#Corno #Traições

Eu era só um cara travado

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Eu era só um cara travado até dar o troco na vida. Virei o espelho do marido dela na cama e entendi as novas regras do jogo.

Fiquei sozinho depois dos trinta anos. A traição da minha ex-mulher destruiu o pouco de certeza que eu tinha sobre a vida, me deixando ainda mais calado e fechado no meu canto. Sempre fui um cara simples, de criação rígida, que acorda cedo para trabalhar e prefere o silêncio de casa ao barulho da rua. Nunca fui de aprontar ou procurar confusão. Mas a solidão constante e o orgulho ferido começaram a pesar de um jeito que eu não conseguia mais ignorar.

Diante disso, decidi viajar sozinho para descansar a mente. No hotel, já tinha reparado nas duas: bonitas, jovens e chamativas. No dia seguinte, caímos no mesmo passeio de barco. Eu estava no meu canto quando Camila se aproximou, puxou conversa e me apresentou a Renata. Ela sentou ao meu lado, me olhou de frente e assumiu o papo, ignorando o meu jeito travado.

Conversamos sobre a viagem e o lugar. Camila se afastou e ficamos sós. A presença de Renata era agradável e aos poucos fui me soltando. Notei o interesse no olhar dela e a conversa fluiu fácil. Quando Camila se reaproximou, sugeri que jantássemos juntos no restaurante do hotel. Renata sorriu, aceitou pelas duas e combinamos às oito.

Entrei no restaurante e sentei à mesa. Elas logo chegaram e a conversa correu solta. Camila falou da rotina na loja de roupas, e depois Renata contou como trocou a psicologia pelo design de interiores, dizendo que a casa de alguém revela exatamente o que a mente tenta esconder. Enquanto explicava, Renata sustentava o olhar diretamente no meu, sem desviar, deixando evidente o interesse que tinha por mim.

Depois do jantar leve e cheio de risadas, Camila pediu licença e subiu para o quarto, alegando cansaço. Percebi que foi uma jogada ensaiada para nos deixar a sós. Saímos do restaurante e fomos para uma área externa mais reservada, com árvores e alguns bancos de madeira. Sentamos ali e conversamos sem pressa por um longo tempo, com a tensão entre nós ficando cada vez mais evidente.

Olhei no relógio e vi que já passava da meia-noite. Combinamos de nos encontrar para o café da manhã no dia seguinte e decidimos subir. Quando o elevador parou no andar dela, que ficava abaixo do meu, ela me deu um beijo no rosto e saiu. As portas se fecharam e continuei até o meu andar, sabendo que ela tinha mexido comigo e que eu estava completamente interessado nela.

Cheguei ao salão e vi a Renata me esperando em uma mesa perto da janela. Sentei e perguntei pela Camila. Ela respondeu que a amiga preferiu pedir o café no quarto e que desceria só mais tarde. Ficou claro que era mais uma tentativa da Camila de nos deixar a sós. Mudei de assunto e chamei a Renata para ir à piscina depois do café.

Estava na piscina quando a Renata apareceu de biquíni, exibindo um corpo maravilhoso. Logo em seguida, a Camila desceu e avisou que faria um passeio até uma praia distante, voltando só no final da tarde. Renata preferiu ficar. Entendi que era mais uma manobra para nos deixar a sós e gostei disso, afinal a Renata tinha despertado algo intenso em mim.

Passamos a manhã conversando na borda da piscina. Entramos na água, nadamos um pouco e rimos com a descontração do momento. Pedimos dois drinks ali mesmo para acompanhar o ritmo tranquilo até a fome apertar, e decidimos almoçar no restaurante do hotel.

O almoço seguiu leve e com conversa fluida. Decidimos caminhar pela praia e paramos em um bar à beira-mar para mais alguns drinks.

No meio da tarde, tiro uma mecha de cabelo do rosto dela. Inclino o corpo e dou um beijo curto, rápido, só para testar os limites. Ela sorri. Como já estávamos de saída para voltar ao hotel, Renata segura minha mão e seguimos juntos o caminho de volta.

Entramos no elevador e puxo Renata pela cintura, beijando-a com mais vontade. O sinal sonoro avisa a chegada ao andar e nos separamos antes de a porta abrir.

Caminhamos rápido pelo corredor. Abro a porta do quarto e a fecho assim que ela entra. Voltamos a nos beijar, sem perda de tempo. Tiro o vestido dela por cima da cabeça, solto as amarras do biquíni e deixo tudo cair no chão. Ela puxa minha camiseta, desabotoa meu short e abaixa minha sunga.

