Para todos os românticos
Um conto de descobertas e carinho, perfeito para os românticos de plantão. Se está procurando coisa pesada, leia os outros contos, este é fofo.
Léo, aos 16 anos, sempre foi bom em esconder. Esconder o tremor nas mãos, o desvio do olhar, o jeito como o coração acelerava sem aviso quando André chegava perto demais. Era um talento antigo, desses que a gente aprende cedo sem perceber — como quem aprende a respirar.
André, por outro lado, no auge dos seus 17 anos, parecia feito de luz. Não no sentido exagerado das pessoas perfeitas, mas no jeito como ocupava o espaço sem pedir desculpa. Ria alto, falava o que pensava, e tinha uma facilidade quase irritante de ser… ele mesmo.
Talvez fosse isso que mais assustava Léo.
Naquela noite, eles estavam sozinhos. A casa vazia, o som distante da rua entrando pela janela, e um silêncio carregado entre os dois. Não era desconfortável — era denso, como se algo estivesse prestes a acontecer há muito tempo.
— Você tá estranho hoje — André disse, apoiado na parede, observando.
Léo deu de ombros, sem encarar.
— Tô normal.
Mentira. Ele sabia. André também.
André se aproximou devagar, com uma presença que impunha respeito, encurralando Léo com o olhar.
— Você não precisa fingir comigo.
A frase bateu mais forte do que deveria.
Léo respirou fundo, sentindo o peito apertar.
— Eu não tô fingindo.
Mas a voz falhou no final.
André parou bem perto agora. Perto demais. O tipo de perto que fazia Léo esquecer como se organizavam os pensamentos. O cheiro de André, uma mistura de sabonete e pele quente, invadiu os sentidos de Léo, atordoando-o.
— Então olha pra mim e diz isso.
Léo tentou. De verdade. Mas quando levantou o olhar, encontrou algo que não estava preparado para enfrentar: certeza. André não estava confuso. Não estava em dúvida. Ele sabia. E o olhar dele era possessivo, dominante.
E isso era aterrador.
— Eu… — Léo começou, mas as palavras morreram na garganta seca.
O silêncio voltou, só que diferente agora. Mais frágil.
— Você tá com medo — André disse, a voz baixa e firme, sem espaço para negações.
Léo fechou os olhos por um instante, rendendo-se à evidência.
— Tô.
Foi a primeira verdade da noite.
André não sorriu, não fez piada. Apenas ficou ali, sua presença física preenchendo todo o espaço entre eles.
— De quê? — A pergunta foi quase um sussurro, mas carregava a força de uma ordem.
Léo hesitou. Era difícil explicar algo que não tinha forma clara. Era medo de muita coisa ao mesmo tempo — das pessoas, dos olhares, das palavras não ditas, das ditas também.
— De tudo — respondeu por fim. — De estragar as coisas. De alguém descobrir. De… não dar certo.
André assentiu devagar, como se cada palavra fizesse sentido, mas o olhar dele dizia que nada daquilo importava agora.
— E de mim? — A pergunta foi direta, sem rodeios.
Léo abriu os olhos.
— Não — disse rápido demais, a verdade escapando antes que pudesse filtrá-la. — Não de você.
E era verdade. Se havia um lugar onde o medo diminuía, era ali, sob o domínio daquele olhar.
— Então vem cá — André disse, o tom de voz calmo mas inquestionável.
Léo hesitou por um segundo. Só um. Depois deu o passo, entregando-se ao inevitável.
A proximidade virou contato. As mãos de André foram direto para a cintura de Léo, firmes, possessivas, puxando-o para si. O impacto dos corpos fez Léo suspirar. André não esperou. Tomou os lábios de Léo em um beijo que não pedia permissão, um beijo que explorava e reivindicava. A língua de André invadiu a boca de Léo, quente e exigente, encontrando a de Léo que correspondeu timidamente no início, mas logo se entregou ao ritmo intenso. O gosto era salgado, quente, e o corpo de Léo reagiu instantaneamente — uma ereção crescendo na calça jeans apertada, pressionando contra a coxa de André.
Eles se separaram por um segundo, ofegantes, os narizes se roçando. Os olhos de André brilhavam com desejo cru e uma intensidade que fazia Léo tremer.
