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Sansão e Dalila cap 1

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A Bíblia Sagrada

Sangue e Sete Tranças Sansão, juiz de Israel, domina Dalila com desejo brutal. Ela resiste a traição, e juntos enfrentam filisteus.

A poeira dourada de Gaza ainda flutuava no ar quando Sansão cruzou a soleira da casa de Dalila. O sol poente incidia sobre os ombros dele como se o próprio Deus estivesse apontando um holofote para o homem que havia matado mil filisteus com a queixada de um jumento. O sangue secava nas dobras da túnica dele. O cheiro de ferro e suor preenchia o ambiente antes mesmo de qualquer palavra ser dita.

Dalila estava de pé junto à bacia de água perfumada. Os dedos dela tremiam, mas não de medo. De expectativa. Ela conhecia aquele homem desde os tempos em que ele apenas destroncava leões nos vinhedos de Timna. Conhecia o peso da mão dele no ombro, o som grave da risada, o modo como os olhos dele ficavam escuros quando a desejava.

"Sangue de filisteus", disse ela, erguendo o queixo. "Ou vens até mim com as mãos limpas?"

Sansão riu. O som reverberou pelas paredes de barro como trovão distante. Ele deu dois passos largos e tomou o rosto dela entre as mãos enormes, os polegares pressionando as maçãs do rosto, a barba áspera roçando a testa dela.

"Limpo ou sujo, sou teu, mulher. E tu és minha."

Ele não pediu licença para beijá-la. Tomou a boca dela com a mesma fúria contida que usava para derrubar portões de cidades. Dalila cedeu — não por fraqueza, mas porque sabia o que viria depois. A língua dele invadiu a dela, o gosto de vinho e poeira, e ela agarrou-lhe os cabelos grossos como cordas de tenda. Sete tranças. Ela as conhecia de cor. Sete tranças que jamais seriam cortadas por mão alguma.

Quando ele a ergueu do chão, o mundo inteiro girou. A bacia tombou. A água derramou sobre o tapete, e Dalila riu contra a boca dele, um riso que morreu quando ele a depositou sobre o leito de peles e pressionou o corpo inteiro contra o dela, sem pressa agora.

"Quero ver-te", disse Sansão, e a voz saiu mais baixa do que ela jamais ouvira. "Quero ver a mulher que faz um juiz de Israel esquecer o próprio nome."

Os dedos dele encontraram o fecho da túnica dela. Não rasgou. Desfez, um nó por vez, com uma paciência que contradizia os ombros do tamanho de portas de cidade. Cada centímetro de pele que surgia recebia um beijo. O colo. A curva do seio. O umbigo, onde ele demorou, a língua traçando um círculo lento enquanto a respiração dela falhava.

Dalila arqueou as costas. As mãos dela buscaram os ombros dele, as cicatrizes antigas que contavam histórias de guerras que ela nunca veria. Unhas cravadas na pele dele. Ele grunhiu, não de dor.

"Tu és grande demais para mim", sussurrou ela, e a frase saiu quebrada porque a boca dele havia descido.

"Tu te acostumarás."

Ele a virou de bruços com uma mão só. O gesto foi firme, deliberado, o tipo de gesto que não admite discussão. Dalila sentiu o peso dele sobre as costas, o calor do corpo, a ereção dura pressionando a curva do quadril dela através do tecido. Ela não se moveu. Esperou.

A túnica dele caiu no chão. A pele de Sansão era um mapa de sol e cicatrizes, e quando ele finalmente se libertou das vestes, Dalila virou o rosto sobre a pele para olhá-lo. O membro dele era grosso, pesado, erguido contra o ventre. Ela engoliu seco.

"Olha bem", disse ele. "Não terás outro homem depois de mim. Nem antes."

Ele não esperou resposta. Ajoelhou-se atrás dela, as mãos agarrando os quadris de Dalila com força suficiente para deixar marcas. A ponta dele a tocou primeiro — um toque leve, quase gentil, deslizando entre as dobras molhadas. Dalila prendeu a respiração.

"Pronta?", perguntou ele.

"Sim."

Ele entrou com um só impulso.

O corpo de Dalila se abriu em volta dele como terra seca recebendo chuva. O som que escapou da garganta dela não foi palavra. Foi algo mais antigo. Os dedos dela se cravaram nas peles do leito, e Sansão ficou parado, encaixado até o fim, a respiração dele quente na nuca dela.

"Não te movas", ordenou ele. "Deixa-me sentir."

E ele sentiu. Cada centímetro, cada espasmo involuntário que percorria as paredes dela, cada respiração que ela tentava disfarçar. Os quadris dele começaram a se mover devagar — retiradas longas, investidas profundas, o ritmo de um homem que sabia que tinha a noite inteira.

Dalila gemeu. O som foi abafado pelo travesseiro, mas Sansão ouviu. Ele puxou o cabelo dela para trás, não com força, apenas o suficiente para erguer o rosto dela do leito.

"Quero ouvir-te", disse ele junto ao ouvido dela. "Quero que a casa inteira saiba quem te possui."

As estocadas aceleraram. O som da pele contra pele preencheu o quarto, acompanhado pelos gemidos que ela já não conseguia conter. Sansão segurava os quadris dela com as duas mãos agora, os dedos afundando na carne, e cada investida empurrava Dalila um pouco mais para frente no leito. As pernas dela tremiam. O ventre dela se contraía em espasmos que ela não controlava.

"Assim", arfou ele. "Assim, mulher."

Ele a virou de novo. Agora, de frente. Queria ver o rosto dela. Queria ver os olhos dela quando ela se desfizesse. E Dalila viu os olhos dele — escuros, famintos, fixos nela como se ela fosse a única coisa no mundo.

Ele entrou novamente. Dessa vez, Dalila envolveu as pernas em volta da cintura dele. Os tornozelos cruzados nas costas dele. As mãos agarrando a nuca, os cabelos, os ombros.

"Mais", pediu ela.

"Mais?"

"Mais."

Ele obedeceu.

O ritmo tornou-se brutal. A cama de peles rangia, as paredes de barro pareciam tremer. Dalila sentiu o calor se acumular no ventre, uma pressão que crescia com cada investida, e quando Sansão deslizou a mão entre os corpos e encontrou o ponto sensível com o polegar, ela se desfez.

O grito dela ecoou pela casa.

O corpo dela se apertou em volta dele, ondas de contração que o puxavam mais fundo, e Sansão seguiu logo depois — um rugido preso na garganta, os quadris travando, o calor se derramando dentro dela. Ele caiu sobre os cotovelos, a testa contra a testa dela, os dois respirando como se tivessem corrido uma guerra juntos.

Nenhum dos dois falou por um longo tempo.

Foi Dalila que quebrou o silêncio. Os dedos dela subiram até as tranças dele, tocando-as uma a uma.

"Sete", sussurrou ela. "Sete tranças. E nenhuma lâmina as tocará."

Sansão abriu os olhos.

"Como sabes disso?"

Dalila sorriu. Um sorriso que ele não conseguiu ler.

"Porque os filisteus me ofereceram mil moedas de prata para descobrir o segredo da tua força."

O corpo de Sansão ficou imóvel. Os olhos dele, que haviam sido pura entrega, endureceram como pedra.

"E tu?"

Os dedos dela deslizaram pelo rosto dele, pela cicatriz que cortava a sobrancelha, até a boca.

"Eu disse a eles que fossem perguntar a ti mesmo."

Ela o puxou para um beijo antes que ele pudesse responder.

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