Olho para ela completamente nua na minha frente. Uma mulher deliciosa: seios firmes, coxas grossas, depilada e uma bunda maravilhosa, muito melhor do que a de muitas mulheres mais jovens. A atração física estava totalmente confirmada; só restava saber se ela era boa no sexo.

Renata resolve isso sem dizer uma palavra. Ela se ajoelha na minha frente, segura o meu pau pela base e o puxa direto para a boca.

Ela engole a cabecinha de uma vez, quente e úmida. Desliza a boca até o fundo em um movimento firme, mantendo o ritmo constante e usando a língua por baixo enquanto aperta com a mão. Não há hesitação nem timidez. A forma como ela controla a pressão e a respiração entrega a experiência que tem.

Seguro no cabelo e no braço dela para interromper o movimento, avisando que vou gozar se ela continuar. Ela entende na hora, me olha de baixo e dá um leve sorriso de canto. Puxo-a para cima e a conduzo até a cama. Ela se deita de costas e abre as pernas enquanto me posiciono entre elas.

Começo descendo os lábios pelo pescoço. No primeiro contato, ela inclina a cabeça para trás e solta um ar quente, arrepiando a pele. Desço a boca para os seios, alternando a pressão dos lábios e da língua; a respiração dela acelera e as mãos sobem direto para os meus ombros, cravando os dedos com força.

Continuo descendo pela barriga até me encaixar entre as coxas dela. Quando encosto a boca na buceta, a reação é imediata: o quadril dela dá um salto involuntário para cima, os dedos saem dos meus ombros para se enroscar no meu cabelo e ela me puxa contra si, guiando o ritmo com a respiração curta e o corpo tenso.

Aos poucos, o ritmo das coxas dela vai mudando. O quadril para de se mover rápido e passa a pressionar de leve contra a minha boca. A respiração dela vira um gemido baixo e longo.

Ela vai apertando os dedos no meu cabelo com mais força, não para me afastar, mas para controlar o contato. O corpo dela vai esticando, enrijecendo os músculos das pernas até ela puxar a minha cabeça para cima, pausando o movimento.

Ela me encara com os olhos cheios de tesão, me puxa pelo pescoço para um beijo rápido, com o nosso gosto na boca, e pede para eu comer ela de uma vez.

Coloco a camisinha sem perder tempo. Subo o corpo devagar, me posiciono entre as pernas abertas, seguro firme na cintura dela e empurro o pau de uma vez. A entrada está quente e justa. Renata solta o ar num sopro longo no meu pescoço e ergue o quadril para receber a metida, cravando as unhas nas minhas costas.

Começo o movimento devagar, mas a memória da traição da minha ex me vem em cheio na cabeça. Aquela sensação de ser feito de otário, a humilhação engolida a seco. O sangue esquentou de um jeito diferente. A raiva represada há meses saiu toda ali.

Mudei a pegada. Segurei a cintura de Renata com força, apertei a carne dela até marcar e passei a meter com raiva, fundo, seco, sem paciência. Esqueci o cuidado, esqueci o carinho. Eu queria descarregar aquele peso e usar o corpo dela para arrancar a sensação de impotência do meu peito. A cada metida forte, o barulho do impacto dos corpos ecoava no quarto estalando alto. Era como se eu a estivesse estuprando.

Até esperava que ela reclamasse da brutalidade, mas aconteceu o contrário. Renata soltou um gemido alto, rasgado, jogando a cabeça para trás e cravando os dentes no próprio lábio inferior. O olhar dela ficou completamente vidrado, assustado e fascinado ao mesmo tempo. A submissão a esse domínio bruto destravou algo nela. O corpo dela respondia a cada tranco numa rendição absoluta.

Acelerei o ritmo sem dar trégua, pressionando o corpo contra o dela, batendo pesado. Renata travou as pernas na minha cintura, segurou firme no lençol e começou a dar espasmos violentos, soltando um grito abafado antes de descarregar o orgasmo. Mantive as metidas firmes por mais alguns segundos até sentir o meu próprio corpo travar e soltar tudo dentro da camisinha.

Rolo para o lado, tiro a camisinha e fico encarando o teto no silêncio do quarto. A raiva passa e dá lugar a um peso esquisito. Olho para a marca dos meus dedos na cintura dela e penso em pedir desculpas pela brutalidade, achando que passei do ponto.