— Quero você — murmurou André, a voz rouca, o hálito quente contra o rosto de Léo. — Agora.
Léo assentiu, o medo agora completamente submerso por uma fome que ele mal reconhecia, uma necessidade de ser tomado por André. — Quero.
André o guiou até o sofá da sala, com movimentos rápidos e decisivos, empurrando-o gentilmente mas sem dar espaço para recuos. Léo caiu no estofado macio, o coração batendo descompassado. André ficou de pé por um momento, tirando a camisa com um movimento fluido, revelando o peito definido, os músculos se movendo sob a pele morena e quente. Léo observava hipnotizado, a vulnerabilidade de estar ali, entregue, misturando-se à excitação.
André ajoelhou-se entre as pernas dele, as mãos firmes nas coxas de Léo, abrindo-as com autoridade. O olhar dele desceu pelo corpo de Léo, como se o despisse antes de tocarem a pele.
— Deixa eu te mostrar o que eu quero fazer com você — disse André, a voz baixa e carregada de promessas. Ele desabotoou a calça de Léo e puxou-a para baixo junto com a cueca, com movimentos rápidos e eficientes. O pau de Léo saltou livre, duro e latejante, a cabeça já úmida de pré-gozo. André soltou um grunhido baixo de aprovação, segurando-o com a mão quente e firme, acariciando a haste com uma pressão que fez Léo arquear as costas.
— Você é meu, Léo. Só meu — afirmou André, antes de se inclinar, a respiração quente contra a pele sensível da coxa de Léo, fazendo-o estremecer. A boca de André envolveu a cabeça do pau de Léo, quente e molhada, chupando com uma sucção firme que arrancou um gemido alto dos lábios de Léo. A língua de André rodava em círculos ao redor da glande, provocando sensações que Léo nunca imaginara. Ele descia devagar, engolindo mais da haste, a garganta se contraindo ao redor da cabeça, explorando cada centímetro com uma voracidade que deixava Léo sem ar. Léo agarrou o cabelo de André, os dedos se prendendo nos fios, enquanto seus quadris se moviam involuntariamente, fodendo a boca de André em um ritmo desajeitado e desesperado.
— André… porra… — Léo ofegava, sentindo o prazer subir como uma onda incontrolável, ameaçando explodir a qualquer momento. André acelerou, uma mão massageando as bolas de Léo com carinho rude, o dedo médio roçando o períneo, pressionando contra a entrada apertada, provocando arrepios por todo o corpo de Léo. Ele chupava com mais intensidade agora, saliva escorrendo pelo pau, gemendo vibrações que faziam Léo tremer da cabeça aos pés.
Mas André parou antes do clímax, erguendo os olhos com um sorriso safado e possessivo, desfrutando da visão de Léo entregue ao prazer. — Ainda não. Quero ver você implorar.
Ele se levantou, tirando o resto da roupa com pressa, o corpo nu revelando sua própria ereção, grossa e latejante, pré-gozo brilhando na ponta. Léo o observava com admiração e desejo, a boca seca. André se aproximou e guiou a cabeça de Léo para baixo. — Sua vez.
Léo hesitou no início, a inexperiência travando-o, mas o olhar de comando de André o encorajou. Ele lambeu a cabeça do pau de André, provando o salgado do pré-gozo, a textura quente e firme contra sua língua. Depois engoliu o máximo que pôde, sentindo a plenitude encher sua boca. Ele chupou com vontade, imitando o que André havia feito, mas com seu próprio ritmo, a língua rodando, a sucção alternando com lambidas longas pela haste. André xingava baixo, a mão no cabelo de Léo guiando sem forçar excessivamente, os quadris se movendo para foder a boca de Léo, reivindicando seu prazer com autoridade.
Eles se revezaram assim por minutos, 69 no sofá apertado, línguas e bocas devorando um ao outro, o cheiro de sexo e suor preenchendo o ar. Léo gozou primeiro, sem aviso — o orgasmo explodindo como fogos de artifício enquanto chupava André, jatos quentes enchendo a boca de André, que engoliu tudo com prazer, lambendo os restos com grunhidos de satisfação. André veio logo depois, segurando a cabeça de Léo com firmeza enquanto pulsava, enchendo sua boca de porra espessa e salgada, que Léo engoliu com um misto de choque e excitação, o resto escorrendo pelo queixo, um rastro do domínio de André.
