A nova realidade que mudou o mundo parte 137 - Reencontro
Eu estava limpando o corredor do segundo andar quando ouvi o barulho do caminhão chegando, meu coração parou por um segundo. As portas traseiras se abriram e várias mulheres desceram, todas bem cuidadas, pele macia, corpos saudáveis. Eram as escravas reprodutoras da fazenda do Sr. Vargas. E então eu a vi, mamãe.
Ela desceu por último, usando uma túnica simples de algodão cru que caía suavemente sobre seu corpo. O tecido era fino o suficiente para marcar os contornos dos seios e dos quadris, mas cobria o suficiente para parecer quase digna. Seu cabelo estava penteado, limpo e brilhante, caindo sobre os ombros. Seus olhos claros pareciam ainda mais bonitos contra a pele levemente dourada. Dentre todas as mulheres que desceram daquele caminhão, ela era, sem dúvida, a mais bonita. Uma beleza serena, madura, que ainda conseguia me tirar o fôlego. Eu larguei o pano de limpeza e corri gritando: Mamãe…!
Minha voz saiu embargada. Ela virou o rosto e me viu. Por um segundo, seus olhos se encheram de lágrimas. Corremos uma na direção da outra e nos abraçamos com tanta força que quase caímos. Eu enterrei meu rosto no pescoço dela, sentindo seu cheiro, limpo, quente, familiar. Ela me apertou contra si, as mãos tremendo nas minhas costas e me disse: Julie… meu Deus, Julie… você está viva…
Nós choramos. Choramos alto, soluçando, agarradas uma na outra como se o mundo pudesse acabar a qualquer momento. Eu sentia o corpo dela contra o meu, macio, quente, bem alimentado. Não havia marcas de chicote, nem queimaduras de sol, nem hematomas. Ela estava inteira, cuidada, quase… bonita demais para este inferno.
Depois de longos minutos, nos afastamos um pouco. Eu segurei o rosto dela com as duas mãos, olhando bem dentro dos seus olhos: Você… você está bem? Eles não te machucaram? Ela baixou o olhar por um segundo, envergonhada. Depois, com a voz baixa, quase um sussurro, respondeu: Eles cortaram meu clitóris, filha, foi com cuidado… para não estragar a buceta reprodutora, mas… tiraram.
Eu senti um aperto no peito, passei a mão devagar pela frente da túnica dela, descendo até entre suas pernas. Toquei a cicatriz lisa onde antes existia aquele pequeno botão de prazer. Ela estremeceu, mas não se afastou. Ao contrário, abriu ligeiramente as pernas, permitindo que eu sentisse. Nossos olhares se encontraram novamente, e algo mudou no ar.
O abraço maternal se transformou. Nossos corpos, colados, começaram a tremer de forma diferente. Senti os bicos dos seios dela endurecendo contra os meus. Meu coração acelerou. A respiração dela ficou mais quente, mais pesada. Sem dizer nada, eu me inclinei e a beijei. Não foi um beijo de filha para mãe. foi um beijo de duas mulheres que passaram pelo inferno e sobreviveram. Nossos lábios se encontraram com fome. A língua dela entrou na minha boca primeiro, quente, molhada, desesperada. Eu gemi contra seus lábios, segurando sua nuca, puxando-a mais para mim. O beijo ficou profundo, molhado, obsceno. Nossas línguas se enroscavam, lambiam, sugavam. Eu sentia o gosto dela, doce, familiar, excitante. Nossos corpos se apertavam, seios roçando, quadris se buscando.
Ela gemeu baixinho na minha boca quando eu desci a mão e segurei sua bunda por baixo da túnica. Eu estava molhada, muito molhada. E pelo jeito como ela rebolava devagar contra minha coxa, ela também estava. Mesmo sem o grelo para se satisfazer.
Nós nos beijamos por um longo tempo, sem vergonha, sem pressa. Um beijo apaixonado, incestuoso, carregado de todo o amor, toda a dor e todo o desejo proibido que havíamos acumulado. Quando finalmente nos separamos, um fio de saliva ainda ligava nossas bocas.
