O Banquete do Tarado: A Esposa Perfeita Entregue ao Pecado
O marido arma uma fantasia obsessiva e deixa à mercê do zelador, velho tarado.
Moro na cidade conhecida como a Capital Nacional do Caminhão: Itabaiana, em Sergipe. Olá, me chamo Fábio e vou relatar um acontecimento marcante da minha vida. Trabalho como ajudante de caminhoneiro, viajando por todo o Brasil, encarregado do carregamento e da descarga de materiais. Sou relativamente novo nessa vida, tendo apenas quatro anos no ramo, embora, desde a infância, sempre tenha sido apaixonado por caminhões — foi essa paixão que me levou a seguir a profissão.
Foi na estrada que conheci o Tonhão. Ele atualmente é meu patrão, e o conheço desde mais jovem, apesar de termos apenas dez anos de diferença de idade. Desde cedo, Tonhão correu atrás dos seus objetivos, tornando-se dono do próprio caminhão e do seu próprio negócio muito cedo.
Ao contrário dele, eu tinha outra grande paixão: a música. Amava tocar sanfona. Tocava em algumas bandas e bares, mas, financeiramente, nunca deu o retorno profissional necessário. No entanto, foi justamente em uma dessas noites de show que acabei conhecendo a Silvia. Uma morenaça deslumbrante que, ao cruzar o meu campo de visão, tirou completamente a minha concentração. Perdi o compasso da música por alguns segundos antes de conseguir me situar de novo.
Passei a noite inteira encarando-a sem disfarçar. Ela percebeu, e nós entramos em um jogo intenso de trocas de olhares. Quando o show acabou, criei coragem e fui até ela. Nos conhecemos, trocamos contatos, e foi ali que teve início a nossa história de amor.
Em pouco tempo de namoro, decidimos morar juntos. Foi nessa mesma época que tive que pendurar a sanfona e largar a música, pois os poucos shows em barzinho por mês não pagavam as contas. Com a vida a dois, as despesas dispararam, e eu já não conseguia arcar com tudo sozinho. Foi então que recorri ao meu outro amor: os caminhões. Fui atrás de conhecidos no transporte de cargas até que o Tonhão me ofereceu a vaga de ajudante.
Fiquei extremamente contente e empolgado. Cheguei em casa correndo para dar a boa notícia à minha mulher, que também comemorou muito.
Morando juntos, a gente passa a conhecer a fundo as manias e os costumes do parceiro. Minha esposa, em pouquíssimo tempo, me mostrou que gostava de ficar o mais à vontade possível dentro de casa, revelando logo depois que sempre foi adepta do naturalismo — na casa onde morava antes, vivia constantemente pelada. Nós sempre tomávamos o cuidado de manter as janelas fechadas para que ela pudesse curtir essa liberdade sem preocupações.
Iniciei minha rotina de viagens. Passava muitos dias fora de casa, distante de Itabaiana, e o principal meio para matar a saudade da minha mulher eram as ligações: mensagens pelo WhatsApp, chamadas de voz e, com bastante frequência, chamadas de vídeo.
Nesses anos trabalhando com a equipe do Tonhão, criamos uma relação de muita proximidade. A equipe era formada por ele, que dirigia o caminhão, e mais um auxiliar, o Dinho. Passando semanas inteiras juntos na estrada, criamos uma afinidade e uma intimidade grande. Brincávamos muito, chamando um ao outro de corno, mas tudo na mais pura resenha de estrada.
Contudo, durante as minhas chamadas de vídeo com a Silvia, ela sempre vestida, pois havia pedido esse cuidado pra ela . E era aí que o Tonhão e o Dinho se metiam na conversa, fazendo palhaçadas e perguntando para ela o que ela tinha visto em um cara como eu. Até então, parecia apenas brincadeira. Mas, assim que a chamada terminava, eles pegavam ainda mais pesado comigo. Falavam que minha esposa era bonita demais para mim, que eu tinha a cara perfeita de um corno manso e que ela devia estar casada era com eles. No começo, eu levava na esportiva — ou pelo menos tentava.
Com o passar do tempo, as brincadeiras escalaram para um nível incômodo, vindas principalmente do meu chefe. Ele começou a sondar nossas intimidades, perguntando como minha mulher se comportava na cama. O ápice do absurdo aconteceu quando ele teve a audácia de perguntar se eu permitiria que ele a comesse gostoso.
Aquilo começou a me estourar os nervos. Eu passei a pegar a ar com aquelas conversas, e eles, percebendo o meu incômodo, zombavam ainda mais.
