#Teen #Virgem

A escritora pródigo

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O Retorno da Prodígio: O que esperar de Ana Clara?
Conhecida pelo grande público como Anne, a jovem Ana Clara é o que o mercado editorial chama de fenômeno. Tudo começou de forma despretensiosa, ainda no ensino fundamental, quando ela postava suas histórias originais na internet. Suas tramas, repletas de aventura, magia e dramas juvenis autênticos, atraíram milhões de visualizações e despertaram o interesse de uma das maiores editoras do país. O resultado? Aos 14 anos, Anne tornou-se a escritora mais jovem a ser contratada por uma grande casa editorial.
Sua obra-prima, o mundo mágico de Alice, acompanhou a jornada de uma menina de 12 anos e seu mentor, seu pai e os amigos que ela durante a jornada, em uma saga que marcou uma geração de leitores. No entanto, já se passaram dois anos desde que Alice viveu sua última aventura.
Agora, aos 16 anos, Anne enfrenta o desafio de se redescobrir. A promessa é de uma escrita mais madura e evoluída, mas o mistério permanece: será que teremos um novo universo fantástico, uma trama realista ou o tão aguardado retorno de Alice? O público espera ansioso, mas a pergunta que fica é: o que Anne está preparando para nós?

Anne fechou a aba do navegador, o brilho da tela parecendo queimar seus olhos. Aquela matéria não era um tributo; era uma contagem regressiva. Ela sabia que cada palavra ali tinha o dedo de sua editora, uma estratégia deliberada para "aquecer o nome" de Anne no mercado e forçá-la a sair do bloqueio.
O peso de ser chamada de "prodígio" agora parecia uma âncora. Aos 14 anos, escrever era tão natural quanto respirar; as palavras fluíam sem esforço, como se o mundo de Alice estivesse apenas esperando para ser transcrito. Agora, aos 16, sob o olhar atento de todo um país, Anne sentia-se tentando falar uma língua que não dominava mais. Cada rascunho em branco era um lembrete silencioso de sua paralisia.
Para piorar, havia Júlio.
O novo editor a intimidava. Na única vez em que se encontraram, a seriedade de seus 41 anos pareceu preencher toda a sala da editora. Ele era rígido, pragmático e parecia enxergar a escrita apenas como um negócio. Mas o que realmente desestabilizou Anne naquele dia foi Laís, a filha dele.
A garota de 14 anos era a personificação de seu público fiel. Durante todo o encontro, Laís falou sem parar, os olhos brilhando enquanto desfiava teorias sobre o mundo de Alice, citando diálogos de cor e implorando por qualquer detalhe sobre o "próximo projeto". O entusiasmo de Laís era ensurdecedor. Para Anne, cada elogio da menina soava como uma cobrança; cada "eu mal posso esperar!" da fã era um lembrete de que ela não tinha nada para entregar. Anne saiu daquela sala sentindo-se uma fraude, sufocada pela ideia de que estava prestes a decepcionar a pessoa que mais acreditava nela.
O celular vibrou no sofá. Era uma mensagem de Júlio: reunião amanhã cedo.
Júlio era um homem cuja presença física costumava intimidar antes mesmo de ele abrir a boca. Com sua estatura elevada e ombros largos, ele preenchia qualquer ambiente com facilidade. Seus cabelos eram de um tom dourado escuro, levemente desordenados, que combinavam com uma barba densa e bem aparada, conferindo-lhe um ar de maturidade rústica.
Diferente dos editores que Anne conhecera geralmente homens magros de terno ajustado Júlio possuía um corpo robusto. Era forte, com braços grossos que evidenciavam uma força natural, mas carregava um peso extra que lhe dava uma aparência mais sólida e "pesada", lembrando um homem que valoriza a substância acima da estética. Sob as camisas sociais de botões, que invariavelmente pareciam apertadas em seu peito largo, ele exalava uma aura de proteção e autoridade. Quando ele se movia, o chão parecia reconhecer sua presença; e quando ele falava, a voz profunda parecia vir de algum lugar muito abaixo da superfície, calma, mas inquestionável.
