#Assédio #Traições

O evangelista me fodeu

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Meu nome é Juliana, tenho 23 anos, e minha vida na igreja era o meu mundo. Meu ex, o guitarrista do louvor, era o típico "santo" de fachada. Ele me pressionava o tempo todo por nudes, reclamando que eu era "travada" e que ele estava fadigado de esperar. A gente brigou feio por causa disso e terminamos. O cara foi tão baixo que saiu contando pra todo mundo que eu era a vilã da história, a fria que não dava atenção pra ele.

Passei semanas sumida, com vergonha de pisar lá, até que meu celular vibrou. Era o Bruno, o Evangelista.

"Senti sua falta, Juliana. O que houve?"

O Bruno era de parar o trânsito. Branco, alto pra caramba, com um porte físico de quem treinava pesado — os ombros largos quase explodiam naquelas camisas sociais impecáveis. Ele tinha o cabelo castanho sempre no lugar e uns olhos verdes que pareciam ler sua alma. Desabafei com ele, ele me deu uma força e eu voltei a frequentar os cultos. Mas a verdade? Eu queria era mais tempo com ele. A voz dele me fazia bem. Mandei uma mensagem inventando que precisava de uns "conselhos amorosos", mas ele me deu um fora elegante que doeu:

"Olha, Juliana, eu mando mensagem para quem está ausente. Se precisar de conselhos desse tipo, minha esposa pode falar com você."

Fiquei mal, mas respeitei. Só que meu ex não largava o osso. Do nada, ele começou a mandar "conversa mole", dizendo que estava com saudade e, no meio do culto, começou a me mandar fotos pelado. Eu tremia de ódio.

No final da reunião, vi o Bruno entrando na sala de apoio. Fui atrás, cega de raiva. Quando entrei, ele estava tirando o paletó, de costas. A camisa branca marcava cada músculo das costas dele.

— Bruno... — chamei, com a voz embargada.

Ele se virou devagar, sério, me encarando com aquele verde profundo dos olhos.

— Juliana, eu já te disse sobre as mensagens... — ele começou, mas eu o cortei.

— Olha isso, Bruno! Olha o que ele tem a coragem de me mandar aqui dentro! — Estiquei o celular com a foto do meu ex pelado na tela.

O Bruno não pegou o celular. Ele só baixou o olho, viu a imagem e o clima na sala mudou na hora. O maxilar dele travou tanto que a gente conseguia ouvir o ranger dos dentes. Ele respirou fundo, o peito estufando a camisa, e me olhou de um jeito que não tinha nada de "evangelista". Era o olhar de um homem furioso.

O Bruno olhou para a tela do meu celular e o silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. Eu esperava um sermão, talvez um conselho bíblico, mas o que vi foi um homem de verdade tentando conter uma fúria primitiva. Ele desviou o olhar, fixando-o na parede de madeira atrás de mim, as mãos grandes fechadas em punhos ao lado do corpo.

— Apague isso, Juliana — ele disse, a voz num tom baixo que vibrava no meu estômago. — Agora. E bloqueie esse rapaz. Você não deve permitir que essa imundície toque os seus olhos.

Ele não me tocou. Ele nem sequer se aproximou, mas a energia que emanava dele, naquele corpo alto e forte que parecia pequeno demais para aquela sala, me deixava sem fôlego. Eu obedeci, apaguei a foto na frente dele, mas meu coração ainda estava acelerado.

— Eu não aguento mais, Bruno. Eu me sinto... suja. Mesmo sem ter feito nada.

Ele suspirou, o peito largo subindo e descendo sob a camisa branca impecável. Os olhos verdes finalmente encontraram os meus, mas estavam protegidos por uma camada de frieza profissional.

— Vá para casa. Ore. Não deixe que o erro alheio tire a sua paz.

Saí de lá sentindo um vazio. O "fora" educado dele por mensagem ainda ecoava, e essa distância física na sala de reuniões só me dava mais vontade de ver até onde ia aquele autocontrole.

Dois dias depois, descobri que ele passaria em frente ao meu prédio para buscar uns documentos na administração do condomínio vizinho. Era a minha chance. Eu não queria conselhos amorosos da esposa dele; eu queria ver o que acontecia se o Evangelista Bruno fosse testado fora do altar.

