A nova realidade que mudou o mundo parte 100 - Vida de negra II
Eu ainda estava deitada no concreto grudento do galpão, o gosto amargo de merda ainda grudado na minha língua, quando o silêncio da madrugada foi quebrado por vozes baixas das negras mais velhas. Elas não dormiam muito. Falavam em sussurros roucos, como quem conta histórias que já viraram parte da carne. Julie estava encolhida contra mim, o corpo quente e trêmulo, o cinto de castidade rangendo baixinho a cada respiração. Eu não conseguia dormir. E foi então que elas começaram a falar das mutilações de clitóris, não como algo raro, mas como uma prática comum, quase rotineira, especialmente com as mais novas e rebeldes.
Nádia, a mais velha, deitou-se de lado perto de mim, a voz baixa e cansada, mas sem emoção, como quem descreve o tempo.
“Aqui no galpão, e em quase todos os lugares do hotel, arrancar o clitóris de negras é um castigo clássico. Eles chamam de ‘limpeza’. Dizem que mulher que goza demais fica difícil de controlar, e que negras não merecem gozar. Que o prazer distrai do serviço. Então eles tiram. Às vezes com alicate, às vezes com faca, às vezes com os dentes mesmo, se o hóspede estiver bêbado e cruel.”
Ela apontou com o queixo pra Lívia, uma das negras do galpão que eu ainda não tinha decorado o nome. Uma mulher de uns vinte e três anos, pele muito escura, corpo magro, com uma cicatriz feia, rosada e irregular bem onde deveria estar o clitóris. Os lábios da buceta dela eram grossos, mas a parte de cima estava destruída, uma marca funda, enrugada, como se tivessem arrancado um pedaço de carne com uma mordida.
“Ela se chamava Keisha. Chegou aqui com dezenove anos, cheia de fogo. Na primeira semana já gozou enquanto um hóspede a fodia. Ele ficou furioso. Disse que ela era ‘puta demais pra uma escrava’. Chamou dois peões e eles a amarraram de pernas bem abertas no poste central. Usaram um alicate de bico fino, daqueles de eletricista. Apertaram o clitóris dela com força, torceram devagar para sentir ela se contorcer, e depois puxaram de uma vez. O sangue jorrou forte, escorrendo pelas coxas pretas até o concreto. Keisha gritou tanto que perdeu a voz por dias. Eles não cauterizaram nada. Deixaram sangrar até parar sozinho. Depois foderam ela no cu enquanto ela ainda sangrava, para ‘ensinar’ que o prazer dela não importava mais.”
Outra negra, chamada Fatima, de uns vinte e oito anos, se aproximou e abriu as próprias pernas sem vergonha, mostrando a cicatriz dela. Era mais limpa, mas ainda horrível, uma linha reta onde antes tinha o botãozinho sensível. “O meu foi com faca. Um hóspede árabe pagou extra para fazê-lo. Me amarraram numa mesa, pernas presas em estribos. Ele bebeu uísque, acendeu um charuto e ficou me olhando enquanto cortava. Primeiro fez um corte pequeno para ‘expor’ melhor, depois segurou o clitóris com dois dedos e serrou devagar. Eu senti cada milímetro da lâmina entrando na carne. Doeu mais que parto, mais que qualquer pau rasgando. O sangue escorria quente, e ele ria, dizendo que ‘agora você vai ser uma boa preta obediente’. Depois ele enfiou o charuto aceso no buraco que sobrou, só para cauterizar e para doer mais. Eu desmaiei três vezes. Quando acordei, não tinha mais nada ali. Só uma cicatriz lisa e morta. Desde então eu não gozo nunca mais. Não importa quanto me fodam, quanto apertem meus peitos ou enfiem coisas no cu, é só vazio e dor. O corpo lembra que tinha prazer ali, mas não tem mais. É como viver com uma ferida que nunca fecha.”
Uma terceira, mais jovem, de uns vinte anos, chamada Jada, contou com a voz tremendo: “Comigo foi pior. Eles não arrancaram de uma vez. Foi castigo por tentar fugir. Me prenderam de quatro, bundas para cima, e trouxeram um hóspede sádico. Ele usou um canivete pequeno. Cortou só a metade primeiro, deixou eu sentir a dor e o sangue escorrendo, depois cortou o resto. Depois costurou os lábios da buceta com linha grossa de pesca, deixando só um furinho para mijar e para eles enfiarem o pau. Disse que ‘agora você vai aprender que buceta preta não serve pra gozar, só pra levar porra’. Eu fiquei duas semanas sem conseguir andar direito. Toda vez que alguém me fodia, a cicatriz repuxava e doía como fogo. Agora meu clitóris é só uma lembrança. Eu sinto falta dele todo dia. Era a única coisa que ainda fazia eu me sentir humana por alguns segundos. Sem ele, sou só um buraco que sangra e aguenta.”
