Os cunhados - a suruba inesquecível - Parte 23
Depois do expediente, Sabrina e eu íamos no carro comentando o que Felipe queria com nós em sua casa.
Buscamos a Helena, chegamos... tomamos um banho e Sabrina já estava para preparar o jantar, quando Felipe nos ligou:
- Chegaram?
- Sim
- Ótimo, venham aqui
- Pra que mano?
- Não faz pergunta
Fomos até a casa dele, o cheiro de comida estava delicioso, já presumimos que Júlia estava lá, tocamos a campainha, Felipe nos atendeu e entramos, quando entramos, Sabrina já entrou perguntando:
- Que cheiro gostoso, a Júlia tá aí?
Felipe: Não... não está
Olhamos, e quem estava terminando de cozinhar era Marlene, a esposa de Joaquim, uma doçura de pessoa.
Felipe: Eu pedi pra Marlene fazer um jantar especial pra gente hoje, quero conversar com vocês dois.
Nos sentamos, Marlene jantou conosco, Felipe iniciou a conversa dizendo que Sabrina tinha uma postura muito profissional, e que ela teria sucesso na empresa, Marlene se ofereceu para lavar a louça mas Felipe dispensou dizendo que colocaria na máquina, agradeceu a Marlene, enviou um pix e assim que ela foi embora nos sentamos no sofá, um clima bom, confortável e intimista.
Felipe apagou as luzes, colocou Galinha Pintadinha na tv para distrair Helena e começou...
- Eu gosto muito da companhia de vocês...
Sabrina: Lá vem! Tá todo emotivo... onde essa conversa vai chegar?
Felipe: Vou ser bem direto... eu to cansado dessa putaria toda
Sabrina: Por que não falou antes? Eu não te obriguei a...
Felipe: Deixa eu terminar de falar! Eu não quero ficar transando com a Bruna... ela é mulher do meu irmão, sem contar que depois que a gente transa ela fica me mandando mensagem, nudes, e os caralho a quatro
Sabrina: Ah sim, nisso eu concordo, ela e o Gabriel precisam sair fora da nossa suruba, e a Marina também...
Felipe: Sim, mas não é só isso... eu curto muito foder a Julia, a gente tá só ficando... eu acho legal essa interação de troca de casal, mas não tenho nada sério com ela mais
Sabrina: Onde você quer chegar?
Felipe: Lembra quando você disse que queria ser minha namoradinha?
Sabrina: Uhum... lembro...
Felipe: Então... é mais ou menos isso, eu queria que realmente acontecesse assim, mas não acho justo o Pedro ficar chupando o dedo enquanto eu saísse com você
Sabrina: Saisse comigo? Você diz... shopping, parque... essas coisas?
Felipe: É, talvez, eu nem pensei nisso, mas eu digo de não termos esse apego de "mulher do meu amigo", acho que a gente já sabe bem nossos limites, então acho que seria interessante a Julia poder ficar com o Pedro e você ficar comigo
Sabrina: Eu não acho que seja uma boa ideia, eu ficaria com ciúmes quando o Pedro saísse com a Julia...
Felipe: Beleza... pensa nisso, não quero que futuramente a gente se desgaste pela mesmice.
Sabrina coçou a cabeça, fez uma careta e disse:
- Não tem jeito da gente... da gente ficar, entre nós três, sem envolver outras pessoas?
Felipe: Tem... eu gosto disso, mas você ganha dois homens, e o Pedro ganha o que?
Eu: Não me importo em ganhar... um ménage é gostoso...
Felipe: Gostoso é... mas depois de um tempo vai cair na rotina
Sabrina: Faz assim... você nos conduz nas aventuras que tem em mente, desde que não tenha o Gabriel no meio eu topo o que você fizer
Eu: To de acordo...
Felipe: Então tá certo...
Sabrina: Mas... era só isso? Sinto que você queria falar mais alguma coisa...
Felipe: É... eu queria, mas deixa... no tempo certo a gente conversa
Sabrina: Não! Pode falar agora...
