A nova realidade que mudou o mundo – parte 96: Inauguração do corpo
Depois de um dia inteiro presa, completamente nua, sentada no chão duro e frio, assistindo horrorizada enquanto mulheres eram crucificadas uma após a outra sob o sol escaldante, meu corpo já não respondia mais como antes. A fome me corroía por dentro como uma ferida aberta, e a sede transformava minha boca em algo seco e dolorido, quase impossível de engolir. Meus músculos tremiam de exaustão, e meus pensamentos giravam em um torpor constante, misturado ao medo puro que não me abandonava.
Quando o dia finalmente começou a escurecer, mãos ásperas me levantaram sem qualquer cuidado. Minhas pernas fracas mal conseguiam me sustentar, mas fui obrigada a caminhar. Julie estava sempre ao meu lado, tão nua e vulnerável quanto eu, os olhos arregalados de puro terror. Andamos mais uma hora inteira, descalças sobre o asfalto quente e irregular da estrada. Cada passo era uma agonia, nossos pés machucados, cortados por pedras e cascalhos, latejavam tanto que lágrimas escorriam silenciosamente pelo meu rosto. O vento frio da noite batia contra nossa pele exposta, fazendo-nos tremer, mas o pior era o pavor constante de não saber o que viria a seguir.
Finalmente chegamos aos fundos de um luxuoso hotel, cujas luzes brilhantes contrastavam cruelmente com nossa situação. Em vez de nos levarem para algum quarto ou área de hóspedes, fomos guiadas até um celeiro antigo e escuro nos fundos da propriedade. O cheiro de feno velho, suor e algo mais animalesco enchia o ar. Lá dentro, já havia várias outras mulheres nuas, presas de formas semelhantes às nossas. Algumas estavam acorrentadas a postes ou barras de madeira, outras simplesmente sentadas no chão de terra batida. Elas trabalharam o dia todo no hotel ou servindo os hóspedes de alguma forma degradante, dava para perceber pela exaustão em seus rostos.
Quando nossos olhares se cruzaram, senti um misto de curiosidade e pena profunda vindo delas. Seus olhos nos avaliavam em silêncio, como se soubessem exatamente pelo que estávamos passando, e ao mesmo tempo lamentassem que mais duas tivessem se juntado ao grupo. Julie tremia ao meu lado, e eu me sentia igualmente apavorada, o coração acelerado, o corpo sujo e marcado pelo dia inteiro de humilhação.
Logo nos deram comida. Não era nada que se parecesse com refeição de verdade. Uma gosma esbranquiçada foi colocada em nossas mãos e na frente de nossos rostos, com um cheiro horrível, azedo e podre que revirava o estômago. O sabor era ainda pior, viscoso, amargo, com um fundo metálico que me causava ânsia imediata. Meu corpo rejeitava aquilo instintivamente, e eu sentia ânsias fortes, quase vomitando a cada tentativa de engolir. Julie parecia sofrer o mesmo, o rosto contorcido de nojo.
Mas as outras mulheres, as escravas mais antigas, nos forçaram a continuar. Elas seguravam nossas cabeças e braços com firmeza, empurrando a gosma para dentro de nossas bocas sem piedade. Uma delas, com olhos cansados, mas decididos, transmitia uma mensagem clara só com o olhar e o gesto, era melhor não resistir. A fome que viria depois seria mil vezes pior que aquele gosto repugnante. E, por mais que meu orgulho e meu nojo gritassem dentro de mim, a exaustão e a necessidade básica de sobreviver falaram mais alto. Engoli, aos poucos, sentindo cada porção descer como uma humilhação adicional, enquanto as lágrimas continuavam a cair.
Ali, no escuro daquele celeiro, ao lado de Julie e das outras, eu me sentia completamente quebrada, sabendo que aquela seria apenas mais uma noite de uma nova realidade que eu ainda não conseguia aceitar por completo.
Mas a noite estava apenas começando.
