#Assédio #Lésbica #Sado

A cobradora de dívidas

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Madame J.

Madame riquíssima vai descer o morro para humilhar a gerente marrenta do Tigrinho. Na laje de Belford Roxo, o tesão vai quitar cada centavo. @wallypokemon

O asfalto de Belford Roxo parecia derreter sob os pneus do Uber Black. O relógio no painel marcava quarenta graus, mas a sensação térmica naquela tarde fluminense era a de estar caminhando sobre as brasas do próprio inferno. Eu estava a quilômetros de distância do meu conforto, da minha bolha climatizada e da vida luxuosa que eu havia construído. Mas eu não estava ali a passeio. Eu estava ali para cobrar uma dívida.
O motorista me olhava pelo retrovisor com uma mistura de apreensão e curiosidade. Eu vestia um conjunto de alfaiataria de linho branco, impecável, o cabelo negro perfeitamente alinhado, os óculos escuros de grife escondendo meus olhos predatórios, e um perfume importado que brigava com o cheiro de esgoto a céu aberto e poeira da Viela C, no Bairro das Graças. Eu, uma mulher de trinta e cinco anos, experiente, madura e letal, destoava completamente daquele cenário caótico.
— A senhora tem certeza de que é aqui? — o motorista perguntou, limpando o suor da testa.
— Absoluta. Pode parar no começo do beco. O resto eu faço a pé.
Desci do carro e o bafo quente da rua bateu contra o meu rosto. Ajustei a alça da minha bolsa de couro e caminhei a passos firmes, meus saltos ecoando no chão irregular. Eu estava atrás de Suelen Cristina, ou como ela gostava de ser chamada no submundo: Suh Perigo. Vinte e um anos de pura insolência, cabelo platinado, unhas de acrigel e uma arrogância que só a juventude inconsequente consegue sustentar. Ela gerenciava esquemas de apostas clandestinas, o famoso "Tigrinho", e havia desviado uma quantia considerável que pertencia aos meus investidores. Ela achava que estava lidando com velhos engravatados e idiotas. Ela não sabia que estava lidando comigo.
Fui informada de que a encontraria nos fundos de um "puxadinho". Atravessei um corredor estreito com paredes descascadas, desviando de fios de energia clandestinos que formavam teias de aranha mortais sobre a minha cabeça. O som de um funk ensurdecedor e grave tremia as paredes de tijolo aparente. Cheguei a uma escada de concreto íngreme e subi, sentindo o calor aumentar a cada degrau, até alcançar a laje.
E lá estava ela.
O cenário era de um niilismo urbano quase poético. Uma caixa d'água azul da Fortlev dominava o canto, e no centro da laje, sob o sol impiedoso, estava Suh. Ela usava um micro-short jeans desfiado que não fazia o menor esforço para esconder a polpa de sua bunda farta e um top de biquíni de fita isolante preta que mal continha seus seios. O corpo dela era uma obra de arte da periferia, moldado a base de fast food, vaidade agressiva e procedimentos estéticos de procedência duvidosa. O suor brilhava em sua pele artificialmente bronzeada, destacando as coxas grossas e a tatuagem do Tio Patinhas armado na coxa direita.
Ela estava encostada no muro de chapisco, o olhar preguiçoso e desafiador. Nos lábios grossos, um vape de melancia, do qual ela puxou uma lufada profunda antes de soltar uma nuvem de fumaça densa e doce que embotou o ar pesado.
— Olha só... a madame se perdeu da Zona Sul? — a voz dela era arrastada, carregada no sotaque e na petulância. Ela me mediu de cima a baixo, as unhas stiletto de doze centímetros batendo contra o plástico do cigarro eletrônico.
— Suelen, certo? — minha voz saiu calma, controlada, fria como gelo, cortando o calor daquela laje. Tirei os óculos escuros lentamente, revelando meu olhar fixo e escuro. — Você sabe muito bem o que eu vim buscar. E o meu tempo é muito mais caro que essas unhas que você ostenta.
Ela riu, um som rasgado e cínico, e deu um passo na minha direção. O contraste entre nós era brutal. Eu, a elegância implacável da maturidade; ela, o caos cru, tóxico e hipersexualizado da juventude.
— Tu não me mete medo, coroa. O dinheiro rodou. Caiu no esquema da milícia, perdi nas aposta, já era. Quer me levar pro tribunal? Boa sorte pra achar meu nome na CLT.
