Renan, o mendigo da rola grossa
Ele todo dia vê Renan, um mendigo, 25 anos, claramente viciado, mas não resiste em secar a mala do cara até o mendigo dar pau em agradecimento.
Eu passava pela mesma esquina quase todo dia, no caminho entre o ponto de ônibus e a faculdade. A calçada era rachada, cheia de sombra de árvore e cheiro de gasolina parada no calor. Foi numa terça abafada que vi ele pela primeira vez.
Tava sentado perto de um poste coberto de adesivos velhos, as costas encostadas no muro pichado de uma loja fechada. Magro demais. Daquele jeito que a droga deixa a pessoa parecendo feita só de osso e pele esticada. O cabelo escuro caía sujo sobre a testa, e a barba falhada escondia metade do rosto.
Mesmo assim, era bonito.
Bonito de um jeito estranho, destruído. Os olhos fundos tinham um brilho inquieto, quase febril. O nariz reto, os lábios rachados mas bem desenhados. Parecia alguém que já tinha sido muito vaidoso antes da vida atropelar tudo.
— Ô, chefe… tem um cigarro aí?
A voz saiu rouca, cansada.
Parei sem saber por quê. Normalmente eu só desviava o olhar e seguia andando como todo mundo fazia. Mas fiquei encarando ele por alguns segundos. Havia uma mochila velha entre as pernas magras, apertada contra o corpo como se fosse a única coisa que ainda possuía.
Entreguei um cigarro.
Ele pegou devagar, os dedos sujos tremendo um pouco.
— Valeu, irmão.
Acendeu com um isqueiro quase sem gás e tragou fundo, fechando os olhos como quem recebia uma espécie de paz momentânea.
Fui embora achando que esqueceria aquilo.
No dia seguinte ele tava lá de novo.
Dessa vez levantou a cabeça assim que me viu.
— Tem um real pra eu comer alguma coisa?
Eu já tava indo almoçar. Hesitei por um instante, depois falei:
— Vem comigo.
Ele me acompanhou em silêncio até um restaurante simples por quilo na outra quadra. Entrou meio desconfiado, como se esperasse ser expulso a qualquer momento. Pedi um marmitex grande e uma coca pequena. Quando entreguei pra ele, o cara me olhou diferente pela primeira vez.
Não era gratidão só.
Era atenção.
— Tu é gente boa demais pra essa cidade — ele disse.
De perto, dava pra ver melhor o estrago. As olheiras profundas. Algumas feridas nos braços. O cheiro forte de rua impregnado na roupa larga. Ainda assim, tinha algo nele que chamava atenção sem querer. Talvez os olhos claros demais. Talvez o jeito magro e jovem, quase frágil.
Depois disso virou rotina.
Às vezes um cigarro. Às vezes umas moedas. Às vezes comida.
E ele sempre parecia me esperar.
Começou a sorrir quando eu aparecia na esquina. Perguntava meu nome, comentava do clima, fazia piadas idiotas. Descobri que se chamava Renan e tinha vinte e cinco anos, embora em alguns dias parecesse ter quarenta.
Com o tempo, comecei a perceber outra coisa também.
Os olhos dele.
Demoravam mais do que o normal quando desciam pro meio das minhas pernas antes de subir de novo pro meu rosto. Primeiro achei que fosse paranoia. Depois virou impossível ignorar.
Ele fazia isso enquanto fumava, encostado no muro, me observando em silêncio.
E começou a se insinuar de maneiras pequenas.
— Aposto que tu pega muita gente.
Ou:
— Cara arrumado assim nem devia falar comigo.
Falava sorrindo de lado, daquele jeito meio debochado, meio triste.
Eu ria sem saber como responder.
Mas continuava voltando na mesma esquina todos os dias.
Depois de algumas semanas daquela rotina, a tensão entre nós já estava insuportável. Os olhares dele demoravam cada vez mais, descendo sem disfarce pelo meu corpo e parando no volume da minha calça. Eu fingia não notar, mas meu pau endurecia só de sentir aqueles olhos claros me devorando.
Numa tarde quente de sexta, quando entreguei o marmitex, Renan segurou minha mão um segundo a mais e falou baixinho, quase encostando no meu ouvido:
— Hoje eu quero te mostrar um lugar. Vem comigo, Patrão.
Hesitei só um instante, coração disparado, mas acabei indo, já pensando que ele queria me "pagar" todos os favores.
Ele me guiou por duas quadras até um terreno baldio escondido atrás de um muro alto e rachado, cercado de mato alto. O lugar cheirava a terra quente, capim seco e um leve fundo de urina velha que o sol intensificava. A sombra do muro criava um canto protegido, quase invisível da rua.
Assim que chegamos, Renan encostou as costas no muro e me puxou pela camisa, colando meu corpo no dele. O cheiro forte dele me invadiu: suor acumulado de dias, pele quente, roupa encardida.
