Laços de família - Parte 05
Eu tinha um tesão estranho em saber que a Chirley estava com tesão nesse Felipe, mas ele era um cara difícil demais pra gente... empresário, rico, uma pessoa que eu não teria se quer coragem de falar sobre sexo.
Os próximos dias foram entediantes, eu ia pra empresa de ônibus, sozinho, sem a companhia do Alisson, o que fez sentir saudade da sua alegria, da conversa, da companhia... o rapaz que foi contratado para o lugar dele era um folgado, desses caras que já veio de muitos anos de experiência em outra empresa e acha que já sabe de tudo.
No fim de semana seguinte, num sábado, fui pro apartamento do Alisson.
Chirley: Cadê a Karina?
Alisson: Ela não vem hoje...
Eu: Por quê?
Alisson: A gente brigou
Chirley: Brigaram? O que houve?
Alisson: A Karina se declarou pra mim, de novo...
Chirley: Alisson, vocês dois fazem um casal tão bonitos... você gosta de transar com ela, vocês tem um beijo gostoso, o que impede?
Alisson: Somos irmãos... eu não conseguiria olhar pra Karina como minha mulher, ter filhos, e agir normalmente como se fosse algo simples, eu tenho sim um sentimento por ela, não vou mentir
Karina: Tem?
Nos viramos e vimos a Karina entrando, ela ouviu exatamente a hora em que Alisson confessou ter um sentimento por ela.
Alisson: Tenho, tenho sim
Karina: Então por que ficar fugindo de mim?
Alisson: Karina... não se ofenda, mas existe uma diferença entre gostar de foder a bucetinha da minha irmã, pra ter você como minha mulher, eu te foderia todos os dias da minha vida, mas como a gente casa? O código civil, artigo 1.521, inciso IV, proíbe o casamento entre irmãos
Karina: Foda-se a lei, o que vale é o que sentimos
Alisson: Não é bem assim, o que diriam suas amigas?
Karina: Eu não vivo pela opinião dos outros...
Alisson: É um impedimento real, Karina. Não é frescura minha.
Karina: Então a gente não casa no papel! Você acha que eu tô aqui pedindo aliança, vestido branco e igreja cheia? Eu tô pedindo pra você parar de me tratar como irmã na frente dos outros e como mulher na cama.
Alisson: Karina...
Karina: Eu venho aqui todo dia te ver, eu almoço, eu janto com você, eu passo suas roupas, lavo suas cuecas.. E na hora de dormir você me dá um beijo de irmão na testa e vira pra parede. Isso é o quê?
Ele levantou, foi até a janela, ficou de costas pra gente. E falou, sem virar:
- O que me pega é a manhã seguinte. É o dia em que a gente brigar. É o dia em que você olhar pra mim com raiva e falar "eu sabia que ia dar errado, você é meu irmão". É o Natal na casa da mamãe. É ela olhando pra nós dois na mesa. É ela dizendo "e se vocês tiverem um filho e ele nascer com problema, quem é que vai carregar essa culpa?". É o dia em que você me apresentar pra alguém e tiver que explicar. "Esse é o Alisson, meu marido. E meu irmão." Você já viu a cara que as pessoas fazem?
Karina: Já vi, e daí? Você já viu a cara que as pessoas fazem quando você fala que tem três empresas aos vinte e oito? A cara de inveja? Você gosta dessa. Então por que a outra te incomoda?
Alisson: Se a gente começar isso e der errado, eu não perco uma namorada, Karina. Eu perco a minha irmã. Você é a única pessoa no mundo que é minha de nascença. Todo o resto, eu construí. Você não. Você já era minha antes de eu saber escolher. E se eu estragar isso, você vai continuar sendo minha irmã, mas vai ter uma parede no meio. E eu vou ter que ver você casar com outro cara e chamar outro cara de amor na minha frente, e eu vou ter que sorrir.
Chirley: Alisson, confessa logo que tá apaixonado por ela...
A Karina atravessou a sala. Chegou na frente dele, ficou ali, baixinha, com aquele cabelo solto caindo no rosto, olhando pra cima. E falou:
- Você não quer nem mesmo tentar?
Alisson: Não me provoca assim
Os dois se olhavam nos olhos, em silêncio, quando a campainha tocou.
Karina: Quem será?
