João, o adolescente de São José
João descobre que a paisagem de sua janela se torna muito interessante com a chegada de Willian, e se interessa cada vez mais por aquele vizinho
Eu sou João, vivo da escola pra casa, sou o que chamam de nerd, apesar de não me sentir assim.
A janela do meu quarto no meu apartamento num bairro de classe média de São José sempre foi uma moldura para o meu isolamento, aos 16 anos, me sentia preso, sem saber o que iria ser de minha vida. Mas a janela virou meu vício absoluto desde o dia em que o caminhão de mudança estacionou no prédio em frente. Moro no terceiro andar, e o apartamento paralelo, a poucos metros de distância através do recuo do condomínio, ganhou um novo dono: William, 25 anos, programador, soube seu perfil pela vizinha fofoqueira do segundo andar. Ele era calado, andava meio curvado quando estava na rua, com os cabelos castanhos levemente encaracolados, um olhar tímido que parecia fugir do mundo. O mais fascinante era justamente essa vulnerabilidade, porque William era absurdamente lindo, traços fortes, presença que preenchia o espaço mesmo sem dizer nada. Só ele parecia não ver isso.
A primeira vez que o vi de verdade foi numa noite quente de terça-feira. Eu lia na cama quando um movimento chamou minha atenção através do vidro. A cortina dele estava totalmente aberta e a luz do quarto forte. William tinha acabado de sair do banho, vestia apenas uma cueca boxer cinza de algodão que moldava perfeitamente as coxas grossas e o volume pesado que se destacava na frente. Fiquei paralisado na escuridão do meu quarto, assistindo ele secar o cabelo com a toalha, os músculos das costas se contraindo a cada movimento. Ali o desejo fincou raiz de verdade.
Eu nunca tinha ficado com outro homem, nem mulher na verdade, cabaço completo. Medo e timidez sempre me travaram, mantendo uma virgindade que eu carregava quase como um peso. Até que o destino me empurrou na lavanderia do subsolo. Eu segurava uma camiseta de Tactics Ogre quando ele entrou com um cesto de roupas. Ele olhou para a estampa e, pela primeira vez, vi um sorriso ladino e seguro surgir no canto da boca dele, desarmando aquela aura de cara desligado.
William não era jogador casual. Ele conhecia cada mecânica oculta do jogo, cada diálogo, e me tratava com uma condescendência divertida de quem domina o assunto há anos. A partir dali, os encontros no apartamento dele viraram rotina. Como morava sozinho, ele vivia praticamente de cueca o tempo todo. Às vezes uma branca meio gasta que marcava a curva da bunda quando ele se abaixava, outras uma preta justa que deixava minha boca seca enquanto fingíamos prestar atenção na tela.
Eu achava que escondia meu nervosismo, mas William lia minhas reações com precisão. Ele se aproximava, esticava o braço forte roçando na minha perna, baixava a voz num sussurro grave quando explicava alguma estratégia, testando meus limites de propósito.
Na minha cabeça, ele só provocava, éramos 2 homens, ele ficar de cueca era só questão de conforto.
Como meus pais trabalhavam num escritório até tarde, eu tinha bastante tempo pra ficar no apartamento dele, fora que ele trabalhava muito em home office.
O ápice aconteceu numa noite de tempestade violenta. A luz caiu, mergulhando o apartamento na penumbra quente e abafada. William se levantou e, com um sorriso quase imperceptível, disse que precisava tirar a roupa úmida de suor. Um relâmpago rasgou o céu exatamente naquele momento, iluminando tudo. Eu o vi completamente nu: pele alva, peito largo, abdômen definido descendo até o quadril forte, e o pau já meio ereto, pesado e imponente. A imagem grudou na minha retina.
Ele se aproximou no escuro. Senti as mãos firmes nos meus ombros.
— Eu sei que você me olha da janela, João — sussurrou no meu ouvido, voz grave e segura. — Eu abria a cortina de propósito. Só pra você me ver.
