#Gay #Teen

Thiago e Felipe :a redenção

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Fabio M.

Thiago descobre a verdade sobre ele mesmo, e acha que ou é popular ou é namorado de Felipe e, enfim, escolhe.

Sou Thiago, o cara que todo mundo na escola quer ser ou foder. Alto, corpo definido de quem treina pesado, sorriso fácil, cabelo castanho bagunçado do jeito certo, que as minas gostam. Sou o cara das festas, dos churrascos em Colombo, o que sempre tem uma latinha na mão e uma piada na ponta da língua. Mas nos últimos meses eu tava me sentindo o maior filho da puta do mundo.
Afinal, eu namorava Felipe escondido, sei q ele se sentia um lixo com isso, comi uma mina numa festa e ele viu.
Ou seja, sou o escroto que ninguém quer ser.

Depois daquela tarde na casa do Felipe, quando ele me destruiu no sofá da sala — me arrombando com raiva, me fazendo chorar, gozar sem tocar no pau e implorar —, eu sabia que tinha ferrado tudo. Ele não precisou gritar. Só ficou quieto por uns dias, olhando pra mim com aquela mistura de amor e decepção que doía mais que tapa na cara. Até que uma noite ele sentou na minha frente, olhou nos meus olhos e falou seco:
— Acabou, Thiago. Eu te amo pra caralho, mas não vou mais ser teu segredo sujo. Ou você assume a gente de verdade ou morre aqui.
Eu congelei. Tentei abrir a boca, inventar alguma desculpa esfarrapada sobre pressão da galera, sobre medo de perder status, sobre “ainda não ser a hora”. Mas nada saiu. Ele esperou uns dez segundos que pareceram uma eternidade, balançou a cabeça devagar e se levantou.
— Beleza. Te cuida.
E saiu. Sem bater porta, sem drama, sem volta. O silêncio que ficou no apartamento foi pior que qualquer grito.

