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A nova realidade que mudou o mundo - parte 97 - Dura realidade

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AnãoJediManco

Eu acordei com o corpo todo dolorido, como se cada músculo tivesse sido torcido e rasgado durante a noite. O feno grudava na minha pele, misturado com a crosta seca de porra, sangue e suor de ontem. Meu cu ainda queimava, a buceta inchada latejava a cada respiração, a garganta arranhada doía só de engolir. Julie estava encolhida contra mim, o rostinho sujo de lágrimas secas e de tudo que tinha escorrido de mim durante o choro. Ela não tinha soltado o abraço a noite inteira. O celeiro estava silencioso, só o barulho baixo de respirações e o rangido ocasional da madeira velha.
A porta se abriu com um rangido e a luz fraca da manhã entrou. As outras escravas começaram a se mexer. Elas se levantaram devagar, corpos marcados, olhos vazios. Ninguém falava alto. Uma delas, a mais velha, a mesma que tinha falado comigo na noite anterior, trouxe um balde com água suja e um pano. “Limpa o que sobrou, antes que eles venham cheirar”, murmurou. Julie me ajudou, as mãozinhas trêmulas passando o pano na minha pele. Quando terminamos, nos sentamos em círculo no feno, todas nuas, todas expostas. Foi quando elas começaram a contar. Eu pedi. Queria entender onde eu tinha caído. Julie escutava calada, encostada no meu ombro, os olhos enormes.
As duas indiazinhas foram as primeiras a falar. Eram bem novinhas, pele morena clara, cabelo preto liso até a cintura, corpos magros e marcados de hematomas recentes. Eu as reconheci na hora, as mesmas que meu marido tinha levado no aeroporto, as que eu vi chegando com ele, acorrentadas pelos pulsos, olhos baixos. A mais baixa, de uns quatorze anos, se chamava Yara. A outra, um pouco mais alta, se chamava Maya, e era apenas um ano mais velha. Elas falaram baixo, quase sussurrando, como se o nome dele ainda doesse.
“Seu marido nos comprou em um leilão”, disse Yara. “Pagou para o cacique com dinheiro e bebida. A gente era virgem ainda. Ele nos trouxe direto para o hotel. Na primeira noite já nos amarrou na suíte dele. Usou cinto nas nossas bundas até sangrar, depois meteu nos dois buracos ao mesmo tempo, rindo quando a gente chorava em tupi. Todo dia ele inventa castigo novo. Ontem mesmo, antes de vir para cá, ele nos fez lamber o chão do banheiro enquanto ele mijava na nossa cara. Disse que índia só serve para isso. A gente aguenta porque se reclamar ele ameaça mandar a gente para as fábricas piores, onde as meninas desaparecem.”
Maya completou, voz tremendo: “Ele já nos pendurou pelos pés no teto da suíte, com pesos nos mamilos, e deixou a gente assim horas enquanto hóspedes pagavam para ver. Depois fodeu a gente até desmaiar. A gente reza para ele se cansar logo… mas ele nunca cansa.”
Depois veio a jovem que já uretra bloqueada pelo marido de Caroline. Ela se chamava Sofia, uns vinte e poucos anos, corpo magro, marcas roxas na barriga e nas coxas. Sentou-se com cuidado, as pernas abertas como se ainda doesse. A voz dela era rouca, baixa.
“Foi no saguão do hotel, no meu terceiro dia aqui. Eu estava servindo café para os hóspedes e me mijei toda de medo quando seu marido passou e me olhou feio e depois vieram buscar uma outra moça, que não sabemos para onde foi. Ele ficou furioso. Quando ele voltou da rua, mandou me arrastar para o quarto dele na frente de todo mundo. Me amarrou na cama, abriu minhas pernas com cordas e enfiou um instrumento fino, de metal, bem fundo na minha uretra. Era frio, pontudo. Ele girou devagar, dizendo que eu tinha que aprender a segurar. Depois tirou e colocou um plugue pequeno, daqueles que tranca. Me deixou quatro dias inteiros sem conseguir urinar. A dor… meu Deus, a dor era como se meu ventre estivesse cheio de facas quentes. Eu sentia a bexiga inchando, pressionando tudo por dentro, até meu abdômen ficar duro e roxo. Eu chorava, implorava, mas ele não estava no hotel, e apenas ele tinha a chave, quando ele voltou só ria e me fodia na boca e no cu para me calar. No quarto dia, quando ele tirou o plugue, a urina saiu misturada com sangue, queimando como ácido. Eu mijei no chão e em cima de outras escravas, soluçando de alívio e de vergonha. Ele me obrigou a lamber tudo. Disse que da próxima vez ia ser uma semana.”