Esperei no hall. Quando o vi descer do carro — um SUV preto que combinava com a imponência dele —, meu sangue ferveu. Ele estava sem o paletó, com as mangas da camisa dobradas até os cotovelos, revelando antebraços fortes e levemente venosos.

— Bruno! — chamei, interceptando-o na calçada, longe dos olhares da irmandade.

Ele parou abruptamente. A surpresa nos olhos verdes durou apenas um segundo antes de ele retomar a postura de autoridade.

— Juliana? O que faz aqui fora? — Ele olhou ao redor, claramente desconfortável com a nossa proximidade em um ambiente neutro.

— Eu precisava te entregar uma coisa — menti, aproximando-me mais do que o decoro permitia. — Sobre aquilo que conversamos... Eu não consegui dormir.

Eu estava a um passo dele. Conseguia sentir o calor que saía do corpo dele e o cheiro de banho tomado misturado com um perfume amadeirado marcante. O Bruno deu um passo para trás, as costas batendo contra o muro baixo de pedra, os olhos fixos nos meus, tentando manter a voz firme.

— Juliana, eu já te disse... não é prudente estarmos assim.

— Prudente para quem, Bruno? Para você ou para o que você sente quando me olha? — Arrisquei, colocando a mão espalmada no peito dele, sentindo através do tecido fino da camisa o ritmo acelerado do coração daquele homem que todos achavam inabalável.

A tensão na calçada estava ficando perigosa. O olhar de Bruno vagava pela rua, preocupado com qualquer rosto conhecido que pudesse dobrar a esquina, mas sua mão não afastou a minha do seu peito. Pelo contrário, senti os músculos dele retesarem sob o meu toque.

— Aqui não é lugar, Juliana. Alguém pode interpretar mal — ele sussurrou, a voz saindo mais rouca do que o habitual.

— Então me ajuda a entender o que é "certo", Bruno. Porque eu não aguento mais essa confusão — olhei no fundo daqueles olhos verdes, que agora pareciam mais escuros, quase tempestuosos.

Ele respirou fundo, fechando os olhos por um segundo como se buscasse um autocontrole que estava por um fio.

— Entre no carro. Vamos conversar onde haja privacidade, mas sem escândalos.

O interior do SUV cheirava a couro novo e ao perfume marcante dele. O ar-condicionado gelado contrastava com o calor que subia pelo meu corpo. Bruno dirigiu em silêncio por alguns minutos até parar em uma rua sem saída, ladeada por árvores altas que faziam sombra sobre o veículo. Ele desligou o motor, mas manteve as mãos firmes no volante, olhando fixamente para o para-brisa.

A luz que passava pelas frestas das árvores desenhava os contornos do seu perfil: o nariz reto, a mandíbula tensa e os braços fortes que faziam as mangas da camisa branca parecerem apertadas demais.

— Você está brincando com fogo, Juliana — ele começou, finalmente virando o rosto para mim. A expressão era de um homem que tentava manter a santidade, mas cujos instintos gritavam o oposto. — Eu tenho uma posição, tenho uma vida dedicada a zelar pelos outros. Por que você insiste em me procurar dessa forma?

— Porque você é o único que me faz sentir protegida e desejada ao mesmo tempo, sem me tratar como um objeto — respondi, soltando o cinto de segurança e me inclinando para o lado dele.

O espaço no carro era pequeno, o que tornava tudo mais intenso. Eu podia ouvir a respiração dele ficando pesada. Bruno continuava estático, os olhos verdes fixos na minha boca, mas ele não se movia. Ele era como uma estátua de mármore, linda e inabalável, esperando para ser quebrada.

— Eu sou um homem comum, Juliana. Com falhas — ele disse, a voz falhando levemente quando aproximei meu rosto do seu pescoço, sentindo o calor que emanava da sua pele clara. — Não me coloque em um altar onde eu não possa descer.

— E quem disse que eu quero você no altar agora? — sussurrei, deixando minha mão deslizar da coxa dele para o abdômen rígido.

Bruno soltou um gemido baixo, quase imperceptível, e finalmente soltou o volante. Suas mãos grandes, que eu tantas vezes vi levantadas em oração, agora tremiam levemente ao pairar sobre os meus ombros, sem saber se me afastavam ou se me puxavam de vez para o seu colo.

O ar dentro do SUV ficou subitamente pesado, carregado com uma eletricidade que parecia fazer a pele formigar. Minha mão subia pelo abdômen dele, sentindo a rigidez dos músculos sob a camisa social, mas, no momento em que meus dedos tocaram o primeiro botão, o movimento de Bruno foi rápido e definitivo.