— Calma, Fabinho! Todo caminhoneiro é corno. E quem não é corno não é feliz — gargalhava meu chefe, enquanto o Dinho caía na risada, tirando sarro da minha cara.
O que antes ficava restrito entre nós na cabine, Tonhão passou a levar para dentro das chamadas com a minha esposa:
— Oh, Silvia, o que você viu no Fábio? Ele tem a maior cara de corno!
Minha esposa sorria sem jeito, visivelmente constrangida, e respondia:
— Deixem o meu marido em paz!
E as provocações só pioravam:
— Silvia, você deveria estar com um homem de verdade, como eu.
Ela dava um sorrisinho amarelo, desconcertada, mas mantinha a educação:
— Eu amo o meu marido.
Eu estava fervendo por dentro, furioso, mas precisava engolir seco. Ele era meu patrão, e eu dependia daquele emprego para sustentar minha casa. Certo dia, decidi ter uma conversa séria com ele, usando todo o cuidado para não parecer grosseiro:
— Tonhão, queria trocar uma ideia com você.
— Pode falar, Fabinho, o que houve?
— Queria pedir para você maneirar nas brincadeiras com a minha esposa. Acho que esse tipo de comentário não pega bem.
— Ah, para com isso, rapaz! É só resenha de estrada. Todo mundo aqui brinca assim, aprende a levar na esportiva.
Fiquei com cara de tacho, fingindo que tinha aceitado a desculpa de normalidade, mas por dentro estava estourando.
Para piorar, ele completou:
— Mas quer saber? Você tem uma cara tremenda de corno mesmo. Quer saber de uma coisa? A partir de hoje vou te chamar de corninho.
Dei um sorriso amarelo, e ele arrematou:
— E quer saber mais? Você ainda vai me deixar comer a sua mulher.
Naquele instante, meu sorriso se desfez por completo. Fechei a cara, tomado pela raiva, mas ele apenas virou as costas dando gargalhadas, zombando abertamente de mim e me chamando de corninho.
O que já estava ruim conseguiu piorar. A partir daquele dia, eles passaram a me chamar de corninho o tempo todo. O apelido pegou de jeito dentro da empresa, e passei a ser conhecido assim por todas as cidades por onde o caminhão passava; havia lugares onde os clientes e conhecidos nem sabiam mais o meu nome verdadeiro. Nem mesmo quando a Silvia ligava eles respeitavam. Era corninho para lá, corninho para cá.
— Fábio, por que todo mundo está te chamando de corninho? — perguntava ela estranhando nas ligações.
— É só resenha da turma, amor, não liga. Eles ficam zoando todo mundo assim quando as esposas ligam.
Mas o meu chefe não sossegava. Nas chamadas de vídeo, ele continuava descarado, elogiando minha esposa, dizendo que ela era linda demais para mim e que devia me largar para ficar com ele.
Eu já estava no limite, a ponto de pedir demissão. Chamei-o para conversar de novo, implorando para que ele parasse, pois aquilo estava me afetando de verdade. Com a cara mais cinica do mundo, ele me olhou e disparou:
— Vou te confessar uma coisa de verdade. Eu sou completamente louco por sua mulher. Acho ela uma deusa, tenho um tesão absurdo e descontrolado nela.
Quando ele disse aquilo, meus olhos arregalaram. Eu não conseguia acreditar no nível de audácia. Minha vontade impulsiva era descer a mão na cara dele.
— Quem mandou casar com uma mulher tão gostosa assim? Tem que saber conviver com a realidade. Ou você acha que só eu tenho esse tesão do caralho por ela? Pelo menos agradeça por eu estar sendo 100% sincero com você.
Fiquei chocado com a falta absoluta de respeito dele comigo, com a minha esposa e até com a própria esposa dele — afinal, Tonhão era casado havia muitos anos. O cara simplesmente não tinha semancol nenhum.
Fiquei matutando aquilo na cabeça, com uma pulga atrás da orelha que não me deixava em paz: será que todo mundo ao nosso redor ficava secando e desejando a minha esposa daquele jeito?
Continuamos tocando nossas viagens e transportes até que, certa vez, fomos fazer uma entrega em Entre Rios e Mata de São João, na Bahia. Passamos pela estrada que dá acesso a Massarandupio, famosa por abrigar uma praia de andorinhas e nudismo. Meu chefe e o Dinho começaram a comentar sobre o local, até que eu, de forma totalmente impensada e boba, acabei soltando que minha esposa também era naturalista.