Felipe: Acho que as coisas vão caminhar naturalmente para o que eu pensei, pode ficar tranquila
Sabrina: Felipe... fala logo, eu vou ficar curiosa
Ele sorriu, deu uma piscadinha e disse:
- Tá tudo perfeito assim, não preciso falar mais nada.
Sabrina e eu voltamos para casa, ela estava agoniada, andando sem parar e pensativa.
- O que você tem?
- Você não achou o Felipe estranho?
- Não, ele só falou que quer ficar só com a gente... sem a Bruna, Marina... tem a Júlia, mas aí é de boa...
- Não é só isso, ele queria falar alguma outra coisa, algo importante
- Se fosse tão importante, ele teria dito
- Ele não ia pedir pra Marlene fazer um jantar, nos chamar lá, só pra dizer que não ia mais foder a Bruna... tá estranho isso
- É... realmente, ele pode ter desistido, amanhã eu pergunto
- Ele nem fez questão da gente fazer algo essa noite... será que ele vai embora pra Campinas?
- Não, acho que não
- Eu não sei... não vou conseguir dormir sem saber o que ele queria falar.
Ficamos nessa agonia a noite toda, Sabrina realmente dormiu mal, no dia seguinte saímos para trabalhar e ironicamente alcançamos Felipe na estrada, o que é estranho, pois ele dirige rápido.
Acompanhamos ele, dirigindo quase que juntos, entramos no estacionamento da empresa, e ali no estacionamento Sabrina foi brincar:
- Tava dirigindo devagar hoje, hein?!
Ele abriu um sorrisinho sem muita expressão e fomos caminhando junto até o elevador, Felipe estava concentrado, mexendo no celular, Sabrina me olhou e ergueu as sobrancelhas como quem dizia: "Tá vendo como ele tá estranho?"
Nós descemos um andar antes do Felipe, ele continuou, nos ocupamos bastante e não tinha como parar para conversar com ele, até que no final da tarde eu parei para tomar um café e escutei dois funcionários de outro setor conversando entre si:
- O negócio tá feio aí em cima
- O que tá pegando? Os patrões estão aí?
- Estão, tem umas 8 pessoas na sala do sr. Felipe, parece que cabeças vão rolar
- Alguma coisa séria tá acontecendo
- Acho que estão querendo puxar o tapete do sr. Felipe
- É bem capaz
Eu ouvi quieto, não me intrometi, terminei meu café e entrei na sala de Brenda para ver se ela sabia de alguma coisa, mas nem a Brenda e nem Sabrina sabiam da visita dos patrões... tentei ligar pro Felipe mas ele não me atendeu, deu o horário de irmos embora e Sabrina e eu ainda ficamos esperando no estacionamento para ver se ele aparecia, ficamos por uns 15 minutos, mas precisamos ir embora para buscar a nossa filha na creche, deixei algumas mensagens mas Felipe nem sequer recebeu, quando deu umas 22h Sabrina e eu estávamos muito preocupados, ela me pediu que eu fosse até sua casa ver se ele tinha chegado, toquei a campainha e nada dele me atender, olhei pela fresta do portão e não vi seu carro.
Dormimos mal aquela madrugada, preocupados com ele, Felipe não era de sumir assim, pela manhã notei que ele recebeu minhas mensagens mas não havia me respondido, fomos trabalhar e já fui na sua sala, abri a porta sem olhar, não sei se pelo sono, mas já entrei falando:
- Caralho mano, por que não respondeu minhas mens...
Quando levantei os olhos, não era o Felipe quem estava sentado, era Rafael.
Rafael nem olhou na minha cara, digitando ele disse:
- Bom dia, sr. Pedro, não é esse vocabulário que esperamos nesta empresa
- Bom dia, sr. Rafael, desculpe, eu pensei que o Felipe que estaria aqui... cadê o Felipe?
