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Meu tio bruto me usando como fêmea para humilhar meu pai - (repost)

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Caio

Sob o mormaço da noite, o Tio Fábio tomou o que meu pai roubou dele, no escuro do quarto, virei seu segredo, sua posse, descobri meu verdadeiro dono.

Estou respostando a história completa do meu tio e eu para quem ainda não leu. É um conto um pouco longo, mas recheado de tesão e reviravoltas, para quem gosta de contos bem construídos, com tesão em cada detalhe e uma história que te prende, aproveite. O acerto de contas entre meu tio e meu pai acaba sobrando todinho pra mim... e eu não reclamei de nada.

Era final de tarde de sexta no interior, aquele calorão de Minas que não dá trégua. O sol já estava baixando atrás das montanhas e o céu estava num laranja queimado, parecendo que o mato seco tinha pegado fogo. O sítio da minha avó estava movimentado por causa do aniversário dela; a família quase toda tinha viajado para passar os três dias de festa. Tinha muitos primos, umas tias que eu nem lembrava o nome e uns vizinhos de cerca que apareceram para dar um abraço na velha. O cheiro de mato úmido se misturava com o da gordura de porco vindo da cozinha, onde as mulheres não paravam de fritar petisco no fogão a lenha.
Eu ainda era novinho e estava naquela fase de ser meio "invisível" para os adultos, o que era ótimo para eu ficar de canto, só sacando a cena. Estava sentado no degrau de pedra da varanda, observando todo mundo, mas dava para sentir que tinha um vazio ali. Um nome proibido que ninguém tinha coragem de falar, tipo uma maldição que pairava no ar.
Estava ali na minha, meio perdido no burburinho, quando um barulho de motor potente cortou o papo da galera. Era um ronco bruto, nada parecido com os carros comuns que estavam estacionados. Todo mundo parou o que estava fazendo e virou o pescoço para a entrada do sítio.
Meu pai, o Jorge, estava na varanda tomando uma cerveja e rindo de alguma coisa, mas a cara de deboche sumiu na hora. Ele ficou tenso, travado mesmo. Minha mãe, a Laura, saiu da cozinha com uma travessa de bolinho de chuva e, quando olhou para a estrada, deixou a louça escorregar e estraçalhar no chão. Ela nem ligou para o barulho.
Uma caminhonete velha, mas bem cuidada, preta e imponente, surgiu na estrada de terra levantando uma nuvem de poeira alaranjada. Parou bem na frente da casa, com os faróis ofuscando o finalzinho do dia. A porta do motorista abriu e de lá desceu o cara que eu só conhecia pelas fofocas sussurradas: o tio Fábio.
O silêncio que baixou no sítio foi bizarro. Até os grilos pareciam ter ficado quietos. O tio Fábio desceu daquela caminhonete e, na moral, ele era muito mais imponente do que eu lembrava das histórias.
Ele era grande. Tinha uns ombros largos que pareciam ocupar o céu todo e um corpo musculoso que marcava demais na camisa de flanela xadrez e na calça jeans desbotada. Diferente do meu pai, que tem aquela pele morena clara de quem fica o dia todo trancado em escritório na cidade, o tio Fábio carregava o sol de Minas no corpo. A pele dele era de um moreno profundo, bronzeada de verdade por causa da vida no campo.
Ele era bonitão, mas de um jeito bruto, sabe? O maxilar era quadrado, com uma barba rala, e os braços eram grossos, cheios de veias saltadas que davam até um medo. O cabelo escuro estava meio bagunçado, caindo na testa com um estilo selvagem. Ele deu um sorriso de canto que era puro desafio e foi olhando um por um da família, como se estivesse marcando território. Antes mesmo de ele chegar perto, o cheiro dele já tomava conta: couro, terra molhada e um suor de macho que exalava poder.
O clima na varanda ficou tão pesado que parecia que o ar ia pegar fogo. Meu pai, o Jorge, tentou dar um passo à frente para não passar vergonha, mas dava para ver que as pernas dele estavam bambas. Ele tentou engrossar a voz, mas não chegava nem perto da presença do irmão. O único som que se ouvia era o estalo da lenha queimando lá no fogão.
Fábio parou na frente dele, ficando quase um palmo mais alto. A diferença era humilhante: meu pai todo inchado de cerveja e o tio Fábio ali, parecendo uma parede de pedra pronta para derrubar qualquer um.
Fábio tirou um cigarro do bolso da camisa, acendeu-o com um isqueiro e deu uma tragada lenta, soltando a fumaça no ar quente. Ele olhou diretamente para meu pai, Jorge, que estava pálido e rígido na varanda.
— E aí, Jorge? Não vai cumprimentar o irmão que voltou do mundo? — A voz do tio Fábio era grave, rouca, cheia de uma ironia que arrepiou até minha alma.
— Você tem muita coragem de aparecer aqui, Fábio — meu pai soltou, tentando engrossar a voz para não passar vergonha na frente dos parentes. — A gente estava muito bem sem você.
— Está bem, Jorge? Ou está só fingindo? — Meu tio perguntou, subindo os degraus devagar, com aquele jeito de quem é dono do lugar.
Ele passou pelo meu pai como se ele nem existisse. O cheiro dele simplesmente apagava o perfume caro do meu pai. Ele foi até a minha avó, beijou a mão dela e depois começou a circular, parando perigosamente perto da minha mãe.
— O café ainda está quente, Laura? Saudades do seu café — ele disse com aquele sorrisinho de lado. — Ou vai me negar até isso depois de tudo o que vocês me tiraram?
Minha mãe, a Laura, estava branca, apertando uma caneca com tanta força que os dedos estavam perdendo a cor. O tio Fábio não tirava o olho dela; era uma olhada pesada, que descia pelo pescoço dela com uma intimidade que não era de cunhado nem aqui, nem na China.
— A gente ouve dizer que o interior acaba com o homem. — Meu tio continuou, a voz vibrando no peito. — Mas acho que foi a cidade que não te fez bem, meu irmão. Você está com uma cara péssima e ainda engordou.
— Você não foi convidado, Fábio! — meu pai gritou, mas a voz saiu toda trêmula.
— Eu não preciso de convite para ver minha mãe, nem para visitar o que eu deixei para trás — Fábio respondeu, encarando a minha mãe fixamente. — Vim buscar o que é meu por direito. Ou pelo menos ver o que sobrou.
Ele se inclinou na direção dela e eu vi o momento em que a minha mãe fechou os olhos, respirando o cheiro dele. O clima só não explodiu ali mesmo porque a minha avó bateu a mão no colo e deu o grito final:
— Chega de assombrar o passado, Fábio! Entre logo e vamos para a cozinha. O café está fresco e eu não quero saber de briga no meu dia!
O silêncio na cozinha ficou tão pesado que parecia que as paredes iam rachar. Minha avó tentava fingir que estava tudo bem, mas os olhares entre o tio Fábio, meu pai e minha mãe eram tipo faíscas perto de um barril de pólvora.
Eu estava ali no meu canto, fazendo o máximo para ficar invisível, quando o tio Fábio levantou da mesa. Ele veio na minha direção com uns passos pesados que faziam o chão de lajota vibrar de verdade. Antes que eu pudesse entender o que estava rolando, ele me deu um abraço de urso, me apertando e me arranhando o pescoço com a barba.
Com uma facilidade que me deixou de cara, ele me pegou pela cintura e me levantou do chão como se eu fosse um saco de batata, sem peso nenhum. Meus pés ficaram balançando no ar e eu senti a força bruta daqueles braços grossos me prensando contra o peito dele, que era largo e duro feito uma rocha.
Ele encarou meu pai e minha mãe bem no fundo dos olhos, com uma cara que misturava mágoa com um sentimento de posse que dava medo. Aí ele soltou, com a voz vibrando o ambiente todo:
— Eu até posso te perdoar, Laura..., mas ele é a única coisa que eu queria ter tido e que vocês me roubaram.
Minha mãe desviou o olhar na mesma hora, e meu pai travou o maxilar de um jeito que parecia que ia quebrar os dentes. Ninguém da família deu um pio. No fundo, dava para sentir que todo mundo ali dava razão para ele. O tio Fábio me colocou no chão devagar, me deu um tapinha firme no ombro — daqueles que quase desmontam a gente — e saiu da cozinha sem olhar para trás.
O ar sumiu da cozinha depois disso. Ninguém teve coragem de abrir a boca para desmentir. Nem as tias que adoram uma fofoca, nem os primos, nem a minha avó, que ficou olhando para o prato de broa de milho com uma cara triste. O silêncio era a prova de que todo mundo sabia da verdade. O "vacilo" do meu pai não era segredo para ninguém; era uma cicatriz que a família tentava esconder, mas que a presença bruta do Fábio fez sangrar de novo.
Meu pai até tentou falar alguma coisa, mas não saiu som nenhum da boca dele. Ele parecia ter encolhido, virado um homem comum tentando bater de frente com um macho que tinha voltado para casa.
O final da tarde no sítio trouxe aquele calor abafado que faz a pele brilhar. O sol estava sumindo atrás das montanhas, mas o mormaço continuava forte, deixando o ar pesadão. O tio Fábio apareceu na área da piscina, lá nos fundos, com o rosto suado e o semblante fechado, ignorando o falatório do resto da família. Com uma naturalidade que parecia uma provocação direta para meu pai, ele decidiu que era hora de se refrescar.
Eu estava lá, observando tudo escondido entre as cadeiras de vime da varanda, hipnotizado pela cena. Sem falar com ninguém, ele parou na beira da água. Com movimentos lentos e seguros, como se fosse o dono de tudo aquilo, começou a abrir os botões da camisa xadrez, revelando o peito largo, moreno e coberto por pelos escuros que desciam em linha reta. Logo depois, abriu o cinto e tirou a calça jeans, jogando-a de qualquer jeito no chão de pedra.
Ele ficou ali parado, só de cueca azul. O tecido era fino e justo, revelando cada contorno daquele corpo rústico. Ele não tinha aquele corpo de quem faz academia; a musculatura dele era bruta, força real mesmo, de homem maduro e potente. As pernas eram grossas, marcadas pelos músculos de quem trabalha pesado, e cheias de pelos que deixavam ele com um jeito ainda mais viril.