Alisson: É o Felipe
Chirley me olhou sem graça, e desviou o olhar rapidamente, aquele clima tenso logo se ajustou, Alisson abriu a porta e Felipe entrou, trazendo um envelope preto nas mãos.
Karina: Boa tarde, Felipe
Felipe: Boa tarde, Karina, boa tarde gente.
Alisson: Deu certo?
Felipe: Sim, aqui está o seu contrato reconhecido em cartório
Alisson: Certo, fica um pouco, a Karina vai preparar algo pra gente
Karina: Vou?
Felipe: Não, eu preciso ir, preciso buscar minha esposa no trabalho
Chirley: Esposa? Você é casado?
Felipe: Sou
Eu: Não tem pra que perguntar né, Chirley?
Alisson: Beleza, eu te acompanho até a porta
Alisson acompanhou o Felipe até a porta, depois que fechou, se virou olhando para Chirley:
- Pra que você queria saber se ele era casado?
Chirley: Por curiosidade só
Karina: Ficou parecendo que tava querendo ele
Chirley: Eu? Não, imagina.
Alisson: Não se encanta muito não, que o Felipe gosta é de linguiça
Chirley: O quê? Um homão desse?
Alisson: Sim, ele tem um trisal, ele, a esposa e mais um cara
Karina: Que loucura...
Chirley: Que delícia!
Eu: Chirley...
Chirley: Desculpa, mas precisa de muita maturidade pra aceitar um trisal
Karina: Foi muito conveniente ele ter chegado exatamente agora, podemos voltar para onde paramos?
Alisson: Karina, eu preciso pensar com calma, tá? Não é assim te assumir e pronto
Karina: Tá bom... pensa, mas não demora
Alisson: Tá, chega de drama. Eu vou ali no mercado comprar alguma coisa pra gente jantar, porque aqui não tem porra nenhum
Eu: Também vou...
Chirley: Eu também...
Karina: Se for assim eu também vou
Chirley: Vamos, Kah
Alisson: Não precisa de todo mundo no mercado
Karina: Eu vou preparar um mousse, podem ir lá
Chirley: Certeza?
Karina: Uhum
Descemos os três. O sol da tarde batia no concreto e o mercado de bairro fica a duas quadras, então a gente foi a pé, a Chirley na frente reclamando do calor, eu e o Alisson atrás. Ele de bermuda, chinelo, a camiseta cinza colada nos ombros, e eu olhando pro corpo dele como quem não quer nada.
Foi no corredor do mercado que eu tomei coragem e disse:
- Alisson...
Alisson: O quê?
Eu: To querendo chupar sua rola de novo
Ele parou com a mão no carrinho. Me olhou. Olhou pra Chirley. Voltou a me olhar.
Alisson: A Chirley sabe que você me chupou?
Chirley: Sei sim...
Alisson: E tá tudo bem?
Chirley: Tá sim...
Alisson: Beleza, quando voltarmos a gente vai pro apartamento de vocês e eu dou rola pros dois chuparem
Eu: Fácil assim? Não vai fazer um drama?
Alisson: Drama por que? Tu quer mamar e eu quero ser mamado
Chirley: É dessa putaria que eu gosto.
Fizemos nossas compras básicas para preparar um jantar, voltamos direto pro apartamento que eu morava, Alisson agarrou a Chirley pela cintura e a beijou, eu já me ajoelhei em sua frente abrindo sua calça, seu pau saltou em direção ao meu rosto, Chirley desceu ao meu lado e segurou a rola do Alisson apontando em direção a minha boca, enquanto eu chupava ela olhava admirada, segurando pra eu mamar, e disse:
- Não seria bom a Karina participar?
Alisson: A Karina não gosta de viadagens, deixa isso como um segredinho nosso.
Chirley: Tá gostoso amor?
Eu: Uhummm
Chirley: Issooo, chupa esse rolão, passa a linguinha na cabeça
Fiz exatamente como ela pediu, Chirley aproximou o rosto e começou a dividir o pau comigo, nossas línguas se encontravam e acabamos nos beijando compartilhando o sabor da rola do Alisson.
Ficamos revezando as chupadas, por longos minutos.
Chirley: Aiii, eu quero dar, me fode um pouquinho
Fomos pro quarto, tiramos a roupa e Alisson começou a foder a buceta da Chirley, eu me comportava feito um corninho, beijei ela, segurei sua bunda pra ele meter, mas o clima ficou pesado quando ele disse:
- E você? Não quer me dar esse cuzinho?