Antes de eu abrir a boca, Renata vira a cabeça no travesseiro e me encara. O olhar dela ainda está meio perdido, a boca aberta buscando ar.

- Isso foi incrível... - ela murmura, com a voz falhada. - Eu só tinha visto isso em filme. Nunca imaginei que sexo podia ser pesado e gostoso desse jeito.

A fala dela me pega de surpresa. Eu nunca tinha sido violento assim na cama, mas a verdade é que sempre quis tentar. Com a minha ex, faltava espaço e sobrava receio de ser julgado, então a vontade morria engolida. Ouvir aquilo da Renata traz um alívio imediato, desfazendo a culpa e devolvendo uma força que eu achava que tinha perdido.

Demorou pouco para o pau subir de novo, num intervalo bem menor do que o meu normal. A entrega dela àquele domínio bruto, como se quisesse ser tomada sem controle, mexeu direto com a minha cabeça. Ver que aquela violência velada e consentida tinha acendido a mulher, me deu uma descarga de apetite que eu não sentia há tempos.

Mandei ela ficar de quatro. Vi que ela gostava de obedecer, de receber a ordem sem pensar. Segurei o quadril dela e enfiei com força, metendo fundo enquanto dava tapas na bundinha até deixar tudo vermelho. Me dobrei por cima dela e disse no ouvido que ela era uma gostosa, que a partir dali ia viciar na minha pica. A resposta veio nos gemidos abafados contra o colchão e no corpo dela se contorcendo a cada estocada.

De repente, ela travou numa contração violenta e soltou um gemido alto, rasgado. Antes que eu entendesse o que estava acontecendo, um jorro quente espirrou com força contra as minhas coxas e o lençol. Eu já tinha visto aquilo em vídeo, mas nunca na minha frente. O impacto do líquido e a vagina dela espremendo o meu pau sem parar me pegaram de surpresa.

Parei por alguns segundos, com a mão firme no quadril dela, tentando processar o que tinha acabado de ver. Durou pouco. A visão daquele lençol molhado só atiçou mais a minha vontade de terminar o serviço. Voltei a socar fundo, num ritmo duro e constante, buscando a minha própria gozada. Sentia o corpo dela ceder debaixo de mim, mole, entregue. Ali eu soube que não tinha sobrado nenhuma dúvida de que ela estava plenamente satisfeita.

Segurei o quadril dela com mais força e acelerei o ritmo, metendo fundo até não aguentar mais. A visão do corpo dela entregue e a sensação do canal quente me puxaram direto para o limite. Soltei um gemido abafado e gozei pesado dentro dela, numa descarga rápida que me fez travar os braços antes de soltar o peso do meu corpo do lado do dela na cama, tentando recuperar o fôlego.

Ela se virou de lado, ficando de frente para mim, com a respiração ainda descompassada e um sorriso solto no rosto. Soltou uma risada curta, meio sem acreditar, e mandou um "o que foi isso?". Emendou dizendo que nunca tinha tido uma foda tão boa na vida.

Ouvir aquilo massageou o meu ego na hora, não vou mentir. Mas, no fundo, eu sabia que não tinha feito nenhuma mágica na cama. Eu não era nenhum super homem; a verdade é que ela é que nunca tinha experimentado um sexo mais bruto, sem a delicadeza morna a que devia estar acostumada. O mérito ali foi só ter entregue a violência que ela claramente estava pedindo.

Ela esticou o braço, pegou o celular na mesa de cabeceira e destravou a tela. Virou o aparelho para mim e mostrou a foto de um cara.

- É o meu marido. Ele tá na China a trabalho.

Olhei para a imagem e fiquei impressionado. O sujeito era realmente muito parecido comigo: mesmo porte, traços do rosto e estilo parecidos.

- Quando a Camila te viu aqui no hotel, me chamou e deu uma risada. Disse: "Nossa, o seu marido tá ali". Foi por isso que a gente quis se aproximar, pra te conhecer.

Ela encostou a cabeça no travesseiro, olhando para o teto enquanto falava com uma facilidade impressionante, sem vestígio de culpa. Contou que eram muito bem de vida, que o casamento era ótimo e que amava o marido. Não tinha intenção nenhuma de se separar. O problema é que ele viajava demais, passava semanas fora e a vida deles era certinha até demais.

Depois, soltou a outra parte como quem comenta sobre o tempo. Disse que ela e a Camila tinham um caso. Nenhuma das duas era lésbica, mas a amizade íntima e a rotina vazia acabaram criando essa brecha. Uma satisfazia a necessidade da outra quando a solidão apertava.

