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A nova realidade que mudou o mundo parte 115 - Filtro humano

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AnãoJediManco

Depois daquele dia maldito, o dia em que vi minha filha ser sodomizada pelo próprio pai, marcada como gado nas costas e transformada em puta oficial, algo mudou. Não foi misericórdia, foi apenas outra forma de tortura.
Eles nos levaram para o subsolo do hotel, para uma cela que quase nunca era usada por brancas. Diziam que era feita para castigar as negras mais rebeldes. Uma cisterna quadrada de 1 metro por 1 metro, com 1,5 metro de altura. O piso não era de cimento. Era uma tela metálica grossa, com malha quadrada afiada. Quando nos jogaram lá dentro, o peso dos nossos corpos fez a tela morder a pele das nádegas, das coxas e das plantas dos pés.
O homem velho não disse uma palavra. Apenas abriu a pesada tampa de ferro no teto, nos empurrou para baixo e fechou tudo com um baque surdo. O som do cadeado ecoou como uma sentença. Ficamos apertadas, muito apertadas.
Não dava para ficar em pé. Não dava para deitar-se completamente. Só conseguíamos nos sentar, encostadas uma na outra, pernas entrelaçadas, peitos colados, rostos quase se tocando. O espaço era tão exíguo que qualquer movimento fazia a tela de metal marcar mais fundo nossa pele. Em poucas horas, já tínhamos vergões quadrados nas coxas e na bunda.
Logo abaixo da tela metálica havia um fosso escuro, profundo, cujo fundo não se via. Dele subia um cheiro asqueroso, esgoto velho, podridão, fezes acumuladas, urina azeda. E bem no centro do teto, exatamente acima de nós, saía um cano grosso, melado de gordura e sujeira antiga. Era o coletor principal do sistema de esgoto do hotel.
Toda vez que alguém no hotel abria uma torneira, tomava banho, lavava louça ou dava descarga, aquilo passava por nós. A primeira vez foi poucos minutos depois.
Um jorro quente e súbito de água suja, misturada com sabão, restos de comida e um fio de mijo caiu direto sobre nossas cabeças. Julie soltou um grito abafado quando o líquido morno escorreu pelo seu cabelo, pelo rosto, pelos seios. Eu tentei proteger ela com meu corpo, mas não havia espaço. O cano despejava tudo em cima de nós sem aviso. Às vezes era só água cinzenta. Às vezes vinha com pedaços de comida mastigada, fios de cabelo, sangue menstrual diluído, ou pior, fezes moles que escorriam pela tela e caíam no fosso embaixo de nós, espirrando de volta nas nossas pernas.
Não tínhamos mordaças, Julie não tinha o cinto de castidade, não tínhamos vibradores e nossas mãos estavam livres. Mas não podíamos escapar da sujeira. Quando o esgoto caía, ele molhava nossos cabelos, escorria pelos nossos corpos, entrava na nossa boca se não fechássemos a tempo. O cheiro impregnava tudo. Nossas peles ficavam grudentas, o cabelo pesado e fedido.
E ainda assim… era um tempo só nosso, sem homens rindo, sem xingamentos, sem tapas, sem ordens. Só eu e Julie, apertadas naquele cubículo escuro e sufocante, ouvindo o gotejar constante do cano e o borbulhar distante do fosso embaixo de nós.
Na primeira noite, Julie chorou muito. O corpo dela tremia contra o meu, a cabeça encostada no meu peito. “Eu tenho nojo de mim, mamãe… eu sinto o cheiro o tempo todo. E quando cai… quando cai aquela coisa na minha cabeça…” Eu a abraçava o máximo que o espaço permitia. Beijava sua testa suja. Limpava com os dedos o que escorria pelo seu rosto. “Eu sei, meu amor. Eu sei. Mas estamos juntas. Só nós duas. Ninguém vai nos separar agora.”
Durante aquela semana, aprendemos a viver no meio da sujeira. Aprendemos a prever os jorros pelo barulho distante das tubulações. Às vezes conseguíamos virar o rosto ou proteger uma à outra com o corpo. Às vezes não. Acordávamos sobressaltadas quando um jato forte de água cinzenta ou restos de comida caía em cima de nós no meio da noite.