Quando ele sentou na borda da piscina para molhar os pés, o volume grande entre as pernas ficou evidente, pesado sob o tecido azul. Eu não conseguia desviar os olhos; era uma presença que dominava todo o lugar, a cabeça bem marcada, os dois pares de bolas grandes contornadas. O Fábio, num movimento calmo, deu uma inclinada na cabeça e percebeu que eu estava secando-o. Em vez de disfarçar, ele sustentou o olhar com um sorriso de canto, sacando que eu estava analisando cada detalhe do corpo dele. Era um olhar que dizia que ele sabia exatamente o poder que tinha ali.
Pela primeira vez, senti meu corpo ficar todo elétrico. A mistura do cheiro de macho que ainda vinha dele com aquela imagem de homem bruto me despertou uma sensação que eu nunca tinha sentido antes. Era um magnetismo absurdo que me deixava sem fôlego, enquanto ele continuava ali, senhor de si, sob a luz laranja do fim do dia.
A noite caiu pesada e o clima no sítio ficou perigoso de verdade. O uísque e a cachaça rodavam soltos, e o meu pai já estava com os olhos vermelhos, bebendo para tentar afogar a humilhação que sentia desde que o irmão tinha chegado. O som do forró estava alto, mas não conseguia abafar a tensão que parecia que ia explodir a qualquer segundo.
O tio Fábio continuava lá, bebendo direto da garrafa, sem camisa, com aquela pele morena brilhando sob a luz amarela da varanda. Ele exalava uma confiança que deixava o meu pai louco de ódio. Tudo explodiu quando o Jorge, tropeçando nas palavras e já bem alterado, resolveu soltar o veneno que guardava há treze anos.
— Você não cansa de ser um intruso, Fábio? — Meu pai gritou, batendo o copo na mesa com tanta força que o uísque espirrou para todo lado. — Veio aqui para quê? Ver o que eu construí enquanto você apodrecia no mato?
O tio levantou-se com uma calma que dava medo. A diferença entre os dois era humilhante: meu pai todo inchado e trêmulo, e o Fábio ali, forte e imponente.
— Você não construiu nada, Jorge — Fábio rosnou, com a voz saindo lá do fundo do peito. — Você roubou. Você entrou na cama da mulher com quem eu ia casar enquanto eu trabalhava para dar uma vida para ela. Você é um rato.
— Ela me escolheu! — Meu pai berrou, avançando e apontando o dedo na cara do irmão. O tio nem piscou. No meio do empurra-empurra dos parentes, meu pai soltou o golpe mais baixo de todos.
— A Laura queria um filho homem e eu dei isso a ela — ele rugiu, com a cara vermelha. — Já você é fraco, Fábio... Teve três filhas, nenhum nasceu macho!
O insulto ecoou como um estalo de chicote. O tio Fábio travou, o maxilar saltando sob a pele morena. Meu pai continuou, cambaleando e rindo com deboche:
— Você é um bicho do mato que não consegue nem fazer um macho para carregar seu nome! O Caio é meu. A Laura é minha, você é um perdedor.
Fábio não esperou mais. Com um movimento bruto de quem lida com bicho brabo, ele avançou. Meu pai tentou empurrar aquele peito largo com as duas mãos, mas foi como bater contra uma rocha; o tio nem saiu do lugar. Ele segurou o braço do meu pai e deu uma torcida leve para trás. Foi o suficiente para meu pai soltar um gemido de dor e cair de joelhos no piso de pedra, bem na frente de todo mundo.
O tio se inclinou sobre ele e disse baixinho:
— A Laura é sua no papel, Jorge, mas o corpo dela ainda tem a minha marca — meu tio rosnou, tentando manter a pose. — Você olha para ela e vê a mãe do seu filho; eu olho e vejo a mulher que se entregava para mim de um jeito que nunca vai se entregar para um homem ralo igual a você.
Ele soltou o braço do meu pai com um nojo absurdo. A calça jeans apertada marcava as coxas grossas e aquele corpo pesado de bicho do mato, deixando claro quem era o macho ali. Meus olhos brilhavam vendo aquela cena, eu não conseguia parar de olhar para o Fábio. Ele me deu um sorriso rápido e depois encarou o Jorge de novo.
— Você pode ter registrado ele, Jorge, mas é no meu sangue que ele se reconhece. Ele sabe quem manda aqui.
Só que aí a minha mãe, a Laura, deu um passo à frente. Ela estava branca, com o olhar duro, pronta para acabar com a festa do Fábio.
— Chega, Fábio! — ela gritou, e a voz dela cortou o ar como uma faca. — Para de fingir que você é a vítima. Eu sempre quis o Jorge. O tempo todo! Eu só comecei a namorar com você porque ele estava com outra. Você foi só o caminho, nunca foi o destino.
Nossa, aquilo foi letal. Eu vi o brilho nos olhos do tio Fábio sumir na hora. Ele tinha sido só um estepe, um quebra-galho. Meu pai, mesmo ali caído no chão, deu um sorriso maldoso, saboreando a vitória. O Fábio olhou para os dois com um desprezo que dava até calafrio.
— Já que você escolheu ficar com esse pedaço de merda, Laura... que fique com ele — disse o tio, a voz agora fria e amarga. — Vocês dois se merecem. Dois traidores apodrecendo no mesmo lençol.
Ele não disse mais nada. O triunfo sumiu e deu lugar a uma raiva silenciosa. Ele lançou um último olhar na minha direção — um olhar sombrio, como se estivesse me dando tchau — e deu as costas para a luz da varanda. Com aqueles passos pesados, ele caminhou para o fundo do sítio, sumindo no meio das mangueiras e jabuticabeiras. O vulto das costas largas e das pernas grossas dele foi engolido pela escuridão em segundos, deixando para trás só aquele cheiro de homem do mato e um silêncio que parecia que ia durar para sempre.
A festa tinha morrido de vez. O silêncio que ficou era aquele tipo de silêncio que incomoda, só com o barulho do gelo batendo nos copos e o choro baixo da minha mãe lá no fundo. Os parentes, mortos de cansaço depois de tanto barraco, começaram a se jogar nos colchões pela sala ou sumir para os quartos. Eu só queria sumir dali também. Escapei para um quartinho bem no fundo da casa, um lugar que quase ninguém usava e que ainda tinha o cheiro de madeira guardada. Era o antigo quarto da minha bisavó, e era o único lugar onde eu achava que ia ter paz.
Lá na sala, o meu pai estava se sentindo o rei depois do que a minha mãe falou, mas o álcool derrubou-o. Ele apagou na poltrona e começou a roncar tão alto que dava para ouvir do corredor.
Eu me deitei só de cueca por causa do mormaço, mas quem disse que o sono vinha? Minha cabeça estava um turbilhão. Eu não parava de pensar naquela briga, mas o que vinha na minha mente sempre que eu fechava os olhos era o volume da cueca do tio Fábio lá na piscina, naquele bronzeado de sol e no jeito que ele me secava. Meu corpo estava elétrico. Eu sentia que ele ainda estava por perto.
Lá para duas da manhã, meus olhos finalmente pesaram, mas o sossego durou pouco. De repente, o colchão afundou com tudo e eu senti um peso bruto e esmagador cair em cima de mim na escuridão total. O susto foi tão grande que o meu grito saiu abafado pelo lençol.
— Tio! Saia de cima de mim! — exclamei, sentindo o calor imenso que vinha daquele corpo pesado e rústico.
Ele se sobressaltou, rolando para o lado com movimentos lentos, exalando um cheiro forte de uísque e cigarro. Na penumbra, eu conseguia ver apenas o contorno dos ombros dele e o brilho dos olhos que me procuravam na cama.
— Me perdoa, Caio... — a voz dele saiu arrastada, bem bêbada, vibrando no escuro. — O tio não viu você aí embaixo. Pensei que todo mundo tinha esquecido esse quarto aqui do fundo.
— Mas esqueceram — respondi, tentando acalmar meu coração que batia na garganta. — Só eu lembrei.
— Pode ficar aí, Caio... eu vou procurar outro canto. Acho que vou dormir no carro — disse ele, fazendo menção de levantar. Dava para ver os músculos das costas dele tensionando com o esforço, mas o álcool deixava tudo mais lento.
— No carro? Vai acordar todo duro, tio — retruquei. Eu sentia uma mistura de pena com aquela curiosidade elétrica que não me deixava em paz desde que ele desceu da caminhonete.
— Eu estou acostumado com a vida bruta, rapaz. O carro é luxo perto de onde eu já dormi — ele resmungou, mas não saiu do lugar. Ficou ali, com os braços grossos apoiados nos joelhos, exalando aquele calor de homem que parecia tomar conta do quarto todo.
O mormaço da noite estava forte ali dentro. Eu olhei para o espaço vazio do meu lado na cama de casal e soltei:
— Pode dormir aqui comigo, titio.
Ele parou na hora. Virou o rosto devagar para me encarar, e os olhos dele brilharam na penumbra, profundos e carregados.
— Posso mesmo? — ele perguntou, e a voz dele desceu um tom, ficando mais grave e perdendo aquele jeito enrolado da bebida.
— Pode. A cama é de casal, cabe nós dois — respondi, chegando para o cantinho para dar espaço para aquela presença imensa.
O quarto parecia pequeno demais para o tamanho do tio Fábio. Ele soltou um suspiro pesado e começou a desamarrar as botas de couro. Quando ele tirou as meias grossas e jogou no chão, aquele chulézão de macho — cheiro de quem suou o dia inteiro sob o sol — subiu e tomou conta de tudo. Para qualquer um aquilo seria ruim, mas para mim, com os sentidos à flor da pele, aquele cheiro era como um combustível. Era algo proibido, selvagem, que me deixava num estado que eu nem sabia explicar.
Ele fez menção de deitar, mas parou, ainda vestindo a calça jeans desbotada.
— Você vai dormir assim, de calça jeans, tio? — perguntei, com a voz meio falha.
Ele me olhou por cima do ombro, com aquele jeito rústico de quem não deve nada para ninguém.
— O tio está pelado embaixo, Caio. A cueca azul ficou molhada da piscina e eu tirei lá no mato.
— Mas dormir de calça jeans é horrível nesse calor, ainda mais essa grossa de roça — insisti, sentindo meu coração martelar no peito. — Pode tirar, tio. Eu deixo você dormir pelado, não tem problema. A gente é homem.
O tio Fábio deu uma risadinha rouca, aquele som grave que parecia vir de dentro do peito. Sem falar nada, ele levantou, abriu o botão da calça e arriou o jeans de uma vez.