Eu: Não! Eu só gosto de chupar
Chirley: Aiiii, aiii... dá amor... aiiii, dá o cuzinho pra ele
Eu: Não! Sai fora!
Chirley: Vai... por favor
Eu: Tá, mas só a cabecinha, não vem com viadagem pra cima de mim
Alisson: Claro, sem viadagem
Me virei, Alisson pegou minha cintura me colocando de quatro exatamente como queria, eu esperava sua rola, mas senti sua língua em meu cuzinho, inclinei o corpo pra frente mas ele me puxou de volta, a Chirley se rastejou pra baixo de mim e me abocanhou, mamando minha rola, e eu me rendi, duas bocas em mim estavam me deixando louco, ele lambia com vontade, depois começou a passar o dedo indicador e a entrar devagarinho, quando todo seu dedo indicador estava dentro de mim eu gemi e disse:
- Vai logo caralho, para de brincar com meu cu
Ele tirou o dedo, pincelou aquela rola pesada e enfiou a cabeça devagarinho, eu sentia me rasgando, ele parou, e disse:
- Calma... relaxa esse cuzinho gostoso
- Tá doendo, tira essa porra daí
Ele me deu um tapa na bunda e disse gemendo:
- Agora você vai ter aguentar!
Alisson começou o vai e vem apenas com a cabecinha, eu agarrava o lençol com força, Chirley parou de me chupar e ficou me acariciando no rosto dizendo:
- Vai passar a dor amor, calma, relaxa, aproveita nosso comedor
Eu: Nosso comedor o caralho, aiii porra!
Alisson: Aiii caralho, que cuzinho apertado...
Ele foi enfiando mais na medida em que eu aguentava, e de repente a dor virou prazer, eu já sentia todo seu pau dentro de mim, ainda incomodava por estar tão fundo, mas eu sentia um prazer que nunca senti antes, mas fiquei ali só respirando pesado, a Chirley ficou lá olhando, abrindo minha bunda e falando putaria, enquanto Alisson falando com prazer:
- Vai Igor, geme pra mim, vai...
- Aiii
- Issooo, geme mais...
- Aiiiii, aiii
- Tá gostando de levar rola no cuzinho?
- Uhummmm, aiiii
Chirley: Nossa amor, o pauzão dele tá todo em você
Eu: Siiim, aiii caralhooo
Chirley: Tá gostoso?
Eu: Siiim
Alisson: Eu vou gozar
Chirley: Goza no cuzinho dele
Alisson me encheu de porra, eu senti cada jato dentro de mim, foi tanto que até começou a escorrer, mas Chirley colocou o rosto e lambeu, eu fiquei ali sentindo meu cu arrombado, uma dor em volta e a cada segundo parecia que não parava de escorrer porra de dentro de mim.
Tomei um banho rápido, Alisson lavou o pau e nos vestimos, quando subimos a Karina estava sentada no sofá, uma expressão de tédio, nos olhou e disse:
- Vocês demoraram
Chirley: Acredita que tinha fila?
Karina: Por que o Igor tá com o cabelo molhado?
Eu: Porque eu larguei eles no mercado e fui pra casa, muito estresse, aí tomei um banho
Karina: Vocês tavam transando?
Chirley: Nós?
Alisson: Se a gente fosse transar teria te chamado, pra que eu vou comer uma só se eu posso foder duas?
Karina: É verdade, é que vocês chegaram estranhos
Alisson: É que a gente tava falando de você
Karina: De mim? Falando o que?
Alisson: Do quanto você é gostosa, e que esse clima de cobrança em assumirmos um relacionamento às vezes pesa um pouco, sendo que agora mesmo poderíamos estar fodendo
Karina: Então a gente fala de relacionamento depois, vamos foder
Eu olhei para a Chirley com a cara de quem tinha acabado de transar, e Alisson em menos de 2 minutos já provocou mais uma foda.
Ele pegou a Karina pelas mãos e a beijou, caminhamos pro quarto e tiramos as roupas, eu comecei com a Chirley e ele com a Karina, cada uma chupando uma buceta, Chirley me olhando com um sorriso safado, de quem sabia que aquela era nossa segunda foda do dia, Alisson começou a bombar na bucetinha da Karina, metia com vontade, ficamos longos minutos assim, eu fodendo a Chirley, ele fodendo a Karina.
