#Bissexual #Gay #Incesto #Virgem

Na viagem pra me ensinar a ser macho, primão amassou meu cabaço

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Will Seuq

Meu pai queria porque queria que eu aprendesse a ser macho que nem meu primo Júnior. Mas eu não queria isso. Nem ele.

Eu tinha acabado de fazer vinte e um anos. O Júnior tinha dezenove. Apesar das idades, o título de primo mais velho nunca me serviu de nada. É que nunca fui muito respeitado na minha família. “O Tavinho é tão tímido”. O Otávio sempre foi tão querido e comportado”. “Tão quietinho”. “Ele é delicado”. Esses eram os subterfúgios para eu não ser visto com muita autoridade por ninguém. Sem contar o fato de que, apesar de nos darmos bem, eu e meu primo éramos exatos opostos. O “JotaErre”, como gostava de ser chamado, era falador, malandro, pegava todas, “não deixava passar nenhuma”, como os homens da família gostavam de destacar. Inclusive, meu pai, que via no sobrinho um modelo que eu tinha muita dificuldade de seguir.

Depois de adulto, então, tentar emular o JR se tornou ainda mais difícil. O garoto trocava de namorada toda hora, tinha sempre uma mulher diferente.

— Essa semana saiu do quarto com duas, é uma máquina — meu tio contou, todo orgulhoso em um almoço de domingo.

Já eu, era virgem, nunca tinha chegado em uma mulher e, para ser sincero, não tinha muita vontade. Não que eu fosse desligado do sexo. Prefiro dizer que fui tardio. Quando a pressão por eu não ter “namoradinhas” cresceu, a minha curiosidade em entender como e por que eu era diferente também aumentou. Mas demorou um pouco para eu entender que, dentre infinitas possibilidade, talvez, eu gostasse de homens. Foi assim que eu descobri que o maior pesadelo do meu pai não era apenas um sonho ruim. Eu era gay mesmo.

Quando essa luz brilhou na minha mente, comecei a enxergar os homens de outro jeito. O rosto quadrado, a barba, os braços fortes, o corpo peludo e toda a energia que eles exalam. Fui entendendo aos poucos o quanto eu gostava daquilo. Esse meu momento de descoberta, no entanto, não foi “só sucesso”. Tudo isso aconteceu no meio da adversidade.

Cada vez mais meu pai queria que eu provasse que era macho. Isso afastava qualquer possibilidade de eu sair do armário e, logicamente, tumultuava minhas oportunidades de explorar o universo gay.

Aos vinte e um, então, tudo que eu já tinha feito era dar um beijo de língua em um menino, durante uma festa. Foi no escuro, atrás de um pilar e bem escondido. Passei a semana seguinte pensando se alguém conhecido não teria visto, ainda que não existisse a mais remota possibilidade de que isso tivesse acontecido. Também passei a semana processando o quanto eu tinha gostado, de sentir aquela barba, de um cara um pouco mais velho, roçando no meu rosto e no meu pescoço. Sem contar as mãos grandes e aquele corpo mais forte do que o meu, me explorando de inúmeras formas. Era como se aquele homem exercesse um poder sobre mim que eu sequer consigo explicar. E olha que eu não sou pequeno. Tenho quase um metro e setenta, em um corpo bem distribuído. Faço crossfit todos os dias e treino para áreas específicas, como braços, coxas e a bunda, claro, que desde antes de me entender sempre gostei de manter lisinha e empinadinha.

Naquela noite do beijo, senti desejo e me senti correspondido. Cheguei em casa e, pela primeira vez, não me masturbei vendo um pornô como sempre fazia. Me masturbei pensando o que mais aquele cara teria feito comigo. O que eu queria que ele fizesse comigo. E dividi meu centro de prazer, também pela primeira vez. Gozei, batendo punheta e brincando com o dedo na beirada do meu cuzinho. Não preciso dizer que essa virada de chave mexeu comigo e com a minha curiosidade, né?

Pensei em mil formas de ir além. Baixei aplicativos que não tive coragem de usar. Cogitei comprar um brinquedinho. Até cheguei a salvar o contato de um garoto de programa no meu celular. Meu semestre na faculdade de odontologia tinha terminado. Era início de janeiro e meus amigos e parceiros de festa tinham, cada um, tomado seus rumos para as férias. Não estava fácil para mim, passar por todo esse momento e não ter nenhum escape. Para piorar, me pareceu que ficaria ainda mais difícil quando meu pai veio com aquela ideia:

— Tavinho, o Júnior vai ir pro litoral nesse final de semana. Ele me comentou, eu disse que seria uma boa pra você e ele topou.

