A nova realidade que mudou o mundo parte 116 - SPA familiar
Depois da semana dentro da cisterna de esgoto, fomos levadas de volta para o galpão das negras.
Estávamos destruídas. Magras, ossos aparecendo nas costelas e nos quadris, a pele marcada pela tela metálica, o cabelo duro e fedido de esgoto seco. O cheiro que exalávamos era tão forte que até as negras, acostumadas a todo tipo de podridão, franziram o nariz quando nos jogaram lá dentro.
Dessa vez não fomos usadas. Por algum motivo que nunca explicaram, o dono (meu marido) não nos procurou durante aquela semana. Ficamos o tempo todo dentro do galpão, sem ver a luz do dia. O teto de zinco transformava o lugar num forno abafado durante o dia e numa caixa úmida à noite. Não tomamos banho. Não nos limparam. Apenas nos jogaram lá.
Julie voltou a usar o cinto de castidade. E, para piorar, colocaram nela uma máscara de metal que cobria toda a cabeça. Era pesada, quente, com apenas uma fina linha perfurada na altura dos olhos, estreita o suficiente para que ela mal conseguisse ver o que acontecia ao redor. Na boca havia um pequeno buraco redondo, por onde recebia comida. O cabelo loiro dela ficou preso dentro da máscara, virando um abafador quente e úmido. Ela não conseguia deitar direito; a máscara batia no chão e forçava sua cabeça para cima ou para o lado. Às vezes eu a via tentando dormir sentada, encostada em mim, gemendo baixinho de desconforto.
A máscara de metal que colocaram em Julie era uma peça de tortura projetada para quebrar não só o corpo, mas especialmente a mente.
Era feita de aço grosso, pintado de preto fosco, pesada o suficiente para que ela sentisse o peso o tempo todo. Ela precisava virar a cabeça inteira para conseguir enxergar alguma coisa, e mesmo assim a visão era limitada a uma faixa estreita de mundo. O resto era escuridão metálica.
Na boca havia um pequeno buraco redondo, de uns dois centímetros de diâmetro, rodeado por uma borda afiada que pressionava os lábios dela para fora, mantendo-os entreabertos de forma permanente. Era por ali que ela recebia comida, ou melhor, a gosma que jogavam no galpão. O buraco era pequeno o suficiente para que ela não conseguisse cuspir nada, mas grande o suficiente para que babasse constantemente. A saliva escorria pelo queixo de metal, pingando no peito dela.
O interior da máscara era forrado com um material áspero e quente que grudava no cabelo. O cabelo loiro de Julie ficou preso lá dentro, amassado, suado, transformando-se num abafador úmido e abafado. O calor dentro da máscara era insuportável. Depois de poucas horas, o suor escorria pelo rosto dela, molhando o interior, criando um ambiente quente e úmido que fazia o couro cabeludo coçar e arder. Ela não conseguia coçar. Não conseguia nem tocar o próprio rosto.
A máscara não permitia que ela deitasse direito. Se tentasse deitar-se de lado, a parte de trás da máscara batia no chão e forçava sua cabeça para cima ou para o lado num ângulo doloroso. Se tentasse deitar-se de costas, o peso da máscara pressionava a nuca contra o chão duro. A única posição minimamente confortável era ficar sentada, encostada em mim ou na parede, com a cabeça levemente inclinada para frente. Mesmo assim, o metal esquentava com o calor do corpo dela e do galpão, transformando a máscara numa sauna particular que nunca esfriava. Julie odiava aquela máscara mais que o cinto.
Ela me disse, com a voz abafada pelo metal, que se sentia como um animal enjaulado dentro da própria cabeça. Não conseguia ver direito. Não conseguia falar normalmente, as palavras saíam abafadas, distorcidas, quase infantis. O buraco da boca a fazia babar o tempo todo, e a saliva escorria pelo queixo de metal, pingando nos seios. O calor dentro da máscara fazia sua cabeça latejar. O cabelo preso e suado coçava sem parar, mas ela não podia coçar. Às vezes ela chorava dentro da máscara, e as lágrimas ficavam presas ali, molhando o interior, tornando tudo ainda mais úmido e desconfortável.
Eu via o sofrimento dela o tempo todo. Via quando ela tentava virar a cabeça para olhar para mim e só conseguia ver uma fatia estreita do meu rosto através da fresta. Via quando ela tentava dormir e acordava gemendo porque a máscara batia no chão. Via quando o calor ficava insuportável e ela começava a respirar rápido pelo nariz, o peito subindo e descendo depressa.
E o mais doloroso, eu via como aquilo a humilhava profundamente.
Julie, que sempre foi uma menina vaidosa com o cabelo loiro, agora tinha o cabelo transformado num emaranhado suado preso dentro de uma caixa de metal. Ela não conseguia se ver, mas sentia o peso, o calor, a prisão. Às vezes ela passava os dedos na superfície da máscara, como se tentasse entender o que tinha virado.