A insolência dela era irritante, mas, no fundo, acendeu uma faísca perigosa e quente no meu baixo-ventre. Ela era atrevida. Uma fera selvagem que precisava ser domada, que precisava ser ensinada sobre respeito e submissão. Dei dois passos rápidos e cortei a distância entre nós. Antes que ela pudesse reagir, minha mão, firme e implacável, agarrou a garganta dela, prensando-a contra a parede áspera de tijolos da laje.
Ela ofegou, os olhos arregalados em choque, o vape caindo no chão de concreto. O peito dela, espremido pelo biquíni de fita, começou a subir e descer rapidamente, o chiado de sua asma química misturando-se com a respiração curta.
— Você não entendeu a sua situação, garota — sussurrei, aproximando meu rosto do dela. O cheiro de suor doce, loção bronzeadora barata e vapor de melancia invadiu minhas narinas. Era um cheiro vulgar, sujo, mas incrivelmente inebriante. — Eu não sou a polícia. Eu não uso a lei. Eu pego o que é meu com as minhas próprias mãos. E se você não tem o dinheiro... você vai ter que me pagar de outra forma. Com cada centímetro desse seu corpo cheio de marra.
Suh tentou forçar uma risada de escárnio, mas a pressão dos meus dedos em seu pescoço a impediu. Senti a pulsação acelerada sob a pele quente e bronzeada. O olhar predatório que ela usava para enganar idiotas no Instagram agora tremia sob o peso da minha autoridade.
— Vai fazer o quê, madame? — ela provocou num sussurro rouco, mas suas pernas, instintivamente, se afastaram um pouco, abrindo-se sob a minha presença. A calcinha por baixo do short curto já revelava a umidade que começava a traí-la.
Não respondi com palavras. Deslizei minha mão livre, que carregava o peso de anéis de ouro, pela barriga dela, sentindo a textura da pele molhada de suor. Meus dedos desceram até o botão apertado do short jeans desfiado. O tecido estava tensionado ao máximo sobre os quadris hipertrofiados dela. Com um movimento ágil, abri o botão e puxei o zíper para baixo. A respiração de Suh falhou.
— Eu vou te mostrar o que acontece com meninas más que tentam morder mais do que conseguem mastigar — murmurei, roçando meus lábios no lóbulo da orelha dela, sentindo-a estremecer por inteiro.
Enfiei minhas mãos por dentro do short, agarrando a carne farta e pesada de sua bunda. A injeção de hidrogel sob a pele a deixava firme, redonda, um exagero delicioso que preenchia minhas palmas. Apertei com força, cravando as pontas das minhas unhas bem-feitas na pele bronzeada, arrancando o primeiro gemido genuíno dos lábios pintados dela.
— Ai... porra... — ela gemeu, jogando a cabeça para trás e expondo o pescoço.
— É "senhora", pra você — corrigi, minha voz dominadora, enquanto eu puxava o short e a calcinha de renda barata para baixo de uma só vez, deixando-os caídos em seus tornozelos.
Suh estava agora seminua na laje, exposta à luz crua do sol da Baixada, a fita isolante preta no peito e a nudez completa da cintura para baixo. A marca de biquíni neon era gritante contra a pele tostada, destacando a intimidade inchada, rosada e já brilhando de excitação. A marra cyber-funkeira estava derretendo, substituída por uma luxúria ofegante e submissa.
Abaixei-me lentamente, o linho branco da minha calça tocando o chão empoeirado, mas eu não me importava. Meus olhos estavam fixos na visão divina daquele corpo vulgar e esculpido para o pecado. Segurei as coxas grossas dela, forçando-as a se abrirem ainda mais. Suh tentou fechar as pernas por um breve segundo de pudor, mas eu as abri com autoridade, posicionando-me entre elas.
O cheiro da excitação feminina dela misturou-se com o calor do asfalto derretido. Era forte, inebriante, sujo. Sem pedir permissão, mergulhei o rosto naquela intimidade encharcada. Minha língua abriu os grandes lábios com voracidade e foi direto ao clitóris intumescido.
— PUTA MERDA! SENHORA! — Suh gritou, as mãos indo de encontro aos meus cabelos negros, os dedos com as unhas stiletto neon se cravando no meu couro cabeludo, não para me afastar, mas para me segurar ali.