Rafael ficou em silêncio por alguns segundos, digitando, e sem me olhar ele respondeu friamente:
- O Felipe foi desligado da empresa
- Mas... por que? O Felipe era o homem de confiança do sr. Medeiros, ele é respeitado em toda empresa, não só aqui
- O sr. Medeiros não tá mais aqui pra limpar as merdas que o Felipe faz, e nesses últimos meses ele fez muita merda, agora pode voltar pro seu posto
- Quais merdas o Felipe fez?
Rafael fez cara de indignado, tirou o óculos, me olhou e respondeu:
- Contratou sales sem nenhuma formação, contratou o próprio irmão para um cargo alto, contratou o melhor amigo, agora a esposa do melhor amigo, me agrediu no estacionamento da empresa, transferiu a srª Nayara, pediu ela de volta e tornou a transferir sem motivos plausíveis, processou a empresa, ganhou o processo, e ainda voltou a trabalhar na empresa... tenho uma lista de motivos, mas não é de sua alçada saber disso, volta ao seu posto, estou terminando uma documentação
Eu desci furioso, passei por Sabrina e disse:
- O Felipe foi demitido
- Como assim?
- Quem tá aí é aquele tal de Rafael
- Será que era isso que ele queria nos falar?
- Não, porque a demissão foi ontem...
Começamos os trabalhos num clima horrível, em menos de meia hora fomos convocados na sala de Rafael.
Rafael: Aqui está o cronograma de viagens, Sabrina e Brenda vão passar duas semanas em Singapura, e você Pedro, vai pra Fortaleza
Sabrina: Eu não posso ir... eu tenho uma filha pequena, o Felipe disse que nas viagens internacionais mandaria o Pedro e a Brenda
Rafael: Pelo que eu saiba, você que é a auxiliar da Brenda
Sabrina: Sim, mas eu não posso ficar duas semanas sem minha filha, eu ainda amamento
Rafael: Isso não é um problema da empresa
Eu: Não tem nenhum jeito da gente trocar?
Rafael: Não, está decidido, e já vou pedir a emissão das passagens o quanto antes.
Sabrina ficou pensativa, olhando pro nada...
Sabrina: Nesse caso, eu me demito
Rafael: Ótimo, passe no RH assim que sair daqui
Eu: Eu também me demito
Rafael parou, abriu um sorriso de filho da puta e disse: Eu já esperava! Boa sorte para vocês.
Sabrina e eu fomos embora, um nó na garganta, um peso terrível de tudo estar indo por água abaixo, Rafael agiu sorrateiramente para derrubar o Felipe por rixas pessoais, nós estamos tristes por termos perdido um emprego com um salário alto, mas estávamos mais putos do que chateados, aquele ódio de quem viu como o mundo corporativo realmente funciona.
Quando chegamos em casa vimos que o carro do Felipe estava do lado de fora, na calçada, Sabrina me olhou e disse:
- Vamos lá
Fomos... toquei a campainha e novamente não fui atendido, até seu Joaquim gritar de longe:
- O Felipe saiu
Eu: Mas o carro dele tá aqui
Joaquim: Ele saiu a pé aí... deve ter ido cortar o cabelo ou foi pra academia, daqui a pouco ele tá aí
Voltei pra minha casa, ainda não tinha uma mensagem se quer do Felipe, nenhum sinal de vida.
Perto das 11h, Felipe me respondeu bem curto:
"Bom dia, Pedro, desculpa o sumiço, aconteceu muita coisa do nada, quando chegar do trabalho passe na minha casa que conversamos melhor."
- Eu to em casa, a Sabrina e eu pedimos demissão, posso ir aí?
- Por que fizeram isso? Pode sim, eu chego em 15 minutos
Esperei por uns 20 minutos, mandei mensagem de novo para confirmar se ele havia chegado e ele respondeu:
- To chegando, pode ir indo
Fui com Sabrina, foi o tempo de chegarmos juntos, Felipe estava suado, com roupa esportiva.
- Onde você tava?
- Fui correr um pouco, precisava espairecer
Felipe abriu a casa, entramos, sentamos num sofá, ele em outro e ele começou:
- A Nayara me fodeu...
