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A nova realidade que mudou o mundo parte 102 - Traumas e histórias

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AnãoJediManco

Eu mal conseguia acreditar que já era o terceiro dia. O galpão continuava um forno úmido e fedido, o ar tão pesado que parecia gordura derretida. O cheiro de corpos sujos, porra velha, mijo seco e o resto azedo do meu próprio leite ainda pairava no ar como uma névoa podre. Julie, Yara e Maya continuavam presas ao poste central, bocas esticadas pelas mordaças de pênis, mãos inúteis dentro das bolas de metal, corpos pequenos escorados uns nos outros, o cabelo ainda duro e brilhante de porra seca. Elas mal se mexiam, só respiravam.
Foi então que a porta rangeu e trouxeram mais escravas. Além das negras que já estavam ali, entraram cinco brancas novas, todas nuas, marcas frescas de chicote e porra no corpo, olhos mortos de quem já tinha visto demais. Elas foram jogadas no chão como sacos de carne. Algumas ainda tinham forças para falar. As que não estavam amordaçadas começaram a contar, uma após a outra, como se precisassem vomitar o veneno antes que ele as matasse por dentro. Julie, mesmo com a mordaça, ouvia tudo, os olhinhos arregalados, o corpo tremendo. Eu ouvia também, de joelhos, sentindo cada palavra como uma faca girando no peito.
Nádia, a mais velha das negras, foi a primeira. Voz rouca, sem emoção: “Eu vi uma mulher dar à luz aqui dentro. Ela estava grávida de oito meses, amarrada de pernas abertas no poste. Os peões queriam o bebê para vender. Ela pariu gritando, o sangue escorrendo pelo chão. Assim que a criança saiu, eles cortaram o cordão, limparam o bebê e o levaram. Depois enfiaram o pau no cu dela ainda aberta, enquanto o útero ainda contraía. Ela implorava para ver o filho. Eles mijaram na cara dela e disseram que o bebê já era de outro homem. Eu limpei o sangue e a placenta do chão com a língua.”
E ela continuou: “Você quer saber como foi de verdade aquele parto que eu vi? Eu não contei tudo antes. Foi no ano passado, aqui mesmo, nesse poste. A mulher se chamava Lúcia. Branca, uns trinta anos, tinha sido professora antes de perder os direitos. Estava grávida de oito meses quando a trouxeram para o galpão. Eles queriam o bebê para vender no mercado negro. Não deram anestesia nenhuma. Nada. Nem um comprimido. Nem uma injeção. Só amarraram ela de pé, pernas bem abertas, os tornozelos presos em argolas no chão e os pulsos amarrados acima da cabeça, esticada como um animal no abate.”
Nádia fez uma pausa, olhando para o poste como se ainda visse a cena. “Colocaram uma mordaça de pênis grande na boca dela. Daquelas que enchem tudo, que fazem a garganta doer só de respirar. Bem maior do que a que sua filha tem agora. Ela não conseguia gritar direito, só soltava uns gemidos abafados, gorgolejantes, enquanto as contrações vinham. E eles batiam, batiam sem parar. Um peão ficava atrás dela com um cinto de couro grosso e toda vez que ela contraía, ele dava um golpe forte nas costas, nas coxas, na bunda. ‘Empurra, vadia’, ele gritava. ‘Empurra logo ou eu quebro você’. O som do cinto estalando na pele dela ecoava no galpão inteiro. Cada chicotada fazia o corpo dela se arquear, o ventre enorme balançando, e a dor da contração se misturava com a dor dos golpes. Sangue já escorria pelas coxas dela antes mesmo da cabeça do bebê aparecer.”
Eu sentia o estômago revirar. Julie, mesmo amordaçada, ouvia tudo. Os olhinhos dela estavam fixos em Nádia. “Quando a cabeça começou a sair, Lúcia tremia inteira. As pernas dela fraquejavam, mas as correntes não a deixavam cair. O sangue jorrava. O bebê vinha devagar, rasgando-a por dentro sem piedade. Os peões riam e continuavam batendo, agora batiam nos peitos inchados, nos ombros, na barriga. Um deles enfiou dois dedos no cu dela e puxava pra baixo, ajudando o bebê a sair com força bruta. Ela urinou de dor, o mijo escorrendo pelas pernas misturado com sangue. A mordaça abafava os gritos, mas dava para ver nos olhos dela o desespero puro. Ela olhava para mim como se implorasse para eu fazer alguma coisa. Eu não fiz nada, não podia fazer. Ninguém fez.”