Depois trocamos, e quando trocamos eu fodi a Karina com muita vontade, aquela bucetinha quente, o jeito que ela gemia na minha rola... apertei sua bunda sem nenhuma vergonha, depois a virei de barriga pra cima, e enquanto a fodia chupei seus peitos, olhei pro lado e vi que o Alisson estava totalmente sem visão pra mim, ele estava deitado com a Chirley cavalgando, então me aproximei da boca da Karina, ela ficou tímida, mas trocamos uns três selinhos rápidos, e puta que pariu... que boquinha gostosa.
Eu finalizei na barriga da Karina, e o Alisson terminou na própria barriga com a Chirley saindo de cima, tomamos um banho, eu com a Chirley, depois ele com a Karina.
Voltamos para a sala felizes, cansados, e Karina disse:
- Nossa, é difícil aguentar o ritmo de vocês
Chirley: Ainda mais duas vezes, nossa
Karina: Duas?
Chirley: Duas pessoas eu quis dizer, duas vezes de... de dois homens
Karina: Ah sim, é gostoso demais, e então, o que vamos preparar pro jantar?
Alisson: Eu trouxe umas coisinhas do mercado pra gente fazer umas panquecas, to fazendo aqui
Enquanto Alisson preparava, eu fui ajuda-lo, e sussurrei:
- Você é foda... já transamos lá embaixo, aí você vai e faz a gente transar de novo com a Karina
- Não gostou?
- Gostei, gostei sim, porra, ela é muito gostosa
- É sim, eu amo a bucetinha dela
- E eu o cuzinho
- Quando que você comeu o cu dela?
- Eu? No... não comi não, só olho pra ele com vontade de socar a pica
- Soca mano, tem que foder, aquele cuzinho é uma delícia
- Falando em cuzinho... o meu tá doendo até agora
- Você aguentou bem
- Cê é louco... to sentindo um vazio na bunda
- Quer que eu preencha?
- Eu não imaginava que você fosse tão safado assim
- Isso é só o começo
Jantamos, e logo Chirley e eu fomos embora, ficamos rindo a toa conversando sobre a loucura do Alisson, mas fazia um bom tempo que ela e eu não refletíamos sobre a nossa própria realidade, e o choque veio quando estavamos em nossa sala e Chirley apenas disse:
- Que tédio ficar sem tv e sem um sofá, né?
Olhei em volta, e reparei bem, nosso apartamento tinha cortinas, tapetes, um fogão grande, uma geladeira linda, mas uma pia simples, a sala apenas com tapete, nossos pratos e copos estavam em caixas, um quarto totalmente vazio, o outro apenas a cama com as roupas dobradas no chão, cocei a cabeça me sentindo um bosta e disse:
- Quanto a gente já juntou?
- Bom, a gente tá gastando pouco, estamos comendo na casa do Alisson quase todo dia, aliás, não temos panelas, né? Então no mercado a gente só tá comprando besteiras, só estamos pagando as contas... eu tenho uns 1.900 na minha conta, e você?
- Eu tenho uns 920, devo ter gasto com delivery, besteira na hora do almoço na empresa...
- Amor, a gente precisa dar um dinheiro pro Alisson, não só pelo apartamento, mas olha como estamos sendo folgados, comendo da comida dele, morando no apartamento dele... acho que a gente nem sequer percebeu que estamos sendo inconvenientes
- Deve ser até por isso que nossos pais eram chatos
- É verdade...
- Amanhã eu vou falar com ele
E dormimos, nessa crise de realidade.
No dia seguinte, fomos mais uma vez pra casa do Alisson e eu já com o celular em mãos, enquanto jantávamos disse:
- Me fala seu pix aí?
Alisson: Pra que?
Eu: A gente tá comendo aqui todo dia... morando no seu apartamento... é o mínimo que eu posso fazer
Alisson: E eu to te cobrando alguma coisa?
Chirley: Não, Alisson, é que a gente já tá a um tempo sem te dar nada e só usufruindo das suas coisas
Alisson: To fazendo isso pela amizade, não tem problema nenhum
Eu: Pô, mas não é legal eu usar suas coisas sem te dar nada, não me sinto bem
Alisson: Se eu for cobrar a comida aqui a Karina já me deve uns dois anos
Karina: Não vem me encher o saco que quem cozinha pra você sou eu
Chirley: É sério, passa seu pix aí
Alisson: Usa esse dinheiro pra comprar as coisas de vocês, vocês precisam de muita coisa ainda
Eu: É verdade, vou levar a Chirley numa loja pra comprar coisas de casa, lixeiras, uma sapateira, qualquer coisinha que dê pra guardar a roupa, vou ver se consigo achar alguns móveis usados também
Karina: O que vocês já tem?
