#Corno #Traições

Entre a aliança e o desejo - Parte 1

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Lopedrinhofm

Fala meus gostosos(as), tem saga nova para vocês! Espero que gostem.

Tudo começou em um dia comum, eu havia trabalhado o dia todo, estava cansada e passei no supermercado perto de casa para comprar alguma carne para preparar para o jantar, virei o corredor apressadamente, sem olhar, e esbarrei em alguém.
- Ai, meu Deus! Desculpa, eu tava distraída...
Quando levantei os olhos, travei por um instante.
- Gus-Gustavo?
- Sowene? Que surpresa boa!
- Quanto tempo! Nossa, fazem o quê? Uns 5, 6 anos?
- Por aí, você tá diferente hein.
- Você também mudou muito, eu quase não reconheci... tá... tá morando por aqui?
- Sim, to sim
- Nossa, que estranho, eu nunca te vi por aqui esses anos todos
- Deve ser por conta dos nosso horários, porque eu sempre passo por aqui
- Ah sim, quem sabe a gente se vê mais vezes
- É, quem sabe... casou?
Olhei para a minha mão por um instante, olhando para minha aliança e respondi:
- Sim... casei, e você?
- Não, não casei
- O quê? O garoto mais disputado da escola solteiro?
- Pra você ver como são as coisas
- Bom, eu preciso ir... foi bom te rever
- Foi bom te rever também
Virei as costas e caminhei com um sorriso bobo que insistia em escapar, Gustavo estudou comigo até a oitava série, mas no ensino médio ele passou numa escola técnica e nunca mais eu o vi, eu era apaixonadinha por ele, escrevia seu nome junto ao meu dentro de um coração no meu caderno, mas nunca tive coragem de falar para ele que gostava dele, afinal, eu era a nerd da sala e ele era o garoto popular, cercado de amigos e o "concorrido" entre as meninas que eu sempre julguei serem mais bonitas do que eu.
Cheguei em casa, cumprimentei meu esposo Marcos, e fui preparar o jantar, eu estava desligada de tudo, até meu marido perguntar:
- O que você tem? Tá rindo a toa?
- Eu to rindo?
- Sim, desde a hora que chegou tá com um sorriso bobo
- Ah, eu... eu tava lembrando de uma situação do trabalho
- Me conta...
Inventei uma história na hora, ele riu, e me ajudou a terminar o jantar.
Eu não podia reclamar de ter um casamento ruim, Marcos sempre me tratou bem, nós éramos felizes, por isso eu não dei nenhuma liberdade ao Gustavo, mas mesmo assim não conseguia parar de pensar nele, e isso me fazia se sentir culpada.
As horas avançaram e antes de dormir, Marcos foi tomar um banho, quando eu percebi já estava procurando o perfil de Gustavo nas redes sociais, encontrei, abri e comecei a olhar foto por foto... ele tinha postado um story, algo bobo, uma foto de um pudim com a tv ao fundo passando algum filme, e sem pensar direito eu curti aquele story, Marcos saiu do banheiro e eu bloqueei o celular como se eu estivesse cometendo um crime, ele não desconfiou, mas eu estava tão desconcertada que comecei a responder tudo com um desespero que não tinha necessidade.
- Amor, o que você acha de amanhã nós sairmos?
- Uhum... vamos
- Mas não vai perguntar pra onde?
- Desculpa amor, pra onde?
- O que você tem?
- Nada, por quê?
- Você tá estranha hoje
- Impressão sua...
- Hum... então, amanhã nós vamos naquele restaurante que você estava querendo ir
- Sério? Que bom amor
- Que bom? Só isso? Você passou o mês falando desse restaurante
- O amor... desculpa, é que eu to com uma dorzinha de cabeça, mas eu quero muito ir sim, vai ser bom
Marcos se deitou e me abraçou, meu coração batia rápido comigo tentando me dizer que eu não podia ficar pensando no Gustavo, logo dormi.
