Perdendo a virgindade
Havia algo de perigoso na maneira como Henrique olhava para o Dr. Márcio. Para qualquer observador externo, Henrique era apenas o afilhado franzino e dedicado, mas, por trás daquela aparência delicada, pulsava uma obsessão febril. Ele carregava consigo um segredo que era como um combustível para sua luxúria: a descoberta de que Márcio, o homem da voz aveludada e postura impecável, possuía um apetite voraz por outros homens. Para Henrique, saber que o padrinho gostava de "comer" não era apenas uma curiosidade; era o mapa para a sua própria libertação.
Henrique nunca tinha se entregue a ninguém. Guardava sua virginitude como um tributo, esperando o momento em que pudesse oferecer seu corpo ao homem que idolatrava. Quando Márcio o convidou para passar o fim de semana em seu apartamento, Henrique soube que o momento havia chegado.
A viagem foi um jogo silencioso de sedução. Enquanto Márcio dirigia com sua calma habitual, Henrique, ao seu lado, sentia o corpo vibrar. Ele observava, fascinado, o volume imponente que se destacava nas calças do médico, imaginando a sensação de ter aquela rigidez preenchendo seu interior. Cada toque "acidental", cada olhar prolongado era um convite mudo que Henrique lançava ao ar.
Ao chegarem no apartamento, a atmosfera tornou-se densa. O Dr. Márcio, com sua percepção aguçada de médico e homem experiente, notou a agitação do rapaz. Durante o jantar, a voz de Márcio — aquele tom aveludado e hipnótico — deslizava sobre Henrique, quase como se estivesse testando a resistência do afilhado.
A noite, porém, foi onde a tensão finalmente rompeu. Deitados na mesma cama, o silêncio era preenchido apenas pelas respirações pesadas. Henrique, movido por um desejo que já não cabia mais em seu peito, deslizou a mão por baixo dos lençóis. Seus dedos finos e trêmulos encontraram a coxa de Márcio e, logo em seguida, envolveram a rigidez colossal do membro do médico.
O pau de Márcio estava latejando, quente e absurdamente grosso sob o toque do rapaz. Por um momento, Márcio congelou. Houve uma hesitação visceral; o conflito entre o papel de padrinho e o instinto de predador travou uma batalha curta em sua mente.
— Henrique... o que você está fazendo? — a voz de Márcio sussurrou no escuro, mantendo a calma, mas agora carregada de uma luxúria mal contida.
Henrique não recuou. Pelo contrário, apertou o membro com urgência, colando seu corpo franzino ao do homem e sussurrando a confissão que mudaria tudo:
— Eu nunca dei para ninguém, Márcio... Mas eu quero dar para você. Por favor... me come.
Aquelas palavras foram o estopim. A resistência de Márcio desmoronou completamente. Em um movimento possessivo, ele inverteu as posições, prendendo os pulsos de Henrique acima da cabeça e esmagando o corpo delicado do rapaz contra o colchão. A voz aveludada agora era um rosnado de desejo.
As roupas foram arrancadas com urgência. Quando ficaram nus, o contraste era gritante: a fragilidade de Henrique diante da masculinidade bruta de Márcio. O pau do médico estava erguido, veiado e imenso, uma coluna de carne que parecia grande demais para o corpo franzino do rapaz.
Márcio preparou Henrique com dedos firmes e palavras sujas, descrevendo cada detalhe do que faria com aquele cu apertadinho e intocado. Quando finalmente posicionou a cabeça de seu membro na entrada, Henrique soltou um suspiro agudo de antecipação. Com um impulso lento e poderoso, Márcio enterrou-se completamente.
O impacto foi devastador. Henrique arqueou as costas, sentindo as paredes de seu corpo serem esticadas ao limite pela largura absurda do médico. Quando Márcio atingiu o fundo de seu ventre, o rapaz sentiu-se preenchido de forma absoluta, como se cada espaço vazio de sua existência tivesse sido ocupado por aquele homem.
— Você é perfeito... tão apertado... — Márcio murmurou, a voz voltando ao tom sedutor enquanto começava a martelá-lo com estocadas profundas e rítmicas.
O som da carne batendo e os gemidos desesperados de Henrique preencheram o quarto. O corpo franzino saltava na cama a cada golpe, entregue ao prazer visceral e à dominação total. Márcio não teve piedade; ele usou toda a sua potência para marcar Henrique, transformando a primeira vez do rapaz em um ato de posse absoluta.
O clímax veio como uma explosão. Márcio soltou um rugido enquanto descarregava jatos violentos de sêmen quente no fundo do cú de Henrique, preenchendo-o completamente. Henrique gozou em espasmos violentos, sentindo-se aniquilado e, finalmente, realizado.
Naquela noite, o vínculo de padrinho foi substituído por algo muito mais carnal e irreversível. Henrique tinha conseguido o que queria: ele agora pertencia, corpo e alma, ao Dr. Márcio.
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