O que eu vi me deu um choque que atravessou meu corpo inteiro, tipo uma descarga elétrica. Sob a luz fraquinha da lua que entrava pela fresta, o bicho era assustador e, ao mesmo tempo, não dava para parar de olhar. Tinha muito pelo escuro e grosso subindo até o umbigo, e as coxas dele eram gigantes. O que tinha ali no meio me deixou sem ar: era grosso demais, com umas veias saltadas e a cabeça grande, e com um sacão num tom de moreno bem mais escuro que o resto do corpo. Eu já tinha visto meu pai pelado várias vezes em casa, mas papo reto? Não chegava nem perto. O do meu pai era bem menor e clarinho; o do meu tio era um pau de negão de verdade. Meu pai parecia um rascunho de homem, enquanto o tio Fábio ali, parado e peladão, parecia um macho reprodutor, uma força da natureza pronta para mandar em tudo.
Ele sacou que eu fiquei em choque. Ficou ali parado um tempão, exibindo tudo sem vergonha nenhuma, como se tivesse orgulho do tamanho da criança.
— Que foi, moleque? Está olhando o quê? — ele perguntou, com um tom de desafio que me deixou tonto.
— Nada... — eu soltei, tentando disfarçar, mas meus olhos nem conseguiam subir para o rosto dele. Era impossível não secar.
Ele deu aquele sorriso de canto, sabendo muito bem que estava me deixando maluco.
— Seu pai não tem um desse tamanho, né? Fale a verdade para o seu tio.
Senti meu rosto ferver, mas dei um riso nervoso e balancei a cabeça dizendo que não. O do meu pai não chegava nem perto, era até covardia comparar.
Fábio riu, satisfeito por ter ganhado mais essa, e finalmente se jogou do meu lado. O colchão afundou com tudo por causa do peso dele. O calor que saía daquela pele morena e nua era bizarro, parecia que tinha uma fogueira debaixo do lençol. O quarto, que antes era meu esconderijo de paz, virou um lugar carregado de uma energia perigosa.
O silêncio era quebrado só pela respiração pesada dele. A cama de casal, que antes era enorme, ficou minúscula com ele ali. O cheiro de uísque, cigarro, chulé e aquele suor de homem que trabalha no sol tomava conta de todo o ar.
Eu estava deitado de lado, de costas para ele, só de cueca. Toda vez que eu me mexia um pouco, sentia minha bunda roçando nos pelos grossos das pernas dele. Era um contato elétrico, pele com pele, que fazia meu coração bater tão forte que parecia que ia furar o colchão. Dava para sentir cada músculo dele travado do meu lado.
Não aguentei a tensão. Girei o corpo devagar, levantando o olhar na penumbra. O tio Fábio estava deitado de barriga para cima, com os braços atrás da cabeça, encarando o teto com uma cara de quem estava perdido, com as veias dos braços saltadas sob a luz fraquinha que entrava pela fresta.
— Você não vai dormir não, tio? — sussurrei, e minha voz saiu toda trêmula.
Ele soltou um suspiro longo, um som que parecia vir lá do fundo da alma, e virou o rosto devagar para me encarar. Os olhos dele estavam vermelhos, carregados de álcool e de uma mágoa que o tempo não conseguiu apagar.
— Porra, e como dorme? — ele respondeu, com a voz rouca vibrando no escuro. — Minha cabeça está a mil, Caio. Parece que tudo o que eu guardei nesses treze anos resolveu explodir de uma vez só hoje.
Cheguei um pouco mais perto, ignorando o perigo, sentindo o calor da barriga dele quase encostando em mim.
— Desabafa comigo, tio — sugeri suave. — Coloca tudo para fora. Não guarde isso sozinho, não.
Fábio deu um sorriso amargo e desceu o braço, deixando a mão pesada cair sobre meu quadril, por cima da cueca. O peso daquela palma calejada me tirou o fôlego.
— Você quer mesmo ouvir a sujeira dessa família, moleque? — perguntou, cravando os olhos nos meus. — Quer saber o que dói mais: se é a traição do meu irmão ou ver que o filho que eu sonhei tem os olhos de quem me destruiu?
O quarto encolhia sob o peso da confissão. Fábio não moveu a mão; os dedos grossos apertaram minha pele com uma firmeza possessiva que atravessava o tecido, deixando-me quase sem ar.
— O Jorge sempre foi o "certinho", o orgulho da família — começou, a voz arrastada pelo uísque. — Eu era o bicho solto. Mas a Laura era minha, Caio. Eu trabalhava de sol a sol no interior, lidando com gado e poeira, planejando o dia de colocar a aliança no dedo dela.
Ele apertou meu quadril com mais força, o corpo todo retesando ao meu lado.
— Enquanto eu suava para construir um futuro, o rato do seu pai comia pelas beiradas. Usou a lábia da cidade e os luxos do diploma para tirá-la de mim. E o pior: ele conseguiu. Roubou minha vida e ainda levou você.
O silêncio parecia prestes a explodir. O calor daquela fornalha humana contra minha pele e cada palavra eram socos no estômago. Fábio estava destruído, mas exalava uma força paralisante.
— Ele acha que ganhou — sussurrou, o hálito de uísque e cigarro quente no meu rosto. — O Jorge ronca na sala achando que é o dono da verdade porque a Laura escolheu a segurança do dinheiro. Mas ela mente. Eu vi o olho dela quando cheguei; ela tem medo do que sente, porque sabe que o Jorge não é metade do homem que eu sou.
A mão dele subiu pela minha nuca e desceu devagar pelas costas — um toque pesado, cheio de calos, que arrepiou cada pelo do meu corpo.
— E você está no meio desse tiroteio. É a prova viva da traição deles, mas a única coisa que presta naquela união de mentira — disse, a voz carregada. — Eles não te merecem, Caio. Seu pai usa você e sua mãe como troféus para me atacar, para mostrar que "venceu".
Meu coração disparou tanto que achei que ele ouviria.
— Minha mãe... ela não deveria ter feito isso com você, tio — gaguejei, tomado por uma vontade louca de consolar aquele gigante desabando.
Fábio deu uma risadinha amarga e inclinou-se, colando a testa na minha.
— Não deveria mesmo, moleque. Mas o mundo não é justo. O que importa agora é que estou aqui. E você também. Passei treze anos imaginando meu herdeiro, alguém com minha cara, minha coragem... Agora que te vejo, sinto que o destino me dá uma segunda chance de recuperar o que me tiraram.
Ele apertou meu ombro com mais força, puxando-me para aquela anatomia bruta. Senti o volume pesado contra minha perna; ali, na escuridão do interior, as regras do mundo não valiam nada.
Fábio não falava mais com mágoa de bêbado, mas com a determinação de quem retoma o que lhe foi roubado. Sua mão subiu para o meu pescoço, segurando-me com uma firmeza que impunha respeito e cortava o fôlego.
— Tudo o que eu queria era um filho homem... para ensinar a lida bruta. Mas virou o troféu do seu pai — rosnou, o ódio vibrando no peito. — Não aceito que aquele traíra vença. Ele ficou com sua mãe, mas você...
Ali, Fábio decidiu deixar de ser vítima. O calor que emanava dele envolvia-me como um mormaço.
— Você é delicadinho igual à sua mãe... — murmurou, a voz rouca. — Você e 90% dela, branquinho igualzinho... tem até a mesma bundinha redonda.
Enquanto falava, deslizou a mão por baixo do elástico da minha cueca e deu um apertão possessivo, de força bruta. O choque da palma calejada contra minha pele me arrancou um suspiro curto.
— Até o cheiro e a maciez são iguais aos dela — continuou, colando o rosto no meu ombro e aspirando com força. — Se eu fechar os olhos, vejo-a aqui. Meu pau fica até confuso com a semelhança.
Senti o membro dele latejar, pressionando minha coxa com uma intensidade que eu nunca conhecera.
— Seu pai disse que o leite do meu saco era fraco... fraco é o dele! — cuspiu as palavras. — Ele engravidou a Laura e você nasceu o espelho dela. Ele não teve força nem para imprimir a marca dele em você.
Dei uma risada baixa, sentindo a vibração daquele peito largo. Na escuridão, a imagem do meu pai parecia minúscula. Um nada.
— Meu pai também não é lá essas coisas para se espelhar, tio — respondi com um deboche que lhe rendeu um rosnado de aprovação.
Os dedos dele cravaram na minha carne com tanta força que eu soube que a marca ficaria ali por dias.
— Se fosse meu filho, nasceria forte, com a pele escura da nossa família — disse ele, encarando o contraste da mão queimada de sol contra minha brancura. — Você é o filho que eu devia ter tido.
A mão no meu pescoço apertou, obrigando-me a encarar seus olhos vermelhos. Ele era um predador que finalmente encurralara a caça.
— Eu vi seus olhos na piscina... — a voz baixinha arrepiou-me por inteiro. — Você não desgrudava do meu pau. Você fica todo mole perto de outro macho, Caio. O frouxo do seu pai não está te ensinando a ser homem?
Não consegui falar. Apenas dei um sorriso nervoso, confirmando tudo. Fábio sentiu que eu estava entregue. Ele se moveu, prensando-me com seu braço pesado, enquanto um dedo grosso começou a pressionar, com curiosidade bruta, a entrada do meu corpo.
— Você é virgem? Nunca foi tocado, Caio? — a respiração quente queimava meu pescoço.
— Nunca — respondi com a voz quase sumida.
— Ótimo — rosnou ele, com um brilho de vitória. — Vingança é um prato que se come frio. Ele roubou minha mulher... então eu vou tirar dele o que ele mais gosta: o único filho homem de quem ele tanto se gaba.
Ele inclinou-se ainda mais, esmagando-me contra o colchão que rangia sob o peso de toda aquela musculatura.
— Vou te transformar em uma femeazinha — ele sentenciou, marcando-me com o olhar como se marcasse gado. — Vou arrancar cada resto de masculinidade como acerto de contas. Depois que eu te comer, Caio, você não vai querer saber do seu pau. Você será meu, e o Jorge carregará a derrota de ter um filho viado, perdendo para o homem que ele tentou diminuir a vida inteira.
Aquelas palavras entraram em mim como um veneno doce. Olhei para aquela muralha de músculos e senti um tremor que percorreu meus ossos. Não era medo; era uma vontade absurda de sumir dentro daquela força bruta, de ser dominado por quem realmente detinha o comando.
— Se esse é o preço, tio... — sussurrei, empinando o corpo contra a mão dele, buscando o contato rústico. — Se quer tirar o orgulho do meu pai... tire. Não quero ser o orgulho de um frouxo.
Fábio soltou uma risada nasalada, sombria e vitoriosa. Ele sacou que compartilhávamos a mesma sede, sintonizados naquela maldade.