Enquanto elas contavam, eu olhava pra Julie, que fingia dormir, mas ouvia tudo. O pavor no meu peito era sufocante. Eu imaginava minha filha passando por aquilo, aqueles homens segurando as pernas dela abertas, alicate ou faca brilhando, cortando o pedacinho pequeno e sensível que ela nem sabia direito o que era. O sangue escorrendo pela pele clara, o grito abafado, a cicatriz feia que ficaria para sempre. E o pior, saber que, sem aquilo, o sofrimento seria só sofrimento. Sem fuga. Sem prazer. Só dor, humilhação e a obrigação de abrir as pernas.
Nádia terminou, quase em um sussurro: “Tem dias que arrancam de várias ao mesmo tempo. Alinham as novatas, amarram de pernas abertas e vão passando o alicate ou a faca. O chão fica vermelho de sangue. Depois eles fodem todas no cu enquanto ainda sangram, para comemorar. Dizem que é para ‘limpar a raça’. Para a mulher preta é ainda pior, porque eles acham que a gente ‘goza fácil demais’, que somos ‘selvagens’. Então cortam mais fundo, deixam cicatrizes maiores. Para a gente branca como você… também vai chegar a vez. Se você gozar sem permissão, ou se seu futuro dono quiser, vão tirar o seu também. E o da sua filha, se ela crescer rebelde.”
Eu fechei os olhos, sentindo o nojo e o terror me consumirem. O galpão continuava quente, fedorento, os ratos ainda passeando entre os corpos. Julie apertou mais forte contra mim, o cinto de castidade frio entre nós. Eu sabia que aquelas histórias não eram só lembranças. Eram avisos. E que, mais cedo ou mais tarde, eu veria, ou sentiria na própria carne o que significava ter o clitóris arrancado nesse mundo onde mulheres, especialmente as negras, eram tratadas como carne que não merecia prazer. Só obediência e dor.
Nádia, com a voz rouca e baixa, continuou: “Além de arrancar o clitóris, tem vários outros castigos genitais que eles adoram usar aqui. São comuns porque doem pra caralho, humilham para sempre e não matam a escrava, só quebram ela por dentro. O objetivo é simples, fazer a gente lembrar todo dia que nossa buceta, nosso cu e nossos peitos não são nossos. São propriedade.” Ela abriu as próprias pernas devagar, mostrando a buceta escura e inchada. Os lábios maiores estavam marcados por cicatrizes antigas de queimaduras e cortes.
“Um dos mais comuns é o piercing com corrente. Eles furam os lábios da buceta com argolas grossas de metal, quatro, seis, às vezes oito de cada lado. Depois passam correntes ou cadeados entre elas, trancando tudo. A buceta fica fechada, só com um furinho pequeno para mijar. O peso das correntes puxa os lábios o dia inteiro, esticando a carne, roçando quando a gente anda. Se a gente se mexe demais, o metal morde. E quando um homem quer foder, ele destranca, usa e tranca de novo. Tem escrava que vive anos assim. A carne incha, infecciona, mas eles não tratam. Só fodem por cima ou pelo cu.”
Fatima, ao lado dela, tocou a própria buceta e completou: “Outro bem sádico é o enchimento com objetos. Eles enfiam coisas grandes e irregulares, garrafas de vidro, latas amassadas, pedaços de madeira com farpas, e deixam dentro por vários dias. A buceta estica até rasgar, a carne fica roxa, inchada. Depois tiram e fodem o buraco destruído. Uma vez fizeram isso comigo com uma garrafa de cerveja quebrada. A borda cortou por dentro. Sangrei por uma semana. Agora minha buceta é frouxa, mole, não segura mais nada direito. Eles riem e dizem que ‘preta aguenta mais’.”
Jada, a mais jovem, falou tremendo um pouco: “Tem o castigo da costura. Costuram os lábios da buceta com linha grossa de pesca ou arame fino. Deixam só um furinho em cima para mijar. A gente fica dias sem poder abrir as pernas direito. Quando tiram a costura, a carne cicatriza grudada em alguns pontos, criando cicatrizes que repuxam toda vez que alguém mete. Dói pra caralho. Eu já passei por isso duas vezes. Na segunda, costuraram depois de enfiar pimenta dentro. O ardor era como se tivessem jogado ácido na buceta.”