Pela manhã, quando acordei, Marcos já estava lavando o carro, peguei meu celular para ver as horas, e vi uma notificação no insta, abri para ver...
"Gustavo F. curtiu sua foto"
O sorriso veio automaticamente... ele curtiu uma foto boba, de dezenas que tinha ele curtiu justamente uma foto de uns 6 meses atrás, o que já me dizia que ele viu todo meu perfil, e claro que foi por eu ter curtido seu story, eu ignorei aquela notificação achando que não queria dizer nada, apenas um: "Eu vi o que você andou fazendo nos últimos anos". Mas eu passei a manhã inteira pensando nele, e isso estava começando a me irritar de certa forma.
Marcos e eu passamos o dia juntos, e eu aproveitava cada minuto ao seu lado para me convencer de que eu estava sendo boba de ficar pensando em Gustavo.
A noite, ao chegarmos no restaurante, Gustavo e eu conversávamos bem, nos olhávamos nos olhos, era uma noite agradável, para nós, estar naquele restaurante era um grande programa de casal, não apenas uma noite comum.
- Tá tudo tão lindo hoje, obrigada por me trazer aqui
- De nada amor, você merecia uma noite assim
Marcos e eu nos completávamos bem... eu trabalhava como operadora de caixa em uma loja, ele era açougueiro, tínhamos um Renault Kwid e morávamos de aluguel, mas a vida simples nunca foi um problema pra gente, trabalhávamos juntos para conquistarmos tudo juntos.
Quando saímos do restaurante e fomos ao estacionamento, Marcos viu uma BMW X1 Sdrive20l X-Line, apontou e disse:
- Um dia eu vou ter um desses
Na mesma hora o carro destravou, nos viramos para ver e lá vinha o Gustavo, andando tranquilo, ao vê-lo, senti minhas pernas bambearem.
Gustavo: Ei, que surpresa! Segunda vez que a gente se encontra do nada, tá ficando mais comum hein?!
Eu: É verdade, você tá bem?
Gustavo: To bem... não vai me apresentar seu esposo?
Eu: Sim sim, esse é o... o Marcos, meu marido, amor, esse é o Gustavo, um conhecido que estudou comigo
Marcos: Segunda vez? Prazer em conhece-lo.
Gustavo: Sim, a gente se esbarrou ontem sem querer
Eu: É, eu o vi no mercado
Marcos: Entendi...
Eu: Você tava no restaurante? Não te vi...
Gustavo: Sim, eu estava, é que está lotado, também não te vi lá
Marcos: E veio sozinho? Cadê sua esposa?
Gustavo: Não tenho esposa, eu vim sozinho
Marcos: Estranho, geralmente as pessoas vem em restaurante acompanhadas
Gustavo: Eu sei desfrutar da minha própria companhia
Marcos: Hum...
Gustavo: Bom, eu preciso ir, foi bom rever você, Sol, boa noite Marcos.
Marcos: Boa noite...
Eu: Boa noite, Gustavo
Quando entrei no carro, Marcos me encarou e apenas perguntou:
- Sol?
- É como me chamavam na escola...
- Ele te conhece bem pelo jeito
- A gente mal conversava na escola, não fica com neura
- Não to com neura... eu te conheço a anos...
- Então me conhece bem pra saber que não tem nada demais nisso
- Te conheço bem pra saber que esse cara mexe com você
- O quê? Por que tá falando isso?
- Ontem eu reparei que você ficou sorrindo a toa, e hoje você ficou toda bobinha perto dele... vocês tiveram um caso?
- Não... não tivemos, nunca fiquei com ele, ele mal olhava pra mim
- Mas você gostava dele, não é?
- Não...