— É assim que se fala, minha fêmea — rosnou. A palavra, saindo daquela boca bruta com hálito de uísque, me fez perder o chão. — Você tem o sangue da Laura, o mesmo jeito de se entregar que me enlouqueceu treze anos atrás. Mas agora, não deixarei nada para o Jorge. Vou te usar até não sobrar um pingo do que ele acha que criou.
Ele montou em cima de mim. O peso maciço me esmagou contra o colchão. Eu era pequeno e frágil, mas sentia-me elétrico. Com uma facilidade assustadora, Fábio prendeu meus pulsos acima da cabeça com uma só mão, enquanto a outra arrancava minha cueca com violência.
— Olha para mim, Caio — mandou, a voz vindo do fundo do peito. — Amanhã, quando vir seu pai tomando café, você lembrará do meu peso. Saberá que, por dentro, carrega a minha marca, e não a dele.
Senti o membro dele, quente e pulsante, acomodar-se entre minhas coxas. O tempo parou sob as vigas de madeira do teto. Eu era a presa rendida sob a tempestade de poeira e mágoa que emanava do meu tio. Ele jurara apagar o rastro do meu pai de dentro de mim, usando meu corpo como o campo de batalha definitivo.
Eu seria sua vingança, o troféu de carne arrancado das mãos de Jorge para selar uma derrota apodrecida pelo tempo. Mas havia algo mais perturbador naquele mormaço: o desejo distorcido que ele ainda nutria pela imagem da minha mãe, projetado agora na maciez da minha pele. Fábio enxergava em mim o fantasma da Laura, e esse delírio o tornava implacável. Enquanto o calor pesado dele me queimava, uma pergunta sufocava meu peito: conseguiria eu suportar o peso bruto daquela avalanche de ódio e tesão selvagem?
O quarto seguia na penumbra, impregnado de uísque e do suor que grudava nossas peles. Mas o peso de Fábio já não parecia apenas para machucar; era como um muro contra o mundo lá fora. O colchão de molas rangia devagar enquanto ele se ajeitava, sem pressa de sair, saboreando cada segundo em que eu estava ali, cativo sob seu corpo.
Ele aproximou a boca do meu ouvido, a barba espetando meu pescoço. Em vez de medo, senti um arrepio que me deixou mole e calmo.
— Esperei treze anos por isso — sussurrou, a voz grossa vibrando em mim. — Treze anos querendo o que o Jorge acha que é dele. E agora que vi como você é bonzinho e faz tudo o que mando... não vou te soltar.
A mão calejada desceu pela minha barriga e parou na cintura. Não era para doer; era o toque de quem agora tem um dono. Fábio me olhava como quem ganhou um prêmio, mas um prêmio que ele pretendia cuidar para sempre.
— Olhe para mim — ordenou, hipnotizante. — Seu pai dorme lá fora achando que tem um filho "durão". Não faz ideia de que estou aqui, te transformando em minha femeazinha. Vou te marcar tanto, moleque, que amanhã você sentirá o meu gosto só de olhar para a cara dele.
Ele se moveu devagar. Senti o calor vivo do membro dele contra minha perna. A raiva de Jorge ainda estava lá, mas o encaixe agora era cuidadoso, como se ele trocasse a mágoa pela vontade de me proteger, tornando-me seu segredo absoluto. O quarto parecia encolher, guardando aquela confissão sob um mormaço intenso.
— Eu queria ser bruto, Caio, mas você não merece — confessou, perdendo a banca de homem durão. — Minha briga é com seu pai. Vim para te usar como troco, mas agora... vejo que o Jorge é burro por não dar valor ao filho que tem.
Fábio sustentou o peso do corpo nos braços para não me esmagar, apenas para que eu sentisse seu calor. Beijou minha testa — um beijo calmo, demorado, que fez meu medo sumir. Eu não era mais uma vítima; eu estava sob a guarda dele.
— Vou cuidar de você como se fosse meu filho e tivesse acabado de me contar que gosta de meninos — continuou, fundo nos meus olhos. — Vou ser seu porto seguro e seu professor. Vou te ensinar como seu desejo pode beneficiar nós dois... vou te mostrar o que é um pai de verdade, Caio. Vou te fazer esquecer que o Jorge existe.
Ele aproximou-se e me deu um beijo real. Quente, possessivo. Naqueles minutos, ele construiu uma conexão mais intensa que anos de convivência com meu pai. Sua mão envolvia meu pescoço suavemente, sentindo meu pulso acelerar sob sua palma.
— Minha vingança será te dar o carinho que ele nunca soube dar. Vou te amar do meu jeito de homem do mato. Você será meu segredo, a única coisa que ele nunca mais tirará de mim.
Ainda com minhas mãos presas, ele deslizou o corpo para cima. Senti o quadril dele subir pelo meu peito até que o membro grosso parou na altura do meu rosto. Duro e pulsante, o calor que emanava dali queimava minha bochecha e meu queixo, selando o destino daquela noite sob o teto da velha casa.
Era uma presença gigante, uma coisa pesada de homem que ocupava todo o lugar, mostrando que, mesmo sendo meu lugar seguro, ele ainda era o homem que mandava em mim.
O calor que subia dele era tão forte que eu quase não aguentava. Com o rosto colado naquela prova de que ele era muito macho, eu sentia que a pica dele pulsava junto com o meu coração disparado. O cheiro de homem era tão forte que minha cabeça ficava tonta. O tio Fábio soltou minhas mãos, mas eu nem pensei em sair; o que ele mandava já estava gravado dentro de mim.
Ele segurou meu queixo com aqueles dedos grossos, obrigando-me a olhar para cima, para aquele rosto de homem do sol que não aceitava "não".
— Olha o tamanho da responsabilidade que coloco nas suas mãos, Caio — disse, a voz tão grossa que meu peito tremeu. — Isso aqui agora é seu. É o nosso segredo. Quero que aprenda a me servir porque sabe que esse é o seu lugar.
Ele passou o membro pelo meu rosto, da bochecha aos lábios, deixando um rastro quente. Ver minha pele clarinha encostada na dele, preta e rústica, era a coisa mais louca que eu já tinha visto.
— Abre a boca, moleque — mandou, bravo e carinhoso ao mesmo tempo. — Chupa. Mostre para seu tio que entendeu tudo. Mostra que aceita que eu seja o seu professor, o seu mestre... o homem que vai te ensinar o que o seu pai nunca teve coragem.
Fiz o que ele pediu. Abri a boca devagar, tremendo, e quando senti o gosto dele e aquela firmeza enchendo minha boca, o mundo lá fora sumiu. Não tinha mais Jorge, nem briga de treze anos. Só o tio Fábio ali em cima, olhando-me com um orgulho que nunca recebi de ninguém, passando a mão no meu cabelo enquanto eu me entregava todinho.
— Isso... — ele suspirou, fechando os olhos ao sentir o toque da minha língua. — Aprende bem, terei muita paciência para te moldar. Você é meu agora, Caio. Meu segredo mais bem guardado.
Eu continuava ali com toda a vontade, como um bezerro descobrindo a coisa mais gostosa do mundo. Era um gosto de descoberta, um prazer que eu nem imaginava entre dois homens da família. Olhava para cima e via aquele homem de ombros largos se derreter e perder a pose de durão a cada movimento da minha boca.
— Que boca pequena gostosa... já mama melhor que minha ex-mulher — disse ele, a voz bem rouca.
Ele soltou um suspiro pesado, vendo que eu levava aquilo a sério, e segurou minha nuca com força, arrepiando-me inteiro.
— Agora brinque com o sacão do tio — mandou, a voz falhando de prazer.
Ele tirou a rola da minha boca devagar, deixando tudo molhado e brilhando no escuro, e empurrou o quadril à frente. Com as mãos enormes, guiou as duas bolas grandes e pesadas direto para minha boca. O calor era um absurdo; um cheiro de pele e suor macho que me deixava tonto. Senti o peso delas na língua e comecei a lamber e cuidar de tudo com o mesmo carinho que ele tinha comigo. Fábio soltou um rosnado alto, vindo do fundo do peito, e enterrou os dedos no meu cabelo, puxando-me para bem perto, como se quisesse que eu fizesse parte dele.
— Isso, Caio... deixa minhas bolas brilhando, baba — sussurrou ele, sem fôlego, o corpo tremendo sobre o meu. — Ninguém vai cuidar de você assim. Seu pai nunca deixaria você descobrir o quanto isso é bom. Mas comigo, você pode tudo.
Eu continuava ali, sentindo o gosto e o calor daquela piroca gigante, vendo o homem que meu pai temia tornar-se dependente do meu toque. Naquele momento, eu não era apenas o "sobrinho"; eu era o porto onde Fábio entregava sua vida.
O mormaço no quarto fervia, mas era um calor gostoso da pele grudada. No meio daquela bagunça de pernas, algo me fez parar: na coxa dele, perto de onde a rola batia, havia uma pinta escura em forma de meia-lua. Exatamente igual à minha, no mesmo lugar! Senti um frio estranho, uma coincidência bizarra, mas o prazer era maior que qualquer dúvida.
Fábio saiu de cima devagar, a respiração pesada no meu rosto. Deu-me outro beijão, a língua quente e a barba arranhando minha pele, deixando-me ainda mais elétrico. Abraçou-me apertado, colando meu peito ao dele, enquanto suas mãos desciam firmes até a minha bunda. Os dedos grossos começaram a mexer na entrada do meu buraquinho, onde ninguém jamais tocara. Olhando no fundo dos meus olhos, ele soltou com voz de trovão:
— Você acha que aguenta a pica do tio na bunda, Caio?
Meu rosto pegou fogo. Não consegui falar, mas o sorriso respondeu tudo. Balancei a cabeça, confirmando que confiava nele.
Ele deu um sorriso de lado, beijou-me com vontade e, com a perícia de quem entende do assunto, virou-me de costas. A cama afundou quando ele se ajeitou atrás de mim. Sua boca desceu pelo meu pescoço, os beijos e a barba arranhando minhas costas osso por osso, até chegar lá embaixo.
Ao alcançar minha bunda, suas mãos gigantes abriram cada lado com força. Antes que eu processasse, veio o susto: ele enfiou o rosto ali e a língua me atravessou de uma vez. Agarrei o travesseiro com toda a força, um arrepio subindo direto para a nuca. Fábio me explorava como ninguém nunca fez, preparando-me com um carinho que me fazia sentir, mais do que nunca, seu único e verdadeiro tesouro.