Eu: Não foi o Rafael?
Felipe: Não... isso tudo só aconteceu por causa do Gabriel
Sabrina: Explica direito essa história
Felipe: Começaram a apertar a Nayara pra ela explicar porque mandei ela de volta pra São Paulo, tínhamos combinado dela falar que era por causa do trabalho do marido dela, mas não acreditaram, ou melhor, o Rafael não acreditou, aí a Nayara mentiu dizendo que ela e eu tivemos um desentendimento
Sabrina: Tá... mas onde o Gabriel entra?
Felipe: Aí está, o Rafael é ligeiro, ele foi até o galpão que o Gabriel tá trabalhando e perguntou o que aconteceu entre a Nayara e eu, o Gabriel sem entender nada acabou falando em tom de deboche: "Entre eles acontece muita coisa"
Sabrina: Mentira que ele fez isso!
Felipe: Fez... resumo de tudo... o Rafael acabou juntando coisinhas por coisinhas, e o Gabriel foi soltando tudo pra ele, falando que o Pedro era meu amigo, que você é esposa do Pedro, que a gente se reúne todo sábado... o Rafael jogou merda no ventilador, meu nome rodou na empresa com isso, e a demissão veio
Sabrina: O Gabriel é um boca aberta! De longe ele conseguiu foder sua vida na empresa, que desgraçado. Nossa, quando eu ver ele...
Felipe: A culpa é minha, eu sabia que não deveria colocar ele na empresa e fui contra minhas convicções, eu vou conversar com ele, mas sinceramente... acho que as coisas estão acontecendo assim pra eu deixar de ser trouxa
Eu: O que mais tá acontecendo?
Felipe: Veio um oficial de justiça aqui ontem... a Fernanda tá me processando
Sabrina: Pela casa?
Felipe: Muita coisa, acredita que ela pediu medida protetiva contra mim? Alegou que eu a espanquei, que eu a ameacei com a história da casa...
Sabrina: E o que de fato aconteceu?
Felipe: Da casa eu nunca alinhei nada com ela, só disse que eu ia vender, mas voltei atrás e aluguei, agora ela alega que estávamos em união estável quando comprei e quer a parte dela
Sabrina: E sobre a agressão?
Felipe: Eu bati... mas não ao ponto de espancar, estava de cabeça quente, foi no dia que flagrei a traição, eu dei um murro no ombro dela, se eu soubesse que ela ia fazer isso, tinha dado na cara
Sabrina: Deve estar sendo pesado tudo isso
Felipe: Tá... mas acho que isso pode ser uma coisa boa
Sabrina: O que tem de bom em tudo isso?
Felipe: Era o que eu precisava pra me desapegar disso tudo, emprego, família... eu vou embora e largar essa porra toda
Sabrina: Você vai... embora? Pra onde?
Felipe: Pra minha casa em Itanhaém, vou pensar em um negócio próprio pra abrir por lá e viver em paz, não vou dar nada de mão beijada pra Fernanda, deixa rolar na justiça, o Gabriel... eu vou perdoar, porque ele é cabaço, mas vou dar um gelo nele por um tempo pra ele refletir
Sabrina: Mas você não pode ir assim... e suas coisas? E a Julia?
Felipe: A Julia e eu só estamos ficando... ou melhor, estávamos, porque ela assumiu namoro com um garoto da idade dela, ela tá trabalhando... então não tem pra que eu estar na vida dela. A casa aqui eu não sei... posso manter como uma casa pra quando eu quiser sair da praia, ou posso vender
Sabrina: E... a gente?
Felipe abaixou a cabeça, ficou em silêncio, depois olhou em nossos olhos.
- Vem comigo?
Sabrina: Não... a gente não... eu... tem meus pais, nossas coisas, não sou mais uma menina pra ficar mudando a vida de repente
Felipe: Você não tem mais emprego no consultório, o Pedro e você não são apegados assim a família, o que impede vocês de irem morar comigo?