Chirley: O básico, um fogão, uma geladeira e uma cama que foi o Alisson quem deu, nós mesmos só compramos tapetes, cortinas, toalhas, e produtos de higiene, mas agora a gente tá vendo pra comprar mais coisas, é que não temos cartão de crédito
Karina: Tem aplicativos que você compra coisas em lojas parceiras e parcela no pix
Chirley: Sério? Qual?
Karina: Baixa esse aqui oh... aí você escolhe seus produtos, dá a entrada no pix e parcela o restante
Chirley: Nossa, que dica boa! Olha, amor.
Fiquei bobo com a dica da Karina, eu mesmo não conhecia, e assim compramos em lojas online algumas coisas maiores do que esperávamos, como um micro-ondas, kit de utensílios, jogo de panelas, roupas de cama, e outras coisinhas simples, mas que já melhorariam nossa vida.
Chirley: Nossa, deu pra comprar muita coisinha, pena que não vai dar pra comprar um guarda-roupas ainda
Alisson: O marceneiro vai instalar o guarda roupas semana que vem
Chirley: É? Eu achei que ia demorar mais
Alisson: Ele tá vendo se consegue colocar o hack e os armários da cozinha no mesmo dia, tem muita coisa pra ele instalar
Chirley: E a gente pode ir usando?
Alisson: Pode, pode sim...
Eu: É que você disse que talvez terminaria só ano que vem, parece que falta pouco...
Alisson: Falta muito pô, o marceneiro vai instalar o armário de cozinha, guarda roupa em cada quarto, tem que fazer o closet, ele vai colocar ripado na bancada da cozinha, tem o hack da sala, ainda preciso mandar colocar gesso no teto, tem o box do banheiro, tem que pintar, vai muita coisa ainda
Chirley: É, tem muita coisa pra fazer
Eu: Qualquer coisa, pode pedir o apartamento pra gente
Alisson: Relaxa, quando eu for pedir eu aviso com antecedência
Karina: E vocês estão precisando de alguma coisa?
Eu: Não, estamos não
Karina: Certeza? Chirley, como que vocês estão de roupas?
Chirley: Temos bastante, graças a Deus
Karina: Eu tenho um forno elétrico novinho que eu não uso, comprei maior que meu armário, vamos lá pegar pra vocês irem usando
Chirley: Não precisa se preocupar
Karina: Eu to dando de presente, vai recusar?
Chirley: Ah, eu aceito
Karina: Vamos lá, é pertinho
Eu: Você vai, Alisson?
Alisson: Não, eu preciso ligar pro Felipe, podem ir lá
Descemos o elevador com a Karina e eu já imaginava ter que andar uns 10 minutos até sua casa, a seguíamos quando ela tirou uma chave de carro do bolso e destravou, Chirley e eu nos olhamos bobos, a Karina tinha uma F-150, enorme, vermelha.
Chirley: Você vem de carro todos os dias?
Karina: Sim, achou que eu vinha andando?
Chirley: Achei, achei sim, você não aparenta ter um carro desses
Eu: Pra uma dona de loja...
Karina: Como sabe que eu tenho loja?
Eu: Ah, o Alisson contou, mas não era pra eu ter falado
Karina: Tudo bem, vamos, entrem
Entramos, e Karina dirigia calmamente, o carro praticamente não balançava, quando chegamos na sua casa, eu me surpreendi, se eu achava o apartamento do Alisson bonito, a casa da Karina deixava o apartamento no chão.
Ela estacionou numa garagem com umas faixas de led, só a porta de ACM deveria ter uns 2 metros de altura, na entrada tinha um lustre enorme e a casa era toda trabalhada em tons claros, um cachorro grande, com pelo brilhando veio a receber "com educação".
Chirley: Karina do céuuu, pra que uma casa desse tamanho?
Karina: Eu tive uma oportunidade única de comprar ela e peguei
Chirley: E você mora sozinha nesse casão?
