#Corno

A mulher do Padeiro (6/6)

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Tugolândia

Depois daquela tarde inesquecível no hotel barato perto da editora, onde as conas da Paula e da Ana se misturaram na minha boca e no meu caralho até o quarto ficar saturado de cheiros a sexo cru, suor feminino e porra quente, o fogo que nos consumia começou, lenta e inevitavelmente, a perder intensidade. Saímos os três para a rua de Lisboa com os corpos ainda a latejar, as coxas de ambas manchadas de esperma seco, os lábios inchados e os olhos com aquele brilho cansado, mas satisfeito de quem foi fodido até ao limite. No comboio de regresso a Amadora, sentados em silêncio, o balanço suave do vagão fazia-me lembrar o movimento das ancas delas cavalgando-me, mas já não havia o mesmo desespero urgente. A novidade da foda a três tinha sido o pico, o orgasmo coletivo que nos deixou esgotados e, paradoxalmente, um pouco vazios. Paula encostou a cabeça no meu ombro por um instante, a mão discretamente a roçar-me a coxa, mas o toque já não queimava da mesma forma. O vício carnal, tão voraz nos meses anteriores, começava a dar lugar à rotina, ao cansaço doce, à consciência de que tudo aquilo tinha um prazo.
Ainda assim, as últimas fodas foram das mais intensas, como se o corpo soubesse que o fim se aproximava e quisesse sugar até à última gota de prazer. Uma noite, semanas depois, o marido dela tinha turno duplo e o filho dormia em casa de uns tios. Paula mandou-me o sinal habitual, o paninho branco na janela do prédio na Amadora. Cheguei depois da meia-noite, subi as escadas em silêncio e encontrei-a na sala, nua, de quatro no sofá onde tudo tinha começado. A cona branquinha exposta, os lábios despigmentados inchados e brilhantes, o olho do cu a piscar de antecipação. Não disse nada. Ajoelhei-me atrás dela e enfiei o caralho todo de uma vez, sentindo a textura cremosa e quente envolver-me como uma boca gulosa. Bombava com força controlada, as mãos agarradas às ancas pequenas, puxando-a contra mim a cada estocada profunda. O som molhado enchia a sala escura, o ploc obsceno da cona a ser comida, os gemidos roucos dela abafados na almofada, o suor a escorrer pelas costas dela e pingar no sofá.
“Fode-me como se fosse a última vez… enche-me até eu não aguentar mais”, suplicou ela, voz quebrada. Eu acelerei, uma mão a descer para beliscar o clitóris branquinho e hipersensível, fazendo-a vir-se com violência, o corpo pequeno a sacudir-se, sucos a jorrar pelas minhas bolas e a escorrer pelas coxas. Virei-a de frente, deitei-a no sofá e entrei de novo, olhos nos olhos, estocadas lentas e fundas que roçavam todos os pontos certos. O cheiro dela, aquele almíscar doce e salgado misturado com o perfume barato que ainda usava, invadia-me o nariz, o sabor da cona ainda na minha língua da mamada que lhe tinha feito antes. Gozei fundo, jorros grossos e quentes a pintarem-lhe o útero, transbordando e manchando o tecido do sofá. Ficámos ali colados, ofegantes, o caralho amolecendo dentro dela enquanto os dedos dela me acariciavam as costas com uma ternura nova, quase melancólica.
Houve outra ocasião, já perto do fim, em que o desejo voltou com fúria inesperada. Estávamos no armazém da editora, entre prateleiras altas, mas desta vez não foi uma rapidinha. O risco era maior, o chefe andava por perto, mas isso só avivou a chama. Ela encostou-se a uma estante, levantou a saia e eu baixei-me, mamei-lhe a cona com fome lenta e profunda, língua a rodar no clitóris branco até ela morder o próprio braço para não gemer alto, os sucos a escorrerem-me pelo queixo. Depois levantei-me, virei-a de costas e comi-a de pé, o caralho a entrar e sair devagar, saboreando cada contração das paredes quentes, o cu dela empinado contra a minha barriga. “Sente como ainda me apertas… como a tua cona não quer largar o meu pau”, sussurrei-lhe ao ouvido, mordendo-lhe o lóbulo. Ela veio-se outra vez, pernas trémulas, e eu despejei-me dentro dela com um grunhido baixo, a porra a encher-lhe a cona até pingar no chão de cimento entre os livros.
