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Os cunhados - por Sabrina - parte 6

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lasabrinafm

No domingo de manhã, acordamos bem, com a sensação do corpo surrado de tanto foder, descemos, tomamos nosso café e estávamos sorrindo um ao plano, planejando como seria nosso dia, até a campainha tocar... Felipe saiu, demorou uns 15 minutos, então fui ver o que estava acontecendo. Ele estava nervoso, mas falando firme, sem gritar:
- Vai embora, caralho! Já te disse pra procurar seus direitos com advogado, não vou te dar porra nenhuma.
Apareci de relance perguntando:
- O que tá acontecendo?
Foi quando eu vi a Marina, brava na frente do Felipe, ela me encarou, olhou pra ele, e saiu sem falar nada.
- O que ela queria?
- Tá brigando comigo, dizendo que tem direito a algumas coisas da casa, que comprei quando éramos noivos, que quer pegar o que é dela.
- Mas vocês nem chegaram a casar, ela é louca?
- Pois é, olha a bomba que eu ia me enfiar!
Entramos, e então o reflexo da nossa orgia já começava a aparecer, Gabriel me mandou mensagem me elogiando, respondi despretensiosamente, mas ele continuava puxando assunto e sugerindo que saíssemos sozinhos, recusei várias vezes até precisar ser grosseira.
E mais uma vez nosso domingo era interrompido por uma ligação de Sr. Medeiros.
- Oi? Sim... tá... quando? Eu vou.
- Pra onde você vai agora, Felipe? Poxa...
- O amor... eu vou terça pro Paraná
- E volta quando?
- Volto quarta, amor
- Vai sozinho?
- Não... a Nayara vai comigo
- A Nayara tem mesmo que ir?
- Sim... ela é minha analista
- Demite ela - falei rindo para parecer brincadeira
Felipe brincou com meu ciúmes e disse que iria providenciar quartos separados.
Logo, a semana correu novamente, o meu ciúmes permaneceu mas procurei não ser chata, foi na outra sexta que Felipe apareceu no consultório e saímos juntos, indo pra fazenda, na minha casa eu aproveitei ele distraído conversando com meus pais e mexi no celular dele, tudo em ordem como sempre, exceto por uma mensagem de Nayara:
"Eu ainda vou te dar naquela mesa! Um dia vou te pegar, escreve o que eu to falando."
Esperei a noite toda e quando finalmente estava a sós com ele na porteira disse:
- Como foi a viagem com a Nayara?
- Foi boa, tivemos bons resultados
- Ela mexeu com você?
- O que? Não... não, ela é profissional
- Felipe, eu vi seu celular, e vi a mensagem dela
- Ah... eu nem ligo pra ela, ela é uma vadia, mas ela é uma das melhores da empresa, eu só trabalho com ela
- Por que não cortou a investida dela? E ainda mentiu pra mim dizendo que ela não deu em cima de você?
- Porque você ia ficar brava, como está agora.
- Eu odeio mentiras... a única coisa que eu não quero em nosso relacionamento é mentiras, combinado?
- Combinado.
Felipe foi embora e essa tinha sido nossa primeira briga, sábado pela manhã ele não me mandou mensagem, também não o procurei, imaginei que fosse algum drama, ou algo do tipo, até um número estranho me ligar, atendi...
- Alô?
- Sabrina, é o Tiago
- Tiago? Que Tiago?
- O que... o que... o que transou com a senhora
- Ah... não precisa me chamar de senhora... por que tá me ligando?
- O senhor Felipe passou mal na empresa, está no hospital de Campinas, parece ser grave, a senhora pode vir pra cá?
- Meu Deus, o que ele tem?
- Acho que é infarto, ele botou a mão no peito e desabou na sala dele
- Mas hoje é sábado, o que ele foi fazer na empresa?
