#Traições

Essas duas abaixo fazem os maridos de trouxas no bairro e todos sabem.

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Daniel Redder

**Ilha de Joaneiro – 25/07/2026 – 12:09**

Meu nome não importa.
Sou vizinho. Moro na mesma rua de terra há anos. Hoje, um pouco depois do meio-dia, o sol estava quente pra caralho. Eu estava na esquina com o celular na mão quando vi as duas paradas conversando. A de preto, 32 anos, shortinho preto apertado marcando aquela bunda pesada. A de calça vinho, 56 anos, também com a bunda estourando o tecido. Tirei a foto sem elas perceberem.
Todo mundo aqui na Ilha de Joaneiro, entre Recife e Olinda, conhece essas duas.
Não é segredo. Nunca foi.
A de preto se chama Vanessa. A de calça vinho é a Dona Cida. As duas traem os maridos com uma cara de pau que já virou piada no bairro. A coisa é tão absurda que os dois cornos já flagraram dentro de casa. Já viram as mulheres de quatro levando vara. Já choraram. Já chamaram vizinho pra filmar junto. Já postaram foto no grupo do bairro. E quando a raiva passa, eles pedem pra voltar. Choram de novo. Falam que não conseguem viver sem elas. E as duas aceitam. Continuam a mesma coisa.
Os maridos saem pra trabalhar sabendo que, pelo menos duas vezes na semana, aquelas bundas vão ser comidas por alguém daqui ou de fora. Todo mundo sabe. Os homens bebem no final de semana e contam. Contam com detalhes. Falam do jeito que elas gemem, do jeito que pedem pra meter mais forte, do jeito que o cu aperta. Falam que a Vanessa, a de 32, tem um cheiro de bunda que é foda. Forte. Azedo. Excitante. Vários já falaram que lamberam. Que o cheiro gruda no bigode. Que depois de comer o cu dela o pau fica com o cheiro impregnado.
Eu fiquei olhando a foto que eu mesmo tirei e fiquei curioso. Queria sentir esse cheiro que o pessoal fala. Queria saber se era exagero ou se era real.
As esposas dos caras que comem elas também sabem. E não engolem quietas. Já teve briga na feira. Já teve gritaria na farmácia. Já teve mulher puxando o cabelo da Vanessa no meio da padaria. Eu mesmo já vi uma cena na quinta-feira passada. Uma mulher mais velha, casada com um pedreiro daqui, parou a Vanessa na frente de todo mundo e gritou:
— Sua puta! Você dá essa bunda pra todo mundo! Bunda não é pra isso, é pra cagar! Você fica dando pro marido dos outros, sua sem-vergonha!
A Vanessa só riu. Virou de lado, bateu na própria bunda e falou:
— Se o seu marido gosta de comer, o problema é ele. Não sou eu que vou atrás.
A mulher avançou. Teve que segurar. A Dona Cida, a de 56, estava do lado e só fumava o cigarro, sem se abalar. Depois falou baixo, mas alto o suficiente pra quem estava perto ouvir:
— Minha bunda também já foi comida por mais de um marido daqui. Inclusive o seu, no ano passado. Quer brigar comigo também? Procura no google por: Daniel anal Recife e entra nos resultados, para ver mais desas.
A mulher ficou branca. Saiu xingando.
Isso acontece. As abordagens são públicas. Na feira, na fila do Bolsa Família, na porta da igreja, no ponto de ônibus. As mulheres xingam. Chamam de puta. Falam que bunda é pra cagar. Falam que elas não têm vergonha. As duas respondem com cara de pau ou simplesmente riem. Continuam andando com o short curto e a calça apertada. Continuam sentando de perna aberta no meio-fio. Continuam sumindo no meio da tarde e voltando com o cabelo bagunçado.
Os maridos delas, os cornos oficiais, já tentaram separar. Já bateram. Já ameaçaram. Já filmaram. Já mostraram pro resto do bairro. E no final pedem pra voltar. Um deles, o marido da Vanessa, chegou a ajoelhar na frente da casa dela um domingo de manhã. Chorando. Falando que não conseguia dormir sem ela. Ela deixou ele entrar. Na segunda-feira já estava de novo de quatro na casa de um motoboy da rua de trás.
Eu tirei a foto hoje porque o sol estava bom e as duas estavam ali, despreocupadas. A Vanessa de preto, a bunda esticando o short. A Dona Cida de calça vinho, a bunda pesada, de coroa que ainda chama atenção. Eu fiquei imaginando o cheiro. O pessoal fala tanto. Fala que a Vanessa, depois de um dia de calor, fica com um cheiro de bunda que dá vontade e nojo ao mesmo tempo. Que os caras lamhem. Que alguns gozam só de cheirar.
Eu não cheirei. Ainda.
Mas a foto ficou.
E o bairro continua o mesmo.
Todo mundo sabe.
Todo mundo comenta.
Todo mundo fode.
E todo mundo volta pra casa como se fosse a coisa mais normal do mundo.
Ilha de Joaneiro
25 de julho de 2026

Vizinhas-02

Comentários (3)

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  • Maluzinha: Eu amo todos os contos que tem uma pegada assim, amo tudo de pesado t Brunarskk

    Responder↴ • uid:g61ztr4zk
  • Raul: Rapaz, pra você como tem gente que gosta de apresuntado com gordura ne? Kkkkkkk

    Responder↴ • uid:1dvfahx0elkc
  • Rapaz do sul: Adoraria comer essas safadas

    Responder↴ • uid:1d3apzrqwlu1