Durante as noites, quando as negras se tocavam e faziam sexo, Julie ficava ali, presa na máscara, ouvindo os gemidos, sentindo o cheiro de sexo no ar, o corpo dela desesperado por alívio que o cinto não permitia. Eu tentava ajudá-la, enfiava o dedo mindinho no seu cuzinho pelo buraco do cinto, chupava seus mamilos, beijava o pouco de pele que a máscara deixava exposto. Mas não era suficiente.
A máscara roubava dela a capacidade de expressar dor, prazer ou medo de forma normal. Tudo saía abafado, distorcido. Ela se sentia invisível. Menos que humana. Uma cabeça de metal com uma menina presa dentro. E eu, olhando para ela, sentia o peito se partir mais uma vez.
Porque minha filha linda, com aquele cabelo loiro que eu tanto amava pentear quando era pequena, agora estava presa dentro de uma caixa quente e escura, reduzida a uma voz abafada e um par de olhos que mal conseguiam ver o mundo.
A máscara não era só um objeto de controle. Era uma prisão para a alma dela.
E eu não podia fazer nada além de abraçá-la, beijar o metal quente onde deveria estar sua boca, e sussurrar que a amava, sabendo que ela mal conseguia me ouvir direito através daquela caixa de ferro. Aquela máscara ficou com ela durante toda aquela semana no galpão. E mesmo depois, quando finalmente a tiraram, Julie continuou tocando o próprio rosto como se ainda sentisse o metal ali.
Porque algumas prisões não saem da pele. Elas ficam dentro da cabeça, para sempre.
Eu ficava ao lado dela o tempo todo, abraçando-a como podia. Durante o dia, as negras saíam para trabalhar. À noite, voltavam suadas, sujas, marcadas. E era então que o galpão ganhava vida de uma forma estranha, quase desesperada.
Todas as noites havia sexo.
Não era o sexo brutal dos homens. Era algo diferente, um sexo entre mulheres quebradas, cheio de urgência, carinho e fome. As negras se tocavam com uma mistura de desejo e consolo. Bocas se encontravam, mãos deslizavam por corpos suados, dedos entravam devagar em bucetas e cus. Gemidos baixos, suspiros, corpos se esfregando no feno sujo.
Eu participava. Beijava bocas negras, chupava seios pesados, lambia bucetas inchadas e meladas. Deixava que me tocassem, que me fizessem gozar com dedos e línguas. E sempre voltava para Julie.
Como ela não podia tirar o cinto, eu fazia o que podia. Enfiava a ponta do dedo mindinho no cuzinho dela pelo pequeno buraco do cinto, fodendo devagar enquanto beijava sua boca através da máscara, era uma tentativa, não um beijo de verdade, mas dava para passar a língua em seus lábios. Acariciava seus seios pequenos, chupava os mamilos durinhos, sussurrava no ouvido dela palavras de amor enquanto ela gemia, desesperada, o corpo quente e molhado, mas sem poder gozar de verdade.
As negras também a ajudavam. Yara e Maya que também estavam ali, chupavam os peitinhos dela com carinho. Uma negra mais velha lambia o pescoço e os ombros de Julie enquanto eu brincava com seu cuzinho. Julie ficava no cio constante, a bucetinha pulsando inutilmente contra o metal, o clitóris latejando, o corpo implorando por alívio que nunca vinha. Ela chorava de frustração, tentava se esfregar contra nós, não podia chupava bocetas e peitos por causa da máscara, como se o prazer das outras pudesse saciar o dela. Mas não saciava.
Ela entrava em desespero algumas noites. O corpo jovem e saudável implorava por orgasmo, mas o cinto impiedoso negava tudo. Ela se contorcia, gemia alto, as coxas tremendo, a respiração curta. “Mamãe… por favor… eu preciso… dói…” suplicava ela através da máscara. Eu só conseguia enfiar o dedo mais fundo no seu cu, beijá-la, dizer que a amava. Ela quase gozava, um orgasmo seco, frustrado, que a deixava ainda mais desesperada.
Enquanto isso, os homens invadiam o galpão algumas noites. Eram brutais. Entravam em grupo, escolhiam uma negra qualquer e a fodiam com violência. Eu vi uma ser erguida no ar, fodida no cu e na buceta ao mesmo tempo enquanto gritava. Outra foi pendurada pelos pulsos e usada até desmaiar. Às vezes escolhiam a mim. Me jogavam de quatro e me fodiam com força, batendo, cuspindo, gozando dentro ou em cima de mim. Julie assistia tudo através da fresta da máscara, os olhos cheios de terror e uma excitação doentia que ela não conseguia controlar.
Durante as noites mais calmas, as negras contavam histórias.
Contavam de quando passaram pela cisterna de esgoto. Uma delas disse que ficou lá por duas semanas. Contou dos ratos que subiam pela tela à noite e mordiam seus pés e dedos. Contou dos vermes que caíam junto com a merda e se mexiam na pele dela. Contou da fome tão grande que ela chegou a comer fezes misturadas com arroz podre que descia pelo cano. Outra contou que passou por um castigo ainda pior, foi colocada dentro de um tanque cheio de urina velha por dias, até a pele começar a se soltar, e ela ficou adoecida por meses por causa disso.