- Não sei... mas tá feio as coisas por aqui, to aqui esperando a senhora
Desliguei com uma preocupação enorme, e me culpando de Felipe ter infartado por minha culpa, liguei pro Gabriel avisando, e eu mal conseguia dirigir, foi aí que Gabriel veio com o Uno até a fazenda, ele e o Pedro, e fomos os três para o hospital, eu entrei com tudo perguntando do Felipe, me acalmaram, entrei na sala onde estava com muitos fios pelo corpo e dormindo, o médico me explicou que ele tinha tido uma cardiomiopatia de takotsubo, que é basicamente uma forte adrenalina por carga emocional, eu fiquei preocupada de ter sido muito rígida com ele, mas logo ele acordou e conversamos, eu pedia perdão, com os olhos marejados, mas ele disse com a voz fraca:
- Não foi culpa sua... só não deixa o Gabriel entrar, por favor.
- Por que? O que ele fez?
Felipe suspirava devagar e apontou para o celular, peguei e li uma discussão pesada entre eles, as mensagens eram mais ou menos assim:
Felipe: Vai visitar a vó?
Gabriel: Não vou hoje
Felipe: Porra Gabriel, você tá desempregado, com o que ocupa tanto seu tempo?
Gabriel: É da sua conta?
Felipe: Você não tá ajudando em porra nenhuma, podia pelo menos visita-la.
Gabriel: Desculpas se eu não tenho as mesmas condições que você pra ajudar
Felipe: Mas pode visitar, ela pergunta de você
Gabriel: Pergunta nada, por mim ela morria logo
(...)
Daqui em diante, Felipe surtou com Gabriel, e foi a hora que ele passou mal.
Conversei pouco com ele, e saí para dar notícias a Gabriel e Pedro dizendo que Felipe estava bem, mas que estava em repouso absoluto, sem poder receber visitas, eles foram embora e eu fiquei ali sem carro, de acompanhante do Felipe, ele dormia bastante tempo, quando acordou pegou em minhas mãos e disse:
- Vai comer alguma coisa
- Não amor, já já dão a janta do hospital
- Comida de hospital é horrível
- Não tem lanchonete aqui perto
- Chama um uber, vai no shopping jantar, pega um hotel e descansa, toma um banho pra relaxar, eu to bem
- Não vou sair de perto de você
- Eu vou ficar mais mal ainda se você não se acomodar direito, volta amanhã de manhã, vai descansar, eu to bem
Ele estendeu as mãos pegando sua mochila, pegou a carteira e me deu seu cartão e insistiu:
- Vai comer!
Eu aceitei, chamei um uber para o shopping, jantei e voltei pro hospital, quando ele me viu abriu um sorriso gostoso e disse:
- Achei que você ia dormir!
- Eu vou ficar do seu lado, já falei!
Me acomodei na poltrona, e fiquei ao lado dele a madruga inteira, Felipe pegava em minha mão e agradecia, e eu me sentia feliz em estar ali, no dia seguinte ele teve alta, chamei um uber e fomos para a casa dele.
Fiquei lá a tarde e a noite toda, ele me levou embora pois no dia seguinte eu teria que trabalhar, passei a madrugada preocupada com ele, mas ele me assegurou que estava tudo bem, foi aí que na segunda pela manhã eu acordei atrasada, corri para chegar no horário e só então percebi, o cartão do Felipe tinha ficado comigo, liguei pra ele imediatamente e ele disse:
- Pode usar, almoça algo especial hoje
- Não, não vou ficar usando seu cartão!
- Pra um almoço, Sabrina, considera um presentinho poxa
Eu ri, e aceitei o presente, fui almoçar e mandei foto do meu prato feito com um suco natural de laranja pro Felipe e ele reagiu com risadas, dizendo que eu estava sendo singela demais.
Meu almoço, num restaurante simples perto da clínica foi interrompido com alguém sentando na mesma mesa que eu, levantei a cabeça e vi... Marina.
- Oi, Sabrina
- Oi, tudo bem?