Sabrina: Como que eu vou morar com meu ex... e meu atual? Não tem lógica isso, Felipe.
Felipe: Tá bom... pensa, a decisão é de vocês
Sabrina: E o que você vai fazer agora?
Felipe: Agora eu vou aproveitar minha vida de desempregado, e vou viajar um pouco, to pensando em já descer hoje pra praia, vamos? Sem compromisso de ficar, só passem uma semana comigo
Sabrina me olhou esperando que eu decidisse, eu pensei um pouco, realmente não tinha nenhuma objeção, afinal, o que eu ia fazer dentro de casa até arrumar um novo emprego?
- Vamos... - respondi
Felipe abriu um sorriso, combinamos de ir a noite pois ele tinha alguns compromissos ao decorrer do dia, Sabrina e eu refletíamos se desceríamos com um de nossos carros ou se desceríamos com Felipe, mas pela lógica, valia a pena descer com ele, e foi o que fizemos.
A noite na rodovia, o som do carro baixo, Felipe dirigindo, o clima da demissão mudou para algo bom, todos tínhamos a certeza de que algo bom estava para acontecer.
Quando chegamos, Sabrina foi colocar Helena na cama e tomar um banho, Felipe e eu estávamos na sala assistindo um programa qualquer desses que a gente nem presta atenção, até ele dizer:
- Eu te devo um pedido de desculpas
- Por que?
- Lembra quando eu disse que a gente ia se perder?
- Lembro...
- Então... eu que me perdi
- Do que você tá falando?
- Essa suruba, as traições... sexo é bom, mas se a gente não cuida da nossa mente... a gente se perde
- Ainda não to te entendendo...
- Vamos por parte... me perdoa por ter traído sua confiança e ter transado com a Fernanda escondido
- Isso já passou, esquece isso
- Mesmo assim eu preciso me desculpar por isso, depois eu falei pra você que não ia apoiar suas traições, mas te dei carona até a casa do Caio, te levei pra foder a Julia, e nós dois comemos a Nayara, mesmo eu falando pra você não transar com ela
- É... mas eu entendi que a Nayara era um risco mesmo
- Sim... mas tem mais uma coisa
- O que? Você e a Sabrina... fizeram algo?
- Não... não... a Sabrina é uma mulher de respeito
- Então o que foi?
- Eu não deveria ter mandado você me chupar naquele dia com a Julia, nem ter lambido sua bunda na frente dela...
- Cara... isso foi gostoso, eu to relutando com isso, mas eu curto
- Eu sei... mas eu não podia ter desrespeitado sua masculinidade na frente dela
- Não me senti desrespeitado...
Sabrina saiu do banho e percebeu que Felipe e eu estávamos falando sério, ela se juntou a nós, a pele ainda um pouco molhada, aquele cheiro de sabonete, a expressão relaxada...
Sabrina: O que estão falando?
Eu: Nada demais
Felipe: Eu to pedindo desculpas ao Pedro, por ter desrespeitado alguns limites em nossa amizade
Sabrina: O que você fez?
Felipe: Nada grave, só acho que eu passei de alguns limites
Sabrina: Pra mim tá tudo perfeito...
Felipe se levantou, preparou alguma coisa na cozinha e foi se deitar, Sabrina e eu ficamos na sala, ela penteava o cabelo e me disse:
- Será que vai rolar algo com ele?
Pela primeira vez eu não senti vontade, senti uma raiva com essa pergunta e respondi sem pensar:
- Por que toda hora você quer dar pra ele? Não tá satisfeita comigo?
- Não foi isso que eu quis dizer...
- Mas é o que parece
- Ai Pedro, eu to cansada, não to afim de mi mi mi...
- Mi mi mi? Beleza...
Eu fiquei puto, dormimos aquela noite, sem transar, sem acontecer nada, pela manhã Felipe nos convidou para irmos para a praia, ele percebeu um clima estranho entre nós e disse:
- Vocês brigaram?