A língua dele era quente e mexia rápido, um misto de cócega e choque elétrico. Eu estava de quatro, rosto no travesseiro para não gritar, sentindo o bafo quente do tio Fábio bem ali, onde ninguém nunca chegara perto.
— Relaxa, moleque... deixa o tio te abrir — dizia ele entre as lambidas, a voz abafada contra minha pele.
Ele não tinha pressa. Suas mãos gigantes seguravam minhas coxas com força, mantendo-me imóvel naquela lambança lá atrás. A barba raspando na minha bunda me deixava ainda mais arrepiado. A cada lambida, eu sentia que aquele lugar, antes travado, ia abrindo, ficando molhado e pronto.
Às vezes, ele trocava a língua pelos dedos, massageando as beiradinhas com um carinho que me fazia sentir protegido, mesmo ali, todo exposto. Parecia estar limpando qualquer vergonha deixada pelo meu pai.
— Você está ficando bem soltinho para o tio... — deu um tapinha de leve que me fez pular. — Assim que eu gosto. Entregue.
Eu sentia que meu corpo não era mais meu. Fábio levantou-se um pouco, mas continuou me abrindo com as mãos, olhando com orgulho para o que preparara.
— Tá vendo como nasceu pra isso? — perguntou. O prazer subia pela minha cabeça como se eu estivesse voando.
O silêncio era quebrado apenas pelo ranger da cama e minha respiração bagunçada. Ele começou a me dedar com mais força, entrando e saindo com dois dedos grossos e calejados que massageavam tudo por dentro, me alargando para o que eu sabia que seria muito maior. Ele parou um segundo, segurando-me aberto.
— Que cuzinho rosadinho, lindinho, Caio... — sussurrou. — Dá até pena de alargar.
Aquelas palavras me atingiram. Eu não queria pena; queria que ele me mostrasse que eu era homem para aguentar o tranco.
— Não quero que sinta pena de mim, tio — respondi contra o travesseiro. Ouvi sua risadinha curta; ele gostou da minha coragem. — Tô cansado do frouxo do meu pai que só me trata com dó. Por isso fiquei assim.
Eu estava ali, bunda empinada, enquanto ele me avaliava como um prêmio. — Porra, Caio... você herdou a bunda da sua mãe. Redondinha... deu saudade de deixar a bunda dela vermelha com um tapinha.
Antes que eu processasse, a mãozona desceu com tudo. O estalo seco do tapa fez minha pele arder e meu corpo saltar. — Me desculpa, moleque... foi forte? — a voz estava rouca, tentando se segurar. — Não peça desculpas — empinei ainda mais para ele. — Não mude seu jeito bruto por mim. Pode bater... mate sua saudade da minha mãe em mim.
O brilho nos olhos dele mudou. Ele deu um sorriso de lado e a mão estalou de novo. Mais forte. Outro, e mais outro. Minha bunda latejava, ficando vermelha, e ele adorava olhar. Enquanto batia com uma mão, a outra continuava ali embaixo, me dedando com tanta vontade que parecia que eu tinha uma xota molhadinha no lugar do cu. O som molhado dos dedos se misturava aos tapas, e eu agarrava o lençol com força.
— Depois que dá o cuzinho a primeira vez, não tem mais volta — ele rosnou. — Vou arrancar sua inocência e te transformar em putinha viciada em rola. Vai acordar pensando em pica e dormir pensando em pica. O único jeito de sentir prazer vai ser dando o rabo; seu pau vai ficar inútil. Seu pai nunca vai ser avô. A linhagem de homem frouxo dele acaba aqui e agora.
Os dedos dele mexiam cada vez mais rápido, fazendo aquele barulho úmido que preenchia o quarto. A cada estocada manual, eu me sentia mais pronto. Ele puxava minha cintura com força contra seu corpo, e o volume enorme da pica batia nas minhas costas, avisando que a brincadeira com a mão ia acabar.
— Você está ficando no ponto, Caio... — rosnou, a barba raspando na minha nuca. — Bem molhadinho e aberto só para o seu tio.
Fábio retém atrás de mim. Parou os tapas, mas deixou a mãozona pesada espalmada na minha bunda ardida e vermelha. O silêncio era quebrado apenas pela respiração dele, pesada como a de um bicho.
Ele não foi de uma vez. Primeiro, forçou a cabeça da pica, pressionando o buraquinho que acabara de abrir. Senti um esticão forte, uma pressão que parecia me partir ao meio, mas ele agia decidido, sem pressa, ensinando-me a dar passagem.
— Relaxa mais para o seu tio... — sussurrou, a voz vibrando na minha nuca. — Deixa eu entrar, moleque. Abre tudo para mim.
Apertei os dentes e tentei soltar o corpo, sentindo aquele mastro enorme forçando a entrada do meu cuzinho. A sensação de preenchimento era inédita. A cabeça da pica era tão larga que parecia que eu não aguentaria, mas o molhado que ele deixara ajudava a deslizar.
— Isso... — ele gemeu abafado quando a cabeça finalmente venceu a resistência e entrou todinha. — Viu como você cabe? Você foi feito sob medida para minha rola.
Ele parou ali, deixando meu corpo se acostumar com a grossura enquanto passava a mão nas minhas costas. Era só o começo; ele esperava eu respirar fundo para enfiar o resto.
Continuou no mesmo ritmo, com a paciência de quem aproveitava uma vitória esperada por treze anos. Fábio não queria me quebrar; queria me moldar. Começou a se mexer devagar, saindo quase todo e voltando com um peso que me enchia a alma. O som da pele suada batendo na minha era abafado pelo colchão de mola, que rangia num ritmo preguiçoso.
— Tá sentindo, Caio? — sussurrou. — Tá sentindo como eu entro fundo? É assim que um homem de verdade faz. Sem pressa, cuidando de cada pedaço.
A cada empurrão, a pressão virava uma onda de calor que me deixava tonto. Suas mãos nas minhas costelas guiavam meu corpo para encontrar o dele. Ele era tão grande que não sobrava espaço para nada dentro de mim, a não ser ele.
Soltei um gemido comprido quando ele bateu num ponto lá no fundo que me fez ver estrelas. Eu era um brinquedo em suas mãos, mas um brinquedo cuidado com carinho, apesar daquela safadeza toda.
— Isso, moleque... solta o ar — mandou. — Deixa o tio te ensinar o ritmo. Deixa eu cuidar de você.
Aquele vai e vem era uma tortura de tão gostoso; eu já não sabia onde terminava e ele começava. Fábio sentiu minha entrega total. Parou o movimento lento por um segundo, segurou meus quadris com uma força nova, cravando os dedos na minha pele. Senti seus músculos ficarem durões, como um bicho pronto para atacar.
— Agora que seu cuzinho já sabe quem é o dono, vou fazer dele uma buceta — rosnou no meu ouvido, com uma vontade que não tentava mais esconder.
Do nada, o ritmo mudou. O que era lento virou uma correria selvagem. Ele acelerou, entrando e saindo com batidas fortes que faziam meu corpo balançar. O som agora era um barulho molhado constante de pele com pele, e a cama de mola rangia desesperadamente contra a parede.
— Isso, moleque! — gritava, sem fôlego, usando-me com toda a vontade do mundo. — Aguenta o seu tio! É assim que eu queria te pegar desde que te vi chegar nessa roça!
A cada batida, eu sentia o impacto da cabeçona dele lá no fundo, uma sensação que me fazia perder os sentidos. Eu não era mais o Caio; era apenas o prazer que ele arrancava de mim. Fábio me puxava pelos quadris com tanta força que parecia querer me grudar no corpo dele de vez. Eu enfiava as unhas no colchão, tentando me segurar enquanto o mundo rodava.
O tio estava possesso. O suor dele molhava minhas costas e sua respiração era um rugido de bicho. Ele me tratava com a brutalidade que dizia ser natural dele, e eu amava cada segundo, sentindo que ele jogava fora o ódio de treze anos de um jeito que me deixava em chamas.
— Você gosta da força, não gosta? — sussurrou. — O Jorge nunca teria esse aperto. Ele é fraco, Caio. Mas eu... vou te ensinar o que é ser dominada por um homem de verdade. Vou te deixar tão viciado nesse meu jeito bruto que o toque de qualquer outro não vai ser nada perto do que faço aqui.
Eu sentia cada pedaço da pele dele na minha. Ele não só me cobria; ele me soterrava. O peso era uma montanha de músculos e calor que me amassava contra a cama, fazendo meus pulmões lutarem por ar enquanto meus gemidos fugiam do travesseiro, virando uma orquestra de prazer.
— Geme mais baixo, moleque... não quer que o papai acorde e veja o que o irmão está fazendo com o filhinho querido, quer? — falou com aquele brilho de maldade.
A mão calejada e pesada desceu novamente, explorando a umidade e o calor que ele mesmo causara, como se tomasse posse de um território conquistado em guerra. De repente, com uma agilidade bizarra para o seu tamanho, ele me levantou como se eu fosse papel. Sentou-se e me puxou para o colo, de costas, num abraço de urso tão forte que eu não conseguia me mexer. Seus braços eram correntes de ferro no meu peito, e eu sentia a cabeça da pica, dura, cutucando meu cuzinho, reafirmando quem mandava.
— Seu pai fracassado dorme lá fora achando que tem um filho "homem" — rosnou, a barba arranhando meu pescoço. — Ele não faz ideia de que estou aqui, te transformando na minha fêmea. Ele perdeu essa guerra para mim treze anos atrás, Caio... ele só não sabe disso ainda.
Ele me apertou ainda mais, fundindo nosso suor num contato total. Percebendo que eu buscava o cheiro da sua pele, Fábio levantou os braços suados. Aquele odor me causou uma curiosidade e um tesão absurdos. Ele guiou minha cabeça até suas axilas e começou a esfregar meu rosto ali; um cheiro de macho que invadia minha alma. Ele usava meu rosto como toalha.
— Vou te marcar com meu cheiro — rosnou ele. — Amanhã, seu pai vai estranhar o cheirão de macho no filhinho dele. Vou construir um triplex na mente dele; ele vai pensar: “será que aquele desgraçado teve essa audácia?”. Vou te usar tanto, te marcar tão profundamente, que na mesa do café, quando olhar para ele, você não verá um pai. Só sentirá meu gosto, meu cheiro e a lembrança do que te fiz ser aqui dentro.