Nádia respirou fundo, a voz ficando ainda mais baixa. “Quando o bebê finalmente saiu, uma menina pequena, chorando fraco, eles cortaram o cordão com uma faca suja, limparam ele rápido e o embrulharam num pano. Nem deixaram ela ver o rosto. ‘É nosso agora’, disseram. Depois, enquanto o útero dela ainda contraía, expulsando a placenta, um dos peões enfiou o pau no cu dela, ainda aberta, ainda sangrando. Ele meteu fundo, grunhindo, enquanto ela soluçava pela mordaça. A placenta caiu no chão junto com o sangue e eles me mandaram lamber tudo. Eu lambi. Enquanto Lúcia ainda pendurada ali, chorando sangue e porra.”
Nádia olhou para Julie e depois para mim. “Ela sobreviveu. Mas nunca mais foi a mesma. Dois dias depois já estavam fodendo-a de novo, porque a buceta ainda estava inchada demais para usar. O bebê foi vendido no mesmo dia. Eu nunca soube para onde foi.”
O silêncio que caiu no galpão foi pesado. Eu sentia as lágrimas escorrendo pelo meu rosto sem parar. Julie tremia contra Yara, os olhos enormes cheios de um terror que uma mocinha nunca deveria conhecer. Eu imaginava minha filha no lugar daquela mulher, grávida, amarrada de pé, mordaça na boca, apanhando enquanto paria, vendo o bebê ser levado antes mesmo de conseguir tocar nele.
O trauma me acertava em ondas. Ver Julie ali, já tão quebrada, ouvindo isso… saber que esse mundo podia fazer isso com qualquer uma de nós… era demais. Eu me sentia sufocada pela culpa, pelo pavor, pela certeza de que, se eu fosse vendida e engravidasse de novo, poderia ser eu no poste. Ou pior, poderia ser Julie, em breve.
Nádia só baixou a cabeça e murmurou: “Esse é o nosso mundo agora. Não tem misericórdia. Nem para quem está parindo.”
Eu fechei os olhos, o cheiro do galpão me invadindo, e soube que aquela história ia ficar gravada na minha cabeça para sempre, junto com o olhar de Julie, que nunca mais seria o mesmo depois de ouvir aquilo.
O terceiro dia continuava. E o inferno, eu sabia, ainda tinha muito mais para mostrar.
Aisha, corpo marcado de cicatrizes, continuou olhando para o nada: “Eu fui usada como privada humana por três dias seguidos. Me amarraram de boca aberta debaixo de uma tábua com um buraco. Todo hóspede que queria cagar ou mijar se sentava ali. Eu engolia tudo. Fezes moles, quentes, líquidas. Mijo forte. Às vezes vomitava e eles me obrigavam a lamber o próprio vômito misturado com merda. No terceiro dia eu não sentia mais gosto. Só o cheiro de esgoto humano na minha garganta para sempre.”
Fatima, voz tremendo: “Eu presenciei uma mulher ser esfolada viva. Ela tinha tentado fugir. Amarraram ela de pé, abriram a pele das costas com faca afiada, devagar, tirando tiras longas de pele enquanto ela gritava. Depois enfiaram sal e pimenta nas feridas abertas e a foderam por trás. Ela ainda estava viva quando começaram a tirar a pele da bunda. O cheiro de carne crua… eu nunca esqueci.”