Aquela revelação deixou os dois ouriçados e curiosos ao extremo. Começaram a me zoar ainda mais, dizendo para eu convidá-los para um churrasco em casa, tudo na base daquela gastação rotineira.
Quando as viagens terminavam, eu voltava para casa após uma semana inteira na estrada. Chegar e encontrar minha morenaça totalmente pelada me esperando era um verdadeiro deleite, uma imagem revigorante que lavava a minha alma. (foto 1 em anexo)
Minhas energias voltavam mil por cento só de ver aquela cena. Ela vinha correndo assim que eu passava pela porta com a mala, pulava nos meus braços, laçava e travava as pernas na minha cintura, me tascando um beijo faminto e caloroso! Naquele exato segundo, a gente já se atirava e transava com tudo. E minha esposa sempre foi extremamente foguenta na cama, uma verdadeira safadinha insaciável. Muito gostosa mesmo.
Mas a vida deu uma reviravolta. Antes de completar cinco anos no trabalho, a empresa do Tonhão entrou em uma crise brava, e ele correu sério risco de perder tudo. O famoso ditado se cumpriu: o feitiço virou contra o feiticeiro. A esposa dele descobriu traições, além de descontar o corno, pediu o divórcio — segundo os boatos da praça, ela estava saindo com outro cara. O sujeito passou tanto tempo me chamando de corninho que a praga acabou pegando nele próprio!
Para piorar, a ex-mulher exigiu parte da empresa na justiça e ficou com a casa deles. Tonhão ficou completamente desolado, destruído. Tanto eu quanto o Dinho tentamos dar força para ele, evitando ao máximo tocar no assunto de traições ou piadas de corno. Para mim, pelo menos, aquilo foi um alívio: pararam de me chamar de corninho e voltaram a me tratar por Fábio ou Fabinho.
Foi então que descobrimos que Tonhão estava dormindo dentro do próprio caminhão, na cabine apertada, sem ter para onde ir. Como era uma situação delicada e constrangedora para ele, ninguém comentava nada diretamente, e eu também não sabia como ajudar, pois nossa casa era pequena e modesta.
Passou-se uma semana nessa situação, até que Tonhão me chamou para uma conversa particular. Ele veio se abrindo, desabafando sobre o que de fato aconteceu no casamento, confirmando a traição da esposa e lamentando ter perdido o teto. Com a voz pesada, admitiu que ainda dormia no caminhão e que precisava me pedir um favor imenso.
Eu já fiquei com o pé atrás, rezando mentalmente para que não fosse pedido de dinheiro emprestado, pois eu não tinha como ajudar financeiramente. Foi quando ele soltou:
— Fábio... Queria saber se, por acaso, seria possível eu passar uns dias lá na sua casa? Eu não tenho onde cair morto. Estou dormindo aqui na boleia do caminhão e acordo completamente quebrado para trabalhar. Enquanto a separação não se resolve oficialmente, minhas contas estão bloqueadas pela justiça na divisão de bens, estou sem grana líquida. Queria muito te pedir essa ajuda de amigo.
Falei de imediato, sincero:
— Mas Tonhão, minha casa é muito pequena. Não tem espaço nem para acomodar você direito lá dentro.
— Eu durmo em qualquer canto, velho! No sofá da sala está ótimo. É só me dar um travesseiro e uma coberta e eu me viro. É só até eu conseguir resolver essa burocracia da separação.
— Eu não sei, Tonhão... Preciso conversar com a minha esposa primeiro sobre isso.
Tonhão ficou com uma expressão de cão sem dono, cabisbaixo e demonstrando certa decepção por eu ter hesitado:
— Olha... Se lembre que quando você precisava de uma oportunidade e de ajuda na estrada, eu fui o primeiro a te estender a mão.
Aquilo me atingiu em cheio. De fato, ele havia me ajudado muito no passado; graças ao trabalho, consegui pagar minhas dívidas, manter as contas em dia e até juntar uma merreca no banco. Suspirei vencido e falei:
— Tá bom, Tonhão. Vou falar com a minha esposa hoje mesmo para avisar que teremos um hóspede em casa por um período.
Ele abriu um sorriso enorme de alívio e logo quis saber se já poderia ir para lá naquela mesma noite.
Tonhão agora estará sob o mesmo teto que Silvia, a mulher que ele nunca escondeu desejar. O que começou como um favor de gratidão pode se tornar o estopim de um jogo perigoso onde os limites serão testados. Fábio terá que decidir entre a lealdade ao patrão e a proteção do seu casamento. A tensão vai explodir; você não vai querer perder o próximo capítulo dessa invasão.
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