O Jacu do Mato
No interior antigo do Paraná, lá pros lados do Guairá, onde a mata ainda era fechada e a vida era bruta, vivia Zé Pluma. O povo da vila chamava ele de “Jacu do Mato” porque tinha nascido e crescido no meio do mato, mas era um jacu bem diferente dos outros. Alto, corpo enxuto de tanto trabalhar na roça, pele queimada de sol, cabelo preto sempre penteado, sorriso fácil e um jeito manso que desarmava as pessoas. Não era bruto como os outros cabras, mas tinha um porte bonito que chamava atenção.
E isso estava virando um problema sério.
Todo sábado, depois do serviço, o grupo se reunia na venda do seu Antônio. Eram cinco machos brutos: Bico-Torto (o líder grandão e mal-encarado), Pescoço-Grosso, Espinho, Sarrafo e Rabo-Curto. Eles viviam bebendo pinga e reclamando da vida. Mas desde que Zé Pluma começou a aparecer mais no vilarejo, as coisas mudaram. As moças não disfarçavam: quando ele passava, elas riam, arrumavam o cabelo e inventavam desculpas pra conversar. “Aquele jacu é bem apanhado”, cochichavam. “Tem um sorriso que desmancha.”
Isso corroía os cinco.
— Olha o perua bonitinha chegando — zombava Rabo-Curto toda vez que Zé Pluma aparecia.
— Tá cheirando a sabonete de novo — completava Pescoço-Grosso. — As mina ficam tudo molhada perto dele. Esqueceram que homem de verdade tem que ter cara de quem já apanhou da vida.
Zé Pluma tentava sorrir e ignorar, mas o veneno só aumentava.
Numa tarde quente de sol brabo, depois de ver três moças disputando atenção ao redor de Zé Pluma perto do poço, Bico-Torto cuspiu no chão e decretou:
— Isso não pode continuar. Esse jacu bonito tá estragando tudo. As mulher nem olham mais pra nós. Só querem esse viadinho manso. Sabe o que resolve? A gente **capa** ele. Tira esse saco fora. Aí ele continua bonitinho... mas vira um eunuco sem graça nenhuma.
Os outros riram com maldade. Espinho afiou o canivete na bota:
— Corta bem capadinho. Jacu sem colhão não rouba mais mulher de ninguém.
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Naquela mesma semana, Zé Pluma estava voltando da roça cortando caminho pelo mato fechado quando ouviu os passos pesados atrás dele. Eram eles. Os cinco já vinham com cara de cachaça e ódio acumulado.
— Olha o jacu bonitinho sozinho no mato... — gritou Bico-Torto, bloqueando o caminho estreito.
Zé Pluma tentou desviar, mas Pescoço-Grosso já veio com tudo. O primeiro soco acertou em cheio na barriga. Ele dobrou o corpo, sem ar. Em segundos os cinco caíram em cima como animais.
Choveram porradas sem dó. Murros no rosto, no peito, nas costelas. Zé Pluma caiu de joelhos. Rabo-Curto recuou a perna e meteu a butina suja de lama com toda força bem no meio das pernas dele, esmagando o saco. A dor foi lancinante. Zé Pluma soltou um grito rouco e caiu de lado, as mãos tentando proteger as partes.
— Segura esse viado! — ordenou Bico-Torto.
Eles jogaram ele no chão úmido, cara na terra. Bico-Torto pisou com a bota pesada no peito, prendendo ele. Os outros rasgaram a camisa, puxaram a calça e a cueca com violência. Em menos de um minuto Zé Pluma estava completamente pelado, o corpo branco contrastando com a terra escura, o pau e o saco expostos, já vermelhos e inchados dos chutes.
Sarrafo tirou o celular velho do bolso e começou a tirar foto atrás de foto. O flash estourava no rosto dele.
— Segura a pose, jacu bonito! — ria ele, fazendo close no pau mole de medo, no saco roxo e inchado, nas marcas vermelhas das botas nas coxas.
Zé Pluma chorava. Lágrimas grossas escorriam pelo rosto sujo de terra, o corpo tremendo descontrolado.
— Por favor... para... eu não fiz nada... — soluçava ele, voz falhando.
Pescoço-Grosso pisou com a butina nas costas dele, abrindo as pernas. Rabo-Curto e Espinho seguraram os tornozelos. Bico-Torto agachou, segurou o saco dele com a mão calejada e apertou forte, torcendo os dois ovos.
— Tá sentindo isso aqui, jacu? É isso que as mina gostam em você. Esse saco cheio, esse pau que elas ficam olhando. Pois é... a gente vai resolver.
Ele deu outro chute leve, mas dolorido, acertando os bagos de baixo pra cima. Zé Pluma se contorceu inteiro, gritando e chorando mais alto.
Espinho continuava tirando fotos: close do rosto chorando, do corpo nu todo marcado, do saco apertado na mão de Bico-Torto.
— Amanhã a vila inteira vai ver essas fotos — ameaçou Bico-Torto, passando a lâmina fria do canivete na parte interna da coxa de Zé Pluma, bem perto do saco. — E se a gente te vir perto de qualquer mulher na festa da vila... a gente te traz de novo pra cá.
Ele encostou a lâmina de leve no raphe do saco, pressionando:
— Eu mesmo vou capar você. Devagar. Primeiro vou abrir o saco com o facão. Depois tiro um ovo de cada vez. Você vai ficar olhando enquanto eu corto. Aí você vira um jacu capado de verdade. Bonitinho, mansinho... mas sem colhão nenhum. As mulher vão sentir pena ou nojo. Jacu sem saco não serve pra foder ninguém.
Zé Pluma soluçava descontrolado, o corpo sacudindo:
— Não... por favor... não corta... eu faço o que vocês quiserem... eu fico longe das moça... só não corta...
Os cinco riam alto em volta dele. Deram mais tapas na cara, na bunda e nas coxas. Cuspiram nele. Sarrafo tirou mais uma última foto do rosto dele destruído de choro.
— Chora mais bonito, jacu. Essas fotos vão ficar guardadinhas.
Por fim, jogaram as roupas rasgadas em cima do corpo nu e foram embora rindo, deixando Zé Pluma sozinho no mato, pelado, dolorido, humilhado, chorando de medo puro. Ele ficou encolhido um bom tempo, tremendo, antes de conseguir se vestir com os trapos que sobraram e voltar pra casa cambaleando, o saco latejando e a cabeça cheia de imagens do facão afiado.
No silêncio da mata, Zé Pluma entendia: no interior antigo, às vezes ser o jacu bonito demais era o pior crime que um homem podia cometer.
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