As histórias eram nojentas, terríveis, cheias de detalhes que faziam meu estômago revirar. Mas nós ouvíamos. Porque eram reais. Porque eram o nosso mundo. E no meio de todo aquele horror, do calor sufocante, do cheiro de corpos sujos, dos gemidos de prazer e dor, das invasões brutais dos homens, ainda havia carinho.
Nós nos tocávamos com cuidado. Beijos suaves. Dedos gentis. Línguas que procuravam prazer em vez de dor. Julie, mesmo desesperada e sem poder gozar, encontrava consolo nos nossos toques. Eu a abraçava depois, beijando a máscara de metal quente, sussurrando que a amava. Foi uma semana estranha. Uma semana sem luz do dia, sem banho, sem dignidade.
Eu estou me desfazendo por dentro. Cada dia que passa me sinto mais distante de quem eu era. Não sou mais Caroline. Sou apenas um corpo que respira, que sangra, que goza quando mandam, que engole porra podre e que assiste a filha ser destruída. O nojo que sinto de mim mesma é tão profundo que já não cabe mais dentro do peito, ele vaza, envenena tudo. Estou suja.
Não importa quantas vezes nos lavem com mangueira de pressão. A sujeira está por baixo da pele. Está no cheiro que eu sinto quando fecho os olhos. Está no gosto que ainda tenho na boca mesmo quando não como nada. Está na memória de ter cuspido porra de animais na boca da minha própria filha. Está na lembrança de ter lambido o cuzinho dela com amor enquanto o mundo inteiro nos transformava em monstros. Eu me odeio.
Odeio meus seios que balançam quando me chicoteiam. Odeio minha buceta que ainda reage, que ainda fica molhada mesmo quando dói. Odeio minha boca que aprendeu a engolir qualquer coisa. Odeio minhas mãos que, em vez de proteger Julie, agora só a abraçam depois de tudo já ter acontecido. Minha mente está rachando.
Às vezes, no escuro da cela ou no calor do galpão, eu vejo coisas que não estão lá. Vejo o rosto do meu marido quando ele era jovem, sorrindo para mim no dia do nosso casamento. Depois a imagem distorce e ele vira o monstro de agora, rindo enquanto fode o cu da nossa filha. Vejo Julie pequena, correndo pelo jardim com um vestido florido. Depois a imagem muda e ela está de quatro, sendo marcada nas costas com ferro quente. Eu pisco e as visões desaparecem, mas o gosto de bile sobe pela garganta.
Todas as noites eu sonho que morro. Sonho que me enforco com a própria corrente. Sonho que me jogo no fosso do esgoto e me afogo na merda acumulada. Sonho que peço para um guarda me matar e ele ri, mas depois enfia uma faca no meu peito e eu sinto o alívio quando o sangue escorre. Acordo sobressaltada, suando frio, o coração batendo tão forte que parece que vai explodir. E a primeira coisa que vejo é Julie ao meu lado, magra, marcada, ainda usando aquele cinto cruel e, às vezes, a máscara de metal. Então o alívio de estar viva vira uma nova onda de culpa.
Por que eu não posso morrer? Se eu morrer, quem vai restar para ela? Quem vai abraçá-la quando ela chorar? Quem vai beijar sua testa quando ela tiver pesadelos? Quem vai dizer “eu te amo” mesmo quando nós duas já não sabemos mais o que isso significa?
Então eu continuo viva, quebrada e depressiva. Suja por dentro e por fora.
Eu me sinto humilhada até a alma. Cada vez que lembro de ter gozado enquanto era montada por animais, de ter cuspido porra na boca da minha filha, de ter lambido bucetas no galpão para tentar esquecer a dor… ter comido restos do esgoto, eu quero desaparecer. Quero que meu corpo pare de funcionar. Quero que meu coração simplesmente desista. Mas ele não desiste. Ele continua batendo.
E toda vez que bate, eu penso em Julie, penso no olhar dela quando me viu me mijar de medo no saguão, penso na forma como ela treme quando o cinto aperta demais, penso em como ela ainda me chama de “mamãe” mesmo depois de tudo. E isso me mantém viva.
Porque, mesmo que eu me odeie com todas as forças que ainda me restam, eu ainda a amo mais que tudo. E enquanto eu respirar, mesmo que seja um respiro sujo, quebrado e cheio de nojo de mim mesma, eu ainda vou tentar protegê-la. Mesmo que seja só abraçando ela no escuro, mesmo que seja só beijando sua testa suada, mesmo que seja só dizendo “eu te amo” enquanto meu coração se desfaz um pouco mais a cada batida.
Eu sou uma mãe horrível. Mas sou a única mãe que ela tem. Quebrada, suja, depressiva. Mas ainda dela. Ainda sua mãe.
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