— Ah, pai... — ia começar a minha desculpa quando ele foi mais rápido.

— Não vem de invenção, Otávio. Tá de férias, fica só socado em casa e quando sai é com aqueles teus colegas esquisitos — sentenciou de cara feia. — Já disse pra você aprender com o Júnior — baixou o tom de voz para que minha mãe, que estava na cozinha, não nos ouvisse. — Aproveita, vai! O Júnior vai te levar pra comer umas mulher e tu vai voltar outro, cara! Garanhão que nem os homens do nosso sangue — me disse entusiasmado.

Foi com o meu sangue gelado pela possibilidade ter que transar com uma mulher que o meu destino para o próximo final de semana tinha sido traçado. Não era isso que eu planejava. E, veja bem, não que o Júnior fosse me levar em um cabaré para eu transar com uma prostituta feia, como se fazia antigamente – e meu pai só não tinha feito comigo porque minha mãe proibiu. Meu primo, apesar de cafajestão, era mais mente aberta que nossos pais. Sim, ele saia transando por todos os cantos, um belo de um putanheiro, mas com meninas que ele conquistava, sem muito esforço.

Modéstia à parte, a nossa família tinha uma boa genética. Eu me considerava bonito, tinha um bom corpo, mas o filho da puta do meu primo? Júnior era mais jovem e não ficava atrás. Era um homão. Também branco, era mais alto que eu, passando de um metro e oitenta fácil. Não era adepto do crossfit, mas treinava religiosamente na academia e, se pudesse, não saia de um campo de futebol. “Boleiro nato, jogador caro”, ele dizia. Por isso, o biotipo dele era naturalmente mais encorpado que o meu. Bração mais forte, um par de coxas absurdamente delicioso, pernão e mãozona grande, cheia de veias. Um belo combo. Também era muito mais peludo que eu, que sempre fui naturalmente muito lisinho. Claro que, como um belo exemplar de hétero, o Júnior depilava peito e costas, mas, ao menos, mantinha os braços e as pernas cabeludos, o que, constantemente, me deixava com água na boca.

Ou seja, meu primo tinha motivos para fazer sucesso com a mulherada. Eu também tinha, só não queria. E era nisso que morava o problema. Júnior não seria um escroto comigo, mas eu teria que me esquivar, dar desculpas ou – o que estava fora de cogitação – contar a ele sobre minhas descobertas mais íntimas.

— Vai ser top — Júnior me disse assim que entrei no carro dele, no sábado bem cedo. — Vai ter uns colegas da “med” lá, umas mina gostosa pra caralho, tu vai curtir — seguiu tagarelando, quando pegamos a estrada.

A viagem, de um pouquinho mais de uma hora, foi muito tranquila. Somos amigos desde que nascemos, então, com exceção do tópico sexual, conversamos sobre tudo, sem qualquer pudor. Não costuma nos faltar assunto e ele é um tagarela, então, o percurso acabou sendo até rápido e divertido.

Quando chegamos ao apartamento dos meus tios, fomos direto para a praia. O sol rachando, beira-mar lotada e, quando me disse que teria uns colegas da faculdade dele de medicina, ele foi modesto. Tinha uma puta de uma galera, para mais de trinta pessoas tranquilamente. Casais, solteiros e solteiras e muito, mas muito, álcool, pra não citar outras coisas.

Apesar de tímido, não demorei para me enturmar, porque também não sou nenhum antissocial. As pessoas eram legais e bonitas, ainda que, ali naquele meio, essa fosse uma característica que não deveria nem poderia me interessar. Precisava manter o sigilo. Então, conversei aleatoriedades com alguns e, assim como os mais calmos do rolê, passei a maior parte do tempo sentado, bebendo e olhando o movimento na areia. Um gay em descoberta, com uma cervejinha, um óculos escuros e vários homens lindos desfilando de sunga e sem camisa não quer guerra com ninguém.

Júnior até ficou um tempo por perto, mas quando viu que eu não precisaria de babá, já seguiu o rumo dele. Foi para o mar, jogou altinha, pegou uma das colegas no meio de uma zoeira e foi para cima de outras meninas que estavam à espreita querendo um passaporte para entrar na turma. Tudo normal.