Sem forças para formular uma resposta, Anne abandonou o computador. Ela se refugiou na sala, ligando a televisão em uma série qualquer apenas para abafar o barulho de seus próprios pensamentos. A emancipação lhe trouxera a tão sonhada independência e um apartamento só seu, mas, em noites como aquela, o silêncio das paredes modernas pesava. Cercada por suas conquistas, Anne percebia que a independência tinha o gosto amargo de um prêmio solitário. O que mais doía não era a falta de alguém — era a ausência de quem a enxergasse apenas como Ana, e não como a jovem autora que precisava salvar o mercado editorial.
Mas morar sozinha trazia suas pequenas liberdades. Como poder fazer o que quisesse sem dar satisfações. Naquela noite, isso significava o controle remoto na mão e a sala transformada em território íntimo. Anne deixou a roupa deslizar para o chão. Nua no sofá, sentiu o tecido contra a pele quente enquanto a tela ganhava vida.
Na tela, dois corpos se moviam com uma fome que Anne reconhecia, mas da qual se sentia excluída. As imagens a atravessavam suspiros mecânicos, pele contra pele, gestos ensaiados. Ela deixou a mão deslizar pelo ventre, buscando em si mesma o que aquelas imagens prometiam e nunca entregavam.
Funcionava, até certo ponto. Seus dedos conheciam o caminho — lentos no início, depois mais urgentes, num ritmo que subia e descia com a respiração. Anne fechou os olhos. E foi aí que o inesperado aconteceu: por trás das pálpebras, não encontrou os atores anônimos da tela. Encontrou um olhar. Olhos escuros e pacientes, aqueles mesmos que, dias antes, a haviam despido na sala de reunião.
Ela conteve o ar. Tentou afastar a imagem agarrou-se ao rosto do ator na tela, às curvas da atriz. Mas a mente, traidora, insistia em substituir cada corpo anônimo por um só. Por Júlio. Pelas mãos que imaginava grandes demais, pela barba por fazer que arranharia sua coxa, pela voz que diria seu nome sem pressa.
Anne se permitiu ficar ali, à deriva nessa fantasia. Os dedos desenhavam círculos molhados enquanto ela se imaginava sendo lida não como um manuscrito a ser editado, mas como uma página que ele quisesse percorrer com a ponta dos dedos, demorando-se em cada linha.

O som estridente do interfone cortou o silêncio do quarto como uma sirene de emergência. Anne saltou da cama, o coração martelando contra as costelas. Desorientada, tateou o criado-mudo em busca do celular. 10h15.
— Droga, a videochamada! — exclamou para o quarto vazio, a voz rouca de sono.
Na sua cabeça, a reunião com Júlio seria como todas as outras: uma conferência de vídeo onde ela só precisaria se preocupar em lavar o rosto e enquadrar a câmera do notebook para esconder a bagunça do quarto. Ela nunca, em hipótese alguma, esperou que o compromisso batesse fisicamente à sua porta.
Ao atender o interfone e ouvir a voz seca de Júlio anunciando que estava subindo, o pânico se instalou.
— Ele está... aqui? — sussurrou, sentindo o estômago dar um nó.
Anne começou uma corrida desesperada. Arrumou as almofadas para o sofá, colocou os pratos da noite anterior e tentou, em vão, esconder as canecas de café espalhadas pela sala. Mas o tempo era seu inimigo. A campainha tocou antes que ela pudesse sequer calçar um chinelo.
Sem saída, ela abriu a porta, ainda tentando recuperar o fôlego. Só quando deu de cara com a figura imponente de Júlio, impecável em uma camisa social passada e com uma expressão de absoluta seriedade é que a ficha caiu sobre sua própria aparência.
Anne sentiu o rosto queimar instantaneamente, um calor que subiu das bochechas até a ponta das orelhas. Ela ainda usava o pijama de "ficar em casa": um short de algodão desgastado e uma regata de alcinha com estampa de florzinhas, sem sutiã, algo que ela jamais permitiria que aparecesse em uma câmera de computador.
Ali, diante de seu novo editor, a "escritora fenômeno" desapareceu. O que restou foi apenas uma jovem de dezesseis anos, mortificada de vergonha. Naquele instante, Anne se sentiu muito menor do que realmente era. Ela tinha plena consciência de sua aparência: o cabelo castanho-claro, liso e na altura dos ombros, estava com a franja totalmente bagunçada pelo sono.