Minha língua trabalhava sem pressa, mas com uma pressão calculada e torturante. Eu chupava a carne sensível dela com força, saboreando a umidade farta e o gosto salgado do seu desejo reprimido. Ela tremia compulsivamente contra a parede de chapisco. O quadril dela, pesado e artificialmente esculpido, começou a se mover contra a minha boca em um ritmo desesperado. Eu a sentia perder o ar, a asma química fazendo seu peito chiar, mas ela não pedia para eu parar. Ela pedia por mais.
Introduzi dois dedos dentro do canal apertado e quente, que me engoliu com avidez. O som molhado e obsceno da minha mão entrando e saindo de Suh ecoava pela laje, misturando-se com o batidão grave do funk que ainda tocava longe. Eu flexionava os dedos lá dentro, curvando-os contra o ponto G dela, enquanto minha língua continuava a açoitá-la sem misericórdia.
— Mais... ai, caralho, fode a minha buceta... me fode, senhora! — ela choramingou, a voz de malandra completamente quebrada, reduzida a puros instintos animais. O Tio Patinhas na coxa dela parecia tremer com os espasmos musculares.
Eu sorri contra a pele molhada dela. Ela era fácil. Um brinquedo novo, vulgar e absolutamente delicioso. Retirei meus dedos num movimento brusco, arrancando um choramingo de frustração dela. Levantei-me, alinhando a lapela do meu blazer com uma tranquilidade assustadora, enquanto ela me olhava com olhos vidrados, as pernas bambas, a respiração num chiado alto e desesperado.
— Isso foi só o aperitivo, Suelen — sussurrei, puxando o top de fita isolante dela, arrancando-o do peito de uma vez só com um estalo alto, deixando os seios fartos e os mamilos arrepiados balançarem livres. — Sua dívida é muito alta. E eu vou cobrar até a última gota de suor que você tiver nesse corpo de vagabunda. Vira. De frente pra caixa d'água. E apoia as mãos.
Suh engoliu em seco, mas a obediência já estava instalada em seu corpo. Ela se virou, a bunda hipertrofiada e suada empinada para o alto, pronta para receber a verdadeira punição que a patroa havia ido buscar.
O sol das três da tarde na Baixada Fluminense não tem piedade de ninguém, mas naquele momento, ele parecia ser o meu principal aliado. A luz crua e incandescente iluminava cada detalhe do corpo hipersexualizado e vulgar de Suelen. Ela obedeceu à minha ordem com uma submissão que contrastava bizarramente com a marra que exibia nas fotos da internet. Caminhou com as pernas trêmulas e bambas até a imensa caixa d’água azul da Fortlev, que fervia sob o calor do asfalto.
— Apoia as mãos. Abre mais essas pernas — minha voz era um chicote estalando no ar abafado.
Suh engoliu em seco. Suas mãos, com aquelas unhas de acrigel neon incrivelmente longas e afiadas, espalmaram-se contra o plástico azul e quente da caixa d’água. Ela separou as coxas grossas e tatuadas, forçando a bunda farta e preenchida com hidrogel a empinar-se obscenamente na minha direção. O suor escorria pelo vinco das costas dela, brilhando na pele artificialmente bronzeada e pingando sobre o concreto áspero da laje. A marca branca e neon da fita isolante, agora exposta, era um letreiro luminoso gritando a sua vulnerabilidade. Ela estava inteiramente nua, despojada de sua armadura cyber-funkeira, reduzida apenas a carne, calor e medo.
Caminhei lentamente até ela, o som dos meus saltos finos de grife soando como a marcha de um carrasco elegante. Eu estava impecável no meu linho branco. Apenas um fio de suor descia pela minha nuca, misturando-se ao meu perfume francês. Parei bem atrás daquele monumento de carne periférica. A respiração de Suh era pesada, o chiado de sua asma química evidente enquanto o peito farto esmagava-se contra a estrutura plástica.
— Sabe qual é o seu problema, Suelen? — sussurrei, encostando a frente do meu blazer nas costas nuas e suadas dela. O contraste da minha roupa fina contra a pele pegajosa dela era inebriante. — Você achou que estava jogando um jogo de adultos. Você se veste como uma mulher fatal, cobra no pix como uma agiota cruel, mas no fundo, é só uma menina burra que não sabe o valor do dinheiro. Do meu dinheiro.