Ela parou, os olhos brilhando. “Começou só porque eu me mijei de medo… agora eu tenho medo até de beber água.”
A garota de dezenove anos foi a próxima. Ela se chamava Lívia, corpo jovem, mas com uma cicatriz feia, rosada e irregular bem onde deveria estar o clitóris. Ela se sentou de pernas abertas, sem vergonha, como quem já não tem mais nada a esconder.
“Foi um hóspede rico, no meu segundo mês aqui. Ele pagou extra para me ter sozinha na suíte. Me amarrou na cama, abriu minhas pernas e disse que queria ‘provar se eu era sensível’. Usou um alicate pequeno, daqueles de precisão. Apertou meu clitóris com força, torceu e arrancou de uma vez. Eu gritei tanto que perdi a voz. Sangrou muito, ele riu e meteu o pau no meu cu enquanto eu sangrava. Depois me deixou lá, sangrando, sem cuidar. Levei três semanas para cicatrizar direito. Agora… agora eu não gozo mais. Nunca mais. Não importa quanto me fodam, quanto apertem meus peitos ou metem fundo, não sinto nada ali. É só dor e vazio. Para quem sofre o dia inteiro, o orgasmo era a única coisa que ainda fazia o corpo esquecer por um segundo. Era a única fuga. Sem ele, o sofrimento é só sofrimento. É como se tivessem arrancado a última esperança que eu tinha.” A única vez que eu cheguei perto de gozar, foi quando seu marido me estuprou no cu por mais de meia hora, mas ainda assim, não consegui gozar.
As outras oito escravas ficaram em silêncio um pouco, depois falaram uma por uma, rápido, como quem conta uma história que já virou rotina.
A mais idosa, dona Rosa, cinquenta e poucos anos, corpo marcado de cicatrizes antigas, voz cansada, mas firme: “Eu estou aqui há onze anos. Fui vendida pelo meu próprio marido para pagar dívida de jogo. No começo eles me usavam no salão principal, amarrada numa mesa, pra todo hóspede experimentar. Agora sou mais velha, então me deixam cozinhar e limpar, mas ainda me fodem quando querem. Durmo pouco, como pouco, mas pelo menos não me batem tanto.”
As outras sete eram de idades variadas, vinte e poucos até quarenta. Uma tinha sido sequestrada na rua, outra vendida pela família pobre, outra doada, uma delas veio de um galpão público. Todas contaram o mesmo, chegaram cheias de medo, foram quebradas em dias, agora só sobreviviam. Uma tinha cicatrizes de queimadura de cigarro nos seios, outra mancava de uma perna que foi quebrada e mal curada. Nenhuma tinha esperança de sair. Todas sabiam dos lugares piores da cidade.
Julie apertava minha mão com força o tempo todo. Eu sentia o corpo dela tremendo contra o meu. Quando terminaram de falar, o silêncio caiu de novo no celeiro. A porta ainda estava trancada. O sol da manhã entrava pelas frestas, iluminando pele marcada, olhos mortos, corpos que já não pertenciam a elas. Eu abracei Julie mais forte e pensei que, de alguma forma, ainda estávamos vivas. Mas sabia que o dia ia começar de novo. E que eles voltariam. Sempre voltavam.
Foi então que dona Rosa, a mais velha, se aproximou de novo. Ela se sentou bem na nossa frente, as pernas cruzadas com dificuldade por causa da perna que mancava. Seus olhos, fundos e cansados, nos olharam sem piedade, mas também sem raiva. Apenas com aquela resignação pesada de quem já viu tudo. Ela limpou a boca com as costas da mão e começou a falar baixo, quase num sussurro, como se as paredes do celeiro pudessem ouvir e delatar.