Ali debaixo do sovaco, ele desceu meu maxilar. Entendi na hora. Abri a boca e comecei a lamber todo o seu suor salgado, primeiro o direito, depois o esquerdo. Sentado no colo dele, eu me sentia minúsculo. Aquele abraço de urso me esmagava contra seu peito, e o calor da pele dele passava todinho para as minhas costas. Ele era o homem feito de rocha e eu o barro que ele moldava. O silêncio da casa, com meu pai dormindo logo ali, deixava tudo perigoso.
— Sente isso, Caio? — murmurou, o quadril se ajeitando debaixo de mim. — Sente como se encaixa direitinho no colo do seu tio?
Soltou uma das mãos do meu peito e desceu para a coxa, apertando com força, os dedos calejados marcando minha pele. Com a outra mão, segurou meu pescoço, obrigando-me a jogar a cabeça para trás para morder minha orelha.
— Vou te ensinar a sentar com vontade — disse, a voz como um rosnado baixo. — Sem pressa, sentindo cada centímetro entrar. Seu prazer agora é me satisfazer, ser meu refúgio enquanto o Jorge dorme o sono dos perdedores.
Ele começou um balanço curto e pesado, fazendo-me escorregar na pica que não parava de pulsar ali embaixo. A cada movimento, o calor dele me invadia. Eu sabia que ele não pararia até eu estar recheado de rola de novo.
— Você é meu agora, entendeu? — Apertou o abraço de urso, esmagando-me contra seus músculos. — Cada gemido baixinho é um troféu que tiro do seu pai. Cada vez que você treme no meu colo, é a prova de que eu venci.
Eu não conseguia falar, só jogava a cabeça para trás, sentindo o suor dele escorrendo pelo meu pescoço. Eu estava sentado no trono do homem que agora mandava em mim; ele era meu mestre. Eu sentia que não tinha para onde fugir — e a verdade é que eu nem queria.
Fábio soltou um pouco a força dos braços, só o bastante para eu me mexer. Segurou minha cintura com aquelas mãos de gigante e me levantou só um pouquinho, o necessário para me ajeitar definitivamente com o corpo dele.
— Agora é com você, Caio — sussurrou ele, com uma voz de medo de tão séria. — Já te mostrei o caminho. Agora mostra para o seu tio que aprendeu a lição. Desce... desce com tudo.
Respirei fundo, o ar queimando no peito. Apoiei as mãos naqueles joelhos grossos e, devagar, comecei a descer. Senti a pressão gigante que parecia me abrir ao meio outra vez. Fábio soltou um rosnado, jogando a cabeça para trás, enquanto os dedos afundavam na carne da minha cintura, guiando-me com firmeza total.
— Isso, moleque... sem medo — incentivava, olhos grudados nos meus mesmo no escuro. — Sente o que seu pai nunca teve coragem de te dar. Sente o peso de um homem de verdade.
Continuei descendo, pedacinho por pedacinho, preenchido por aquele calor absurdo. Quando finalmente encostei meu quadril no dele, um choque percorreu minha coluna. Eu estava tomado, sentado em cima dele, sentindo cada pulsação do negócio dele dentro de mim. Fábio soltou um suspiro de satisfação eterna.
— Porra... você é perfeito para isso — disse, a voz sumindo. — Olha o que está fazendo comigo. Estou na sua mão, mas é você que está preso em mim.
Ele começou a ajudar, empurrando o quadril para cima enquanto eu subia e descia num ritmo firme e pesado. A cada descida, ele me recebia com uma força que me fazia perder os sentidos. O quarto se encheu com o barulho da nossa respiração e o estalo da pele batendo. O sorriso de vitória no rosto dele dizia tudo: ele não sentia apenas prazer, ele tomava conta da minha alma.
Fábio deitou para trás, cruzando os braços sob a cabeça, deixando-me ali, montado, como se eu mandasse na situação. Ele me devorava com os olhos, adorando cada detalhe daquela cena proibida. Comecei a rebolar devagar, sentindo o pau dele, duro e quente, preenchendo cada espacinho. Eu mandava no meu prazer, massageando tudo por dentro enquanto subia e descia com calma.
— Que cena linda, Caio... — murmurou, a voz rouca. — Meu pauzão escuro sumindo inteirinho nessa bundinha branca... seu anelzinho rosadinho se esforçando, apertando tudo para não deixar meu pau sair. Você nasceu para ser meu, moleque.
Eu estava em transe, a cama rangendo no ritmo do meu destino. Mas o ritmo lento mudou quando Fábio perdeu a paciência. Com um movimento rápido e bruto, segurou meus quadris, travando-me como um brinquedo, e me virou de frente com uma facilidade assustadora.
— Eu quero ver o seu rosto, Caio — rosnou, o suor pingando do queixo dele no meu peito. — Quero ver seus olhos revirando enquanto te ensino a ser meu de verdade.
Ele começou a bombar com uma força gigante, jogando-me para cima e para baixo. O som era seco e alto: as bolas dele batiam forte contra minha bunda, um estalo que parecia chicotada nas paredes. Ali, entreguei-me de vez; meu corpo pegava fogo a cada vez que ele batia lá no fundo.
A pressão era tanta que minhas pernas amoleceram e a visão escureceu. Sem conseguir segurar, meu pau explodiu em espasmos, esguichando um líquido clarinho direto no peito largo, peludo e suado do tio Fábio. Ele soltou um rosnado de satisfação ao sentir o calor do meu gozo na pele, mas não parou. Pelo contrário: enquanto me estocava com uma fome sem fim, passou a mãozona no próprio peito, pegou meu gozo e levou aos lábios, provando minha entrega com um olhar de vitória que me fez tremer a alma.
Meu rabo apertava a pica dele involuntariamente, fechando forte naquela carne quente enquanto eu soltava tudo, sabendo que nunca mais seria o mesmo. Querendo aproveitar cada milímetro desse aperto, Fábio deu estocadas ainda mais brutais e profundas, indo ao meu limite.
Num impulso final, ele me empurrou para trás com autoridade. Num piscar de olhos, eu estava de costas, pernas para o alto e joelhos tocando meus ombros. Ele se encaixou de novo, pronto para me marcar de vez. Com as mãos firmes como grampos de ferro, segurava minhas coxas; num movimento bruto, empurrou-as contra meu peito, deixando-me todinho aberto e exposto, obrigado a encarar tudo de frente.
— Olha para mim, Caio! — mandou, a voz saindo como um trovão de pressa. — Grava bem essa sensação. Grava quem é que está cuidando de você assim. Vê quem é que manda em você agora!
O ritmo virou uma batida frenética. De frente para ele, eu via cada detalhe: os músculos do peito pulando, a veia do pescoço saltada e aquele olhar de dono que queimava minha pele. Ele batia com vontade, sem um pingo de dó, tocando um lugar lá no fundo onde ninguém nunca chegara. Eu arqueava as costas, fincando as unhas naquela pele suada, tentando prender minhas pernas na cintura dele para sentir todo o seu peso.
— Você é muito mais homem que seu pai, moleque... — rosnou, o rosto contorcido de vitória. — Porque você sabe se entregar. Sabe o que é bom. Não é o Jorge, não é ninguém da cidade... é o seu tio! Sou eu que estou te marcando por dentro!
Ele estava entregue ao desejo, mas agia como se tivesse ganhado o mundo. Sem fôlego, cabelo bagunçado e aquele sorriso cruel de quem alcançou o que desejou por treze anos, usando agora o meu corpo para descarregar todo o veneno guardado.
Eu não segurava mais os gemidos; gritava o nome dele enquanto sentia aquela pica enorme me atravessando e deixando tudo pegando fogo por dentro. Meu rabo latejava e sugava a rola para dentro, como se meu corpo precisasse daquela invasão para viver. A visão escurecia; só existia a força bruta do tio e aquele calor de homem da terra me consumindo.
Os quadris dele batiam com força de bicho contra os meus, transformando o quarto numa bagunça de suor e fôlego curto. Fábio sabia que venceria. Sabia que, dali em diante, a sombra dele estaria em cada pensamento meu, e que eu nunca mais seria o mesmo depois de ser dele daquele jeito.
O tio soltou um rugido que veio do fundo da alma, um som grosso que abafou o mundo. Fincou os dedos nas minhas coxas com uma força que deixaria marcas roxas e deu as últimas batidas, tão fundas que senti o impacto lá na alma.
— Toma tudo, Caio! É tudo seu! — gritou, a voz falhando enquanto o corpo tremia num espasmo forte.
Senti o jato quente e pulsante me enchendo por dentro, uma onda de calor sem fim. Era o selo final, a marca de dono gravada no fundo de mim. O peso dele caiu sobre meu corpo; o único som no quarto era o das nossas respirações cansadas. Fábio enfiou o rosto no meu pescoço, o suor dele fundindo-se ao meu. O cheiro de uísque e de homem da roça estava grudado em cada fibra do lençol amassado.
Depois de uma eternidade, ele se afastou para me olhar nos olhos. Passou o dedão na minha boca, limpando a saliva com um olhar que misturava a braveza de antes com um carinho protetor.
— Agora você está batizado, moleque — sussurrou, a voz rouca. — Amanhã a gente começa a vida de um jeito novo. E o seu pai... nunca vai entender por que o filho dele mudou tanto de uma noite para outra.
Ficamos aninhados no escuro. O tio me apertava contra seus músculos, e senti o membro dele amolecer aos poucos dentro do meu cuzinho, enquanto sua mão calejada fazia um carinho inesperado no meu cabelo. Eram beijos lentos no topo da cabeça, um contraste com a fúria de minutos atrás.
Ainda trêmulo, busquei a boca dele num beijo úmido e demorado, com gosto de uísque e de nós dois. Ele saiu de dentro de mim com uma calma torturante. O som úmido da retirada me fez estremecer; meu corpo sentiu a falta imediata daquele preenchimento bruto, enquanto o rastro quente do seu leite escorria pesado pela minha pele, manchando o lençol. Sem se afastar, ele recolheu o resto do gozo que transbordava e levou os dedos à minha boca. Eu não neguei. Engoli aquele sinal de entrega total, sentindo o gosto forte do homem que agora era meu dono.
Fábio ficou em silêncio, admirando o estrago. Tinha o orgulho de um caçador examinando a presa, enquanto seus dedos ainda roçavam, quase incrédulos, no que restava das minhas preguinhas.
— O que você está olhando? — perguntei rouco. — Você é todo rosadinho por dentro... — respondeu com satisfação profunda. — Titio está orgulhoso, moleque. Eu jurava que você não ia aguentar o tranco. Mas aguentou como um homem.