Karina: Sim, minha mãe mora ali na casa da frente
Eu: Ah sim... mas eu teria medo de morar numa casa desse tamanho sozinho
Karina: Essa casa aqui era do Felipe, eu comprei dele quando ele saiu do Brasil
Chirley: Tá explicado, ele tem cara de ter muito dinheiro mesmo
Karina: O forno é esse aqui, tem outras coisinhas também, deixa eu ver aqui... oh! Tem esse liquidificador, essa air fryer, essa fritadeira..
Chirley: Karina, eu fico até sem graça, não precisa me dar suas coisas
Karina: Eu tenho outras, essas aqui eu nem uso, olha ali as minhas
Chirley: Tudo bem... obrigada por tudo.
DING DONG - A campainha tocou...
Karina: Pera aí gente, já venho
Karina saiu e como dois idiotas a Chirley e eu ficamos sussurrando:
- Você tá vendo essa casa?
- To, caralho... eu não imaginava que ela tivesse uma casa assim
- Nossa, ela é tão discreta
- Foi o que ela disse uma vez, "quem tem dinheiro não fica se exibindo"
- Xiu, tá entrando gente com ela.
Karina veio conversando com uma moça, na hora que me virei, comecei a me questionar se eu estava perdendo a noção da putaria, eu vi uma morena de pele clara, baixinha, corpinho de academia, cabelo preso num rabo de cavalo e reparei o quanto ela era gostosa.
Karina: Deixa eu te apresentar, esses são meus amigos, Igor e Chirley, gente essa é a Sabrina
Chirley: Oi, prazer
Eu: Prazer
Sabrina: Oi gente, boa tarde
Karina: A Sabrina é esposa do Felipe
Chirley: Do Fe-Felipe? O altão?
Karina: Ele mesmo
Sabrina: Então... aí a gente tá pensando em vender a casa de Itanhaém
Karina: Eu vou falar com meu irmão, mas acho que com a situação dele ele não vai querer por agora
Sabrina: Pensa direitinho. E vocês moram por aqui?
Chirley: Não, a gente mora lá no prédio do Alisson
Sabrina: Eu não sei onde é não
Chirley: Dá uns 10 minutos daqui
Karina: Até amanhã eu te dou um retorno
Sabrina: Tá bem, vocês não querem ir lá em casa? O Fe tá fazendo um churrasco
Karina: Querem ir gente?
Chirley: N-não, a gente tá despreparado, nem nos arrumamos
Sabrina: Menina, se você ver o estado que o Felipe faz churrasco, não ia ligar pra aparência
Karina: Vamos, a boca encheu d'agua pra comer uma carninha
Fomos andando mesmo, e eu só reparava no rebolado da Sabrina andando, a casa ficava na outra rua, um puta casão, e isso me fez questionar minha realidade.
Quando entramos, fomos para os fundos, foi quando eu o vi... Felipe, mexendo na churrasqueira, de bermuda, chinelo de dedos, e sem camisa, Chirley quase travou, na mesa tinha um outro rapaz de cabelo curtinho preto, braço tatuado, bigode fininho.
Sabrina: Trouxe uns amigos pra comer com a gente
Pedro: E aí pessoal, tudo bem?
Felipe: O porra... Pedro, joga essa camisa pra mim aí
Pedro jogou uma camiseta pra ele, enquanto ele se vestia não conseguimos disfarçar, a Chirley olhou de cima abaixo praquele homem.
Felipe: Vocês são os amigos do Alisson, né?
Eu: Isso, nós mesmos
Felipe: Senta aí, acabei de cortar umas carnes
Nos sentamos, Karina e Sabrina conversavam tranquilamente, enquanto Chirley e eu ficamos conversando com o Pedro, aos poucos fomos nos soltando, a carne estava uma delícia, e o final de tarde era agradável, isso até Karina perguntar:
- Vocês vivem tranquilamente num trisal? Não dá briga?
Chirley e eu nos olhamos, por ela ter sido tão indiscreta.
Sabrina: Briga sempre dá, um homem já é difícil, imagina dois? Mas são briguinhas bobas, toalha molhada na cama, tênis jogado no corredor, banheiro molhado, essas coisinhas, como casal a gente se entende bem
Felipe: E geralmente a bagunça é sempre do Pedro
Pedro: É, eu sou mais desorganizado, o Fe gosta das coisas todas arrumadinhas
Karina: E vocês não tem vergonha de julgamentos? Dos olhares?