Então as brancas começaram. A primeira, uma loira magra de uns vinte e oito anos, com os seios cobertos de queimaduras recentes, falou quase sem voz: “Eu vi uma mulher ser transformada em ‘vaca leiteira permanente’. Eles injetaram hormônios nela até os peitos incharem absurdamente, cheios de leite. Amarraram ela numa máquina de ordenha industrial e a deixaram ali 24 horas por dia. Os hóspedes pagavam para mamar direto nos mamilos enquanto outros a fodiam. Quando o leite diminuía, eles batiam nos peitos com varas até sangrar. Ela morreu depois de dois meses, os peitos literalmente explodindo de infecção.”
A segunda branca, ruiva, corpo cheio de hematomas roxos: “Eu fui obrigada a participar de um banquete de porra. Me colocaram de quatro numa mesa comprida. Vinte homens gozaram na minha boca, no meu cabelo, na minha buceta e no meu cu. Depois me fizeram empurrar tudo para fora, porra misturada com merda, e comer tudo de novo enquanto eles filmavam. Eu vomitei três vezes. Eles me fizeram engolir o vômito também. Ainda sinto o gosto quando fecho os olhos.”
A terceira, morena de cabelo curto, cicatrizes de costura na barriga: “Eu passei mais de um mês na fábrica de sêmen de cavalos. Eles me escolheram porque eu tinha boca grande e aguentava ânsia. Me levaram para um galpão maior, atrás do hotel, onde ficavam os garanhões. Todo dia, às cinco da manhã, me amarravam de joelhos num cercado de madeira, as mãos presas atrás das costas, uma coleira apertada no pescoço ligada a uma corrente curta. Eram vinte horas por dia chupando pau de cavalo. Vinte horas, sem parar. Eles traziam um garanhão atrás do outro, paus enormes, pretos, grossos, cheirando a suor de animal e mijo velho. Eu tinha que abrir a boca o máximo possível, enfiar a língua por baixo, lamber as bolas pesadas e depois engolir o quanto conseguia da cabeça quente e latejante.”
Ela parou um segundo, os olhos vidrados, como se ainda sentisse o gosto. “Quando eles gozavam… meu Deus… era um jorro grosso, quente, viscoso, que enchia minha boca até transbordar. Eu não podia engolir. Tinha que cuspir tudo num balde grande que ficava entre as minhas pernas. Balde após balde. Porra de cavalo pura, leitosa, com cheiro forte de animal, às vezes misturada com mijo deles que eu não conseguia evitar. Depois de oito, nove, dez cavalos por dia, minha boca ficava tão inchada, tão dolorida, que a pele dos lábios rachava e sangrava. Mas eles não paravam. No final do dia eu cuspia mais de dez litros de porra de cavalo. Toda aquela gosma era levada para a cozinha do hotel e misturada na gosma que a gente comia. É suplemento proteico das escravas.”
O galpão ficou mais silencioso ainda. Julie, amordaçada, tremia contra Yara, os olhinhos arregalados de horror.
E ela continuou: “Mas o pior não era chupar cavalo. O pior era a fábrica de ração, no fundo do mesmo galpão. Eu vi quando eles levavam as escravas mortas para lá. Mulheres que não aguentavam mais, que morriam de infecção, de hemorragia, de exaustão. Eles jogavam os corpos nus numa esteira rolante. A máquina triturava tudo, carne, ossos, cabelo, vísceras. Saía uma pasta grossa, rosada, que misturavam com milho e soja e transformavam em ração. Ração para as escravas vivas. Eu vi uma mulher que tinha sido minha amiga ser moída ainda quente. O cheiro de carne triturada misturado com o fedor de porra de cavalo… Eu comi daquela ração por semanas sem saber. Só descobri quando me obrigaram a trabalhar um dia na esteira. Vi o corpo dela entrar na máquina e sair como pasta. Depois me fizeram misturar a pasta na minha própria boca e engolir, para aproveitar melhor o que restava dela.”
A morena baixou a cabeça, o cabelo curto grudado de suor. “Eu ainda sinto o gosto de porra de cavalo toda vez que engulo. E toda vez que como a gosma, me pergunto se estou comendo alguém que eu conheci. Alguém que um dia foi como nós.”