Mas as pausas entre fodas foram crescendo. As noites de madrugada tornaram-se mais raras, as rapidinhas no armazém menos frequentes, o fogo da novidade substituído por uma satisfação morna, quase confortável. Paula continuava casada, com o filho e o marido padeiro que nunca suspeitou de nada, e eu, com vinte e poucos anos, sentia o peso da rotina a instalar-se. Ainda nos encontrávamos de vez em quando, sempre com a mesma intensidade física, um broche guloso no carro dela estacionado numa rua escura da Amadora, ela engolindo o caralho até às bolas enquanto os dedos dela me apertavam os colhões; ou uma foda rápida na casa dela, de pé contra a parede da cozinha, o caralho a rasgar-lhe a cona enquanto o cheiro a pão fresco do marido pairava no ar. Mas já não era o mesmo desespero animal. Os orgasmos eram bons, os corpos ainda reagiam com fome, o contraste da cona branquinha engolindo o meu pau moreno ainda me dava um tesão brutal, mas faltava aquela urgência inicial que nos fazia foder como se o mundo fosse acabar.
Acabei por mudar de emprego poucos meses depois. Arranjei qualquer coisa melhor, saí da editora em Lisboa e, com isso, afastei-me naturalmente da tribo, das saídas de sexta e dela. A última vez que fodemos foi numa tarde chuvosa, no carro dela estacionado num parque isolado perto da Ponte 25 de Abril. A chuva batia forte no tejadilho, o ar dentro do carro carregado de humidade e desejo moribundo. Ela sentou-se em cima de mim, o vestido subido, a cona quente e molhada engolindo o caralho devagar, cavalgando com um ritmo triste e profundo. Beijámo-nos com língua, saliva misturada, as mãos dela no meu peito, as minhas a apertarem-lhe o rabo. Veio-se devagar, quase em silêncio, o corpo a tremer contra o meu, e eu descarreguei dentro dela com um suspiro longo, enchendo-a pela última vez. Quando desceu, a porra escorreu-lhe pelas coxas branquinhas e pingou no banco. Vestimo-nos em silêncio. Um beijo rápido, um “cuida-te” murmurado, e pronto.
Nunca mais a vi. Mudei de vida, novos empregos, novas conas, mas aquela fase na Amadora e na editora ficou gravada na pele como uma marca quente. Às vezes, anos depois, ainda acordo com o caralho duro só de lembrar o cheiro da cona despigmentada dela, o som molhado quando a comia no sofá, no armazém, no parque ou no hotel com a Ana. Lembro-me do gosto salgado dos sucos misturados, do contraste de peles, dos gemidos abafados para não acordar o filho, do risco que tornava tudo mais vivo. Foi puramente carnal, sujo, sem ilusões românticas, e foi exatamente por isso que foi tão bom. Paula foi a minha primeira grande lição de desejo adulto: uma casada baixinha e comum que tinha o magnetismo de uma puta insaciável, uma cona branquinha e sensível que me ensinou a foder sem limites, a aproveitar o proibido e a deixar marcas que o tempo não apaga. E mesmo agora, com o pau na mão a recordar, sinto o mesmo latejar nos colhões, como se o fogo, apesar de tudo, ainda ardesse baixo, à espera de uma faísca.

Nota: Este conto é uma obra de ficção, qualquer eventual semelhança com acontecimentos ou pessoas reais é mera coincidência.
Todas as personagens são pessoas maiores de idade e todas as relações relatadas são consensuais.

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