- Sowene... eu não sou de ficar em disputa, e não tenho insegurança com ninguém, se você tá bobinha por uma paixonite de adolescente, resolva seus pensamentos
- O amor... eu não to pensando nada
- Tudo bem então
Marcos ficou sério, e não falou mais nada, era o jeito dele reagir quando não gostava de alguma coisa, eu tentei ignorar e fazer de conta que ele estava exagerando, que Gustavo não mexia comigo... mas ficou muito evidente.
Depois desse dia, eu não vi mais o Gustavo, e tudo tinha voltado a perfeita ordem, não havia mais entrado em seu insta, nem procurado ver como ele estava, eu fiz de tudo para ignorar qualquer impulso de pesquisar, curtir, comentar... e funcionou perfeitamente, até que caiu uma chuva pesada, dessas que não param, que alagam tudo...
Eu estava no ponto de ônibus, tentando voltar pra casa, e a chuva insistia em cair "de lado" e ventando forte, de nada adiantava guarda-chuva, ou a cobertura do ponto de ônibus, eu estava estressada, quando o carro de Gustavo parou bem do meu lado, ele abaixou o vidro e gritou:
- Entra aí!
- Não... o ônibus já tá pra passar, obrigada
- Vai ficar tomando chuva? Entra aí, eu não mordo
Entrei, eu sabia que não deveria, mas entrei.
- Desculpa, eu to um pouco molhada, vai acabar molhando o banco
- Não tem problema
Ele fechou os vidros e o ar quentinho no carro era aconchegante...
- Seu marido não gostou de mim, né?
- Impressão sua, ele é reservado mesmo
- Pra mim ele pareceu muito inseguro
- Não seja convencido... tá vindo do trabalho?
- To sim
- E você trabalha com o que?
- Eu sou Gerente comercial
- Que legal, loja de móveis?
- Não... de uma empresa de transporte
- Ah sim... e... e... por que você...
- Pode perguntar o que quiser
- Por que você não casou? Não se envolveu com ninguém?
- Lembra da Janaína?
- Lembro
- Ela e eu namoramos por uns 3 anos, ficamos noivos e terminamos
- Sério? Por quê? Se é que eu posso saber
Ele ficou em silêncio por alguns segundos, e eu falei:
- Ela te traiu né? Desculpa ter perguntado...
- Ela morreu
- O quê?
- Ela foi atropelada por um bêbado, a dois dias do casamento
- Nossa, Gu... meus sentimentos, faz tempo?
- Fazem 4 meses
- Nossa, eu não sabia... eu me afastei de todo mundo da escola e... e... e eu não sabia, me desculpa ter perguntado.
- Não tem problema, é que ainda me dói falar sobre isso
- Não precisa falar... tá tudo bem
- A gente tinha muitos planos pro futuro, é estranho uma pessoa ser tirada da sua vida assim do nada...
- Eu imagino, nem sabia que vocês tinham ficado juntos, vocês... vocês namoravam na época da escola?
- Não... a gente namorou depois de formados já, na escola eu não queria saber de namoro
- Mas você ficava com um monte de garotas, né?
- Ficava não, eu só vivia rodeada de muitas, mas eu me comportei
- Duvido muito, tinha muitas meninas da sala que gostavam de você
- Inclusive você
- E-eu? Eu não!
- Aham, sei
- Tá vendo como você é convencido?
- Eu já vi você escrevendo nossos nomes no seu caderno
- Vo-você viu?
- Vi, vi sim
- Por quê nunca me falou nada?
- Porque eu realmente só queria terminar meus estudos, sem entrar em relacionamento
- Entendi... e... bom, era uma paixãozinha boba de adolescente
- Onde é sua casa?
- Hummm.... pode me deixar naquele ponto ali? Não quero que meu marido saiba que eu vim de carona com você
- Eu te deixo na esquina da sua casa, não se preocupe
- Mas corre risco de algum parente dele ver, é melhor eu ficar aqui mesmo
- Ainda tá chovendo forte, ninguém vai ver, não se preocupe
- Tá... eu moro entrando naquela rua
Gustavo me deixou uns 4 casas antes da minha e ficou me observando até eu entrar, eu conseguia sentir o cheiro do perfume dele ainda, quando entrei, Marcos sorriu e me disse:
- Ainda bem que você chegou, já estava preocupado com essa chuva
- Nem me fale, o guarda-chuva não está servindo de nada
- Chegou rápido, o motorista veio voando?