O silêncio que caiu depois foi o mais pesado até agora. Eu sentia o estômago revirar, o trauma me acertando como um soco no peito. Ver Julie ouvir aquilo, minha filha, ainda com o gosto do meu leite estragado na boca, o cabelo duro de porra humana, me destruía. Yara e Maya tremiam ao lado dela, os olhos cheios de um horror que nenhuma menina deveria conhecer.
Eu olhei para a morena e soube que ela não estava mais ali de verdade. O corpo dela estava no galpão, mas a alma… a alma tinha sido triturada junto com aquelas mulheres mortas, moída até virar nada.
E eu, Caroline, só conseguia pensar que esse mundo não tinha limite. Que amanhã, ou depois, ou no leilão, eu ou Julie poderíamos acabar chupando pau de cavalo vinte horas por dia… ou virar ração pra outras escravas.
O galpão continuava quente, úmido, fedido. E as histórias só pioravam.
A quarta branca, bem jovem, uns vinte e dois anos, olhos vazios: “Eu vi o que os adolescentes fazem quando têm acesso ao galpão… Eles são os piores. Filhos de hóspedes ricos ou de funcionários importantes. Uns quinze, dezesseis, dezessete anos. Eles vêm em grupo, rindo, cheios de tesão e maldade pura. Não querem só foder. Querem destruir por diversão.”
Ela respirou fundo, os olhos fixos no chão. “Uma tarde eles trouxeram uns plugs anais especiais. Eram plugs de borracha grossa, do tamanho normal, mas com um compartimento interno. Dentro tinha um pequeno explosivo caseiro, pólvora, um pavio curto e um mecanismo simples de timer ou controle remoto. Eles chamavam de brinquedo surpresa. Escolheram quatro escravas no galpão naquele dia, duas negras e duas brancas, todas novas, ainda bonitas. Amarraram elas de quatro no pátio, bundas bem abertas, e enfiaram os plugs bem fundo no cu de cada uma. Os plugs eram grandes o suficiente para esticar o anel até doer, mas não tão grandes que não coubessem. Depois trancaram com uma base larga que não deixava sair.”
Julie, mesmo amordaçada, soltou um gemido abafado. Eu senti meu coração apertar.
“A pior parte foi que eles não explodiram na hora. Deixaram as meninas voltarem para o trabalho normal. Uma delas foi mandada limpar os banheiros, outra carregava baldes de gosma, outra lavava o chão de joelhos. Os garotos ficavam por perto, rindo, filmando com o celular. Eles ajustavam o timer ou apertavam o controle quando queriam. O primeiro explodiu no meio da tarde.”
A loira engoliu em seco. “A negra que estava lavando o chão de quatro… estava esfregando o piso quando o plug detonou. Foi um estouro abafado, mas forte. O cu dela explodiu por dentro. Carne, sangue e pedaços de intestino voaram para todo lado. Ela deu um grito agudo, curto, e caiu de lado, o buraco onde antes era o ânus agora um buraco rasgado, queimado, destruído até o cólon. Sangue escuro jorrava sem parar. Os garotos riram alto, aplaudindo como se fosse fogos de artifício. Um deles disse: ‘Olha como a preta abriu!’”
Ela continuou, a voz ficando mais fraca: “A segunda explodiu enquanto carregava um balde pesado. O plug detonou dentro dela e o impacto a fez soltar o balde. A porra de cavalo que ela carregava se misturou com o sangue e com os pedaços de intestino que saíram rasgados. Ela ficou de joelhos, tremendo, tentando segurar o cu com as mãos, mas não tinha mais cu para segurar, só uma cratera aberta, queimada, com pedaços de carne pendurados. Os garotos se aproximaram, filmaram de perto e mijaram no buraco destruído dela enquanto ela ainda estava consciente.”