- A gente se resolve, mas não é a mesma coisa - ela disse, virando o rosto para me encarar. - Eu adorei a nossa foda. Quero repetir mais vezes.

O recado estava dado. Eu não era um substituto do marido, nem um amante romântico. Eu era o corpo que tinha a cara do homem dela, mas com a disposição de fazer com ela o que ele jamais faria.

Ela se levantou da cama devagar, com as pernas visivelmente bambas, e começou a juntar as roupas espalhadas pelo chão. Estava exausta, com aquele corpo pesado e desmontado que qualquer sexo bom deixa, ainda mais sendo a primeira vez de algo tão bruto para nós dois. Vestiu-se sem pressa, veio até mim e me deu um beijo demorado, daqueles de língua, profundo. Ao se afastar, soltou uma risadinha debochada:

- Foi quase como beijar o meu marido.

Não retruquei. Peguei o número do celular dela que se despediu e saiu em direção ao próprio quarto para tomar um banho e se recompor. Eu sabia que, assim que a Camila chegasse, as duas iam sentar para conversar e ela contaria cada detalhe do que tinha acontecido ali.

Olhei para o relógio e me dei conta de que o tempo estava curto. No dia seguinte à tarde, eu precisaria fechar a conta do hotel e ir embora. Mandei uma mensagem chamando as duas para jantar mais tarde, mas a resposta veio rápida: ela estava acabada, não queria sair da cama. Deixamos combinado de nos encontrar na manhã seguinte para tomar o café da manhã juntos.

No dia seguinte, desci cedo e sentei em uma mesa do restaurante, esperando as duas. Não demorou muito para que aparecessem juntas. A Renata vinha com um andar um pouco mais lento, contido, enquanto a Camila trazia no rosto um sorriso estampado, quase debochado.

Assim que puxaram as cadeiras e sentaram à mesa, a Camila encostou os braços no tampo, olhou bem no meu olho e soltou sem cerimônia:

- O que foi que você fez com a minha amiga, hein? Ela mal conseguiu levantar da cama ontem.

A Renata deu um tapa fraco no braço dela, disfarçando com um sorriso de canto, mas não desmentiu nada. O café correu tranquilo, num clima leve e sem aquele peso de cobrança. Elas chegaram a me convidar para um passeio pela cidade no meio da manhã, mas tive que recusar. Expliquei que a minha viagem tinha chegado ao fim e que eu precisava fechar a conta do hotel e pegar o voo à tarde.

Depois que terminamos de comer, a Camila se levantou primeiro, deu um tchau rápido e inventou uma desculpa qualquer para subir ao quarto, deixando nós dois a sós em um canto mais reservado da área externa do hotel.

Nos levantamos e ficamos de frente um para o outro. Ela me puxou pela cintura e me deu um beijo gostoso, calmo e demorado, sem a pressa do dia anterior. Ao se afastar, olhou nos meus olhos e deixou o recado direto:

- Quando eu voltar e tiver uma brecha, eu te ligo.

Apenas concordei com a cabeça. Se a promessa era para valer ou só daquelas falas da boca para fora, ditas no calor da viagem antes de encarar a vida real e o marido, só o tempo diria.

Sentado na poltrona do avião, olhando a cidade diminuir pela janela, dei uma risada fraca ao pensar na ironia da coisa toda. Poucos dias antes, eu era só um cara com chifres nas costas, remoendo um fim de relacionamento. Agora, voltava para casa depois de uma foda inesquecível com uma mulher sensacional, tendo invertido o jogo e colocado os chifres na cabeça do marido dela.

Aquilo me fez perceber o quanto a mentalidade das mulheres tinha mudado. Aquela visão tradicional e romantizada já era no mundo atual. E eu achava isso justo. Elas têm o mesmo direito de buscar o que falta, jogando com as mesmas regras que os homens sempre usaram. Para mim, ficou claro que o casamento moderno virou quase um contrato social, um acordo de convivência que não anula os desejos de ninguém. Tudo ficou mais prático, direto e sem falso moralismo.

E sobre o tempo dizer alguma coisa: ele disse. A promessa não foi da boca para fora. A gente se encontrou várias outras vezes nos meses seguintes, sempre que surgia uma brecha na rotina dela. A história só deu uma parada quando ela engravidou. O filho não era meu, mas o baque da gravidez fez a gente decidir dar um tempo para a poeira baixar. Agora, é só uma questão de esperar. Fico só imaginando como vai ser no dia em que a gente voltar a se esbarrar.

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