Sabrina: O Pedro é muito infantil
Eu: Infantil por que? Por te falar o óbvio?
Felipe: Se resolvam, quero curtir o dia com os dois bem
Sabrina: Impossível curtir o dia com uma pessoa que me ofende como se eu fosse uma puta
Eu: Então pare de agir como tal
Eu não pensei pra falar, só respondi, Sabrina se virou pra mim com ódio nos olhos, na hora eu senti o peso do que eu falei, ela não respondeu, quando Sabrina fica com raiva, ela não fala nada, e isso é mais cortante do que qualquer palavra, ela saiu de perto de mim e foi tomar o seu café da manhã sozinha.
Felipe me olhou, com um olhar de desaprovação e disse:
- Vamos lá no centro, tenho que comprar umas coisas no mercado, a gente conversa no caminho
Fomos... largando Sabrina sozinha com a fúria dela, no carro, Felipe me disse:
- Por que você chamou sua mulher de puta? Você tá doido?
- Ontem ela perguntou se ia rolar alguma coisa com você... direto ela tá fazendo isso, me estressei, parece que eu não sou mais suficiente
- Isso é ciúmes ou insegurança?
- Inseguro com o que? Se ela quisesse você, estaria com você até hoje
- Então se você tem essa convicção, porque ficou bravo com ela? Ela só gosta de brincar...
- Ela tem minha pica pra brincar, não precisa da sua toda vez
- Calma mano, calma... se isso tá te incomodando, conversa com ela
- Foi mal cara, mas eu to chateado com isso, parece que a Sabrina tá ficando caidinha por você de novo, toda hora "vai ver se o Felipe tá bem, vê se o Felipe jantou, vê se o Felipe quer algo hoje"
Felipe riu, e nessa risadinha eu fiquei mais puto ainda, ele disse:
- É normal... ela só tá confundindo as coisas
- Confundindo o que? Que quer voltar com você?
- Não exatamente... a Sabrina tá te achando um corno manso, que ela pede pra dar pro comedor e você aceita
- E como eu resolvo essa porra?
- A gente vai resolver hoje a noite
Compramos as coisas básicas no mercado para comermos em casa, arroz, feijão, carnes... essas coisas, voltando eu fiquei pensativo:
- Como vamos resolver? Não entendi
Felipe ficou em silêncio por alguns segundos, pensou e me disse:
- Sabe por que não deu certo com o Caio?
- O que o Caio tem haver?
- Me responde o que eu te perguntei
- Não sei... por que?
- Porque seu macho sou eu
- Vai se foder, Felipe! Porra meu, eu vou embora!
- Vai embora porra nenhuma, você vai ficar! A gente vai foder a Sabrina, e vamos resolver nossas diferenças hoje
- Que diferenças? Você tá me tirando, não é possível.
- Para de fingir que tá bravinho
- Eu to bravo mesmo, caralho, olha as coisas que você fala
- Então por que ficou de rola dura quando eu falei que sou seu macho?
Eu olhei para baixo e vi que meu pau marcava minha calça, meu pau insistia em me trair em momentos que não deveria, quando entramos, Sabrina estava sentada no sofá, nem olhou na minha cara, mas Felipe deu a volta no sofá, passou a mão no ombro dela e a cumprimentou com um selinho, aquilo me quebrou por dentro, que porra ele estava fazendo? Ela abriu um pequeno sorriso e ele disse:
- O Pedro e eu já conversamos, esquece o clima de hoje de manhã, vamos aproveitar o dia?
Ela me olhou brava ainda, mas respondeu:
- Vamos... vamos sim
Fomos para a praia, Sabrina ainda me tratava com indiferença, Felipe como sempre não me dava espaço para me sentir homem, digo em relação a controlar os planos, pagar as porções, a água de coco... quando eu pensava em pagar, ele já tinha acertado, aquele dia eu sentia vontade de chorar, sentia que eu era um bosta.
Voltamos para a casa no finalzinho da tarde, Helena estava exausta e dormiu, Felipe circulava pela casa sem camisa exibindo o corpo, enquanto eu só sentia minha pele descascando.