A terceira, segundo a loira, explodiu quando a escrava estava de pé, servindo água para os hóspedes. O estouro foi tão forte que ela caiu para frente, o cu literalmente explodido, sangue espirrando nas pernas dos hóspedes. Eles riram e continuaram bebendo como se nada tivesse acontecido. “A última… foi a pior. Era uma branca novinha, loira como eu. Eles deixaram o timer mais longo de propósito. Ela trabalhou quase o dia inteiro com aquele plug dentro, sabendo que podia explodir a qualquer momento. Quando detonou, ela estava de quatro limpando o corredor. O explosivo abriu o cu dela até quase a lombar. Eu vi os intestinos dela saindo pelo buraco destruído, fumegantes, rosados. Ela ficou viva por quase uma hora, gemendo baixo, olhando para o nada, enquanto os garotos tiravam fotos e riam. Um deles enfiou o pé no buraco aberto e mexeu, só para ver ela se contorcer. Depois deixaram ela sangrar até morrer ali mesmo no chão.”
A loira parou, respirando com dificuldade. “Eles fazem isso por capricho. Só porque podem. Porque são adolescentes entediados com dinheiro e poder. Depois da explosão, nem limpam. Deixam as escravas mortas ou destruídas ali até alguém arrastar o corpo para fábrica de ração. Os plugs explosivos viraram moda entre eles. Dizem que é o novo brinquedo favorito.”
O silêncio que caiu no galpão foi absoluto. Julie tremia violentamente contra Yara, os olhos cheios de lágrimas que não podiam cair por causa da mordaça. Yara e Maya estavam paralisadas, o horror puro estampado no rosto. Eu sentia meu estômago revirar, o trauma me acertando como socos repetidos.
Eu imaginava Julie… ou eu mesma… com um daqueles plugs enfiados fundos no cu, trabalhando o dia inteiro, sabendo que a qualquer momento um garoto malvado poderia apertar um botão e explodir meu intestino só por diversão. O medo puro, irracional, de sentir o cu ser rasgado de dentro para fora por fogo e estilhaços.
Nádia só murmurou, quase para si mesma: “Esse mundo não tem limite. Nem para os garotos eles têm piedade.”
Eu fechei os olhos, lágrimas escorrendo silenciosas, e abracei meu próprio corpo com força. Porque agora eu sabia: não bastava ser fodida, humilhada, usada como animal. Nesse novo mundo, até o simples ato de ter um cu podia se transformar em uma armadilha mortal para o capricho de garotos entediados.
E o pior era saber que, mais cedo ou mais tarde, alguém ali dentro, talvez eu, talvez Julie, seria a próxima a ter um plug explosivo enfiado fundo, só para a diversão de adolescentes cruéis. O galpão continuava quente, úmido e fedido.
Mas o verdadeiro inferno estava dentro da nossa cabeça.
A última branca, a mais velha das novas, uns quarenta anos, corpo marcado de queimaduras antigas: “Eu conheci uma menina chamada Isabel. Ela tinha só dezoito anos quando chegou aqui. Era linda… e tinha os peitos maiores e bonitos que eu já vi. Bem redondos, pesados, firmes, com mamilos rosados. Os hóspedes ficavam loucos por ela. Chamavam ela de ‘vaca leiteira’. Ela odiava isso.”
A garota engoliu em seco antes de continuar. “Um dia ela cometeu o erro de olhar nos olhos de um fazendeiro rico que estava hospedado no hotel. Só olhou. Ele ficou furioso. Disse que peitos grandes demais deixam a puta arrogante. Mandou os peões a levarem para uma fazenda vizinha que pertencia ao hotel. Lá, numa porteira velha de madeira, eles fizeram o castigo.”
Ela parou um instante, como se estivesse vendo a cena outra vez. “Eles amarraram cordas grossas e ásperas bem na base dos peitos dela. Apertaram forte, até os seios ficarem roxos e inchados, quase explodindo. Depois jogaram as cordas por cima da barra superior da porteira e puxaram. Isabel foi erguida só pelos peitos. Os pés dela ficaram a uns vinte centímetros do chão. Todo o peso do corpo pendurado só por aqueles dois seios enormes. As cordas cortavam fundo na carne, espremendo os mamilos até eles ficarem pretos. Ela gritava tanto que perderam a voz em poucas horas.”