Com apenas 1,54m e um corpo franzino, Anne carregava as cicatrizes invisíveis de um período sombrio. O transtorno alimentar que enfrentara no início da puberdade havia freado seu desenvolvimento hormonal, deixando-a com um aspecto infantil que não condizia com a sua idade cronológica. Sem as curvas típicas da adolescência, ela sentia que o mundo a via como uma criança e, sob o olhar severo e predatório de Júlio, essa sensação se tornava insuportável. Ela não era uma mulher, nem mesmo uma jovem adulta; era apenas uma menina indefesa.
— Desculpa… — ela balbuciou, a voz quase sumindo. — Eu não estava esperando que você viesse ao meu apartamento.
Ela deu um passo para o lado, num gesto desajeitado, convidando-o a entrar. O contraste entre o pijama de flores e a seriedade de Júlio parecia gritar no silêncio do hall de entrada.
Júlio permanecia parado na entrada, os olhos escaneando o ambiente e, inevitavelmente, Anne. Ele a analisava de cima a baixo com um rigor clínico, notando cada detalhe: o rosto inchado de sono, os fios de cabelo desalinhados e o pijama infantil que parecia gritar sua inadequação. Julio devora anne com os olhos, parando naquelas pernas macias e nos mamilos que saltam sob o tecido, enquanto ela se sente vulnerável como papel pronto pra ser rasgado por esse predador faminto . Sob aquele olhar pesado, Anne sentia como se estivesse sendo lida por dominante que sabe exatamente o que está debaixo daqueles vestes curtas, ela sente seus mamilos se arrepiarem empinados sobe o olhar dele. Seus pequenos mamilos buscando atenção do homem mais velho e inevitavelmente ela sente sua calcinha umidecer.
— É... por favor, pode se sentar — ela balbuciou, desviando o olhar, sentindo o peso do julgamento dele. — Eu só vou me trocar. É rápido, já volto.
Ela deu um passo em direção ao quarto, pronta para fugir daquela exposição, mas a voz grossa e seca de Júlio a cortou como um chicote.
— Não. Não temos tempo para isso, já estamos atrasados. — Ele nem sequer se deu ao trabalho de suavizar o tom. — Achei que eu tivesse deixado claro na minha mensagem que viria pessoalmente.
Anne parou no lugar, sentindo um frio na espinha e seu clítoris pulsar. A voz dominante dele fazia o ar do apartamento parecer mais pesado e seu corpo arrepiar.
— Acho que sim... — ela respondeu, a voz pequena, enquanto apertava as próprias mãos. — Desculpe, foi erro meu. Eu li rápido e... achei que nossa reunião seria por vídeo.
Ela tentou sustentar o olhar, mas a diferença de altura e a postura impecável dele a faziam se sentir minúscula.
Júlio caminhou até a sala com uma autoridade que parecia diminuir o espaço. Ele se acomodou na poltrona e, com um gesto seco de mão, indicou que Anne deveria se sentar no sofá à sua frente.
Anne se senta rígida, com a pernas cruzadas e os braços em volta de si entanto esconder o desconforto de suas vestes tentando esconder seus mamilos regidos que marcavam no algodão do tecido, ela tinha certeza Júlio tinha os notado e isso a deixava envergonhada.Júlio, em contrapartida, ocupava a poltrona de forma relaxada, mas imponente; uma perna aberta, a mão coçando a barba rala e aquele olhar analítico que parecia atravessar as defesas dela.
Anne não estava se sentindo intimidada não sabia para onde olhar, e sem querer seus olhos foram para o meio das perna dele, e hipnotizada ela nota a protuberância de seu pau, ela imaginava que ele deveria ser grande igual nos vídeos pornôs que ela assistia. Seu corpo se arrepio de desejo, Anne apertou mais as pernas seu clítoris pulsando a calcinha já úmida e seus mamilos se arrepiava, ela abraçar o corpo tentai esconder seus peitinhos.
— Bem... é o esperado para alguém da sua idade — começou ele, a voz carregada de um julgamento silencioso. — Não levar os horários e o trabalho a sério.
— Desculpa, mais uma vez, eu não...