Sabrina: No começo eu tinha, mas a gente não fica de namorinho em público então quase ninguém percebe que somos um trisal, só quem nos conhece de fato, e eu aprendi a não me importar com a opinião dos outros
Felipe: Mas tem alguma coisa te preocupado pra você perguntar isso?
Karina: É que... eu to apaixonada no Alisson
Sabrina: No seu irmão?
Karina: Sim
Sabrina: Irmão é diferente, é da família
Pedro: Aí o problema é maior do que foi pra gente
Felipe: Onde tem problema nisso?
Karina: Em ele ser meu irmão?
Felipe: Vocês já ficaram?
Karina: Já...
Felipe: A gente sempre vai ter aquele sentimento de que não é certo, que tem um padrão a ser seguido, mas se os dois se amam, se respeitam e sabem lidar com a questão familiar, o problema é de vocês
Karina: O Alisson não pensa assim, eu sei que ele sente a mesma coisa por mim, mas pra ele, assumir a própria irmã não é fácil
Sabrina: Fácil não é... mas vocês podem ir começando a namorar em segredo, até pra vocês se testarem, porque se não der certo, ninguém fica sabendo, mas se der certo, logo vocês vão saber lidar com isso publicamente
Karina: Eu não tinha pensado nisso
Sabrina: É melhor
Felipe: Eu concordo, assim seus parentes não ficam se metendo
Karina: É verdade, e meus parentes são muito chatos
Pedro: Não mais que o Gabriel
Karina: Quem é Gabriel?
Sabrina: Que jeito feio de falar de quem já morreu
Felipe: Era meu irmão
Chirley: Posso fazer uma pergunta muito indiscreta?
Eu: Cuidado com o que você vai falar
Sabrina: Pode
Chirley: Vocês sempre transam? Digo, sempre os três juntos?
Sabrina: Não, nem sempre, eu prefiro um por vez, os dois juntos acabam comigo
Karina: E os meninos, se pegam?
Felipe: Pegamos sim
Karina: É difícil de te ver como bi...
Chirley: Karina!
Sabrina: Tudo bem, to acostumada, as pessoas dizem isso do Fe mesmo
Karina: Não elogiando, mas olha o tamanho desse homem, o jeito, é um macho alfa
Felipe: Obrigado
Eu: Então você é o ativo?
Felipe: Versátil, é dando que se recebe
Karina: Eita porra!
Chirley: Nossa, to mais surpresa ainda
Eu: E quem começou o relacionamento? Ou os três começaram juntos?
Sabrina: Eu já namorava com o Felipe quando conheci o Pedro
Chirley: E como isso aconteceu?
Sabrina: É uma história longa, só você lendo a saga dos cunhados para entender perfeitamente
Eu: É muito boa, tem uns filho da puta que leu e nem comentou
Pedro: É, eu me dedico a escrever e esse pau no cu só lê, goza, e vai embora
Karina: Bom gente, eu preciso ir, obrigada pelo convite, tava uma delícia
Nos despedimos de todo mundo, e voltamos para o apartamento do Alisson, não comentamos muita coisa sobre a vida deles, só fiquei surpreso e admirado da forma leve que eles eram, o Felipe continuava me causando um tesão estranho, já a Chirley não conseguia tirar a imagem dele sem camisa da mente.
Quando entramos no apartamento de Alisson, ele estava lá sentado de qualquer jeito no sofá, assistindo um jogo.
Alisson: Demoraram, hein?!
Karina: A Sabrina foi na minha casa, aí a gente acabou indo comer um churrasco na casa deles
Alisson: Vocês foram na casa do Felipe?
Karina: Sim
Alisson: Ele mexeu com você?
Karina: Não, ele nem olha pra mim, oshe
Alisson: Ele é um safado, fica longe dele
Chirley: Tá com ciúmes?
Alisson: To, to sim
Karina: Que bom que confessou pelo menos
Alisson: É que eu cansei de fingir que não te amo.
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Comentários (4)
PA22: Ri com o final desse capítulo, o pedrinho mandando indiretas para os leitores kkkk O alisson é muito putão.
Responder↴ • uid:5h68mdv3Edinho: O narrador quebrou a quarta parede kaksks
Responder↴ • uid:1e3ds2d3b79xRafaTorres: Sim Pedro, eu entendi a indireta, eu sou um dos pau no cu kkkkk
Responder↴ • uid:1e3ds2d3b79xPA22: kkkkkkkkkkkkk
• uid:5h68mdv3