Outra negra, chamada Simone, de uns trinta anos, corpo forte e cheio de marcas, levantou um pouco o quadril para mostrar: “Queimadura é clássico. Cigarro aceso nos lábios, no clitóris (quando ainda tem), dentro da buceta. Ou ferro quente. Tem hóspede que gosta de marcar as iniciais dele na carne da buceta. A pele chia, cheira a carne queimada, e a bolha depois infecciona. Depois eles fodem o buraco queimado mesmo, porque a dor é maior. Eu tenho uma marca de charuto bem no lábio maior esquerdo, ainda dói quando alguém aperta.”
Nádia continuou, o tom ficando mais baixo e cruel: “Tem o castigo da injeção. Eles injetam substâncias que incham a buceta ou o cu, às vezes salina, às vezes coisas que causam inflamação proposital. A carne incha tanto que a buceta fica enorme, roxa, latejando, impossível de fechar. A gente anda com as pernas abertas como uma vaca no cio. Depois fodem o buraco inchado, que dói dez vezes mais. Outra coisa comum é o uso de urtiga ou pimenta dentro da buceta e do cu. Esfregam, enfiam, deixam queimar por horas. A sensação é de fogo vivo lá dentro. A gente se contorce no chão, implorando, mas eles só riem e metem o pau por cima da dor.”
Ela olhou diretamente para mim, depois pra Julie, que tremia mais forte.
“E tem os piores, reservados para as que ‘precisam aprender rápido’. Como enfiar arame farpado enrolado ou correntes com espinhos dentro da buceta e girar. Ou usar alicates para apertar e torcer os lábios internos até sangrar. Tem hóspede que gosta de pendurar pesos nos lábios da buceta com ganchos, cinco, dez quilos, e deixar a escrava andar ou ficar de pé horas. A carne estica até rasgar. Depois costuram mal e continuam usando.”
Fatima riu sem humor: “E o pior de tudo pra gente negra: eles fazem mais forte, mais fundo, mais tempo. Acham que a gente aguenta mais dor, que nossa pele é mais grossa, que nossa buceta é feita para ser destruída. Então queimam mais, costuram mais vezes, injetam mais coisas. Para a branca como você, Caroline, vão ser mais ‘leves’ no começo… mas só no começo. Depois que te venderem, depende do dono. Se ele for sádico, vai fazer tudo isso e pior. E com a sua filha… quando ele tirar aquele cinto, vai começar devagar. Mas vai chegar o dia.”
O silêncio voltou por alguns segundos, quebrado só pelo rangido do cinto de Julie e pelo barulho distante de um rato. Eu sentia o pavor frio na espinha. Imaginava minha buceta costurada, queimada, inchada, perfurada. Imaginava Julie crescendo ali dentro, passando pelos mesmos castigos genitais, lábios furados, clitóris ameaçado, carne destruída aos poucos até virar só um buraco útil para a porra e dor.
Eu abracei minha filha mais forte, o coração batendo forte, e soube que aquelas histórias não eram só lembranças das negras. Eram um mapa do que nos esperava. Castigos genitais eram a forma mais direta de lembrar que, nesse mundo, mulher, especialmente mulher negra, não tinha nada de sagrado entre as pernas. Só carne para ser marcada, destruída e usada até não servir mais.
“Os peitos são o alvo favorito deles. Porque são visíveis. Porque balançam quando a gente anda ou é fodida. Porque doem pra caralho e marcam bonito. Aqui no galpão, quase nenhuma de nós tem os peitos inteiros como vieram ao mundo.” Continuou Nádia.
Ela ergueu os próprios seios pesados com as duas mãos, mostrando as cicatrizes. Eram grandes, flácidos pelo tempo e pelo sofrimento, cobertos de marcas redondas de queimadura de cigarro, linhas finas de cortes antigos e dois furos grossos onde antes tinham argolas.
“Queimadura de cigarro é o mais comum. Eles acendem um maço inteiro e vão apagando um por um nos mamilos, na parte de baixo, na curva de cima, nos lados. A pele chia, forma bolha na hora, depois fica uma crosta preta que cai e deixa uma cicatriz branca e funda. Eu já levei mais de sessenta queimaduras só nos peitos. Um hóspede uma vez apagou um charuto inteiro dentro do meu mamilo esquerdo, girando devagar enquanto eu gritava. O cheiro de carne queimada fica no ar por horas.”