O primeiro mês foi um inferno lento. Tentei manter a fachada de sempre. Balada na Woods, churrasco com os manos, academia todo dia, Letícia grudando em mim de novo como se nunca tivesse acontecido nada. Mas eu tava secando rápido. Perdi uns dez quilos em poucas semanas. O rosto afundou, as maçãs do rosto marcaram, as roupas ficaram largas no corpo. A galera comentava que eu tava “ficando seco pra caralho, irmão, tá treinando pesado hein”. Só eu sabia que era outra coisa. Noite após noite eu ficava acordado, olhando o teto, sentindo falta do cheiro dele, da voz rouca mandando eu virar de bruços, do jeito que ele nos completavamos e eu tirava toda aquela máscara de cara popular que carregava.
A popularidade sempre foi minha muleta. Ser admirado, desejado, o centro das atenções. Mas sem o Felipe, tudo isso virava cinza. Eu me pegava pensando: vale a pena ser o Thiago que todo mundo quer se eu não posso ter o único cara que me faz sentir vivo de verdade?
Teve uma sexta-feira que eu explodi. Bebi pra caralho desde o fim da tarde. Vodka com energético, cerveja, uma carreira ou outra que os caras passaram. Acabei num galpão no Rebouças lotado, som alto, luzes piscando, suor e perfume barato no ar. Eu tava determinado a apagar o Felipe da cabeça de qualquer jeito.
No meio da noite trombei com o Caio no corredor que levava pros banheiros químicos. Caio era do time de futebol, moreno, ombros largos, corpo de quem carrega pneu de caminhão na academia e olhar de quem não leva desaforo. Ele sempre me dava mole, olhada longa demais quando a gente se esbarrava na faculdade.
Não pensei. Segurei o braço dele e puxei pra dentro de uma cabine maior, trancando a porta fina de plástico que mal aguentava o peso de dois caras.
— Thiago? — ele riu, surpreso, já com o sorriso safado.
Não respondi. Empurrei ele contra a parede, abri o cinto dele com pressa e desci a calça junto com a cueca. O pau do Caio pulou pra fora, grosso, meio curvado pra cima, cabeça grande já brilhando. O cheiro forte de suor de rapaz depois de horas de balada encheu minhas narinas.
Eu tava puto, desesperado, querendo sentir que ainda mandava em alguma coisa. Ajoelhei rápido, engoli metade do pau dele de uma vez e chupei com força, babando tudo, descendo fundo até engasgar. Caio gemeu alto, segurou meu cabelo com as duas mãos e começou a foder minha boca sem piedade.
— Porra, Thiago… que boca gulosa da porra…
Eu deixei ele foder minha garganta um tempo, saliva escorrendo pelo queixo, mas eu não queria dar. Queria comer. Levantei, virei ele de frente pra parede de plástico, baixei a calça dele até os joelhos e cuspi direto no cu dele. Abri com dois dedos, depois três, enquanto ele gemia e empinava a bunda redonda pra mim.
— Vai meter logo, caralho — ele pediu, voz rouca.
Eu cuspi mais uma vez na mão, passei no meu pau latejando e empurrei. Entrei devagar no começo, sentindo o cu dele apertar forte em volta da cabeça grossa, depois meti tudo de uma vez até o talo. Caio soltou um gemido gutural, apertando as mãos contra a parede.
Comecei a socar. Estocadas pesadas, brutais, fazendo o banheiro químico inteiro balançar. O som molhado de pele contra pele ecoava junto com a batida do funk que vinha de fora. Eu segurava a cintura larga dele com força, metendo como se quisesse descarregar toda a raiva, toda a saudade e toda a frustração daqueles meses.
— Isso… toma rola, porra — rosnei, dando tapas estalados na bunda dele.
Caio gemia alto, rebolando contra mim, pedindo mais. Eu acelerei, socando fundo, sentindo o cu dele pulsar em volta do meu pau. O suor escorria pelos nossos corpos. Eu mordi o ombro dele, puxei o cabelo curto e meti mais forte, sentindo as bolas batendo contra ele.
Quando senti que ia gozar, segurei a nuca dele e enterrei tudo, descarregando jatos grossos e quentes bem no fundo. Caio gozou logo depois, esporrando na parede de plástico sem nem tocar no pau. Ficamos ali uns segundos, ofegantes, meu pau ainda pulsando dentro dele.
Mas quando eu saí de dentro dele e olhei pro rosto suado do Caio, não senti porra nenhuma. Só um vazio maior. O gosto de vitória que eu esperava não veio. Era só um corpo quente, só mais um cu. Não era o Felipe.
Limpei o pau na cueca dele, fechei a calça e saí da cabine sem falar nada. Caio ficou la, no banheiro sujo, recuperando o fôlego, mas eu já tava andando no meio da pista lotada, tonto, com o coração martelando. Pedi um uber e fui direto pra casa, ainda com o cheiro do Caio no corpo e a porra dele escorrendo na minha cueca.
Caí na cama e queria ter apagado, mas ao invés disso sonhei com Felipe, Felipe indo embora, Felipe feliz com outro cara, ele, sempre inteiro e eu, destruído.