Ele segurou meu pulso. Não foi um toque agressivo, mas tinha a força de uma rocha. Os olhos verdes, que antes pareciam perdidos em desejo, subitamente recuperaram uma clareza cortante, quase severa.

— Chega, Juliana — a voz dele ecoou, grave e autoritária, preenchendo o espaço confinado do carro.

Ele soltou meu pulso e voltou a apoiar as mãos no volante, apertando-o com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos. Ele respirava de forma audível, o peito largo subindo e descendo num ritmo descompassado, lutando para retomar o controle que eu quase havia estraçalhado.

— Eu não sou o homem que você está tentando desenhar na sua cabeça — ele disse, sem me olhar, fixo no horizonte através do para-brisa. — E você não é a mulher que se entrega ao primeiro impulso por causa de um ex-namorado medíocre. Você vale mais do que essa cena que está tentando criar.

O silêncio que se seguiu foi constrangedor. Eu ainda sentia o calor do corpo dele, mas a barreira que ele ergueu era intransponível. Bruno, com sua postura impecável e seus ombros largos, parecia novamente o Evangelista inalcançável, o homem que preferia o sacrifício ao erro.

— Eu... eu só queria me sentir vista — sussurrei, sentindo meu rosto queimar de vergonha.

— Você é vista, Juliana. Por Deus e por mim. Mas não da forma que você quer agora — ele virou o rosto, e por um breve segundo, a dureza nos olhos verdes fraquejou, revelando uma sombra de angústia. — Eu tenho um compromisso. Com a minha esposa, com a minha fé e com a sua própria integridade. Se eu cedesse agora, eu estaria sendo exatamente igual ao homem que te enviou aquelas fotos. Eu estaria usando a sua carência para alimentar o meu ego.

Ele ligou o motor. O ronco do SUV pareceu cortar o resto de tensão que sobrava.

— Vou te levar para casa. E amanhã, você vai procurar a conselheira. Não eu.

O caminho de volta foi um deserto de palavras. Ele dirigia com uma precisão gélida, mas eu notava o suor fino que brilhava em suas têmporas e a forma como ele evitava qualquer contato visual. Bruno não era de ferro; ele era um homem em guerra consigo mesmo, e aquela rejeição, embora respeitosa, só serviu para mostrar que o que ele escondia sob aquela camisa branca era muito mais profundo e perigoso do que eu imaginava.

A tensão de ser rejeitada no carro deixou um rastro de frustração que eu não conseguia apagar. O Bruno era um muro de contenção, uma fortaleza de princípios que parecia inabalável. Mas o destino tem formas estranhas de testar quem se julga invencível.

Passaram-se duas semanas. Eu evitava os cultos principais para não cruzar com ele, mas o destino me pregou uma peça numa tarde de chuva torrencial. Eu estava em uma cafeteria afastada do centro, tentando ler um livro e esquecer a humilhação do SUV, quando o sino da porta tocou.

Lá estava ele. Sem terno, sem gravata. Bruno vestia apenas uma calça jeans escura e uma camiseta de malha cinza que parecia pequena demais para o peito largo e os braços deliberadamente fortes.

Ele me viu. O choque nos olhos verdes foi imediato.
— Juliana. O mundo é realmente pequeno — ele disse, a voz menos formal, mas ainda carregada daquela autoridade natural.

— Parece que não conseguimos fugir um do outro, Bruno — respondi, fechando o livro e sustentando o olhar.

Ele se sentou à minha frente, pedindo um café forte. A proximidade ali, sem o peso do altar ou o confinamento do carro, era diferente. Era crua.

— Como você está? — ele perguntou, a voz baixinha, quase um sussurro para que as outras mesas não ouvissem. — Senti sua falta nas reuniões.

— Eu não conseguia olhar para você sem lembrar do "não" que você me deu, Bruno. Doeu — fui direta, sem filtros.

Ele desviou o olhar para a janela, onde os raios cortavam o céu. Vi o pomo de adão dele subir e descer. O Evangelista estava desconfortável.

— Eu fiz o que era certo, Juliana. Para nós dois.

— O certo nem sempre é o que o coração pede — estiquei minha mão sobre a mesa, tocando a dele. A pele dele estava fria da chuva, mas o contato fez um choque percorrer meu braço. — Você tremeu naquele dia no carro. Eu senti.

