Raízes Entrelaçadas - 4 - Toques Escondidos
A novela "Raízes Entrelaçadas" é escrita em Português de Portugal, passa-se em Portugal com personagens Portuguesas e de outras nacionalidades.
Depois daquela noite louca no Monsanto — a tenda nas dunas, a areia quente colada aos corpos, o som das ondas misturado aos gemidos abafados, a Sofia a aprender a lamber e a ser fodida ao mesmo tempo —, os quatro precisavam de respirar. O desejo não tinha diminuído; pelo contrário, tinha-se tornado mais profundo, mais constante, como um fogo baixo que nunca apaga. Mas Inês sentia que precisava de mudar o ritmo, de saborear o prazer de forma diferente.
Na manhã seguinte, ainda na cama grande, com os lençóis amarrotados e o cheiro forte de sexo fresco no ar, ela pegou no telemóvel e escreveu no grupo dos quatro:
“Quero abrandar. Quero sentir-vos devagar, em sítios onde temos de ser espertos. Quero que me toquem por baixo da mesa, no metro, no comboio… e que as pessoas vejam um bocadinho, mas sem saberem tudo. Quero olhares curiosos, mãos que se mexem discretamente nos outros. Quero que seja lento e molhado. Quero sentir o risco sem ser apanhada.”
Miguel respondeu quase de imediato, ainda com o caralho meio duro encostado às costas dela:
“Restaurante hoje à noite. Depois metro e comboio para casa. Vamos ver quem aguenta mais sem vir-se alto.”
João e Sofia concordaram com emojis de fogo. A ideia ficou marcada.
Escolheram o Bairro Alto para o jantar — um restaurante italiano discreto chamado “La Luna Rossa”, escondido numa rua estreita, luz baixa de velas, mesas com toalhas brancas compridas que chegavam quase ao chão, perfeitas para esconder pernas e mãos. Reservaram uma mesa de canto, encostada à parede de pedra antiga, longe da porta e das janelas, mas com vista para o resto do salão.
Chegaram por volta das 21h30. O ar da noite estava fresco, mas dentro do restaurante o calor humano e o aroma de alho, manjericão, vinho tinto e massa fresca criavam uma atmosfera íntima e ligeiramente sufocante. A Inês vestia um vestido preto justo de tecido leve, decote discreto na frente mas saia rodada que facilitava movimentos das pernas. Por baixo: só meias de liga pretas finas e nada mais — a cona já húmida só de imaginar o que viria. Sofia optou por uma saia plissada curta cinzenta que mal cobria o rabo, e uma blusa fina de seda branca sem soutien — os mamilos pequenos e rosados marcavam o tecido como duas pedrinhas sempre que o ar condicionado soprava.
O João e o Miguel sentaram-se um de cada lado da mesa rectangular, de frente um para o outro. Inês ao lado do João, Sofia ao lado do Miguel, de modo que as duas raparigas ficassem no centro, pernas facilmente acessíveis por baixo da toalha longa.
O empregado — um homem jovem de sotaque italiano suave — trouxe os menus. Enquanto ele se afastava, o João pousou a mão esquerda na coxa da Inês por baixo da toalha. A pele dela estava quente, ligeiramente pegajosa do suor da caminhada até ali. Ele subiu devagar, dedos roçando a parte interior da coxa, sentindo os músculos tremerem levemente. Inês abriu um pouco as pernas, sem fazer barulho, o vestido subindo discretamente.
— Estás molhada já? — sussurrou ele ao ouvido dela, lábios quase tocando a orelha.
— Desde que entrei no carro — respondeu ela, voz baixa e rouca, olhos fixos no menu como se nada se passasse. Mas a cona já pulsava, humidade escorrendo devagar pelas coxas.
Do outro lado da mesa, Miguel fez o mesmo com Sofia. A mão grande dele subiu pela saia plissada, dedos roçando a pele macia e quente. Encontrou a cona depilada e húmida, lábios inchados e escorregadios. Esfregou devagar o clitóris com o polegar, círculos lentos e precisos. Sofia mordeu o lábio inferior com força, fingindo ler a lista de vinhos, mas as coxas tremiam levemente.
À volta deles, o restaurante estava meio cheio — casais conversando baixinho, um grupo de quatro amigos a rir, um homem sozinho de uns 50 anos a ler o jornal na mesa ao lado (fato cinzento, cabelo grisalho, ar de executivo cansado), uma mulher de uns 35 anos com um vestido vermelho justo a jantar com uma amiga (cabelo loiro solto, batom vermelho, olhar curioso). Ninguém parecia notar nada… ainda.
O João meteu um dedo devagar na Inês. Ela contraiu-se à volta dele imediatamente, quente e escorregadia, a humidade envolvendo o dedo como veludo quente. Ele mexeu devagar, entrando e saindo em movimentos mínimos, enquanto com a outra mão segurava o copo de água como se fosse a coisa mais normal do mundo. O som era quase imperceptível — só um leve “schlick” abafado pela toalha e pela conversa do restaurante.