— Não é momento para desculpas — ele a cortou, sem desviar o olhar. — Temos que tratar do seu futuro. Você ao menos leu a minha proposta para o retorno do mundo de Alice?
Anne sentiu um nó na garganta. Ela sabia o que aquela proposta significava: dinheiro, segurança e o fim do seu bloqueio forçado.
— Sim, eu li. Mas ainda tenho preocupações sobre isso — ela respondeu, tentando manter a voz firme apesar do tremor nas mãos. — Eu sei que traria muitos leitores de volta e seria o caminho mais seguro, mas a história de Alice teve um fim. O pai dela venceu, ele se tornou rei e os poderes dela trouxeram o equilíbrio de volta. Ela está feliz, Júlio. Forçar um retorno agora... parece errado.
— Ainda existem muitos caminhos que poderíamos explorar. Alice tem potencial para uma trama completamente nova — continuou Júlio, mantendo o discurso pragmático sobre por que reviver a série era a única decisão lógica.
Anne o escutava em silêncio, sentindo-se como uma criança levando um sermão de um pai sobre como deveria planejar o futuro. Havia uma força autoritária na voz dele que a impelia a obedecer, a abaixar a cabeça e aceitar que ele sabia o que era melhor. Mas, para concordar, Anne teria que desarmar todas as suas defesas e confessar sua maior insegurança.
— Eu entendo todos os seus pontos — ela começou, a voz trêmula —, mas é mais do que isso.
Júlio descruzou as pernas, inclinando o corpo para a frente com um olhar inquisitivo.
— O que seria, então?
— Você não entenderia... — Anne desviou o rosto, sentindo o nó na garganta apertar e a vontade de chorar tornar-se insuportável.
— Então me faça entender — rebateu ele, seco, mas com uma ponta de curiosidade.
— É que... é muito difícil para mim — confessou ela, e a primeira lágrima finalmente escapou, traçando um rastro quente em sua bochecha.
O silêncio que se seguiu foi pesado. Ao ver aquela garota tão jovem, encolhida em seu pijama de flores e em um estado de fragilidade absoluta, a postura rígida de Júlio pareceu ceder. Ele soltou um suspiro longo, o peso da culpa por sua própria dureza aparecendo em seus ombros.
— Anne... — Ele suavizou o tom de voz, percebendo que tinha passado do ponto. — Pode vir aqui. Eu não queria... eu não queria ser duro com você.
Anne levantou-se e caminhou lentamente até ele, parando bem à sua frente. Júlio, em um gesto inesperado de ternura, segurou as mãos pequenas dela. Com os polegares, ele começou a acariciar o dorso de suas mãos, desarmando o editor autoritário para dar lugar a um homem que acolhia aquela fragilidade.
— Pode me contar... — ele pediu, a voz agora suave. — O que parece tão difícil em escrever sobre a Alice?
Anne respirou fundo, sentindo o calor do toque dele.
— A Alice sou eu... ou era. Ela era a minha fuga. Eu escrevia sobre ela projetando tudo o que eu sentia, minhas inseguranças e meus desejos. Ela era tudo o que eu queria ser. — Anne baixou o olhar para as mãos unidas às dele. — Não posso mais escrever sobre ela porque eu não sou mais aquela pessoa. Eu cresci, Júlio. Não sou mais aquela menina.
Júlio a observou por um instante, o olhar carregado de uma compaixão profunda. Ele deslizou uma das mãos para a cintura dela, sentindo a proeminência do osso sob o tecido fino do pijama — um lembrete físico de quão pequena e delicada ela ainda parecia.
— Por que diz isso? — ele questionou com carinho. — O que eu vejo na minha frente agora é exatamente essa mesma menina.
Anne soltou um riso triste, sem humor, e balançou a cabeça.
— Não sou. E o pior é que eu nem sei quem eu sou agora. Não tenho como dar vida à Alice novamente se eu mesma me sinto vazia. — Ela fez uma pausa, e o brilho das lágrimas voltou com força total. — E tem mais... a Alice tinha um mentor, um pai que a guiava. Eu não tenho mais isso. Agora estou sozinha.
— Então... deixe-me ser esse mentor — Júlio murmurou, a voz vibrando com uma promessa que Anne não ouvia há muito tempo. — Serei o seu guia. Se você confiar em mim, eu te ajudarei e você não se sentirá mais sozinha.