Felipe passou por mim e disse:
- Lá no quarto, você vai recuperar a moral que tanto quer
Eu não entendi, me virei, mas ele já tinha ido até Sabrina, a pegou pela cintura e a beijou, um beijo de língua, eles sorriam no meio do beijo, e embora eu estava puto, meu pau insistia em endurecer, fomos pro quarto, Felipe colocou a Sabrina de joelhos e ela juntou nossos paus, lambendo a cabeça juntos, Felipe passou o braço pesado por cima do meu ombro e sussurrou:
- Prometo que hoje vai ser diferente
Sabrina se deitou, Felipe mandou eu ir chupá-la, mas ele se deitou quase que ao meu lado, virando o corpo de Sabrina de ladinho, ele começou a chupar o cuzinho dela, enquanto eu chupava a buceta, assim de lado meu corpo e o corpo do Felipe se tocavam, nossos paus se encostavam, as vezes tocava na minha barriga, estava gostoso, ele desceu a mão para minhas nádegas e acariciou, eu não queria aquele toque, mas não apresentei resistência, o carinho era gostoso, ele deslizou a mão até agarrar meu pau e começar a me punhetar, eu não entendia, mas Felipe tinha algum plano em mente, então deixei, por um instante, nossas línguas passavam muito próximas, Sabrina arfando disse:
- Chega, vem me foder...
Eu subi e comecei a comer a bucetinha dela, Felipe pôs o pau na boca da Sabrina, e ela mamava com vontade, nessa posição de papai e mamãe meu rosto acabava ficando próximo do dela, eu virei pro outro lado, mas senti a mão de Felipe em meu cabelo como um cafuné, me virei e ele apontou a pica na minha cara, eu travei os lábios.
- Tira essa porra daqui!
- Vai mano, chupa com ela... você gosta
- Não quero caralho, me respeita!
Felipe piscou sorrindo, e eu entendi que era justamente esse o plano...
- Vai mano, vocês já mamaram juntos uma vez
- Não quero porra, sai fora
Sabrina lambia toda a pica dele e disse gemendo:
- Hummmm, vem Pedro... aproveita essa pica grande comigo
- Não vou aproveitar porra nenhuma
Felipe meio que me empurrou e disse:
- Deixa eu foder essa gostosa!
Eu fiquei sem entender o que ele de fato estava fazendo, porque se era pra recuperar minha moral, por que mandou eu chupar e por que me empurrou?
Felipe começou a comer a Sabrina, e a beijar, eu comecei a ficar puto, mas ele disse:
- Não vai botar ela pra chupar?
Eu me ajoelhei do lado dela, abaixando bem, Sabrina abocanhou minha rola, Felipe metia e me olhava apenas mexendo os lábios sem emitir som, eu não entendia, tentei fazer a leitura labial mas não entendia de fato, ele fez cara de indignado e continuou fodendo cada vez mais forte, dominando a Sabrina com vontade, Sabrina soltou meu pau da boca, gemendo, e Felipe disse:
- Não para de chupar
Sabrina: Aiiii, eu não consigo... tenho que gemer
Felipe esticou o pescoço e abocanhou meu pau, Sabrina não disse nada, mas estranhou, eu entendi que era minha hora de ser o macho daquela cama e tratar Felipe como um viadinho, não que ele seja, mas minha reputação com Sabrina dependia de me impor sobre Felipe, e foi o que eu fiz, conforme Felipe me chupava eu agarrei sua cabeça e comecei a foder a boca dele com força, ele engasgava, parava e eu voltava a fodê-lo devagar, Sabrina passou a chupar junto dele, estava uma delícia.
Felipe saiu de Sabrina e trocamos de lugar outra vez, dessa vez com Sabrina de quatro, e Felipe na frente dela com ela o mamando, Sabrina parou de chupá-lo, o punhetava e dizia:
- Vocês combinaram né?
- O que?