— Eu já tinha reparado faz tempo — murmurou rouco, olhando direto nos meus olhos. — Reparei no jeito que você me olha, patrão, no jeito que seus olhos descem e param. Eu já notava tudo. E hoje eu vou te dar exatamente o que você quer e nunca teve coragem de pedir.
Ele abriu o botão da calça jeans surrada e baixou o zíper devagar. O pau saiu pesado, meio duro, grosso e com veias marcadas. Tinha uma fina camada brilhante de esmegma na glande. O cheiro subiu forte: azedo, rançoso, suor velho misturado com mijo seco.
Abaixei de joelhos na terra quente. Segurei o pau dele com a mão, sentindo o peso e o calor. Encostei o nariz primeiro, inalando fundo aquele cheiro forte e masculino que me deixava zonzo. Passei a língua devagar pela base, sentindo o gosto salgado de suor acumulado, o. Subi lentamente toda a extensão, lambendo cada veia, sentindo a pele quente e ligeiramente pegajosa. Quando cheguei na glande, rodeei ela com a língua em círculos lentos, saboreando o leve gosto azedo. Chupei a cabeça com fome, enfiando mais na boca, sentindo ele engrossar e pulsar contra minha língua. Limpei todo aquele pau até ficar brilhando, mas sua camada farta de pentelhos fedia Pra caralho cada vez q meu nariz chegava perto.
Renan gemeu rouco e segurou minha cabeça com as duas mãos, fodendo minha boca com estocadas profundas e ritmadas.
— Isso… chupa gostoso. Eu sabia que você queria isso.
Ele metia devagar no começo, depois mais fundo, até encostar no fundo da minha garganta. O fedor dos pentelhos subindo, me deixando mais excitado ainda. Eu babava bastante, o corpo dele começando a ficar enxarcado de suor, seguro o saco pesado dele, sentindo ânsia com as estocadas na minha garganta. Meu próprio pau latejava dolorosamente dentro da calça.
Depois de um tempo ele me puxou pelo cabelo, me levantou e me virou de frente para o muro.
— Agora tu vai tomar no rabo, viadinho.
Baixou minha calça e cueca até os tornozelos. Cuspiu na mão, passou rápido no pau e pressionou a cabeça grossa contra meu cu. Sem esperar muito, empurrou com força. A rola entrou de uma vez, abrindo-me inteiro. Soltei um gemido alto, sentindo cada centímetro grosso e quente me invadindo, as veias esfregando por dentro. Renan não deu tempo de acostumar — segurou minha cintura com firmeza e começou a meter forte, estocadas fundas e ritmadas, batendo a pelve contra minha bunda com sons molhados e obscenos.
Eu comecei a ameaçar gritar, quando ele pegou a cueca imunda q já havia tirado completamente e socou na minha boca, me calando.
O gosto e cheiro daquela cueca era indescritível.
Agora amordaçado, cada investida fazia meu corpo tremer. Eu sentia tudo: o calor do pau, a grossura, o jeito como ele me abria completamente, o cheiro forte dele misturado com meu suor. Ele me virava o tempo todo: primeiro de frente pro muro, depois de lado com uma perna minha levantada, depois me colocou de quatro na terra quente. Em todas as posições ele metia fundo, batendo forte, dando tapas na minha bunda que deixavam a pele ardendo.
— Goza pra mim… quero sentir esse cu apertando minha rola.
Eu gozei primeiro, sem nem tocar no pau, jatos fortes caindo na terra enquanto meu corpo convulsionava. Renan continuou metendo, cada vez mais rápido e fundo, até que com um grunhido animal ele gozou dentro de mim. Senti os jatos quentes e grossos de porra enchendo meu cu, pulsando enquanto ele esvaziava tudo.
Ele ficou ali dentro por um tempo, mexendo devagar, espalhando a porra quente. Depois puxou o pau devagar, deixando um fio escorrer pela minha perna. Virou meu rosto, tirou a cueca da minha boca, jogou no chão e enfiou a rola ainda melada na minha boca.
— Limpa tudo.
Chupei devagar, sentindo o gosto misturado da porra, do meu cu e do suor dele. Renan acariciava meu cabelo sujo de terra, respirando pesado.
— Eu sabia que você queria isso desde a primeira vez que parou naquela esquina — murmurou, ainda com o pau semi-duro na minha boca. — Agora você pode ter sempre que quiser.
Fiquei ali de joelhos, ofegante, o cu latejando cheio, o gosto dele ainda forte na língua, sentindo uma mistura intensa de vergonha e tesão.
Isso não era mendigo, era pecado disfarço na esquina, maldito pau gostoso da porra.
Pedi pra ele a cueca de recordação.
Renan riu e jogou ela na minha cara.
Falou para mim que não é viado, só abre exceções para bichinhas lisinhas e puras iguais a mim.
Dei todo meu maço de cigarros pra ele e me recompus.
Pronto pra voltar a rebolar naquele pau noutro dia.
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