Ao ouvir aquelas palavras, Anne sentiu o resto de suas resistências desmoronarem. O peso de dois anos de silêncio e solidão desabou de uma só vez em um choro convulsivo. Júlio a puxou delicadamente e a acomodou em seu colo; ela se agarrou a ele como se fosse sua única âncora em meio a uma tempestade, escondendo o rosto em seu peito e molhando a camisa social dele com suas lágrimas. Ele não a apressou. Apenas acariciou sua coxa e beijou sua testa com uma ternura que nada lembrava o editor rígido de minutos atrás.
— Pode deixar... eu vou cuidar de você — ele sussurrou.
Algum tempo depois, o som do choro deu lugar ao silêncio calmo do apartamento. Júlio foi até a cozinha preparar um chocolate quente, deixando Anne encolhida na poltrona. Ela abraçava as pernas, com a bochecha pressionada contra o joelho, observando o rastro da chuva ou o movimento da sala. Estranhamente, a vergonha que ela esperava sentir por ter desabado daquela forma não veio. No lugar dela, havia um alívio imenso, um conforto morno que ela não experimentava desde que terminara sua saga.
Júlio retornou e estendeu a xícara fumegante. Anne agradeceu com um aceno tímido e bebeu o líquido devagar, sentindo o calor se espalhar pelo corpo.
— Se sente melhor? — ele perguntou, observando-a com uma atenção genuína.
— Sim... muito obrigada — respondeu ela, a voz ainda um pouco embargada, mas os olhos agora mais límpidos.
— Me conte mais sobre o pai de Alice — pediu Júlio, sua voz agora um convite suave para que ela entrasse em seu próprio mundo.
Um sorriso tímido, mas genuíno, iluminou o rosto de Anne. Ela começou a falar, e conforme as palavras saíam, o brilho em seus olhos retornava. Explicou como ele não era apenas um coadjuvante, mas a base de tudo; como a jornada de Alice só existia porque ele era seu porto seguro.
— Ele é o companheiro dela em cada passo — descreveu Anne, as mãos gesticulando levemente enquanto a paixão pela escrita vencia o cansaço. — Quando ela pensava em desistir, era ele quem segurava sua mão. E no momento mais sombrio, quando Alice acreditou que estava verdadeiramente sozinha no mundo, ele apareceu para salvá-la. Ele é a prova de que ela nunca esteve desamparada.
Enquanto falava, o peso das noites em claro e das semanas de angústia começou a cobrar seu preço. O calor do chocolate quente e a segurança da presença de Júlio criaram o ambiente perfeito para o fim de sua guarda. Sua voz foi ficando mais baixa, as pálpebras pesaram e, no meio de uma frase sobre o Reino de Alice, Anne se deixou levar pela sonolência.
Júlio não se moveu. Ele permaneceu ali, guardando o silêncio dela, observando enquanto a escritora prodígio finalmente se entregava ao sono profundo que tanto precisava.
Com uma delicadeza que contrastava totalmente com o homem rígido que atravessava aquela porta mais cedo, ele se levantou e a pegou nos braços.
Anne era tão leve que parecia feita de papel e sonhos. Com cuidado para não despertar a menina que agora parecia em paz, Júlio a levou até o quarto, acomodando-a entre os lençóis como se estivesse protegendo o rascunho mais valioso que já tivera em mãos.
Júlio sobe na cama da garota, puxa a regata de Anne, deslizando-a lentamente sobre seus braços, expondo seus seios macios e arredondados. Os mamilos rosados ​​e pequenos saltam à vista, convidativos e tentadores.
Quando Anne abriu a porta, Júlio foi imediatamente capturado pelos seus atributos femininos. O shortinho minúsculo, que mal cobre a bunda dela, destaca cada curva e cada centímetro de sua pele macia. A regata fina realça os seios pequenos e macios de Anne, e seus mamilos, pequenos e firmes, parecem saltar da tela como pinturas vivas, atrás do tecido delicado. Júlio sentiu o fluxo de sangue dirigir-se ao seu pénis, enrijecendo-o instantaneamente. Ele passou toda a reunião fantasiando com a adolescente, ele percebeu como sua dominância tinha prendido a atenção dela, como era fácil dobra-lá. Com o decorrer da reunião ele conseguiu impor sua autoridade diante a ela, e quanto mais ele pressionava mais ficava nítida que ela era uma menina indefesa, exatamente o que ele estava procurando. Quando ela caiu no choro foi o momento dele fazer sua jogada e a manipular para ser seu novo brinquedinho.