A revelação me desmontou. Ele sabia que eu era virgem, percebia minha hesitação, e assumiu o controle. Nossos lábios se encontraram. Meu beijo foi desajeitado, nervoso, batendo dente. William segurou minha nuca com firmeza e tomou o beijo para si, transformando-o em algo profundo, faminto e dominador.
Ele me guiou até o quarto e me empurrou na cama. Tirei minhas roupas com as mãos tremendo. William me virou de bruços, cobrindo meu corpo com o dele. Senti o peso quente e a rigidez do pau dele pressionando minha bunda. Meu coração martelava de medo.
— William... eu nunca... tô com medo — confessei, voz falhando.
— Shh. Eu sei — respondeu ele, voz baixa e firme, quase tranquilizadora. — Vou cuidar de você. Relaxa.
Ele desceu pelo meu corpo, abriu minhas pernas e, sem aviso, enterrou o rosto entre minhas nádegas. Senti a língua quente e molhada lambendo meu cu, girando devagar, depois mais firme, pressionando a entrada. Um gemido vergonhoso escapou da minha boca. Ele lambeu com calma e fome ao mesmo tempo, chupando, penetrando com a ponta da língua enquanto segurava minhas coxas abertas. O medo continuava ali, mas o prazer me fazia tremer inteiro.
Depois de me deixar molhado e ofegante, ele pegou o lubrificante. Seus dedos foram firmes: primeiro um, depois dois, abrindo caminho devagar mas sem parar, massageando por dentro até meu corpo começar a ceder. Eu ainda tremia de nervoso.
— William... dói... acho que não vou conseguir — murmurei, apertando os lençóis.
Ele se deitou sobre mim, peito colado nas minhas costas, e falou perto da minha orelha:
— Você vai conseguir. Respira. Eu tô aqui. Mas se machucar eu paro.
Ele posicionou a cabeça larga do pau na entrada e empurrou devagar, mas decidido. Quando a glande passou o anel apertado, eu soltei um grito abafado no travesseiro. A dor foi forte, queimando, meu corpo travando inteiro de medo.
— Calma... relaxa pra mim — murmurou ele, parando com metade para dentro, beijando meu ombro e pescoço enquanto a mão acariciava minha lateral, firme e reconfortante.
Apesar da dor, era tão reconfortante o toque dele, o carinho que não falei em nenhum momento para parar.
Assim que sentiu meu corpo amolecer um pouco, ele afundou até o talo com um gemido rouco. Fiquei cheio, esticado ao limite, ofegando e gemendo de dor e, os poucos, prazer, misturados. William começou a estocar: movimentos fortes, profundos e ritmados, dominando completamente. Cada vez que ele batia fundo acertava o fundo de meu cu, arrancando gemidos altos e involuntários de mim. Agora a dor já tinha ido embora, eu só queria ser dominado por William.
Ele me prendia contra o colchão com o peso do corpo, uma mão segurando meu quadril com força, a outra entrelaçada na minha. O suor dele pingava nas minhas costas enquanto ele acelerava, metendo com potência bruta mas sempre atento às minhas reações — diminuindo um pouco quando eu tensionava demais, voltando mais forte quando eu relaxava.
— Isso... tá tomando gostoso — rosnou no meu ouvido, voz carregada de tesão.
Meu pau babava no lençol. Eu me masturbava desesperado no ritmo das estocadas dele. William cravou os dentes no meu ombro, deu três estocadas especialmente fundas e grossas e urrou:
— Vou gozar dentro, João...
Senti os jatos quentes e espessos explodindo fundo em mim, me enchendo. O orgasmo dele me levou junto. Gozei forte, tremendo inteiro, contraindo em volta do pau dele enquanto descarregava no lençol.
Desabamos conectados, respiração pesada. William ficou alguns segundos ainda dentro de mim, passando a mão pelas minhas costas suadas num carinho prático, possessivo. Depois saiu devagar, me puxou contra o peito dele e falou baixo:
— Você foi bem pra caralho.
A tempestade continuava lá fora. Dentro do quarto, o jogo que ele havia planejado desde a primeira cortina aberta finalmente tinha terminado.
Ou, pelo menos, a fase um estava concluída.
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