#Coroa #Teen #Virgem

Reencontro no Sana

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A Bíblia Sagrada

Continuação de CCXP 2027

O cheiro de pipoca com bacon e suor misturado com ar condicionado me envolve quando passo pelo corredor principal do Centro de Convenções de Fortaleza. Cosplayers se espalham por todos os lados, um Homem-Aranha tropeça no próprio pé, uma Daenerys tenta segurar a peruca contra o vento do ventilador industrial.

Estou vestindo minha Chun Li novamente. Dessa vez caprichei mais no acabamento do quimono azul, os spikes dourados nos pulsos brilham sob a luz fluorescente. O povo do Norte-Nordeste é caloroso demais, já parei pra umas cinquenta fotos desde que cheguei.

E então eu vejo ele.

Ricardo está encostado num pilar perto do palco principal, braços cruzados, um sorriso preguiçoso no rosto. Camisa preta básica, calça jeans, um crachá de produtor pendurado no pescoço. Ele veio até aqui. Só pra me ver.

Ele disse que viria. Eu não acreditei.

— Olha só — a voz dele chega antes dos passos. — A Chun Li mais fofa e gostosa do Brasil apareceu de novo.

Meu estômago dá um nó. A lembrança do CCXP, invade minha cabeça: o cheiro do quarto de hotel, as mãos dele na minha cintura, a forma como ele sussurrou meu nome quando gozou dentro de mim.

— Você veio — falo, tentando soar casual.

— Falei que ia. — Ele para na minha frente, olhos escuros percorrendo meu corpo devagar. — Esse cosplay tá ainda melhor que o outro.

— Passei dois meses ajeitando.

— Percebi. — O olhar dele encontra o meu. — Vai ficar no evento até que horas?

— Até as oito. Depois volto pro hotel.

— Qual hotel?

Minha boca seca. — Ocean Palace. Na via costeira.

O sorriso dele se alarga. — Quarto legal?

— Tem vista pro mar.

— Melhor ainda.

Ele não diz mais nada. Só dá um passo pro lado e começa a andar comigo pelo corredor, como se fosse a coisa mais natural do mundo. A mão dele roça na minha quando um grupo de fãs passa correndo atrás de um autógrafo.

O dia inteiro passa num borrão. Ele aparece em cada estande que eu paro, tira fotos minhas com o celular, me traz água quando vê que estou suando. Quando um cara pede uma foto comigo e coloca a mão na minha cintura, Ricardo aparece do nada, segura meu braço e me puxa pra longe.

— Esse aí não sabe onde enfiar a mão — ele murmura no meu ouvido.

O arrepio soa da nuca até a base da coluna.

Às sete e meia, estou trocando de roupa no banheiro feminino. Passo um lenço umedecido no rosto, visto um vestido leve. Quando saio, ele está me esperando do lado de fora, um capacete extra na mão.

— Vou te levar — diz.

— De moto?

— Honda CB 300. Pequena, mas resolve.

O vento do litoral bate no meu rosto enquanto a moto corta o trânsito de Fortaleza. O braço dele está quente contra o meu, e quando a moto faz uma curva, minhas mãos apertam a cintura dele. Ele ri, o som abafado pelo capacete.

O quarto de hotel é simples: cama king, TV, varanda com vista pro mar. A luz do entardecer entra pelas cortinas meio abertas.

Ricardo fecha a porta atrás de mim.

— Não te esqueci — ele diz.

— Eu também não.

— Prove.

Eu viro pra encará-lo. O peito dele sobe e desce devagar, os olhos fixos nos meus. Dois meses desde a última vez. Dois meses pensando naquela noite em São Paulo.

Minha mão vai até a barra da camisa dele. Puxo pra cima.

Ele não hesita. As mãos dele encontram meu rosto, os dedos enterram no meu cabelo solto, e quando a boca dele encontra a minha, é como se o tempo entre os dois meses tivesse evaporado.

O beijo é faminto, sem frescura. Lábios que se lembram do caminho. A língua dele desliza contra a minha, e eu mordo o lábio inferior dele de leve, só pra ouvir o gemido que escapa da garganta dele.

— Tá molhada? — ele pergunta, a testa encostada na minha.

— Molhadíssima.

— Mostra.

Minha calcinha desce pelas coxas. Ele se ajoelha na frente de mim, as mãos quentes nos meus quadris, e quando a boca dele encontra minha buceta, eu seguro firme nos ombros dele pra não cair.

A língua dele é precisa, quente, sabe exatamente onde pressionar. Ele lambe devagar, depois mais rápido, o ritmo mudando conforme meus gemidos ficam mais altos. Quando o dedo dele desliza pra dentro de mim, eu arqueio as costas, a cabeça jogada pra trás.

— Isso — ele murmura contra minha carne. — Goza na minha boca.

O orgasmo vem em ondas, quente e molhado, e ele bebe cada gota como se fosse a última vez.

Depois, ele me levanta, me vira de costas pra ele, e empurra meu corpo contra o colchão. O barulho do zíper dele abre o silêncio do quarto.

— Quer que eu goze dentro de novo? — a voz dele é rouca, quase um sussurro.

— Quero.

Ele entra em mim de uma vez, e o gemido que escapa da minha garganta é o único som que importa.

CCXP

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