Júlio volta para o presente ele em cima da garota adormecida, aparentemente só alguns gotas foram o suficiente para apagá-la.Júlio admira a beleza de Anne, respirando profundamente o perfume de seu pescoço. Seus lábios encontram os mamilos rosados de Anne, e ele os abocanha com avidez. Lambendo e chupando-os, Júlio saboriza cada centímetro de pele macia, perdido no universo sensual de Anne. Sua língua circula em torno aos mamilos, acariciando-os com suavidade e paixão. Ele continua a chupá-los, deliciando com a textura macia e a temperatura quente da pele de Anne.

Júlio suga o mamilo de Anne, mantendo-o preso entre seus dentes, antes de finalmente soltá-lo com um estalo sonoro. Com as calças abertas, Júlio revela seu pénis completamente ereto, que ele começa a masturbar-se, continuando a deliciar-se com os seios de Anne.
Depois de se satisfazer com os pequenos botões de seus seios, Júlio prossegue sua missão. Ele puxa o elástico dos shortinhos de Anne, revelando uma calcinha branca, e conforme ele suspeitara, ela está manchada com a umidade de sua excitação, demonstrando claramente que Anne está tão afetada com a presença dele e seu toque.
Júlio passa seu dedo pelo tecido da calcinha, seguindo a linha da rachadura da boceta de Anne, acariciando de forma carinhosa e possessiva. Ali, sob o toque de sua mão, reside seu desejo mais profundo. Seu pénis estremece de excitação, antevendo a possibilidade de entrar na vagina molhada e macia de Anne. Devagar, Júlio retira a calcinha de Anne, e a garota geme sonolentamente. ‘'Shhh, princesa. Tudo bem, volta a dormir.'’ Obedecendo, ela relaxa novamente e não desperta. Júlio abre as pernas dela, contemplando a boceta molhada, o convite tácito para experimentá-la.

Júlio abocanha a boceta de Anne, mergulhando sua boca na carne macia e lisa. Ele usa sua língua para explorar cada centímetro da vulva de Anne, saboreando seu néctar dulcíssimo e perfumado. Com movimentos lentos e deliberados, ele acaricia a boceta, provocando Anne a emitir sons de prazer, embora ela ainda esteja adormecida. Júlio continuar a lamber e a chupar, absorvendo todo o líquido precioso que Anne produz, transformando-se num homem possessivo e insaciável, consumido pela paixão e pelo desejo de possuir aquela adolescente.
Júlio suga o clitóris de Anne, usando sua língua para estimular a pequena protuberância. Enquanto ele o faz, ele se masturbará vigorosamente, imaginando a sensação de estar dentro da vagina de Anne. Logo, o prazer acumulado leva Júlio a um clímax intenso, e ele ejacula, satisfeito, com a imagem de Anne gravada em sua mente. No entanto, logo após alcançar o orgasmo, o telefone de Júlio toca, interrompendo sua celebração privada.
— Alô— a ligação é do prédio da editora onde trabalha. — Sim, ainda estou com ela. Claro a nossa reunião sem perfeitamente bem.
Ao receber a chamada da editora, Júlio atende com um sorriso, olhando para Anne adormecida e nua. Antes de partir, ele decide fazer uma última visita íntima. Colocado entre as pernas de Anne, ele abre os lábios da vagina e observa fixamente o interior, captando pela visão do hímen intacto. A descoberta é como um raio de sol direto em sua alma, iluminando um desejo já intenso com uma nova dimensão de possibilidade e paixão.
Com o coração palpitando, Júlio cobre Anne novamente, pegando sua calcinha como um troféu simbólico. Ao sair, ele sonha com o futuro próximo, quando poderá tirar a virgindade de sua escritora prodígio, conquistando tanto o coração quanto o corpo e mente de Anne.

*esse conto foi mais um experimento. Uma história que eu tinha em mente e queria elaborar. Espero que tenham gostado

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