#Traições #Voyeur

Oportunidade na Garagem

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Sozinhos na garagem do prédio, vizinhos de vaga aproveitam para uma transa rápida, proibida e eletrizante no banco de trás do carro.

Eu estava terminando de manobrar o carro na garagem do prédio da empresa quando vi o veículo da minha vizinha de vaga entrar. Era aquela cena de sempre: nas raras vezes em que nossos horários coincidiam, ela vinha acompanhada da mãe, com quem trabalhava. Cumprimentos cordiais, o trivial de sempre — bom dia, boa tarde, quanta chuva, papo de elevador.

Mas aquele dia era diferente. Ela estava sozinha.

Assim que desliguei o motor e desci, trocamos o cumprimento habitual. Não resisti e lancei um sorriso:
— Sozinha hoje?
Ela retribuiu com um brilho diferente no olhar e um sorriso matreiro nos lábios:
— É... hoje minha mãe teve reunião fora.

O silêncio que se seguiu entre nós pesou, carregado daquela eletricidade muda que vinha se acumulando havia meses. Havia um desejo latente ali, contido por formalidades, e ela sabia que aquela era a sua grande chance. Com uma ousadia que me arrepiou até a alma, ela inclinou a cabeça e perguntou, com um sorriso cheio de promessas:
— Quer aproveitar a oportunidade?

Era impossível resistir àquela mulher. Pele cor de jambo, cabelos longos e lisos, olhos levemente puxados e um corpo absolutamente impecável. Engoli em seco, sentindo o sangue correr mais rápido para baixo.
— Eu não esperava por isso... mas com certeza quero.

A puxei de leve pelo braço e a levei direto para a minha vaga. Entramos no banco de trás do meu carro, abaixando-nos para fugir de qualquer campo de visão. Mal batemos a porta e já caímos um sobre o outro, famintos. Os beijos eram urgentes, molhados, desesperados. As roupas começaram a voar: botões abertos, calcinha de lado, braguilha arriada. Eu chupava sua boca e sua língua enquanto minhas mãos desbravavam cada centímetro daquela pele quente. Ela gemia baixinho, me arranhando, me puxando para perto.

Não demorou para que ela levantasse e montasse no meu colo, encaixando-se perfeitamente em mim. Minha ereção latejava latejante e, com um arquejar de puro tesão, ela afundou os quadris, engolindo meu pau de uma vez só em sua buceta encharcada.

O perigo iminente de sermos pegos na garagem, somado ao encaixe perfeito e à proibição do momento, elevou o tesão a um nível alucinante. Ela começou a cavalgar no meu ritmo, cada vez mais rápido, gemendo abafado contra meu pescoço. Eu agarrava seus cabelos longos para puxar sua cabeça para trás, esmagava seus seios fartos com as mãos e apertava de leve seu pescoço, vendo seus olhos se revirarem de prazer.

A fricção era intensa, o suor começava a colar nossos corpos. Senti o orgasmo subindo com força incontrolável e avisei, ofegante:
— Vou gozar... Preciso tirar?
Ela enterrou as unhas nas minhas costas, me empurrando ainda mais para dentro, e sibilou no meu ouvido:
— Não dá pra parar... Goza dentro da minha buceta! Quero toda sua porra!

Ela acelerou as estocadas de forma frenética. Foi um gozo explosivo, mútuo, que nos arrancou gemidos mais altos do que devíamos. Desabamos abraçados, respirando fundo, quando o som dos pneus de outro carro ecoou pela rampa da garagem.

Gelamos.

Sem coragem de nos separar e ainda conectados — meu pau latejando dentro dela —, deitamos o máximo que podíamos no banco traseiro, escondidos pelos vidros escuros. Ficamos ali, grudados, suados e com o coração disparado na garganta, esperando os passos e o barulho do elevador subir.

Só quando o silêncio voltou a imperar na garagem é que conseguimos nos soltar, rindo de nervoso com a adrenalina correndo nas veias.

Ajeitei a roupa, com a velha pontada de preocupação de homem casado batendo no peito. Olhei fundo nos olhos dela e perguntei:
— Você toma alguma coisa?
Ela sorriu, ajeitando os cabelos bagunçados e recompondo a postura de vizinha exemplar:
— Fica tranquilo... Não estou no período fértil.

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