- Não é que... tinha poucos passageiros, aí não parou em vários pontos
- Vai tomar um banho quente, amor, eu to preparando um macarrão pra gente jantar
Eu entrei no banho e comecei a brigar com meus pensamentos, eu tinha um marido maravilhoso em casa, então por que eu pensava tanto no Gustavo?
Naquela noite, deitada ao lado de Marcos, eu tentei me convencer de que tudo aquilo era apenas uma lembrança antiga voltando à tona. Gustavo tinha sido minha primeira paixão, aquele garoto que eu admirava de longe, que me fazia escrever coraçõezinhos no caderno e que, naquela época, parecia pertencer a um mundo completamente diferente do meu.
Virei de lado na cama, tentando afastar aqueles pensamentos.
- Amor?
- Oi?
- Você tá quietinha hoje.
- Tô cansada, amor. Foi um dia puxado.
Marcos começou a acariciar minha bunda e eu já sentia seu pau bem duro roçando em mim...
- Tá muito cansada?
- Pra você não amor...
Ele me virou e abocanhou meus peitos, aos poucos fomos tirando nossa roupa, eu comecei a chupar a rola dele, eu sempre considerei o pau dele grande, tinha uns 19cm, e ele sempre me fodeu muito bem, mas aquela noite a perversidade tinha um ar diferente, comecei a chupar de olhos fechados, imaginando como seria o corpo do Gustavo, lembrando do seu perfume, do seu jeito... até me despertar com Marcos dizendo:
- Nossa amor, você tá chupando com tanta vontade hoje!
Eu dei um sorrisinho tímido, depois me deitei, Marcos me chupou e eu me rendi a imaginar o Gustavo no lugar dele, eu gemia bastante, enquanto segurava seus cabelos, logo ele começou a me comer, e assim, eu já estava completamente molhada, pensando na rola de outro homem, Marcos me fodia forte, de um jeito gostoso, como era todas as vezes, até que estando de quatro, ele apertou minha bunda enquanto metia rápido, eu delirava.
- Nossa, que buceta deliciosa
- Aiiii, fooode, hummmm
- Aiii caralhooo, você tá muito molhada, o que tá acontecendo?
- Aiii amooor, é essa sua rolona, aiiii, que delicia
- É? Gosta do meu pauzão safada?
- Gosto sim, aiii Gu....
- O quê disse?
- Falei que gosto, aiii
- Você me chamou de Gu?
- Não... eu disse gosto sim, aiii gosto
- Devo ter ouvido errado metendo rápido
- Oshe... tá doido?
- Desculpa amor, tive impressão de que... aaaa... deixa pra lá
- Hummm, fode vai...
- Assim? Aaaa
- Issooo
Dentro de alguns minutos, Marcos gozou, tomamos um banho e nos deitamos outra vez, eu fiquei tentando lembrar se o chamei de Gu, que porra estava acontecendo comigo?
Passei mais um período sem ver o Gustavo, e isso era ótimo, pois as coisas voltavam a fluir normalmente, pelo menos era o que eu achava, até eu chegar mais cedo em casa e Marcos estar tomando banho, nunca fui de mexer no celular dele, sempre tive confiança nele, mas naquele dia eu precisava de um contato que só ele tinha, então fui pegar, até chegar a notificação da mensagem de uma colega de trabalho dele, Miriam.
"Vamos marcar de novo, adorei o presentinho"
Eu olhei para a tela umas 80 vezes sem acreditar no que estava lendo... Marcos saiu do banho enrolado numa toalha e ao me ver ficou desconsertado.
- Chegou cedo hoje amor
- Marcos...