Mamãe encostou a testa na minha, respirando com dificuldade, os olhos brilhando. Ela me disse baixinho: Eu te amo, Julie… de todas as formas que uma mãe pode amar uma filha. Eu sorri, ainda tremendo de excitação, e respondi com a voz rouca: E eu te amo… como mulher também, mamãe.
Nós nos abraçamos novamente, mais apertado. Pela primeira vez em muito tempo, eu não me senti só uma puta quebrada. Eu me senti filha, eu me senti mulher. E, pela primeira vez, senti que talvez ainda existisse algo bonito no meio de todo esse horror. Mesmo que fosse um amor sujo, proibido e cheio de cicatrizes, mas era nosso. E demos mais um longo beijo de duas fêmeas que se amam.
Mal tínhamos nos separado do beijo quando elas apareceram, três negras fortes saíram da penumbra do corredor, os olhos duros, cheios de desprezo. Uma delas, a mesma que havia me fodido com o punho no dia anterior, cruzou os braços e cuspiu no chão aos nossos pés falando alto: Que lindo reencontro de família… A putinha traidora e a vaca reprodutora.
Minha mãe tentou me proteger, colocando o corpo na frente do meu, mas a negra mais alta a empurrou para o lado sem esforço. E me falou: Você, ela disse apontando para mim, é lixo. Traiu as suas irmãs, torturou a Maya por ciúmes e achou que por ser filha do dono ia escapar? Aqui ninguém escapa.
Eu baixei a cabeça, sentindo o peso de tudo que tinha feito. A outra negra olhou para minha mãe e disse: Se você quiser ficar com essa vadia, pode ir para a cela com ela. Mas se quiser liberdade, fica só você. A loirinha fica aqui pagando pelo que fez. E mamãe não hesitou nem um segundo: Eu fico com a minha filha.
Fomos levadas para uma cela pequena, escura e abafada no fundo do porão. A porta de ferro bateu atrás de nós com um estrondo final. Não havia luz, só uma fresta fraca debaixo da porta. O ar era quente, úmido, cheirando a mofo e suor antigo. Ficamos em silêncio por um momento, abraçadas no escuro, mamãe não me perguntou nada sobre o ocorrido, no fundo ela sabia que nesse inferno, as nossas atitudes não são racionais, e então nos beijamos novamente.
Dessa vez sem pressa, em um beijo lento, profundo, cheio de amor e desespero. Nossas línguas se encontraram, quentes e molhadas, explorando uma à outra com fome. Eu gemia baixinho contra a boca da minha mãe, sentindo os seios dela pressionados contra os meus. Nós nos despimos. A túnica dela caiu no chão, e eu tirei o que restava das minhas roupas sujas. Nossos corpos se colaram, suados, no escuro. Eu desci primeiro.
Beijei os seios dela, chupei os mamilos com carinho, depois desci pela barriga até chegar entre suas pernas. Toquei a cicatriz lisa onde antes ficava o clitóris e mamãe estremeceu. Eu falei com a voz saído quase como um gemido: Está tudo bem… eu quero, e ela sussurrou: Sou toda sua agora, faz o que quiser.
Eu a lambi devagar, mesmo sem o clitóris, ela ainda sentia prazer. Chupei seus lábios, enfiei a língua dentro dela, brinquei com os dedos. Mamãe gemia, segurando minha cabeça, rebolando devagar contra minha boca. Ela ficou molhada, quente, mas não conseguia gozar. Eu sentia a frustração no corpo dela, a excitação presa, latejando sem liberação.
Depois foi a vez dela. Mamãe me deitou no chão frio, abriu minhas pernas e desceu a boca sobre mim. Sua língua era quente, experiente, carinhosa. Ela me chupou com amor, lambendo meu clitóris, enfiando dois dedos dentro de mim, curvando-os no ponto certo. Eu gemi alto, tremendo, segurando o cabelo dela e falei: Mamãe… assim… por favor…
Eu gozei forte. Um orgasmo longo, quente, abundante. Meu gozo jorrou na boca dela, escorrendo pelos cantos dos lábios, ela não parou. Continuou chupando, bebendo tudo, gemendo contra minha buceta enquanto eu convulsionava. Quando terminei, ela subiu e me beijou.