Não recebíamos comida de verdade. Só o que descia pelo cano junto com a água suja, a fome fazia a gente comer pedaços moles de pão, restos de arroz, cascas de fruta, pedaços de carne gordurosa que flutuavam na sujeira. Comíamos com as mãos, lambendo os dedos, dividindo cada migalha como se fosse um banquete. Bebíamos a água que caía, mesmo quando tinha gosto de sabão ou de algo pior. Mas tínhamos uma à outra.
Conversávamos baixinho durante horas. Julie me contava detalhes que eu não queria ouvir, mas precisava saber. Eu contava histórias antigas, de quando ela era pequena, de quando o mundo ainda fazia sentido. Às vezes chorávamos juntas. Às vezes ficávamos em silêncio, apenas sentindo a respiração uma da outra.
O cheiro era indescritível. Quando caía merda, o cheiro ficava preso no ar denso da cisterna por horas. Ficava grudado no nosso cabelo, na nossa pele, dentro das nossas narinas. Julie chorava toda vez que isso acontecia, tentando virar o rosto, mas não havia espaço. A merda escorria pelo seu cabelo loiro, pelo seu rosto, entrava na boca se ela não fechasse a tempo. Eu tentava proteger ela com meu corpo, mas só conseguia fazer com que caísse mais em mim.
Às vezes o cano cuspia coisas sólidas, pedaços de papel higiênico, pedaços de pano e papel, preservativos cheios de porra velha. Uma vez caiu um dente humano. Ficou preso na tela por horas até outra descarga levar embora.
Não tínhamos como nos limpar. A água que caía era a mesma que nos sujava. Bebíamos dela quando a sede ficava insuportável. Comíamos os pedaços de comida que desciam junto, mesmo quando vinham grudados em fezes ou sabão.
E o pior era a imprevisibilidade. Pois podia ficar horas sem nada. Depois, de repente, uma descarga forte de um banheiro lotado caía de uma vez, nos encharcando completamente. Ou então um gotejar lento e constante durante a noite, como uma tortura chinesa.
Julie e eu aprendemos a prever pelos sons distantes das tubulações. Quando ouvíamos o barulho de água correndo acima, nos preparávamos. Eu tentava cobrir o rosto dela com meu corpo. Ela tentava proteger o meu. Mas quase sempre falhávamos. O esgoto caía onde queria. Durante aquela semana, nós nos tornamos parte do sistema de esgoto do hotel. Éramos o filtro vivo. O coletor humano. A última estação antes do fosso escuro.
E o mais terrível era que, no meio de todo aquele nojo e humilhação, ainda conseguíamos nos abraçar. Ainda conseguíamos sussurrar “eu te amo”. Ainda conseguíamos dividir um pedaço de pão molhado de sabão como se fosse um banquete.
Em alguns momentos, quando o esgoto caía e nos sujava novamente, Julie se encolhia contra mim e sussurrava: “Eu te amo, mamãe… mesmo assim. Mesmo suja. Mesmo quebrada”. Eu beijava o topo da cabeça dela, sentindo o cheiro horrível do esgoto no seu cabelo, e respondia: “Eu também te amo, meu amor. Mais que tudo. E enquanto estivermos juntas… ainda somos nós.”
A cela era sufocante, o ar denso, o cheiro nauseante. A tela de metal marcava nossa pele dia e noite. Mas, estranhamente, era o lugar mais “seguro” que tínhamos desde que tudo começou. Não havia homens, não havia risadas malignas, não havia chicotes nem paus.
Só o som distante das tubulações, o gotejar constante, e o calor dos nossos corpos colados no escuro, uma semana inteira, uma semana de sujeira, fome, sede e intimidade forçada. Uma semana em que, no meio do horror absoluto, ainda conseguimos ser mãe e filha. Mesmo que fosse dentro de uma cisterna de esgoto. Mesmo que o mundo acima de nós continuasse girando, usando, destruindo.
Quando, no sétimo dia, a tampa de ferro finalmente se abriu e a luz invadiu o buraco escuro, eu soube que a “paz” tinha acabado. Mas, por sete dias e sete noites, nós tivemos uma à outra. E isso, naquele inferno, foi quase um milagre.

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