Bruno não recolheu a mão. Ele fechou os olhos, respirando fundo, o cheiro de chuva e do perfume amadeirado dele se misturando no ar quente da cafeteria. Quando ele abriu os olhos, o verde estava turvo, sem a clareza da pregação.

— A cafeteria vai fechar em dez minutos por causa da queda de energia na rua — a garçonete avisou ao passar.

As luzes piscaram e se apagaram de vez. Ficamos na penumbra, iluminados apenas pelas luzes de emergência foscas. O silêncio se tornou absoluto.

— Bruno... — levantei-me e dei a volta na mesa, parando atrás da cadeira dele. — Ninguém está vendo agora. Nem sua esposa, nem a igreja. Só a chuva.

Minhas mãos desceram pelos ombros dele, sentindo a firmeza da musculatura tensa. Inclinei-me, deixando meus lábios roçarem a orelha dele, sentindo o calor que começava a emanar da sua pele.

Desta vez, ele não segurou meu pulso para me afastar. Senti as mãos grandes dele tatearem no escuro até encontrarem minhas coxas, apertando o tecido do meu vestido com uma urgência que ele não conseguia mais esconder.

— Que Deus me perdoe — ele rosnou baixo, a voz vibrando de um jeito que me fez estremecer — mas eu não vou conseguir ser santo hoje.

Ele se levantou num movimento brusco, a altura dele me cercando contra a parede da cafeteria deserta. Suas mãos subiram para o meu rosto, o polegar traçando minha boca antes de ele finalmente quebrar o próprio altar, colando seus lábios nos meus com uma fome que guardava meses de repressão.

O beijo de Bruno era tudo o que eu imaginava e um pouco mais: tinha o peso da autoridade dele, mas a urgência de um homem que estava morrendo de sede. Quando ele se afastou por um segundo, a respiração dele batia no meu rosto, quente e descompassada.

— Aqui não — ele disse, a voz num tom que eu nunca tinha ouvido, um comando rouco que não aceitava réplica. — No meu carro. Agora.

Saímos sob a chuva torrencial, correndo para o SUV estacionado nos fundos da cafeteria. O som da água batendo no teto de metal criava um isolamento perfeito, como se o resto do mundo tivesse sido varrido do mapa. Assim que a porta travou, Bruno não esperou. Ele não era mais o evangelista contido; era um homem movido por semanas de desejo reprimido.

Ele puxou o banco para trás para ganhar espaço, e eu me joguei por cima do console, sentando no colo dele. A diferença de tamanho era absurda; minhas pernas envolviam o quadril largo dele enquanto eu sentia a firmeza das suas coxas sob as minhas.

Bruno segurou minha cintura com aquelas mãos grandes, os dedos se enterrando na minha pele. Ele me olhou nos olhos por um breve instante, o verde das íris brilhando sob a luz fraca do painel.

— Eu tentei, Juliana... eu juro que tentei — ele sussurrou contra o meu pescoço, antes de começar uma trilha de beijos ardentes que descia pela minha clavícula.

Ele puxou a gola do meu vestido, expondo meu ombro, e eu senti a ponta da língua dele traçando minha pele, enviando choques por todo o meu corpo. Minhas mãos se perderam nos cabelos castanhos dele, puxando-o para mais perto, enquanto eu sentia o volume da sua virilidade pressionando contra mim através do jeans.

— Você é tão alto... tão forte — eu gemi, sentindo os braços dele me apertarem com uma força que me deixava sem ar e, ao mesmo tempo, completamente entregue.

Bruno soltou uma das mãos da minha cintura e começou a subir meu vestido, os dedos subindo pela minha coxa com uma possessividade que me fazia arder. Ele parou o movimento por um segundo, encarando a renda da minha lingerie contra a minha pele clara.

— Você não faz ideia do que eu imaginei no altar enquanto olhava para você — ele confessou, a voz vibrando no meu peito. — Do quanto eu orei pedindo forças para não te levar para trás daquela sacristia e mostrar o que um homem de verdade faz.

Ele não esperou mais. Bruno inclinou o banco ainda mais, me puxando para baixo dele, o corpo pesado e musculoso cobrindo o meu, transformando o interior daquele carro no nosso santuário particular de pecado e prazer.