Quando acordei, passei debaixo do chuveiro, limpei todo o cheiro da noite, de caio, tentei lavar tudo que havia de errado e mim, me vesti e fui pra casa de Felipe.
Bati na porta dele, como sempre, estava sozinho e casa, os pais trabalhando. Quando ele abriu, de short e sem camisa, ficou me olhando com aquela cara firme, surpreso e até levemente assustado.
— Thiago… o que você quer aqui?
Eu entrei sem esperar convite, fechei a porta e encarei ele.
— Eu quero você. Eu escolhi, Felipe. Acabou a palhaçada de ser o cara popular. Quero ser teu namorado de verdade. Pra todo mundo saber. Cansei de me esconder como um covarde.
Ele me olhou por um longo tempo, como se estivesse pesando cada palavra. Depois me puxou pela camisa e me beijou com violência. Raiva, saudade, tesão acumulado de dois meses explodindo de uma vez.
Arrancamos a roupa um do outro no caminho pro quarto. Eu tava mais magro, mas ainda forte. Ele me jogou na cama de bruços primeiro.
— Vai ser meu mesmo agora? Sem dar pra trás amanhã de manhã? — perguntou, já cuspindo na mão e abrindo minha bunda com os dedos grossos.
— Sou teu. Fode esse cu, Felipe. Quero sentir você.
Ele não teve dó. Encaixou o pau e empurrou tudo de uma vez. Eu gritei contra o colchão, sentindo meu corpo ser aberto e preenchido até o limite. Ele segurou meus quadris e começou a socar bruto, estocadas longas e pesadas que faziam a cama ranger. Cada vez que ele batia fundo eu gemia alto, sentindo meu cu ser massacrado.
Ele deu tapas fortes na minha bunda, puxou meu cabelo, mordeu meu ombro enquanto metia sem parar.
— Grita meu nome, porra. Diz que escolheu isso.
— Escolhi você! Caralho… sou teu, Felipe! Me arromba!
Depois de uns bons minutos me fodendo de quatro, ele saiu, me virou de costas e me comeu olhando na minha cara, minhas pernas abertas e apoiadas nos ombros dele. O pau entrava e saía brilhando, batendo fundo. Eu tava babando pré-gozo na barriga.
Ele gozou dentro do meu cu a primeira vez.
— Agora é minha vez — rosnei, quando senti que ele amolecer levemente.
Empurrei ele, inverti as posições e subi em cima. Cuspi no pau, massageei o cu dele com os dedos e encaixei o meu. Entrei devagar no começo, sentindo ele apertar em volta de mim, depois meti tudo. Comecei a cavalgar forte, socando pra baixo com o quadril, enquanto ele gemia e segurava minha cintura.
Trocamos de posição várias vezes. Eu comi ele de lado, de conchinha. Ele de quatro de novo, socando enquanto puxava seu cabelo. Depois eu o coloquei sentado no meu colo e eu fiz ele subir e descer no meu pau até quase gozar, só pra inverter novamente e comer ele eu comandando o ritmo.
Gozei no seu rabo cochichando seu nome no ouvido.
O segundo round foi ainda mais selvagem. Suados, ofegantes, xingando, gemendo nomes um do outro. Quando gozei pela segunda vez, foi na boca dele , enchendo aquela garganta até transbordar. Felipe gozou logo depois, jatos grossos no peito e na barriga dele enquanto eu enfiava os dedos no seu cu.
Caímos exaustos, colados, suados, gozo escorrendo. Ele me limpou com uma toalha, eu limpei ele. Dormimos abraçados, pela primeira vez sem medo de nada.
No dia seguinte, segunda-feira de manhã, saímos juntos no pátio da escola.
De mãos dadas.
O pessoal todo inteiro travou. Gente parando no meio do caminho, sussurros, olhares chocados. O time de futebol, as meninas da turma, até alguns professores que passavam. Vi a Letícia perto do bandejão com as amigas, literalmente de boca aberta. Apertei a mão do Felipe com força e mantive a cabeça erguida. Pela primeira vez na vida eu não dava a mínima pro que iam falar, pro status, pra imagem de pegador. Eu tinha escolhido o que realmente importava.
Olhei pro lado e falei baixo, só pra ele:
— Agora é pra valer. Você é meu namorado. Na frente de qualquer um.
Ele deu aquele meio sorriso que eu amo e apertou minha mão de volta.
— Meu namorado.
Andamos assim, de peito aberto, debaixo do sol, pra todo mundo ver. Eu mais magro, com olheiras, mas finalmente leve. Dois caras, um que quase se destruiu de tanto amar errado, mas que resolveu pagar o preço pra ficarmos juntos de verdade.
Dessa vez, sem volta pra escuridão.
Essa é a minha história, e achei que deixaria de ser popular por ser gay.
Errei feio.
As minas continuam dando em cima de mim e o número de caras que me cantam na surdina triplicou.
Mas eu escolhi, é Felipe, é se eu transar com outro cara ou outra mina, Felipe estará comigo, pra fodermos eles juntos, como deve ser.
Este é o último capítulo da história de Thiago e Felipe... Não quero fazer series muito longas... Valeu por ter acompanhado.. Abraços os a todos, critiquem, opinem, a opinião de vcs conta muito!

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