“Vocês precisam entender uma coisa agora, Caroline. E você também, menina”, disse ela, olhando diretamente para Julie por um segundo antes de voltar para mim. “Aqui não é como o mundo de antes. Por lei, nenhuma mulher tem direito algum. Nenhuma. A lei mudou há anos, mas vocês provavelmente não sabiam, ou fingiam não saber. Nós, as mulheres, somos consideradas propriedade. Bens móveis. Descartáveis. Se um homem quiser nos bater, nos foder até sangrar, nos queimar, nos cortar, nos humilhar na frente de todo mundo… ele pode. Não existe punição. Não existe polícia para a gente. Não existe juiz que vai ouvir nosso choro. Se um hóspede decide mijar na nossa boca até a gente se engasgar e morrer, ele só paga uma multa pequena para o hotel e pronto. Se ele nos mata… bem, é só mais uma puta que desapareceu. Ninguém investiga. Ninguém pergunta.”
Ela fez uma pausa, pegando um punhado de feno e deixando escorrer entre os dedos calejados, como se aquilo ajudasse a organizar as palavras.
“Vocês viram o que fizeram com você ontem, Caroline. Aqueles três te trataram como carne. Lavaram com vassoura e água gelada, comentaram seu corpo como se você fosse um pedaço de boi no açougue, depois te foderam por mais de uma hora nos três buracos ao mesmo tempo, sem parar. E isso foi só o começo. Aqui dentro do hotel, e em toda a cidade, é assim com todas nós. Eles podem nos pendurar, nos amarrar, nos usar em grupo, nos fazer lamber o chão sujo, nos obrigar a engolir porra misturada com merda, nos queimar com cigarro, nos arrancar pedaços… tudo isso é permitido. Não tem crime. Não tem consequência. A única lei que existe para nós é a lei do mais forte. Do homem que paga, que possui, que usa.”
Dona Rosa respirou fundo, a voz ficando ainda mais baixa, quase cansada.
“E o pior não é a dor física. O pior é saber que não tem saída. Não tem direito de reclamar. Não tem direito de dizer não. Se você tentar fugir, eles te caçam, te trazem de volta e te castigam de um jeito que você vai implorar para morrer. Se você chorar alto demais, apanha mais. Se você olhar nos olhos de um hóspede sem permissão, pode perder um dente ou um mamilo. Nós somos descartáveis. Um dia estamos aqui servindo, abrindo as pernas, engolindo tudo… no outro, se o corpo não aguenta mais, eles nos jogam fora. Literalmente. Tem um terreno atrás do hotel onde enterram as que não servem mais. Ninguém chora por elas. Ninguém pergunta o nome.”
Ela olhou para Julie de novo, depois para mim, e completou com uma frieza que me gelou por dentro:
“Então aprenda logo, Caroline. A única coisa que a gente pode fazer é agradecer por ainda estar viva. Agradecer por ter um canto no celeiro para dormir à noite. Agradecer a gosma velha de sêmen e resto de comida que jogam no chão pra gente lamber. Agradecer quando eles só nos fodem por uma hora em vez de cinco. Agradecer quando não arrancam um pedaço do nosso corpo ou não nos mandam para as fábricas piores, onde as meninas são usadas até o coração parar. A vida aqui é isso, sobreviver um dia de cada vez, com o corpo aberto e a alma já morta. E agradecer. Sempre agradecer. Porque morrer é fácil. Viver assim… é o verdadeiro castigo.”
Dona Rosa se calou. O silêncio que caiu no celeiro era denso, sufocante. Eu senti um nó na garganta tão apertado que mal conseguia respirar. Julie apertou os braços em volta da minha cintura com mais força, o rostinho escondido no meu pescoço, e eu senti as lágrimas quentes dela molhando minha pele. Eu não chorei alto. Só abracei minha filha mais forte, sentindo o coração dela bater contra o meu, e pensei que, pela primeira vez desde que chegamos, eu entendia de verdade o tamanho do inferno onde tínhamos caído.
Não havia justiça. Não havia direitos. Só o corpo, a dor e a obrigação de agradecer por ainda respirar. E eu soube, naquele momento, que ia ter que aprender a agradecer também. Porque era isso ou morrer. E eu não podia morrer enquanto Julie ainda precisasse de mim.

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