Eu me lembro de cada segundo no celeiro como se ainda estivesse acontecendo agora, o cheiro de feno úmido e mofo grudado na minha pele, o ar pesado e quente que me sufocava. Eu estava nua, como todas nós, encostada na parede de madeira áspera, tentando me fazer pequena, invisível. Julie estava ao meu lado, encolhida, os olhos arregalados de puro terror, mas sem emitir um som. As outras mulheres, dez, doze, não sei, simplesmente viravam o rosto, fingiam que nada acontecia. Elas já sabiam, eu ainda não.
A porta rangeu e três homens entraram. Eram fortes, peões do hotel, com certeza, ombros largos, braços grossos de quem carrega fardos o dia todo, camisetas suadas coladas no peito, calças jeans sujas de terra. O primeiro, o mais alto, tinha uma cicatriz no queixo e olhos frios como pedra. O segundo era careca, com uma tatuagem de cobra subindo pelo pescoço. O terceiro, o mais jovem, tinha um sorriso torto que me gelou por dentro. Eles não disseram uma palavra. Só vieram direto para mim.
O careca me agarrou pelo pescoço antes que eu pudesse respirar. Seus dedos grossos apertaram minha garganta, me levantando do chão como se eu não pesasse nada. Eu me engasguei, as unhas arranhando inutilmente o pulso dele. “Levanta, vadia”, rosnou ele, me arrastando pelo celeiro. Os outros dois riram baixo. Me jogaram no centro, onde o feno estava mais limpo, e o alto me empurrou de joelhos.
“Primeiro, limpa essa porra”, disse o careca, pegando uma vassoura velha encostada na parede. A outra mão dele abriu a mangueira que pendia de uma torneira enferrujada. A água saiu gelada, um jato forte e cortante como agulhas de gelo. Eles me esfregaram como se eu fosse um animal sujo de curral. O careca passou a vassoura nas minhas costas, nas coxas, entre as pernas, com força bruta, as cerdas duras arranhando minha pele. A água gelada batia no meu rosto, nos seios, escorria pelo ventre e entrava em mim, queimando de frio. Eu tremia tanto que meus dentes batiam. “Olha só como ela se contorce”, comentou o jovem, rindo. “Parece uma porca no banho.”
Eles me viraram de todos os lados, comentando meu corpo como se eu fosse carne no açougue. “Peitos bons, firmes, mas vai ficar melhor com umas marcas”, disse o alto, apertando um mamilo com força até eu gemer. “Bunda redonda, perfeita pra meter fundo”, completou o careca, dando um tapa tão forte que o som ecoou. “Cuzinho apertado, virgem de tanto pau ainda? Vamos ver.” O jovem enfiou dois dedos dentro de mim sem aviso, rindo quando eu me contraí. “Molhada já? Ou é só da água fria?”
Quando terminaram de me limpar, me jogaram de bruços no feno. O cheiro era forte, seco, arranhando minha pele molhada. Eu mal conseguia respirar. O alto me virou de costas e abriu minhas pernas com o joelho. “Hora de foder essa puta.” Eles não foram gentis, em nenhum momento foram. O careca foi o primeiro a entrar em mim, vaginal, empurrando tudo de uma vez com um grunhido animal. Eu gritei, dei um grito rouco, quebrado, porque doeu como se me rasgassem por dentro. Ele era grosso, comprido, e metia com força bruta, batendo os quadris contra os meus, as bolas estalando contra minha pele. O alto agarrou meu cabelo e enfiou o pau na minha boca, sufocando meu grito. Era salgado, grosso, latejando na minha garganta. Eu me engasgava, baba escorrendo pelo queixo, lágrimas borrando tudo. O jovem, atrás, cuspiu na minha bunda e forçou a entrada anal sem piedade. Eu senti o rasgo, o fogo explodindo dentro de mim. Os três me preencheram ao mesmo tempo, vaginal, anal, oral, como se eu fosse um buraco feito só pra isso.