Respirei fundo, sentindo o latejar constante lá embaixo, e sorri de lado. — Eu disse que dava conta, tio... agora você sabe que sou muito mais do que meu pai imagina, e só você tem a chave desse segredo.
Ele deu uma risada baixa, satisfeita, e me deu um último beijo — o trato de silêncio. Deitou ao meu lado e me puxou para o peito largo. Encolhi-me ali, sentindo o calor dos músculos dele e o corpo todo moído. No escuro, eu sabia: a guerra entre ele e meu pai terminara naquela cama. E o tio Fábio levará o prêmio principal.
O sol não pediu licença. Atravessou as frestas da janela de madeira, cortando o escuro do quarto com raios de luz dourada que dançavam sobre o lençol todo bagunçado. A claridade bateu no meu rosto, me acordando devagar daquele sono pesado e cansado da nossa noite de entrega.
Do meu lado, ele já estava acordado. O efeito do uísque já tinha ido embora, e no lugar ficou uma seriedade que dava até medo. Ele estava encostado na cabeceira da cama, só me olhando despertar. Quando eu abri os olhos, deu para ver que o coração dele deu um pulo que nenhuma bebida faria ele sentir.
Com a luz forte, Fábio percebeu o que o escuro e a vontade da noite tinham escondido: a claridade do sol mostrava que os meus olhos tinham exatamente a mesma cor de castanho-âmbar que ele via no espelho todo dia — uma cor específica e profunda que ninguém mais na família do meu pai tinha. Não eram os olhos do irmão dele; eram os dele.
— Caio... — Fábio murmurou, com a voz mais rouca que o normal, e a mão dele parou no ar antes de tocar meu rosto. — Esses seus olhos...
Eu ainda estava com o corpo todo moído e sentindo aquele latejar lá embaixo, que me lembrava de cada batida da noite passada. Me espreguicei devagar e notei o susto no rosto dele. Num impulso de quem guardava um segredo guardado, puxei o lençol e mostrei a minha perna direita.
— Não é só o olho, tio — eu disse, com a voz baixinha, mas firme.
Apontei para a parte de dentro da coxa, perto do joelho. Ali, na minha pele clara, tinha uma pinta escura em formato de meia-lua. O Fábio ficou branco na hora. Ele olhou para a própria perna e viu a marca igualzinha, no mesmo lugar. A prova de que éramos do mesmo sangue estava ali, gritando no silêncio do quarto.
O ar sumiu. A vingança que o Fábio planejou contra o meu pai, o prazer bruto que ele usou para "mandar em mim", tudo caiu por terra diante daquela verdade: ele não tinha só pegado o filho do inimigo. Ele tinha pegado o próprio sangue dele.
— A minha mãe... — comecei a falar, olhando fixo para ele. — Ela sempre dizia que eu tinha o jeito e os traços do "lado mais forte" da família.
O silêncio que veio depois foi pesado demais. O Fábio olhou para as mãos que, horas antes, me dominaram com força e posse. Agora, aquelas mesmas mãos estavam tremendo. O clima no quarto, que antes era de cansaço e prazer, virou uma tensão elétrica. O Fábio levantou rápido, vestindo a calça jeans com movimentos brutos, quase batendo as coisas. O choque de descobrir a possibilidade de que eu era dele acendeu nele uma raiva que uísque nenhum faria. Era sobre treze anos de uma vida que foi roubada dele.
— Levanta, Caio. Se veste — o tio Fábio mandou, com a voz vibrando igual a um trovão que ele estava tentando segurar. — Essa palhaçada acaba hoje.
Eu me vesti sentindo cada músculo do corpo reclamar. O latejar no músculo da bunda era o tempo todo o lembrete da noite passada, mas agora, olhando para o Fábio, eu não via só o "tio" mandão, mas um espelho de mim mesmo.
A gente saiu do quarto e o barulho dos passos pesados do Fábio ecoou pelo corredor de madeira até a cozinha. O Jorge estava lá, sentado na mesa, com aquela cara de derrota de sempre, tomando um café ralo. Ele levantou os olhos, todo surpreso com a gente entrando daquele jeito.
— Bom dia... O que foi, Fábio? Parece que viu um fantasma — o Jorge disse, tentando fingir uma autoridade que ele já não tinha mais.
O Fábio não respondeu com palavras. Ele avançou até a mesa e descarregou um soco violento na madeira, fazendo as xícaras saltarem e o café espirrar para todos os lados.
— Olha bem para ele, Jorge! — Fábio rugiu, agarrando meu braço e me arrastando para debaixo da luz forte que entrava pela janela. — Olha nos olhos desse menino e me diz o que você vê! Ele é meu filho, não é? Você sempre soube, seu covarde!
O barulho do impacto e os gritos ecoaram pelas paredes do sítio, acordando o resto da família que estava ali para o aniversário da vovó. Em segundos, o som de portas se abrindo e passos apressados tomou o corredor. Tios e primos apareceram na porta da cozinha, ainda desorientados, mas paralisaram diante da cena: Fábio possesso e Jorge tremendo, com a xícara chocalhando na mão.
— Você fugiu com a mulher que eu amava, disse que ela estava grávida de você só para me afastar dela... — Fábio continuou, a voz transbordando um ódio guardado por treze anos. — Mas a natureza não mente. O Caio tem a minha marca na perna e o meu olhar no rosto. Ele nunca foi seu! Você criou meu filho como um troféu da sua traição!

Jorge baixou a cabeça, incapaz de encarar o irmão ou a plateia de parentes chocados que agora se aglomerava na porta. Eu dei um passo à frente, ignorando a dor entre as pernas que ainda me fazia andar rígido. Parei ao lado de Fábio, sentindo o calor e a força bruta que emanavam dele.
— Fala, Jorge! — Fábio gritou, perdendo de vez o controle. Ele avançou e agarrou o colarinho de Jorge, levantando-o da cadeira com uma mão só. — Diga na cara dele que você é um frouxo que viveu uma mentira!
Fábio armou o punho, os músculos das costas saltando sob a camisa, pronto para esmagar o rosto do irmão. Foi quando o caos se instalou.
— Para com isso, Fábio! Pelo amor de Deus! — gritou uma das minhas tias, correndo para segurar o braço dele. — Solta-o! Você vai matar o seu irmão! — Dois primos mais velhos intervieram, agarrando Fábio pelos ombros e tentando puxá-lo para trás.
A cozinha virou um redemoinho de braços e gritos, mas Fábio era como uma rocha. Ele resistia à intervenção da família, os olhos fixos em Jorge, que soluçava de pavor.
— Não olhe para mim desse jeito, Jorge — eu disse, minha voz saindo firme por cima da confusão, fazendo o silêncio voltar por um instante. — Eu sempre soube. No jeito que você me tratava, como um peso, uma lembrança de algo que você roubou.
Coloquei a mão no ombro de Fábio. Ao sentir meu toque, a tensão nos músculos dele mudou. Ele ainda bufava de raiva, mas permitiu que os primos o afastassem um pouco, embora seu peito estufasse com um orgulho selvagem ao me ver ali, ao lado dele.
— O “tio” Fábio veio buscar o que é dele, Jorge — finalizei com um sorriso cruel, sentindo o gosto dele ainda na minha memória e a marca que ele deixou em mim. — A dignidade e também... o filho.
O clima na cozinha parecia velório. O Fábio ainda confrontava o Jorge, mas o silêncio covarde do meu "pai" não era o bastante. Ele queria ouvir da própria boca da mulher que causou tudo isso.
— Laura! — O grito do Fábio foi tão alto que fez as madeiras do sítio estalarem. — Desce aqui agora, Laura!
A minha mãe, Laura, apareceu lá no topo da escada e ficou branca na hora. Ela viu o Fábio e eu ali, parecendo dois pedaços da mesma pedra, e o Jorge encolhido na cadeira. Ela desceu os degraus devagar, segurando-se no corrimão como se fosse desmaiar, enquanto minhas tias começavam a cochichar, chocadas com o estado das coisas.
— Fábio... o que é isso? — Ela tentou falar, com a voz sumindo enquanto chegava perto.
— Acabou a mentira, Laura — Fábio soltou o Jorge, que caiu na cadeira igual a um saco de lixo. — Eu vi os olhos dele. Eu vi a marca na perna dele. A mesma pinta que eu tenho. Fala a verdade para mim, de quem é o Caio?
Minha mãe olhou para o Jorge, que não tinha coragem nem de levantar a cabeça, e depois olhou para mim. Ela viu que eu estava do lado do Fábio, firme, esperando a verdade.
— É seu, Fábio — ela confessou, e as lágrimas começaram a cair sem parar. — O Caio é seu filho.
Minhas tias levaram as mãos à boca e os primos começaram a se olhar, percebendo que o segredo que sustentava a família Jorge era uma mentira de treze anos. Todo mundo começou a reparar em como eu e o Fábio éramos parecidos, o mesmo gênio, o mesmo olhar.
Minha mãe desceu os últimos degraus devagar, com as mãos tremendo todo o tempo. Ela olhou para o Jorge, que não conseguia nem levantar a cabeça da mesa, e depois olhou para mim. Quando ela me viu parado ao lado do Fábio com aquele mesmo olhar de quem não perdoa nada, ela desabou de vez.
— Eu estava grávida quando o Jorge me convenceu a fugir — ela continuou, soluçando muito. — Ele disse que você nunca ia aceitar um filho naquela hora, que você só pensava na fazenda, me falou que podia dar uma vida melhor para ele. Ele prometeu que ia dar o nome dele, que ia cuidar... mas ele fez isso por ódio de você, Fábio. Ele queria tirar de você a única coisa que realmente importava.

O silêncio na cozinha era tão denso que chegava a doer o ouvido. Senti um arrepio passar pela minha coluna inteira enquanto a verdade pairava no ar.
O Fábio deu um passo para frente. A raiva nos olhos dele virou uma dor profunda, mas logo depois virou uma satisfação brava. Ele olhou para mim e depois virou para a minha mãe e para o Jorge.
— Vocês dois são podres — Fábio disse, com a voz bem baixa e perigosa. — Treze anos eu vivi no inferno achando que tinha perdido tudo. Mas a natureza deu um jeito. O Caio veio até mim. O meu sangue reconheceu o dele.
Eu dei um passo para frente, ficando bem no meio dos dois homens. Olhei para a minha mãe com um nojo que ela nunca tinha visto antes.
— E você deixou, mãe? — perguntei, com a voz fria igual a gelo. — Deixou que esse frouxo me criasse enquanto o meu verdadeiro pai era escorraçado?