A Inês respirava pela boca, devagar, tentando manter o rosto neutro. Olhou para o homem do jornal. Ele ergueu os olhos por um segundo, encontrou os dela, e não desviou logo. Havia curiosidade ali, um brilho de reconhecimento. Ela sorriu levemente, um sorriso cúmplice, quase imperceptível, e contraiu a cona à volta do dedo do irmão, sentindo-o pulsar dentro dela.
O Miguel, ao mesmo tempo, meteu dois dedos na Sofia. A miúda de 18 anos apertou as coxas em volta da mão dele, mas deixou-o mexer. Os dedos entravam fundo, saíam molhados, voltavam a entrar. Ela pousou o guardanapo no colo para disfarçar o movimento sutil das ancas, mordendo o lábio até quase sangrar.
A mulher de vermelho na mesa ao lado reparou. Virou a cabeça devagar, viu o braço do Miguel desaparecer por baixo da toalha. Sorriu para a amiga, que também olhou. As duas trocaram um olhar divertido e cúmplice. Uma delas — a de vermelho — passou a mão pela própria coxa, subiu um pouco a saia, como se imitasse o gesto, os dedos roçando discretamente a parte interior da perna.
O empregado trouxe os pratos principais — massa com molho de tomate e manjericão, bife à pizzaiola, salada fresca. Quando se afastou, o João acelerou um pouco o ritmo. A Inês agarrou a borda da mesa com força, unhas cravadas na toalha branca, tentando não fazer barulho. O dedo dele mexia agora em círculos dentro dela, pressionando o ponto G.
— Vou vir-me… devagarinho… — sussurrou ela, voz quase inaudível.
E veio-se. Um orgasmo silencioso mas intenso, corpo tenso como um arco, boca entreaberta, olhos semicerrados. O dedo do João sentiu as contracções ritmadas, o calor a aumentar, a humidade a escorrer mais. Ele não tirou o dedo — continuou a mexer devagar até ela relaxar, o corpo mole contra o dele.
Do outro lado, a Sofia veio-se quase ao mesmo tempo. Um gemido abafado escapou-lhe, disfarçado como um “mmm” de prazer com a comida. O Miguel sorriu e lambeu os dedos discretamente quando os tirou, o gosto doce e salgado dela na língua.
O homem do jornal agora olhava fixamente. Tinha pousado o jornal e a mão direita desaparecera por baixo da mesa. Movia-se devagar, ritmo constante, olhos cravados na Inês. Ela reparou e sorriu-lhe outra vez, um sorriso lento e provocador. Ele retribuiu o sorriso, sem vergonha, continuando a masturbar-se discretamente.
A mulher de vermelho e a amiga também se tocavam agora — uma mão de cada uma por baixo da mesa, coxas encostadas, respirações aceleradas mas controladas. Não era escandaloso; era só… excitante. Um voyeurismo mútuo, silencioso, como se toda a sala respirasse o mesmo desejo contido.
Saíram do restaurante por volta das 23h30, todos corados, cheios de tensão acumulada que parecia prestes a explodir. Caminharam até à estação do metro do Chiado. O último metro da noite estava quase vazio — só umas sete ou oito pessoas espalhadas pelas carruagens.
Escolheram o fundo da carruagem, encostados à parede. Inês e Sofia de frente uma para a outra, João e Miguel por trás delas, como se as protegessem do resto do mundo.
Mal o metro arrancou, as mãos voltaram ao trabalho.
O João levantou a saia da Inês por trás, devagar. Encontrou a cona molhada e inchada, lábios escorregadios. Meteu dois dedos. Ela encostou-se a ele, fingindo olhar para o telemóvel, mas as pernas tremiam.
A Sofia fez o mesmo com o Miguel — encostou o rabo às ancas dele, sentiu o caralho duro por cima das calças. Ele subiu a saia plissada e esfregou-lhe o clitóris com o dedo médio, depois meteu dois dedos dentro.
Havia voyeurs na carruagem.
Um homem de uns 40 anos, fato escuro, pasta no colo, olhava fixamente. A mão dele mexia-se devagar por baixo da pasta, olhos cravados nas coxas da Inês.
Uma mulher de uns 28 anos, auscultadores nos ouvidos, fingia ouvir música mas os olhos estavam fixos nas pernas da Inês. Passou a língua nos lábios e apertou as próprias coxas.
Um casal jovem — ele uns 22, ela uns 20 — sentados dois bancos à frente. Ele tinha a mão no interior da coxa dela, subindo devagar. Ela olhava para trás de vez em quando, sorrindo com cumplicidade.
O metro abanava com o movimento. Cada solavanco fazia os dedos entrarem mais fundo. A Inês respirava pela boca, tentava não gemer. O João sussurrou-lhe ao ouvido:
— Estão todos a olhar, mana. Sabem o que te estou a fazer.