Ergui a mão direita, onde os anéis de ouro maciço reluziam sob o sol. Sem nenhum aviso, desci a palma aberta com toda a minha força contra a nádega direita dela.
PAAAAH!
O estalo foi ensurdecedor, molhado, ecoando pela laje e atravessando a batida do funk que tocava longe na rua. O impacto na carne firme e injetada fez a bunda inteira dela balançar de forma hipnótica e obscena.
— AAAAH! Puta que pariu, senhora! — ela gritou, não de dor pura, mas de um choque elétrico que misturava ardor e uma excitação doentia.
O Tio Patinhas tatuado em sua coxa pareceu tremer. A marca vermelha e perfeitamente desenhada da minha mão surgiu instantaneamente sobre a pele bronzeada.
— Não me interrompa quando eu estiver falando — repreendi, fria como uma lâmina, e desci a mão novamente, desta vez na nádega esquerda.
PAAAAH!
Ela choramingou, os joelhos fraquejando, as unhas neon arranhando o plástico azul da caixa d'água na tentativa de se manter em pé.
— Você fuma esse lixo químico de melancia o dia inteiro — sussurrei, aproximando meus lábios do pescoço suado dela, inalando a mistura de suor, medo e aquele doce enjoativo que empesteava seu cabelo platinado manchado na raiz. — Você acha que é a dona do morro, a dona do Tigrinho, a intocável 'Suh Perigo'. Mas olha pra você agora. Uma vagabunda barata, de pernas abertas no calor da laje, gemendo pra uma mulher que você nem conhece, porque você não tem onde cair morta.
Minhas palavras cruéis eram um lubrificante para o corpo dela. A humilhação a alimentava de um jeito distorcido. Deslizei minha mão com os anéis pelo vinco molhado de suor das costas dela, descendo até o vão entre as nádegas pesadas. A umidade ali era absurda, viscosa. A excitação dela gotejava, escorrendo pelas coxas e pingando no chão empoeirado de Belford Roxo. Ela estava encharcada, uma cachoeira de desejo subjugado.
Enfiei dois dedos na fenda encharcada e ela soltou um gemido longo, arrastado, a bunda empurrando para trás, instintivamente buscando mais do meu toque. Eu não a penetrei de imediato. Usei o polegar para encontrar o botão sensível e inchado do clitóris dela, esfregando-o com uma pressão circular, firme e implacável.
— Ai... senhora... por favor... enfia... eu tô toda molhada pra senhora... — a voz de Suh era um sussurro rouco, a gíria e a marra sumindo, dando lugar ao instinto puro. O corpo dela balançava contra os meus dedos, implorando.
— Você não tem direito de pedir nada, garota. Você só tem direito de receber o que eu decidir te dar — falei, minha voz baixa e autoritária vibrando contra a pele dela.
Com um movimento brusco, enterrei meus dedos indicador e médio fundo dentro do canal apertado e ardente. O interior dela me engoliu como um vácuo úmido e quente. Ela gritou um palavrão para o céu azul e sem nuvens, o corpo inteiro se curvando para frente, os seios grandes balançando soltos, os mamilos duros raspando no plástico quente da Fortlev.
Comecei a movimentar meus dedos num ritmo violento e metódico. O som obseceno da carne molhada, o slap-slap-slap da minha mão batendo contra a bunda farta dela, misturava-se com os gemidos altos e os chiados asmáticos que escapavam de seus lábios pintados. Eu a fodia com uma brutalidade requintada. Meus dedos curvavam-se lá dentro, castigando as paredes sensíveis, enquanto o meu polegar continuava a esmagar o clitóris dela do lado de fora.
Ela estava completamente rendida. As pernas hipertrofiadas tremiam descontroladamente, incapazes de sustentar o próprio peso. O calor do asfalto parecia subir pelas solas de seus pés descalços, incendiando-a de baixo para cima. Eu a dominava em seu próprio território, em sua própria laje, desfazendo toda a pose de mulher perigosa que ela construíra.
— Gosta disso, Suelen? Gosta de ser tratada como a putinha caloteira que você é? — provoquei, aumentando a velocidade dos meus dedos, afundando-os até a base da minha palma.
— Gosto! Eu adoro, porra! Ahhhh! Mais fundo, senhora, não para, pelo amor de Deus, arranca tudo de mim! — ela berrava, a cabeça jogada para trás, os cabelos platinados grudados no rosto molhado de suor e lágrimas de puro tesão.