Fatima continuou tocando os próprios mamilos, um deles estava achatado e deformado: “Eles gostam de usar alicate também. Apertam o mamilo com força até ele ficar roxo, depois torcem como se fossem tirar um parafuso. Às vezes cortam com tesoura pequena, só a ponta, só para sangrar. Outra coisa comum é pendurar pesos. Colocam ganchos grossos furando a base do mamilo ou atravessando a carne inteira do seio, depois penduram correntes com pesos de ferro, dois, cinco, dez quilos. A gente tem que ficar de pé ou de quatro horas seguidas enquanto os peitos são esticados pra baixo. A pele rasga devagar, o mamilo alonga até virar um pedaço de carne comprido e fino. Quando tiram os pesos, os peitos ficam caídos para sempre, cheios de marcas roxas.”
Jada, a mais jovem, mostrou os seios pequenos dela. Eram cobertos de cicatrizes irregulares, como se tivessem sido mordidos ou cortados várias vezes: “Eles usam faca para fazer desenhos. Um hóspede gravou as iniciais dele no meu seio direito com a ponta de uma faca. Cortava devagar, bem fundo, para ficar cicatriz grossa. Depois passava sal na ferida aberta. Outra vez me amarraram e bateram com cinto de couro nas mamas até elas ficarem pretas de hematoma. No dia seguinte já me foderam de novo, apertando os peitos inchados enquanto metiam. A dor era tanta que eu vomitava.”
Simone, a de corpo mais forte, falou com a voz baixa e cheia de ódio: “O pior é quando eles usam agulhas ou arame. Furam os peitos de um lado ao outro com agulhas longas, depois passam arame ou linha grossa e costuram os dois seios juntos, apertando até eles ficarem grudados, deformados. Ou então enfiam agulhas só nos mamilos e ligam fios elétricos. Dão choque fraco no começo, depois mais forte. Os mamilos incham, queimam por dentro, e a gente se contorce como se estivesse sendo eletrocutada. Tem escrava que perdeu a sensibilidade completa nos peitos depois disso.”
Nádia completou, olhando diretamente para mim: “E tem o castigo da ordenha. Quando a escrava ainda produz leite, geralmente depois de parir ou por injeções hormonais que eles aplicam, eles amarram a gente numa espécie de máquina ou simplesmente ordenham à mão com força bruta, torcendo os mamilos até sangrar enquanto nos fodem por trás. Se o leite não sai rápido o suficiente, batem com régua de madeira nos peitos até ficarem vermelhos e inchados. Depois fazem a gente beber o próprio leite misturado com porra.”
Ela fez uma pausa e olhou para Julie, que tremia encostada em mim.
“Para vocês duas, que são brancas e novas, vai começar mais ‘leve’. Queimadinhas de cigarro, alguns tapas fortes, talvez uns pesos pequenos. Mas quando te venderem no leilão, Caroline, seu novo dono pode querer transformar seus peitos em algo grotesco. Pode mandar furar, cortar, tatuar, queimar ou simplesmente bater neles todo dia até ficarem moles e caídos para sempre. E com a sua filha… quando ela crescer um pouco mais e os peitos dela começarem a aparecer de verdade, vão fazer o mesmo. Ou pior. Porque homem aqui gosta de destruir o que ainda é bonito.”
O silêncio voltou ao galpão, só quebrado pelo zumbido distante de moscas voando sobre as poças de gosma e pelo rangido ocasional do cinto de castidade de Julie.
Eu olhei para os peitos das negras ao meu redor, marcados, deformados, cobertos de cicatrizes, queimaduras, furos e hematomas antigos. Muitos mamilos estavam achatados, alongados ou simplesmente destruídos. E eu imaginei os meus, ainda relativamente intactos, sofrendo o mesmo destino, sendo queimados, perfurados, esticados, batidos até virarem carne inútil e dolorida.
O nojo e o terror me subiam pela garganta. Nesse mundo, nada nas mulheres era sagrado. Nem a buceta, nem o cu, nem os peitos. Tudo era só carne para ser marcada, destruída e exibida como prova de propriedade. E eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, meus peitos e os de Julie também seriam transformados em troféus de sofrimento.
O segundo dia ainda nem tinha começado de verdade, mas eu já sentia que os castigos nos peitos seriam uma das coisas que eu nunca mais conseguiria esquecer.
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