Ela contraiu-se toda e veio-se outra vez, silenciosa mas intensa. As pernas tremeram. Ele segurou-a pela cintura para não cair.
A Sofia veio logo a seguir. Um pequeno “ah…” escapou-lhe, abafado pelo barulho do metro. O Miguel continuou a mexer os dedos até ela se acalmar, o cheiro da excitação dela enchendo o espaço pequeno.
Quando saíram na estação seguinte para apanhar o comboio suburbano, a carruagem já tinha mais gente. O comboio estava mais cheio — hora de regresso a casa, gente cansada mas ainda acordada.
Sentaram-se os quatro num banco de quatro lugares, dois a dois. Inês e Sofia lado a lado, João e Miguel em frente.
Mal o comboio arrancou, as saias subiram outra vez.
Desta vez foi mais ousado. A Inês abriu as pernas o suficiente para que quem estivesse à frente visse um bocadinho da pele nua das coxas. O João meteu a mão por baixo da saia dela e esfregou devagar. Dois dedos dentro da cona, polegar no clitóris.
A Sofia imitou. Abriu as pernas, deixou o Miguel tocar. A saia plissada subiu um pouco mais — quem olhasse via a pele nua das coxas e o movimento sutil da mão dele.
Os voyeurs multiplicaram-se.
Um homem de uns 55 anos, fato cinzento, sentado dois bancos à frente, virou-se devagar. Olhou directamente entre as pernas da Inês. Sorriu levemente quando ela encontrou o olhar dele. Continuou a olhar enquanto se masturbava discretamente por cima das calças.
Uma mulher de uns 45 anos, com ar de professora, mala no colo, observava a Sofia. Passou a mão pelo próprio peito, apertou um mamilo por cima da blusa. Depois desceu a mão para o colo e mexeu devagar.
Um rapaz de uns 25 anos, auscultadores, fingia jogar no telemóvel mas a câmara estava virada para elas. Gravava? Talvez. Ninguém se importou.
Uma senhora mais velha — uns 60 anos, cabelo grisalho preso — olhou fixamente. Não julgava; parecia fascinada. Apertou as coxas ritmicamente, como se estivesse a sentir o mesmo prazer.
O comboio parou numa estação intermédia. Entraram mais pessoas. Um homem alto, de uns 35 anos, ficou de pé mesmo à frente delas. Olhou para baixo, viu as mãos escondidas, viu as expressões de prazer contido. Sorriu e ajustou o caralho nas calças, sem disfarçar.
A Inês veio-se outra vez — desta vez mais forte. Teve de encostar a cabeça no ombro do João para abafar o gemido. O corpo tremeu visivelmente. O homem de pé reparou e sorriu mais abertamente. A mão dele mexeu-se mais rápido por cima das calças.
A Sofia seguiu o exemplo. Veio-se com os olhos fechados, boca entreaberta, um suspiro longo. O Miguel continuou a mexer até ela relaxar.
Quando o comboio chegou ao destino — Algés, quase 1 da manhã — saíram os quatro devagar, pernas moles, corpos quentes. Caminharam para casa em silêncio, de mãos dadas.
Na porta do prédio, a Inês parou e beijou o João devagar.
— Foi perfeito. Lento, molhado, perigoso… mas controlado.
A Sofia abraçou o Miguel.
— Quero mais disto. Todos os dias. Num café, num cinema, num supermercado…
O João riu-se baixinho.
— Então amanhã vamos ao cinema. Sessão da meia-noite. Escuro total. Vamos ver até onde chegamos sem ninguém gritar.
E assim continuou. Noites de toques escondidos, olhares cúmplices, orgasmos silenciosos em sítios públicos. Sempre os quatro. Sempre discretos. Sempre viciados um no outro… e nos olhares que os viam.
No cinema, na semana seguinte, sentaram-se na última fila. A Inês sentou-se ao colo do João, saia levantada, caralho dele dentro dela devagar, sem mexer muito — só o balanço subtil do corpo ao ritmo da respiração. A Sofia fez o mesmo com o Miguel.
À volta, casais e solitários. Alguns percebiam. Um homem na fila de trás masturbou-se devagar enquanto via. Uma mulher ao lado tocou-se por baixo do casaco. Ninguém falou. Ninguém parou o filme.
Foram orgasmos longos, lentos, quase meditativos. Quando saíram, a Inês sussurrou:
— Isto é o melhor. Sentir tudo… e ninguém saber ao certo.
Eles sabiam. E isso bastava.
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A novela "Raízes Entrelaçadas" é escrita em Português de Portugal, passa-se em Portugal com personagens Portuguesas e de outras nacionalidades.
Esta novela é uma obra de ficção, qualquer semelhança com situações e pessoas reais é mera coincidência.
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Comentários (1)
Afonso: Continua?
Responder↴ • uid:5vaq00oxid