Eles se revezavam, mas nunca paravam. Um saía, outro entrava, sempre três ao mesmo tempo. O careca no cu agora, metendo tão fundo que eu o sentia bater no estômago. O alto na boca, segurando minha cabeça como um brinquedo, fodendo minha garganta até eu vomitar um pouco e ele rir e continuar. O jovem na buceta, dedos cravados nos meus quadris, batendo tão forte que o feno voava ao redor. Eles trocavam buracos, suados, gemendo como animais. “Apertada pra caralho”, grunhia um. “Olha como ela chora, mas a buceta dela aperta mais”, dizia outro. “Vai, engole tudo, vadia.”
Eu sofria. Meu Deus, como eu sofria. Cada estocada era uma facada. Meu corpo inteiro ardia, a garganta em fogo, o cu rasgado, a buceta inchada e latejando de dor. As lágrimas não paravam. Eu tentava gritar, mas só saía um gorgolejo abafado. Minhas unhas cravavam no feno, os joelhos ralados, as costelas doendo de tanto ser pressionada. Eles me viravam, me levantavam, me jogavam de quatro, de lado, de costas. Um me segurava pelos pulsos acima da cabeça enquanto os outros dois me fodiam juntos na buceta e no cu, esticando-me até eu achar que ia me partir ao meio. O suor deles pingava em mim, misturado com o meu. O cheiro de sexo, de porra, de feno e de medo enchia o ar.
Passou-se uma hora, talvez mais de uma hora e eles não se cansavam. Gozavam dentro de mim, um, dois, três jatos quentes enchendo meus buracos, e continuavam, duros de novo em minutos. Eu sentia a porra escorrendo pelas minhas coxas, misturada com sangue do rasgo no cu. Meu ventre doía como se tivesse levado socos. A garganta inchada, a mandíbula travada. Eu não conseguia mais gritar. Só soluçava, o corpo tremendo, os músculos se contraindo involuntariamente em espasmos de dor.
Julie estava lá o tempo todo. A poucos metros, encolhida contra a parede, os olhos enormes, cheios de lágrimas que ela não deixava cair. Ela não abriu a boca. Não se mexeu. Só olhava, morrendo de medo, sem entender nada daquilo. Eu via o pavor no rosto dela, o mesmo pavor que eu sentia, mas ela era só uma menina assistindo a mãe ser destruída. As outras mulheres? Nem viravam a cabeça. Uma até continuou mastigando um pedaço de pão com a gosma, como se fosse um dia qualquer no celeiro.
Eles finalmente pararam quando eu já não era mais nada, só um corpo mole, coberto de porra, suor, saliva e feno grudado na pele. Me largaram ali, ofegantes, rindo, limpando os paus nas minhas coxas. “Boa foda, essa aqui aguenta”, disse o alto antes de saírem, fechando a porta com um baque.
Eu fiquei deitada no feno, tremendo, doendo em cada pedaço de mim. Julie ainda não se mexia. E eu, Caroline, só conseguia pensar que aquilo não tinha acabado. Que amanhã, ou depois, ou na hora que eles quisessem… eles voltariam. E eu não podia fazer nada, absolutamente nada. Eu me senti um lixo, suja, nojenta.
Eu ainda estava caída no feno, o corpo inteiro latejando como se tivesse sido atropelado por um caminhão. Porra escorria de mim por todos os lados, grossa, quente, grudenta e misturada com sangue do meu cu rasgado, saliva, suor e pedaços de feno que grudavam na pele molhada. Meu cabelo estava emaranhado, o rosto inchado de tanto chorar e se engasgar, a garganta ardendo como se tivesse engolido fogo. Eu mal conseguia me mexer. Só respirava em soluços curtos, quebrados, os olhos fechados porque doía até abrir.
Foi quando senti mãos pequenas e trêmulas me tocarem. Julie, minha filha. Ela se arrastou pelo chão do celeiro, de joelhos, ignorando o cheiro nojento que subia de mim, ignorando a gosma branca que cobria meus seios, minha barriga, minhas coxas. Ela me abraçou com toda a força que tinha, o corpinho quente e magro colando no meu, sujando a própria pele com tudo que os homens tinham deixado em mim. “Mamãe… mamãe…”, sussurrava ela, a voz falhando, o rosto enterrado no meu pescoço. Eu a abracei de volta, os braços fracos, e o choro veio de novo, mais forte, mais fundo. Choramos juntas, coladas, o corpo dela tremendo contra o meu, as lágrimas dela misturando com a porra que ainda pingava do meu queixo. Era um choro silencioso, desesperado, daqueles que não fazem barulho porque o medo é maior que a dor. Eu sentia o coração dela batendo contra o meu, rápido demais, e só conseguia pensar que eu tinha falhado com ela, que ela estava vendo a mãe ser destruída e não podia fazer nada.