O corpo dela começou a entrar em colapso. Os músculos internos ao redor dos meus dedos apertavam-se em espasmos frenéticos e involuntários. Ela estava chegando no limite, o orgasmo construindo-se como uma tempestade dentro dela. Eu recusei deixá-la gozar fácil. Puxei meus dedos quase completamente para fora e os deixei ali, apenas na entrada, provocando uma fome desesperadora nela.
— Não... não, senhora, por favor, me fode, me faz gozar... — ela choramingou, rebolando a bunda suada e vermelha para trás, tentando me engolir de volta, esfregando-se contra a minha mão espalmada.
— Vai me devolver o meu dinheiro, Suelen? Cada centavo do que você roubou? — exigi, apertando a nuca dela com minha mão livre, mantendo o rosto dela próximo ao plástico azul.
— Eu devolvo! Eu faço o dobro do dinheiro, eu rodo o Tigrinho inteiro pra você, eu faço pix todo dia! Ahhh, eu juro, senhora, eu faço tudo, eu sou sua, só me faz gozar, puta que pariu! — a dignidade dela havia evaporado junto com o vapor de melancia do seu vape. Ela era apenas uma poça de desejo e obediência.
— Boa menina — sussurrei.
Voltei a penetrá-la com fúria, usando agora três dedos, invadindo-a até o talo, enquanto a minha outra mão agarrava seus cabelos na nuca, puxando-os com força. Suh gritou. Um grito agudo, animalesco, que rasgou o silêncio quente da tarde. O corpo dela endureceu como uma tábua. A umidade jorrou por entre as minhas mãos, quente e abundante, escorrendo pelas minhas unhas de gel, encharcando o vão de suas coxas e pingando incessantemente no concreto áspero.
Ela gozou com tanta força que as pernas finalmente cederam. Ela teria caído de bruços no chão da laje se eu não estivesse segurando seus cabelos e ancorada dentro dela. Os espasmos duraram o que pareceu uma eternidade, o peito dela roncando pela falta de ar, o suor cobrindo cada poro de seu corpo periférico modificado. Ela chorava e ria ao mesmo tempo, um delírio de exaustão e prazer absoluto.
Lentamente, puxei meus dedos para fora. O som foi molhado, sujo. Olhei para a minha mão, brilhante e úmida, e depois para a figura destruída de Suh Perigo. Ela estava deitada de lado no chão, abraçada aos próprios joelhos, o micro-short e a calcinha neon ainda embolados nos tornozelos. Ela respirava pela boca, ofegante, os olhos revirados, a tatuagem borrada nas costas coberta por uma fina camada de poeira da laje.
Puxei um lenço de seda branco do bolso do meu blazer e limpei meus dedos com calma e elegância. O linho da minha roupa permanecia intocável, impecável. Eu era uma visão do alto escalão que havia descido ao esgoto apenas para provar quem mandava.
Joguei o lenço de seda sujo sobre o corpo nu e trêmulo dela.
— Considere essa a primeira parcela da sua dívida, Suelen — minha voz cortou o torpor dela, fria e distante novamente. Coloquei meus óculos escuros de volta, protegendo meus olhos do sol que ainda queimava. — Você tem até a semana que vem para conseguir o resto. Se o pix não cair... eu volto. E da próxima vez, eu trago brinquedos que não são tão carinhosos quanto as minhas mãos.
Ela não conseguiu responder. Apenas assentiu com a cabeça, um movimento fraco, o corpo ainda tremendo pelos espasmos residuais do orgasmo mais violento que já havia experimentado. O mito da 'Suh Perigo' estava estilhaçado no chão quente de Belford Roxo.
Dei as costas para ela e caminhei em direção à escada de concreto. O funk continuava tocando na rua. O bafo quente do asfalto me esperava. Caminhei de volta para o Uber Black que aguardava na entrada do beco, o motorista ainda suando frio. Entrei no banco de trás, o ar-condicionado gelado envolvendo meu corpo como um abraço luxuoso.
— Para o aeroporto, por favor. O mais rápido possível — ordenei, cruzando as pernas no banco de couro.
Eu tinha voltado a ser a empresária misteriosa. Mas o cheiro vago de suor, melancia barata e luxúria ainda impregnava a ponta dos meus dedos. E, no fundo, sob a máscara da elegância, eu sabia que estava contando os dias para voltar àquela laje.

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