Desabrochando Mafê - parte 2
A caminho da escola, Mafê me perguntou algo que me fez pensar como responder o dia todo: Mãe… o que é gozar?
Fiquei parada por alguns segundos enquanto Mafê entrava na escola. Como eu podia ter sido tão descuidada em não fechar a porta na hora do sexo com o Roberto. Ou eu já vi fechado, mas falei alto demais?
Agora pouco importava, pois minha filha havia ouvido sua mãe gemer de prazer. Eu sempre fui muito cuidadosa… mas Roberto era muito gostoso, e quando ele me pegava de quatro como tinha feito ontem… aí… eu ficava fora de mim. Nem quero lembrar, pois fico úmida só de pensar no membro de roçando minha vagina.
Mas não posso pensar nisso. Que tipo de mulher barata sou eu, pensando em sexo quando tenho algo mais importante para resolver. Como eu vou explicar pra minha menina o que ela ouviu ontem? O que ela vai pensar de mim? E se eu fingir que nada aconteceu e esquecer da pergunta? Não. Conhece Mafê… ela vai insistir em saber. E eu também não posso me eximir do papel de mãe e não ensinar a ela algo que é parte natural da vida. Talvez tenha chegado a hora de falarmos sobre as abelhinhas. Não sei…
Cheguei do trabalho às 19 horas. Roberto estava ainda na rua, participando de um jantar de negócios. Mafê costumava chegar da escola às 17. Era possível saber que estava em casa mesmo sem vê-la. Era só seguir as peças do uniforme , mochila e calçados espalhados pelo caminho até seu quarto.
- Mamãe? É você?
- Sim, filha. Está tudo bem? Como foi a escola? - afastei um pouco a porta para vê-la. Estava com o notebook no colo e um fone de ouvido rosa, provavelmente ouvindo aqueles grupos coreanos de música pop.
- Tudo bem sim. A mesma chatice de sempre.
- Tá bom. Vou cuidar do nosso jantar. Roberto vai chegar tarde hoje. - me virei em direção a cozinha.
- Mamãe… esqueceu que temos um combinado?
Eu sabia…
- Não esqueci não. Só não sei se já é hora de falarmos sobre isso.
- Ué? É algo proibido? Você está fazendo coisas erradas , mamãe?
- Não , claro que não. Mas existem algum assuntos que é melhor tratar quando somos mais maduros. E tenho dúvidas se está na hora.
- Bom… só tem um jeito de saber… conversando. Você sabe que eu pesquisar na Internet descubro tudo. Não acha melhor eu ouvir da sua boca do que de pessoa que nem conheço?
Esse argumento era irrefutável. Entrei no quarto, e não sei exatamente porque fecho a porta. Acho que era vergonha de mim mesma em tentar explicar a minha filha o que ela tinha ouvido.
- Tá bom, Mafê. Vamos lá.
- Mãe… não premissa ficar vermelha. Somos uma família. Pode falar. Eu aguento.
- Bem… você sabe o que é sexo? Ela sacudiu a cabeça como quem diz mais ou menos.
- Então… quando duas pessoas se gostam e tem uma relação muito próxima, elas compartilham de algumas intimidades. Como por exemplo, ficarem nuas uma na frente da outra.
- Assim como quando eu tomo banho com você?
- É… só que quando as pessoas se gostam como um casal, tem algumas diferenças.
Aqui eu já não conseguia olhar para ela. Mirava minhas mãos que se apertav sobre o colo.
- Como assim, mãe?
- Humm. Quando estão nuas, elas tocam os corpos umas das outras. Fazem carinho entre si.
- Mas precisa ficar pelado para isso?
- Bem… é que elas se tocam em lugares especiais. Lugares que não podem tocar em público?
- Você quer dizer …
- Sim… nos coxas, no bumbum, nos seios e até… nos lugares mais íntimos.
- Na xaninha, mãe? - ela perguntou com a boca aberta de espanto.
- Sim, querida.
- Nossa mãe. Você deixa o Roberto tocar sua xaninha também?
Sacudi a cabeça positivamente.
- Eca… você não tem vergonha?
- No começo sim. Mas depois nos acostumamos.
- E como é esse toque? Seus olhos brilhavam de curiosidade e inocência.
- Bom… com as mãos, às vezes com beijos e as vezes com outras partes do corpo.
- Peraí. Vocé quer dizer que o Roberto beija seu peito e sua xaninha? Eca… que nojo.
- Sei que parece estranho. Mas nesses momentos de intimidade esses toques são agradáveis… prazerosos.
- Jura? E você também beija ele? Lá embaixo?
- Sim… disse constrangida.
- Eca, eca.
- Bom… você me fez uma pergunta mais cedo. Estou só te respondendo.
- Você jura que isso é bom?
- Sim, meu amor. É gostoso quando a gente se ama.
- Ah tá. Mas você nunca beijou a minha, né… e nem eu a sua. Não estou acreditando nisso não.
- É que você e eu somos mãe e filha. Não pode isso. Mas com o namorado pode.
- E aí?
- Bom… quando as pessoas fazem esse carinho, elas esfregam as partes do corpo. Isso vai ficando cada vez mais gostoso, até que elas sentem um arrepio passando por todo corpo, como se todo carinho explodisse de uma só vez. Isso é o gozar. Você parece que vai desmaiar de tanto prazer nessa troca com o namorado.
- Por todo corpo?
- Sim. Mas especialmente na região da xaninha.
- Nossa… parece … muito bom. Você sente dor?
- Não meu amor. Talvez na primeira vez. Mas depois só prazer.
Ela mudou a expressão. Ficou com ar chateado.
- Ah mamãe. Obrigado por ter me contato. Mas fiquei aqui pensando que eu não tenho namorado. Então não posso saber o que é gozar. E do jeito que você falou pareceu tão bom.
- Não fique triste, amor. Você ainda tem tempo para isso. Prometo que ainda vai gozar muitas vezes. - falei sorrindo.
- Mãe… você acha que vai demorar?
- Vai… não apresse as coisas.
- Que chato, hein? Pena que você não possa me emprestar o Roberto , né?
- Tá louca menina… nem pense nisso . Ele só pode fazer a mamãe gozar.
Confesso que fiquei preocupada com esse comentário dela. A curiosidade jovem por vezes pode provocar grandes problemas. Mafê já tinha um corpo de mulher, com coxas grossas, seios bem redondos, lábios carnudos e um longo cabelo negro. Sua bunda também chamava atenção. E eu já havia flagrado Roberto olhando de canto para ela quando chegava da escola com o moletom justo. Nem pensar.
E então, quis dar uma alternativa para evitar que o medo que percorreu minha espinha naquela hora se materializa-se. Parei um instante refletindo se deveria ir por um
Outro caminho.
- Filha… nem sempre você precisa de alguém para gozar. Algumas meninas sabem como fingir que tem namorados usando pensamentos e outras coisas mais?
- Jura mamãe? E você sabe como que faz?
- Sim querida. Mas essa é outra história. O que eu tinha prometido , cumpri. - me levantei e a beijei no rosto, saindo do quarto.
Quando estava prestes a fechar a porta:
- Mamãe…posso pedir um favor de filha?
- Claro meu amor.
- Me ensina a gozar sem namorado?
(Continua)
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