- Estou bem... quero deixar claro que não tenho nada contra você, mas o Felipe está sendo injusto comigo
- Em que?
- Ele me abandonou da noite pro dia, estou passando por um momento ruim, fala com ele pra ele me ceder pelo menos uma das televisões? E o sofá, porque fui eu que escolhi.
Eu limpei minha boca com um guardanapo pensando no que responder, e disse calmamente:
- Eu não me meto nas decisões do Felipe, se ele quiser te dar as coisas, é com ele, não comigo.
- Mas você como mulher dele pode interferir
- Eu não sou casada com ele, estamos namorando, e eu não vou passar por cima dele
Ela se levantou com raiva nos olhos, por uma coisa tão besta, pensei em falar pra ele, mas fiquei preocupada dele ficar nervoso e passar mal de novo, foi então que voltei pra clínica, e dei de cara com Gabriel, ele foi até a recepção e falou:
- O Felipe é chato, né?
- Não, Gabriel... o Felipe só queria que você visitasse a sua avó
- Ele não me entende
- Eu também não
- Quando vai ser nossa próxima bagunça?
- Gabriel, respeita meu trabalho.
A Pamela, que estava ao meu lado, me cutucou e disse:
- Que porra é essa? Tá pegando o cunhado também?
- Não to
Gabriel: Tá sim!
Eu: Cala a boca, caralho!
Nessa hora a Drª Tania saiu e me pegou no pulo soltando palavrão com Gabriel, eu gelei, ela me chamou querendo entender o que aconteceu e eu menti, falei apenas da situação do Felipe ter passado mal, foi aí que a bomba explodiu, ela me olhou e disse:
- Sabrina, a clínica virou algo familiar pra você, o Gabriel tem vindo toda semana e fica debruçado na bancada conversando, o Felipe te traz presentinhos... acho que não é isso que eu esperava de você
- Pode deixar, eu vou conversar com eles
- Não precisa, você está demitida
Meus olhos marejaram, eu saí da clínica e chorei no carro, eu estava a anos nessa clínica e pra mim isso não era motivo suficiente de uma demissão do nada, fui pra fazenda, e não contei nada naquele dia ao Felipe.
Mas no dia seguinte, ele me disse:
- Amor, quinta eu tenho uma viagem aqui perto, para Santos, pensei em de lá irmos pra minha casa na praia, mas você tem que trabalhar né?
Foi aí que eu contei que tinha sido demitida a um dia, Felipe ficou calmo e se alegrou porque eu poderia viajar com ele.
Chegado a quinta-feira, Felipe foi me buscar, e descemos para a praia, fomos primeiro para Santos, onde ele me deixou com seu carro para eu dar uma volta enquanto ele participava de uma reunião, eu me sentia poderosa, passeei por volta da praia, e parei num quiosque onde tomei uma água de coco olhando o mar, era uma vida luxuosa para uma recém desempregada e eu confesso, eu abracei essa vida de evitar o que Felipe tinha a me oferecer, quando ele me avisou do fim da reunião eu o busquei, eu ia descer do carro mas ele entrou no banco do carona sorrindo, e disse:
- Bora, você dirigi.
Fomos até a casa, e Felipe desceu para abrir o portão (nesta casa não era automático), estacionei, e me sentia livre de todo peso da demissão.
Ficamos um pouco na casa, vendo o que precisava de reformas, e então Felipe me levou a um lugar chamado Cama Anchieta, ficamos horas ali a beira do mar, olhando tudo, em silêncio, permitindo a negatividade ir pra muito longe.
Felipe me abraçou me dando uma sensação de paz e conforto, e quando me dei conta seus olhos estavam marejados.
- O que foi amor?
- Esse é meu lugar preferido no mundo todo.
- Por que?
- Aqui foi o último lugar que eu vi a minha mãe com vida.