Virei para o Fábio. O que a gente tinha agora não quebrava nunca mais. Descobrir que éramos pai e filho não apagava o que rolou na noite passada; na verdade, na minha cabeça, aquilo explicava por que a gente se puxava tanto e por que ele precisava tanto mandar em mim.
O sol já estava alto, iluminando a poeira que voava na cozinha enquanto a tensão parecia que ia explodir tudo. O Jorge, com o rosto vermelho de vergonha e as mãos tremendo, tentou dar uma última de mandão, agarrando o braço da minha mãe.
— Vamos embora, Laura! — Jorge rosnou, tentando salvar o pouco que sobrava dele.
O Fábio deu um passo à frente, a sombra do corpo gigante dele cobrindo o irmão, mas foi a minha voz que cortou o ar, firme e decidida, apesar do latejar constante que eu ainda sentia entre as pernas.
Nessa hora, a porta do quarto do fundo se abriu devagar e a vovó apareceu. Ela estava parada ali, com o rosto cheio de rugas e os olhos úmidos, mas não parecia surpresa. Ela escutava tudo lá de dentro e o olhar dela dizia que, no fundo, ela já sabia de tudo há muito tempo.
— É melhor você caçar seu rumo na cidade – disse o Fábio, sem tirar os olhos do Jorge.
— Fica, filho... conversem e resolvam isso — a vovó pediu, chorando baixinho, tentando segurar o que restava da família.
— Não tem conversa, mãe! Não consigo ficar no mesmo lugar com esse cara — Jorge rosnou, a voz trêmula de raiva e vergonha. — Eu vou embora... Mas eu vou levar o Caio comigo. Ele ainda é meu filho no papel, e eu não vou deixá-lo aqui com esse... com ele!
— Ele não vai! — Fábio interveio na hora, com aquela voz rouca e autoritária que me fazia estremecer. — Ele fica comigo. Deixem o moleque aqui a semana toda. É recesso de carnaval, nem escola ele tem. Temos muito o que conversar e muito tempo para recuperar.
— Ele vem sim! — disse a minha mãe, Laura, com os olhos cheios de água, dividida entre o medo que tinha do Jorge e a culpa por ter escondido a verdade por treze anos.
O Fábio olhou diretamente para mim. Era um olhar que carregava todo o peso da nossa noite e a descoberta do nosso sangue. Ele sabia o que tinha feito comigo no escuro e sabia que eu agora estava marcado.
— Então deixa ele decidir — disse o Fábio, cruzando os braços e desafiando o Jorge.
O silêncio que veio depois foi de sufocar. O Jorge e a minha mãe me olhavam, esperando alguma coisa, enquanto o Fábio só esperava, com a certeza de quem já sabia o que estava gravado dentro de mim. Respirei fundo, sentindo o cheiro de homem do Fábio que ainda parecia grudado na minha pele.
— Eu... eu vou ficar aqui — comecei a falar, e minha voz foi ficando forte conforme eu encarava o Jorge. — Vou ficar aqui com o meu verdadeiro pai.
Quando eu disse a palavra “pai” pela primeira vez, vi o Fábio dar um estalo, um choque de orgulho que passou pelo corpo dele todinho. Era uma vitória maior que qualquer briga por terra. O Jorge deu um passo para trás como se tivesse levado um soco na boca do estômago.

— Essa é sua escolha, Caio? — Jorge perguntou, com a voz amarga. — Depois de tudo o que eu te dei? — Sim — respondi, sem piscar. O Jorge suspirou, derrotado de vez, e puxou a minha mãe pela mão em direção à porta do sítio. — Então fica. Vamos embora, Laura. Ele fez a escolha dele.
A vovó continuou sentada na cadeira, suspirando fundo, enquanto o resto da parentela ainda cochichava pelos cantos, chocada com a lavagem de roupa suja. Antes de cruzar a porteira do sítio, Laura parou e olhou para Fábio, com um rastro de preocupação de mãe brilhando nos olhos.
— Você promete que leva ele embora para a cidade depois do recesso? — ela perguntou, num sussurro. — Prometo, Laura — Fábio respondeu, chegando perto de mim e colocando aquela mão pesada no meu ombro. — Prometo também já agilizar a papelada e o DNA. O Caio vai ter o meu nome no registro. Ele vai ser um homem de verdade agora.
Eles saíram, e o barulho do carro indo embora foi o sinal de que a minha vida antiga tinha ficado para trás. O Fábio apertou o meu ombro, me virando para ele.
— Agora somos só nós, meu filho — ele murmurou, e o brilho nos olhos dele deixou claro que essa semana de carnaval ia ser só o começo de uma vida nova.
O silêncio depois que o Jorge e a minha mãe partiram era pesado, só com o barulho da madeira da casa estalando e o vento soprando no pasto. Ele me puxou de volta para o quarto e, sem falar nada, passou a chave na porta. Eu olhei para ele, agora não mais como o tio autoritário que tinha voltado para assombrar o passado da família, mas como o começo de tudo o que eu era. Saber que aquele homem gigante, que me dominou com tanta força, era meu pai de verdade, fazia meu sangue correr diferente nas veias.
— Eu não queria ficar só essa semana — confessei, com a voz baixa, mas com uma vontade que me surpreendeu. — Queria morar com você aqui na roça, para sempre. Queria acordar todo dia com esse cheiro de terra, sem ter que voltar para aquela mentira na cidade.
O Fábio suspirou fundo, o peito largo subindo e descendo com uma calma pesada. Ele chegou perto e eu senti o calor que saía dele, um jeito de proteção que agora fazia todo o sentido. Ele segurou meu rosto com as mãos imensas, e os olhos dele — iguais aos meus — mergulharam no meu olhar.
— Bom, enquanto você não completar 18 anos, eu vou ter que te dividir com aqueles monstros que tiraram você de mim — ele explicou, a voz rouca vibrando na minha testa. — Pela lei deles, eles ainda têm direitos. Mas ouça bem: quando você fizer 18, você faz sua escolha. Você vem morar aqui comigo, como pai e filho, como donos de tudo isso aqui. Até lá, eu te dou minha palavra de homem: todo final de semana eu vou te buscar naquela cidade e te trazer para cá.
— Promete mesmo? — perguntei, querendo acreditar naquela promessa. — Prometo pelo meu sangue que corre em você — ele disse, me apertando contra o peito dele.
Ficamos ali abraçados por um tempo, o silêncio do quarto sendo quebrado apenas pelo latejar do meu corpo que ainda lembrava de cada toque dele. Eu sabia que, a partir daquele dia, a cidade seria apenas um lugar de passagem, porque o meu lugar, o meu sangue e o meu dono estavam ali, naquela roça, guardados pelo homem que me reivindicou para si.
Senti uma onda de emoção que não cabia no peito. Em um impulso de entrega, eu me inclinei para ele, subindo nas pontas dos pés para alcançar aquela altura de gigante. Busquei a boca dele com uma urgência nova, um beijo que carregava a descoberta do parentesco misturada à eletricidade da noite passada.
— Eu te amo, pai — sussurrei contra seus lábios, sentindo o peso sagrado e proibido daquela palavra.
Era genuíno. Eu amava aquele homem muito mais do que jamais tinha amado o Jorge. No fundo, meu coração já sabia que tinha alguma coisa errada.
— Eu também te amo, meu filho — ele respondeu, a voz embargada enquanto me apertava num abraço de urso que quase me tirava o fôlego.
O beijo escalou rápido, ficando quente e profundo. As mãos dele desceram com força, apertando minha bunda com possessividade por cima da roupa, me colando contra o corpo dele. Foi então que senti: o pau dele, já duro e pulsante, queimava contra minha barriga. Eu olhei para baixo e vi o volume imenso esticando o jeans da calça dele, uma prova de que a biologia não era páreo para o desejo que a gente tinha acordado.
— Porra... me desculpa — ele murmurou, afastando o rosto com dificuldade, a respiração curta e barulhenta. — Meu pau ainda tá confuso, Caio. A cabeça de baixo ainda está lembrando de ontem... ela ainda não entendeu direito que você é meu filho. A carne é fraca e você é tentação demais para um homem como eu.
Ele apertou o próprio membro por cima da calça, tentando segurar a reação selvagem do corpo. Eu o observei, sentindo que a nossa história tinha ultrapassado qualquer barreira. Éramos uma anomalia da natureza, e eu não queria ser curado.
— Não precisa pedir desculpas, pai. Tudo bem — eu disse, apertando o membro duro dele com minhas mãos pequenas, com um olhar que misturava a inocência de um filho e a malícia de um amante. — Nossa relação pode ser de pai e filho na frente dos outros e na maioria das vezes... mas eu não me importo de fazer o papel de sua mulher na cama de vez em quando. Eu não ligo. Eu quero ser tudo o que você precisar.
— Ganhei na loteria, vai ser fêmeazinha só em quatro paredes com o pai, fora de casa vou te transformar em macho igual eu, homem de verdade forte, meu herdeiro.
Naquele momento, o resto do mundo e a cara de derrotado do Jorge sumiram. Eu não era mais só um garoto descobrindo quem era meu pai; eu era um filho sendo escolhido de verdade. A mão dele, que antes me segurava com a força de um estranho, agora me fazia carinho como se estivesse cuidando de algo muito valioso que foi roubado dele. Eu me encolhi no peito dele, aceitando que eu tinha o jeito dele por fora e o rastro dele dentro de mim.
A semana de carnaval ia ser só nossa, um tempo novo para a gente se conhecer. O Fábio virou meu pai e meu mestre, o homem que ia me ensinar a ser quem eu realmente sou. Enquanto eu aprendia a cuidar das coisas da fazenda durante o dia, nas sombras da noite eu continuaria sendo dele. Não tinha por que me sentir mal, era só a verdade do nosso sangue aparecendo. O trato estava feito: pai e filho na frente de todo mundo, mas, quando estivéssemos sozinhos, seríamos dois bichos soltos, animais selvagens na cama.
Ao fechar os olhos abraçado a ele, senti que a mentira em que eu vivia finalmente acabou. O cheiro de mato e de homem de verdade virou meu novo ar. Os documentos iam vir depois, mas ali naquele abraço, eu já sentia que tinha o nome dele. Eu era o Caio do Fábio, o filho que finalmente voltou para casa. A briga acabou e eu, que era o prêmio mais importante, estava finalmente nos braços de quem nunca deveria ter me deixado.

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Comentários (1)

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  • Maverick: Caramba, que desfecho foi esse hein 👏👏👏👏

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