Um beijo longo, melado, cheio do meu próprio gozo. Nossas línguas se misturavam, trocando o sabor salgado e doce. Nós nos lambuzamos, suadas, grudadas, respirando o mesmo ar quente da cela. Eu a abracei com força, chorando baixinho contra seu pescoço: Eu te amo, mamãe… mesmo sendo assim… mesmo sendo tudo errado… eu te amo. E ela acariciou meu cabelo, beijando minha testa, meu rosto, meus lábios novamente: Eu também te amo, minha filha. De todas as formas. Mesmo nesse inferno.
Nós ficamos ali, nuas, grudadas, no escuro abafado da cela, dois corpos quebrados, dois corações que, mesmo depois de tudo, ainda conseguiam se encontrar. E por algumas horas, dentro daquela cela escura, o mundo lá fora deixou de existir. Só existíamos nós duas.
Depois de um silêncio longo, eu finalmente perguntei, quase sussurrando: Mamãe… como foi lá? Na fazenda do Sr. Vargas?
Minha mãe ficou quieta por um momento. Senti o corpo dela tensionar levemente contra o meu. Ela respirou fundo antes de responder, a voz baixa e cansada: Foi… estranho. O lugar era limpo, bonito, tinha sol, comida de verdade, feno fresco para dormir. Todos nos chamavam de matrizes de luxo, não batiam em nós, não nos chicoteavam… desde que obedecêssemos. Ela fez uma pausa. Eu senti sua mão descer e tocar instintivamente a cicatriz entre as pernas, e continuou: Mas tiraram meu clitóris. Disseram que não precisava dele para parir. Foi… cirúrgico. Doeu muito, mas foi rápido. Depois disso, eu era só um útero para eles.
Eu engoli em seco, apertando-a mais contra mim: E… o que faziam com você?
Mamãe respirou fundo novamente, a voz ficando ainda mais baixa: Inseminação artificial. Quase todas as semanas. Me deitavam numa mesa, abriam minhas pernas e injetavam sêmen selecionado direto dentro de mim. Não tinha sexo. Não tinha toque. Só… um tubo frio e um médico ou veterinário fazendo o procedimento como se eu fosse um animal. Ela ficou em silêncio por alguns segundos. Eu senti uma lágrima quente cair no meu ombro. Eu posso estar grávida agora, Julie. Eles me inseminaram poucos dias antes da rebelião. Ainda não dá para saber. Meu ventre ainda está igual… mas pode ter uma vida crescendo aí dentro. Uma filha que eu nunca vou poder segurar, ou criarei, não sei como será o futuro.
Minha garganta se fechou. Eu me afastei um pouco para olhar o rosto dela no escuro. Mesmo na penumbra, eu conseguia ver o brilho úmido dos seus olhos: E se estiver… o que você sente?
Ela tocou a própria barriga com a mão, um gesto lento e triste: Eu não sei. Parte de mim sente medo, parte de mim sente… um vazio. Eu já pari antes, mas nunca passei pela privação de segurar minha cria, nunca ver o rostinho. Ela encostou a testa na minha, a voz tremenda: Se eu estiver grávida agora… vai ser mais uma filha que vão tirar de mim.
Eu não consegui segurar as lágrimas. Beijei o rosto dela, os olhos, a boca, com carinho: Eu sinto tanto, mamãe… Eu queria poder te proteger. Queria que nada disso tivesse acontecido.
Mamãe me beijou de volta, um beijo lento, profundo, quase doloroso de tão cheio de amor. Quando nos afastamos, ela acariciou meu cabelo e sussurrou: Pelo menos agora estamos juntas. Mesmo presas. Mesmo sujas. Mesmo quebradas… estamos juntas.
Eu assenti, encostando meu corpo no dela novamente, pele contra pele, no calor abafado da cela: Sim… estamos juntas.
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