Aquilo me arrepiou, meu homem alto, forte, estava ruindo aos poucos, saímos desse lugar e ficamos em um quiosque a beira mar, Felipe e eu conversávamos qualquer coisa, riamos de tudo, e ele pegou em minhas mãos dizendo:
- Vem morar comigo?
- Tá muito cedo pra tomar uma decisão dessas...
- Eu não preciso de mais tempo pra saber que eu quero ter você pra sempre na minha vida
- Fe... vamos esperar um pouco, vamos curtir nosso momento, tá tudo tão gostoso assim, não vamos nos precipitar
Ele assentiu, estávamos voltando para a casa quando o celular dele vibrou, era Gabriel.
- Alô? Fala! Tá de boa, esquece o que passou, vai precisar de muito mais pra me derrubar, foi só um estresse temporário... visitou? E aí? Droga! Tá... eu vou subir hoje.
- O que foi amor?
- Minha vó tá passando mal, a Julia tá esperando uma ambulância pra levar ela pro hospital
- Meu Deus! Vamos pra lá.
Trancamos a casa e fomos, e assim conheci a vó do Felipe, num leito de hospital, acamada, com ele fazendo carinho no rosto dela, ela beijando a mão dele e ele dizendo:
- Vai ficar tudo bem!
Felipe era um muro.
Saímos do hospital e vi uma menina magra, 18 aninhos, a tal Júlia, Felipe tirou sua jaqueta e jogou nos ombros dela.
- Júlia, vamos, o Gabriel vai passar a noite com ela.
Júlia entrou no carro com a gente, ela era tímida, retraída, mas estava muito preocupada com a avó de Felipe, deixamos ela num bairro simples e Felipe me chamou pra entrar na casa da avó dele, era a casa que ele cresceu, eu conheci cada parte da história dele ali, ficamos sentados em um sofá velho com ele me contando histórias de seus pais, e eu ria de tudo, fomos embora e naquela noite, percebendo o quanto Felipe andava sobrecarregado, eu decidi fazer alguma coisa, ele tomou um banho e se deitou, eu então peguei a coleira, o plug, me despi e quando ele estava prestes a cochilar eu andei de quatro no quarto.
- Pena que você está cansado, tem uma cachorrinha no cio aqui.
Felipe despertou na hora. Sentou-se na cama, deu algumas batidinhas no colchão e me chamou: - Vem cá!
Subi ainda engatinhando, e ele ordenou:
- Vira o rabinho
Virei... ele tirou o plug do meu cuzinho devagar, abriu minha bunda e ficou observando, Felipe passou o dedo indicador em volta com calma, descendo até minha buceta e disse:
- Você é a mulher mais linda que eu já vi!
Eu sorri, mas sem querer estragar o momento perguntei:
- Quantas você já transou?
Ele apenas sorriu e não me respondeu, colocando o dedo devagarinho dentro de mim e dizendo:
- Você é diferente de todas... você é especial pra mim.
Felipe se ajeitou, abriu minhas nádegas e chupava meu cuzinho enquanto os seus dedos percorriam minha buceta, eu melava seus dedos, gemia baixo, suspirando, a cada linguada que ele me dava, ele se ergueu atrás de mim, pincelou minha buceta e entrou devagar, seu pau ia fundo e voltava, me preenchendo toda, eu agarrava os lençóis quase gritando que o amava, ele aumentou o ritmo aos poucos me deixando sem reação, cavalguei nele como se fosse a primeira vez, nossas bocas se encontravam com um beijo quente, com as línguas se entrelaçando, Felipe me agarrava e eu só me rendia, e então ele despejou tudo dentro de mim, eu caí ao seu lado derrotada, cansada, nos beijamos e dormimos nus.
No dia seguinte, Felipe saiu para o hospital, e eu fiquei ali, com uma camisa dele, andando apenas de calcinha pela casa, até a campainha tocar de novo num momento que eu estava relaxada, olhei pela janela e vi o Pedro sozinho no portão, e pensei:
- Vou atender assim mesmo.

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