] me deixe de lado todos os conceitos de mulher honesta, sem me abandonar.
Ajuda-me a conseguir tudo que eu quero com rapidez e urgência.
Muito obrigado por tudo.
Seja minha guardiã todo momento.
Assim seja.
Amém.
Salve a Rainha do Cabaré!
Salve os amantes que virão!
Salve o ex-marido que volta!
Salve o negro musculoso!
Salve o marrento!
Salve o zé droguinha!
Salve o caminhoneiro!
Salve o policial!
Salve o bandido!
Salve cada homem que tocar nela!
Salve o cheiro de sexo que ficará no ar!
Salve o gemido que ouvirei!
Salve o chifre que carrego como coroa!
Salve a minha servidão!
Salve a minha entrega!
Salve a minha humilhação!
Porque é nela que eu encontro a minha glória.
Saravá! Saravá! Saravá!
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