O choro durou minutos. Não sei quantos. Até que uma sombra se moveu ao nosso lado. Uma das escravas, uma mulher magra, de uns trinta e poucos anos, pele marcada de hematomas antigos, olhos vazios, se aproximou devagar, agachando-se perto de nós sem tocar. Ela esperou o soluço diminuir um pouco, depois falou baixo, quase num sussurro, como se as paredes tivessem ouvidos.
“Vocês vão ter que aprender rápido. Aqui no hotel é assim todo dia. Eles nos usam quando querem, do jeito que querem. De manhã, quando acordamos, já tem quem venha foder a gente antes do café. Depois vem a limpeza com a mangueira gelada e a vassoura, igual fizeram com você. Trabalhamos o dia inteiro, limpando, servindo, abrindo as pernas para os hóspedes que pagam extra. Eles nos humilham o tempo todo. Nos fazem engatinhar, nos chamam de buracos, de porcas, de lixo. Às vezes nos amarram no salão principal para todo mundo ver, para rir, para cuspir. E a noite… a noite é pior. Eles vêm em grupo, como hoje. Três, quatro, cinco. Entram em todos os buracos ao mesmo tempo, gozam dentro, fora, em cima da gente. E a gente aguenta, porque se gritar, se chorar alto, apanha mais. O medo é nossa comida aqui. A gente sofre todo santo dia. Todo. Não tem um minuto que a gente não esteja esperando a próxima dor. Vocês duas… agora fazem parte disso. Não tem escapatória.”
Ela parou, olhando pra Julie, que ainda estava grudada em mim, o rostinho molhado de lágrimas e de tudo que escorria do meu corpo. A mulher respirou fundo, como se estivesse contando uma história que já tinha contado mil vezes.
Então outra escrava se aproximou, a mais velha do celeiro, uma senhora de uns cinquenta anos, corpo marcado de cicatrizes velhas, cabelo grisalho preso num coque apertado. Ela se sentou no feno ao nosso lado, devagar, sem pressa, e colocou a mão calejada no ombro de Julie, bem leve.
“Vocês têm sorte, meninas. Muita sorte. Tem lugares piores que esse hotel na cidade. Lugares onde as meninas são vendidas para fábricas de porra, onde ficam presas em gaiolas o dia inteiro, sem dormir, sem comer nada além do que os homens mijam na boca delas. Aqui pelo menos a gente tem a gosma. É o que sobra no final do dia, sêmen velho dos hóspedes, misturado com restos de comida que eles jogam no chão do refeitório. A gente lambe do piso, come com as mãos, engole quente ou frio. Não é bom, mas enche a barriga. E de noite… a gente dorme. Todas as noites. Eles trancam a porta do celeiro e nos deixam em paz até o amanhecer. Não é muito, mas é mais do que muitas outras têm. Aqui vocês vão aprender a aguentar. Vão aprender a fechar os olhos e deixar o corpo fazer o que tem que fazer. E vão sobreviver, porque é isso que a gente faz.”
Ela olhou pra mim, depois pra Julie, e o olhar dela não tinha pena, só uma resignação cansada, de quem já viu tudo.
“Agora limpa ela, menina. Usa a mão, usa a língua se precisar. Amanhã vai ser pior se ela estiver fedendo quando eles voltarem.”
Julie apertou os braços em volta de mim um pouco mais forte. Eu fechei os olhos, sentindo a porra seca começar a craquelar na minha pele, o choro preso na garganta de novo. E pela primeira vez entendi que aquilo não era o fim. Era só o começo.
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