- Essa mamada que você deu no Pedro... isso foi alguma tentativa de eu perder interesse em você e parar de pedir pra te dar?
- É... o plano era fazer uma viadagem e você não gostar
- Pois funcionou totalmente ao contrário, eu gostei... meus dois homens se pegando...
Felipe riu, eu acabei rindo.
Felipe: Então você quer mais disso?
Sabrina: Quero... não tem que ter limites entre nós, para não cair na rotina
Felipe não respondeu, voltou o pau na boca dela, Sabrina mamava muito.
Depois disso, Felipe se deitou, apontou a pica pra cima e Sabrina saiu de mim pra cavalgar nele, eu coloquei meu pau junto para uma dp vaginal, estava gostoso demais, ficamos assim por alguns minutos, até que Felipe pediu pra sair debaixo, eu me deitei e Sabrina cavalgava em mim, me olhando nos olhos rindo, Felipe apenas olhava se punhetando, de repente ele me disse:
- Vem pra ponta da cama...
Eu fui sem questionar, Sabrina se encaixou de volta esperando por uma dp, mas Felipe começou a pincelar meu cu com sua rola, estava bom... Sabrina não julgava aquilo, pelo contrário, ficou subindo e descendo devagar enquanto Felipe tentava entrar em mim.
Felipe conseguiu por a cabecinha, mas a dor estava enorme, como das outras vezes que tentamos isso, ele ficou no vai e vem só com a cabeça, mas o desconforto estava grande, eu pedi pra tirar, ele obedeceu sem questionar, eu parei pra me recuperar da dor enorme que eu sentia, ele deitou na ponta da cama, e Sabrina quicava nele, foi quando eu decidi que não ficaria para trás, posicionei entre as pernas de Felipe, esfreguei meu pau várias vezes em seu cuzinho e coloquei pra dentro, Felipe deu um suspiro de desconforto, mas não se retirou, eu forcei a entrada, o cu dele era muito apertado, eu socava cada vez mais forte, mesmo não tendo laceado, Felipe era "muito homem" pra assumir que estava doendo, e eu estava gostando de fazê-lo sofrer na minha pica, consegui por tudo, e a cena era Sabrina sentando nele enquanto ele recebia minha pica, depois de alguns minutos o cu dele estava mais laceado, Sabrina e ele se beijavam enquanto eu socava forte e rápido.
Fomos trocar de posição, e Felipe disse:
- Vai tentar de novo?
- Tenta aí...
Fiquei empinado na cama, Felipe meteu a cabeça outra vez mas eu me joguei de bruços não aguentando ele, Sabrina riu e disse:
- O Pedro tem que abrir com mais carinho, hoje não vai rolar pelo jeito
Felipe: Vai Pedro, deita de barriga pra cima aí
Eu deitei, Felipe veio em cima de mim, de costas, agarrou meu pau e sentou até a base, jogou o corpo pra trás e mandou Sabrina sentar nele, porra... que delícia! Ficaram os dois em cima de mim, Felipe se movia, para cima e para baixo, fodendo a Sabrina e afundando o cu na minha pica, eu gozei assim, e ele continuou sentando, meu pau amolecia dentro do cuzinho de Felipe enquanto ele fodia a Sabrina, depois de alguns minutos ele avisou que ia gozar, Sabrina desceu e o abocanhou engolindo toda sua porra, Felipe gozou com meu pau dentro dele, depois se jogou pro lado, esgotado, ofegante.
Sabrina terminando de engolir tudo, sorriu e disse:
- Acho que as coisas nunca mais vão ser a mesma.
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Comentários (3)
gb: AAAAAAAAA NÃO ACREDITO, PEDRO O FELIPE TE AMA PORRA DEIXA DE SER BURRO
Responder↴ • uid:ona2nn2d9jEu: Até que enfim o trisal, continue assim
Responder↴ • uid:1dyc5w6ahypoLarys: Ahhh finalmente os refrescos! Fui eu que pedi esse trisal sim!
Responder↴ • uid:1e3u9oo226yl