Ofegantes, suados, eles se beijaram de novo, trocando o gosto um do outro, um beijo profundo e molhado que selava a intimidade entre eles. Mas o desejo não acabara, apenas mudara de forma. André pegou um lubrificante na gaveta lateral — ele havia se preparado, o safado — mas ignorou o preservativo.
— Quero te foder — sussurrou André no ouvido de Léo, mordendo o lóbulo com força suficiente para provocar prazer e dor. — Quero te sentir de verdade. Sem nada entre nós.
Léo assentiu, uma mistura de medo e excitação correndo por suas veias. Ele se virou de bruços no sofá, o cu exposto e ansioso, a vulnerabilidade da posição fazendo seu coração bater mais rápido. André lubrificou os dedos com generosidade e começou a massagear a entrada rosada, circulando devagar antes de empurrar um dedo. Léo gemeu, o corpo tenso mas relaxando aos poucos sob o toque firme e experiente de André. Um segundo dedo entrou, abrindo o caminho, fodendo devagar, curvando para acertar a próstata, arrancando gemidos mais profundos de Léo. Ele se contorcia, o pau endurecendo de novo contra o estofado do sofá.
— Tá pronto? — André perguntou, a voz rouca, beijando as costas de Léo, sua presença física pesando sobre ele.
— Sim… mais — Léo implorou, a voz falha, entregue ao desejo.
André se posicionou, a cabeça grossa do seu pau pressionando contra a entrada apertada e úmida de Léo. Ele entrou devagar, centímetro por centímetro, deliciando-se com a resistência e o calor que o envolvia. Léo gemeu alto, a queimação inicial dando lugar a um prazer cheio e profundo, um preenchimento que parecia tocá-lo na alma. Quando esteve todo dentro, André soltou um grunhido de satisfação, as bolas pressionando contra a bunda de Léo.
— Caralho, Léo… você é tão apertado… tão bom — murmurou André, a voz embargada pelo prazer.
Ele começou a meter, devagar primeiro, saídas longas e entradas profundas, as mãos firmes nas ancas de Léo, controlando o ritmo. O som de pele contra pele encheu a sala, misturado a gemidos de prazer e respirações ofegantes. André acelerou, fodendo com mais força agora, cada estocada acertando a próstata, fazendo Léo gritar de prazer, o corpo tremendo sob o impacto. Suor pingava dos corpos, colidindo, o pau de André pulsando dentro dele, reivindicando-o.
— Vira pra mim — André ordenou, o tom inquestionável. Ele saiu devagar e virou Léo de costas, levantando as pernas dele sobre os ombros, penetrando de novo em um ângulo diferente, mais profundo e intenso. Eles se olhavam nos olhos enquanto André fodia, uma conexão crua e visceral. André masturbava o pau de Léo em sincronia com as estocadas, um ataque sensorial que deixava Léo sem defesas. O prazer era avassalador, o cheiro de sexo, o atrito da pele, os gemidos ecoando na sala silenciosa.
Léo gozou primeiro de novo, jatos brancos e quentes sujando seu próprio peito e o estômago de André, o cu se contraindo violenta e prazerosamente ao redor do pau de André. O espasmo foi o gatilho final para André, que grunhiu alto, cravando as unhas nas coxas de Léo, e veio logo depois, despejando sua porra quente e espessa dentro de Léo, pulsando forte enquanto se enterrava até o fundo, uma marca definitiva do seu domínio.
Exaustos, suados e satisfeitos, eles desabaram juntos, André saindo devagar. Ele se deitou ao lado de Léo, puxando-o para um abraço possessivo, beijando sua testa com carinho rude.
— Você é meu, Léo — sussurrou André, mais uma vez, selando o momento.
Léo, aninhado no peito de André, murmurou, sentindo uma paz e um contentamento que nunca imaginara possíveis:
— A gente pode contar um dia?
André sorriu, acariciando o cabelo dele com firmeza.
— Quando você estiver pronto. Mas sim. A gente vai contar pro mundo todo que você é meu.
Pela primeira vez, o silêncio entre eles não era carregado de medo, mas de um puro e profundo contentamento, a certeza de que pertenciam um ao outro.
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