- Oi...
- Marcos, que presente... que presente você deu pra Miriam?
- Presente? Amor... deixa eu ver meu celular
- Me responde o que eu to perguntando!
- Eu não dei presente nenhum...
- Marcos, não mente pra mim!
- Tá, eu... eu dei uma caixinha de bis pra ela, só isso
- É? Uma caixinha de Bis? E o que vocês tem que marcar de novo?
- Uma reunião da empresa amor
- Reunião de que? De que? De como cortar carne? Você acha que eu sou otária?
- Não é nada disso que você tá pensando
- Marcos... você comeu a Miriam?
- Não amor
- Então tá tentando comer, é isso? Tá dando Bis pra comer ela, é?
- Não to tentando comer ninguém...
- Marcos... ela disse "vamos marcar de novo", me fala a verdade, por favor
- Tá, eu te trai, eu trai com a Miriam, eu juro que eu tentei de tudo, mas ela me provocou, provocou, provocou e eu caí, eu sou homem porra, não resisti! A culpa é dela que é uma vagabunda!
- Marcos... a culpa é sua que colocou o pau dentro dela, foda-se que ela provocou, você me devia respeito
- Amor, foi só uma vez, eu não sou de ferro, eu sou homem, se uma mulher fica se oferecendo pra mim, eu tenho meus instintos, desculpa, isso não vai acontecer de novo
Eu comecei a chorar, não sabia o que era pior, a traição ou as desculpas que ele apresentava, eu fiquei pensando mil vezes se perdoava, ou se simplesmente desmanchava o casamento, na minha cabeça o Marcos não demonstrou um arrependimento, pelo contrário, ficou bravo de ter sido descoberto e disse que não faria de novo, que a culpa era da mulher, mas os dois trabalhavam juntos, iam continuar se vendo e eu simplesmente teria que acreditar em um "não estou te traindo".
Aquele dia foi o mais doido pra mim, eu sentia nojo do toque de Marcos, no beijo, do carinho... mas pesei na balança e resolvi só "aceitar", talvez tivesse sido um deslize, talvez eu seria a culpada por estar trabalhando tanto, comecei a acreditar que os anos com ele não poderiam ser jogados fora por um erro, e o tratei bem, mesmo ele não merecendo.
Passavam-se os dias, e eu tentei melhorar como esposa, o elogiava mais, passava mais tempo com ele, até dava mais presentes, mas sempre me questionava se eu estava agindo certo, e se isso estava o impedindo de trair, passaram-se meses, até eu estar de novo no mesmo ponto de ônibus e Gustavo passar, ele parou, abriu a janela e sorriu dizendo:
- Vamos?
- Hoje não tá chovendo
- Finge que tá, só pra eu ter uma desculpa de conversar com você de novo
Entrei no carro e disse:
- Nossa, você aparece e some do nada
- Eu sempre to por aqui, só dei a sorte de passar no mesmo horário que você
- Mas eu pego o ônibus todo dia nesse horário, e essa é a segunda vez que nos encontramos
- Pega meu número... eu te levo pra casa todo dia, vou te avisando onde to
- Não é legal... você sabe que meu marido não gosta de você, melhor eu não ter seu contato
- Nós já ficamos sozinhos no carro uma vez, se fosse pra eu dar em cima de você, já teria dado
- É verdade... já teria, mas você nunca olhou pra mim com um olhar diferente né?
- Como não?
- Sei lá... acho que pra você eu sempre fui uma nerd
- Você era a garota mais linda da sala... eu sempre notei isso, só não estava pronto pra um relacionamento
- Eu? Eu era linda? Conta outra...
- Continua sendo
- O que disse?
- Você é uma mulher linda, Sowene, e precisa começar a enxergar isso
- Eu me acho linda... eu acho
- De onde vem essa insegurança?
- É que... ai... eu... não deveria te contar...