O som da chuva no teto do SUV abafava os meus gemidos, mas nada podia abafar a tensão que finalmente se rompia. Bruno não era mais o homem calmo do púlpito; ele era puro instinto. Ele se livrou da camiseta cinza em um movimento rápido, revelando o tronco que eu tanto imaginei: o peito era largo, definido, com os músculos do abdômen rígidos e uma linha de pelos claros que descia em direção ao jeans.

Ele me ajudou a tirar o vestido, seus olhos verdes devorando cada centímetro do meu corpo como se estivesse diante de algo sagrado e proibido ao mesmo tempo. Quando ele abriu o cinto, o som do zíper descendo pareceu um trovão dentro do carro.

Quando ele se libertou da calça, eu perdi o fôlego. O pau dele era proporcional à sua altura: impressionante, de uma espessura que fazia meu sangue latejar só de olhar, a pele clara e as veias pulsando sob o calor do momento. Era a prova física de que o controle que ele pregava era apenas uma máscara para um desejo voraz.

— Olha para mim, Juliana — ele comandou, a voz num tom de autoridade que agora me causava arrepios de prazer.

Ele me posicionou sobre ele, guiando-me para que eu sentisse a ponta quente e latejante dele roçando na minha entrada. O contraste era absurdo: a minha delicadeza contra a força bruta dele. Bruno segurou minha nuca, me puxando para um beijo profundo, enquanto suas mãos grandes apertavam minhas nádegas com força, me descendo lentamente sobre ele.

A entrada foi intensa, um preenchimento que me fez arquear as costas enquanto eu sentia cada centímetro dele me invadindo, tomando posse de tudo. Bruno soltou um rosnado baixo, o rosto enterrado no meu pescoço, sentindo o prazer de finalmente estar onde tanto desejou.

Ele começou o movimento, uma cadência firme e ritmada. A cada estocada, o corpo dele, pesado e suado, chocava-se contra o meu. O banco de couro rangia sob o peso de um homem tão grande, e a força dos seus braços me mantinha firme, como se ele quisesse me fundir a ele.

— Você... é minha... — ele sibilou entre dentes, as estocadas ficando mais rápidas, mais profundas, atingindo lugares que me faziam ver estrelas.

Eu estava perdida no verde daqueles olhos, que agora brilhavam com uma luxúria sem freios. O Evangelista tinha caído, e a queda era a coisa mais deliciosa que eu já tinha sentido.

O ritmo dentro do carro era ditado pela urgência de meses de silêncio e repressão. Bruno não poupava força; a cada estocada, eu sentia o peso do seu corpo e a firmeza daquele pau grosso e pulsante me preenchendo de uma forma que meu ex nunca sequer sonhou. Ele me dominava com uma facilidade natural, as mãos grandes ora apertando minha cintura, ora se enterrando no meu cabelo para manter meu rosto próximo ao dele.

— Eu não vou... conseguir parar... — ele rosnou, o suor brilhando em seus ombros largos sob a luz fraca que vinha de fora.

Ele me girou com uma agilidade surpreendente para o espaço reduzido, me colocando de costas para ele, com o rosto contra o vidro embaçado pela respiração e pelo calor. Sentir o peito dele colado nas minhas costas enquanto ele entrava com ainda mais profundidade foi o ápice. O pau dele batia no fundo, rítmico, quente, fazendo meu corpo inteiro tremer a cada impacto.

Eu via minhas próprias mãos espalmadas no vidro, tentando encontrar apoio, enquanto o Evangelista, o homem mais respeitado da congregação, se perdia completamente em mim. Ele soltou um gemido grave, o rosto enterrado na curva do meu pescoço, os dentes roçando minha pele enquanto ele acelerava o ritmo final.

— Juliana... olha o que você faz... — a voz dele falhou, perdendo a autoridade e dando lugar ao puro prazer.

O ápice veio como uma onda avassaladora. Senti os músculos do abdômen dele travarem contra as minhas costas e, com um último empurrão profundo, ele se entregou. O calor do jato dele me inundou, um preenchimento denso e quente que parecia selar aquele pecado. Bruno me abraçou com força, o corpo pesado desabando sobre o meu enquanto ele recuperava o fôlego, o coração dele martelando furioso contra as minhas costelas.

Ficamos ali por longos minutos, ouvindo apenas a chuva e o som das nossas respirações voltando ao normal. O silêncio agora não era mais de tensão, mas de uma cumplicidade perigosa que mudaria tudo a partir daquele momento.

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