O galpão ficou em silêncio absoluto. Até as respirações pareciam ter parado. “Eles a deixaram ali três dias inteiros. Três dias pendurada só pelos peitos. De dia o sol queimava a pele esticada. De noite o sereno e o frio faziam os peitos incharem ainda mais. Os peões passavam e riam. Alguns mijavam nela, outros batiam com varas nos seios pendurados, fazendo eles balançarem e as cordas cortarem mais fundo. Isabel implorava, chorava, babava, mas ninguém soltava. No segundo dia os peitos dela já estavam roxos escuros, cheios de bolhas, a pele começando a rasgar na base onde as cordas apertavam. No terceiro dia, quando finalmente a desceram, os seios não pareciam mais peitos. Eram duas bolsas enormes, roxas, deformadas, com a pele rachada e necrosada em vários lugares. Os mamilos tinham virado duas crostas pretas e secas.”
A garota respirou tremendo. “Quando a soltaram, Isabel não conseguia ficar de pé. Caiu de joelhos, segurando os peitos destruídos com as mãos, chorando sem som. Os peões olharam e disseram que aqueles peitos não serviam mais para nada. Levaram ela para um galpão sujo e chamaram um médico, na verdade um veterinário que atendia os animais da fazenda. Ele não deu anestesia. Só amarrou ela numa mesa, abriu os peitos com uma faca comum e cortou fora os dois. Isabel gritava tanto que desmaiou três vezes. Ele serrava a carne, tirava pedaços grandes, cauterizava com ferro quente onde sangrava demais. Quando terminou, só restavam dois buracos fundos no peito dela, costurados de qualquer jeito com linha grossa. Os peitos foram jogados no chão para cachorros comerem.”
Ela olhou para o chão, voz quase sumindo. “Depois disso Isabel nunca mais foi a mesma. Virou uma sombra. Eles ainda a usavam, pelo cu, pela boca, mas ela não reagia mais. Só olhava para o vazio. Diziam que ela morreu dois meses depois, de infecção nos cortes. Mas eu acho que ela já tinha morrido no dia em que cortaram os peitos dela.”
O silêncio que caiu foi sufocante. Eu olhei para Julie, ainda presa ao poste, amordaçada, o rostinho sujo de porra e leite seco. Imaginei minha filha com peitos grandes um dia, pendurada só por eles numa porteira velha, gritando enquanto as cordas cortavam a carne jovem. Imaginei os peitos dela inchando, roxos, necrosados, sendo serrados fora sem anestesia. O trauma me acertou como uma onda gelada. Eu sentia náusea, culpa, pavor puro. Porque nesse mundo, até a beleza do corpo era uma sentença. Até algo natural como ter seios grandes podia virar motivo de tortura lenta e mutilação.
Yara e Maya tremiam ao lado de Julie, os olhos cheios de um horror silencioso que nenhuma adolescente deveria conhecer. Eu fechei os olhos e deixei as lágrimas caírem. Porque agora eu sabia que não havia limite. Qualquer parte do nosso corpo podia ser usada, torturada e destruída por capricho. E um dia, talvez, seria a vez de Julie. Ou a minha.
Cada história entrava em mim como veneno. Eu ouvia, o coração apertado, imaginando Julie ouvindo tudo através da mordaça, os olhinhos arregalados de terror puro. Yara e Maya também escutavam, os corpos tremendo. As negras e as brancas falavam como se estivessem descrevendo o tempo, sem lágrimas, só resignação. Mas eu via nos olhos delas o mesmo vazio que estava crescendo dentro de mim. Quando terminaram, o galpão ficou em silêncio de novo, só o barulho da respiração pesada e o rangido ocasional das correntes. Julie olhava para mim, o rostinho sujo de porra e leite seco, e eu soube que ela tinha entendido cada palavra. Que o trauma estava se enraizando nela como uma planta venenosa. Eu me deitei no chão quente, o corpo ainda dolorido, e fechei os olhos.
Esse mundo não tinha fundo. Cada história era pior que a anterior. E eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, alguém ali contaria uma história sobre mim ou sobre Julie. Ou pior, eu mesma viveria uma delas. O terceiro dia ainda nem tinha acabado, e eu já sentia que minha alma estava se desfazendo em pedaços pequenos demais para serem recolhidos.

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