- Pode me contar o que quiser
- Meu marido... ele me traiu com uma colega de trabalho e... eu to assim, sem auto confiança, me culpando, tentando saber o que fiz pra merecer
- Ele traiu porque quis, não é culpa sua
- Talvez seja, eu trabalho muito e ele sempre chega primeiro que eu, nunca consigo deixar janta pronta pra ele...
- E ele não sabe cozinhar?
- Sabe, mas...
- Mas nada, ele poderia fazer e te receber com a comida quente, já que ele chega primeiro
- Ele faz isso de vez em quando
- Você tá procurando um meio de se culpar pelo erro dele
- Talvez sim, mas eu penso muita bobagem ao meu respeito
- Tira isso da sua cabeça, se decidiu perdoar ele, só continua a vida normal, que o casamento de vocês seja restaurado
- Obrigada... posso te fazer uma pergunta?
- Pode
- Vo-você... você...
- Eu?
- Vo-você já traiu?
- Não... nunca trai não
- Hum
- Por quê? Tá pensando em trair seu marido comigo?
- Nãoooo! Nossa, você pensa isso de mim?
- Foi o que eu entendi com sua pergunta
- Não... eu... só queria saber mesmo
- Entendi, tá bom então...
- Mas... e se eu quisesse? Você toparia?
- Claro!
- Tá falando sério?
- To... você é linda, por que eu te recusaria?
- Não sei... eu sempre quis ficar com você, mas me parece tão errado
Gustavo me deixou no mesmo lugar da primeira vez, eu ia descer do carro, mas ele me pegou no braço e me beijou, um beijo calmo, lento, gostoso, que me fez amolecer, eu me entreguei, e ainda finalizei com um selinho, eu desci em silêncio, olhando em seus olhos, caminhei devagar mexendo no cabelo, errando os passos, e rindo a toa, toda hora eu olhava pra trás sem conseguir enxerga-lo no vidro fumê, quando entrei, Marcos estava lá, sentado no sofá, assistindo jogo, e o fogão me esperando, fiz o jantar rindo, tranquilamente.
Quando nos sentamos para comer, ele me contou sobre seu dia e que pediu transferência para outro açougue para não ver mais a Miriam, e eu apenas respondi um:
- Pode continuar lá se quiser, eu confio em você
- Não confia não... você ficou muito estranha depois do que aconteceu
- Estranha como?
- Me paparicando mais... como se... se estivesse se culpando pelo que eu fiz
- É, eu me culpei um pouco, mas passou
- A culpa não foi sua amor
- Eu sei, foi sua
- Tá, não vamos falar disso
Naquela noite, eu percebi que eu era foda, e que não me humilharia mais ao Marcos, e isso foi o suficiente para as coisas "voltarem ao normal", fomos nos deitar e eu o procurei, montei em Marcos com urgência, com um tesão fora do comum, comecei a cavalgar rápido, me esfregando na sua rola, olhava em seus olhos e ele sorria entre os gemidos.
- Tá gostando?
- To, aaaa, que delícia amor!
- Fode vai, fode minha buceta!
- Aaaai, caralhoo, hoje você tá muito safada!
- Me fode, gostoso!
Marcos me apertou, e me fodeu com muita vontade, até jorrar porra em mim, uma gozada farta, gostosa, eu me deitei, nos abraçamos e dormimos, eu estava feliz, estranhamente me sentindo mais mulher, no dia seguinte, trabalhei muito, foi exaustivo, deu meu horário, bati o ponto e saí, eu não havia pego o número de Gustavo, então nem sequer esperava o ver, isso até eu me aproximar do ponto e ver seu carro parado me esperando.

Comentários (2)

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  • Rita: Entre a aliança e o desejo, é complicado não ceder ;) a aliança por vezes aumenta esse desejo..

    Responder↴ • uid:8ihimnxmg3a
  • Tuga tarado: Vai em frente com esse conto, tesao!

    Responder↴ • uid:b9408ou4fyk