Ficamos na praia até o início da noite. Foi quando uma ou outra pessoa começou a ir embora e eu também senti que era hora. Só que, obviamente, Júnior tinha outros planos.

— Bora, lá na casa da Melissa? Vai ter um churras, mais umas birita e mó galera — me convidou, já bem animado pela bebida.

— Não, acho que vou pra casa, mas vai de boas, não se prende — desviei.

— Qual é, Tavinho, vai perder a chance de macetar umas minas? Primão aqui te põe na delas, pra tu dar orgulho pro teu pai — riu, sacana.

— Vai se foder, JR — respondi rindo. — Vou pra casa, de verdade.

— Tu que sabe — respondeu meio contrariado, mas não insistiu.

Oito e meia da noite eu estava em casa, banho tomado e Netflix. Enquanto isso, sabe-se lá onde e o que meu primo estava fazendo.
Não demorou muito para eu pegar no sono. Efeito do álcool, claro, mesmo que eu não tivesse enchido a cara. Estava só altinho, mas, ainda assim, foi desse ponto em diante que as coisas começaram a ficar nebulosas.

O apartamento tinha três quartos. Júnior e eu não tínhamos combinado quem ficaria em qual, mas, como eu voltei para casa primeiro e não era bobo, me dei ao direito de escolher. E, sim, escolhi o melhor, que era o dos meus tios. Cama king size, ar-condicionado poderoso, televisão enorme e banheiro.

No meio da noite, acho que era porque ainda estava sonolento, senti um movimento nos lençóis, mas não processei muito bem. Júnior parecia estar deitando ao meu lado. Estranho, mas eu estava cansado demais. Lembro brevemente do cheiro de sabonete dele e de um comentário:

— Caô que tu achou que ia roubar minha cama?

Voltei a dormir e só acordei de manhã, com um feixe de luz invadindo o quatro e um choque. Eu tinha dormido de cueca e camiseta. E o meu primo estava deitado atrás de mim, só de cueca, com uma perna sobre as minhas, aqueles pelos me pinicando, praticamente de conchinha, e roçando o pau duro na minha bunda. Gay panic total!

Pelo peso do corpo e a sonolência dos movimentos, Júnior ainda estava dormindo. Mas instinto é instinto. Sempre fala mais alto. E não demorou muito para o meu primo começar a me sarrar com mais vontade, enquanto eu estava completamente sem reação. Foi tudo muito rápido, quando eu tentei racionalizar o que estava acontecendo, ele meteu o mãozão na minha cintura para cadenciar ainda mais os movimentos. O tarado certamente estava sonhando que iria meter. Não tinha explicação e meu corpo respondeu. Era impossível.

Só que não foi só isso. Chegou em momento que o meu instinto também falou mais alto e eu empinei a bunda num reflexo. Se não fossem os panos das nossas cuecas, a piscada que meu cu deu teria engolido meu primo. Eu nunca tinha dado, mas que sensação mais louca. E rápida, mais uma vez, muito rápida. Num piscar, Júnior meteu o nariz no meu cangote e foi aí que ele acordou. O cheiro e o susto.

— Puta que pariu, eu tava te encoxando e tu tava rebolando no meu pau? Real mesmo, seu sem-vergonha? — ele perguntou surpreso. — Tu é puto, é, Tavinho? — fechou a cara.

Pronto. Tinha certeza de que a merda estava feita. Ia apanhar. A família inteira ia saber. Meu pai ia me matar. Minha vida tinha acabado. Então, apavorado, só consegui balbuciar um:

— Não s-

Mas Júnior me cortou na hora:

— Por isso que o tio anda tão preocupado — me surpreendeu mais uma vez e soltou uma gargalhada, como se tivesse caído uma ficha. — Teu coroa querendo que tu ande comigo pra comer mulher e tu querendo virar minha mulher, seu cabaço? Que loucura!

— Que isso, JR — suplico. — Não comen-

— Relaxa, não precisa se explicar, não, Tavinho — se apressou. — Tu tá seguro na minha. Já vi muito do teu tipo! Quietinho em casa e desesperada por rola na rua — seguiu rindo, sem vergonha.

Cada comentário, foi me deixando mais sem reação.

— Fica tranquilo que eu não vou te explanar, não. Já amassei uns viado oferecido que nem tu — e, então, ele olhou para o próprio volume na cueca e deu uma pegada. — Mas é que, na moralzinha, tem que ser muito vagabunda pra rebolar no primo bêbado, diz aí?

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