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Vendada em Paris

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NSBATISTA

Em Paris, Clara, 28 anos, entrega-se vendada a um jovem francês escolhido pelo marido rico.

O ar de Paris naquela noite de junho carregava um peso sensual, quase palpável. A suíte presidencial do Shangri-La parecia um palco criado especialmente para nós. As janelas altas emolduravam a Torre Eiffel, que brilhava com sua luz dourada intermitente, lançando reflexos quentes sobre os móveis antigos, os tapetes persas e a cama king size coberta de lençóis de linho egípcio. O perfume de flores frescas misturava-se ao aroma sutil de couro envelhecido e âmbar que Ricardo sempre exalava.
Ricardo tinha 48 anos. Alto, cabelos grisalhos nas têmporas, corpo mantido por treino rigoroso e uma fortuna que lhe permitia comandar impérios. Eu, Clara, tinha acabado de completar 28. Quinze anos de diferença que ele adorava ressaltar — às vezes com orgulho possessivo, às vezes com uma sombra de medo de que o tempo o alcançasse. Eu era o seu troféu vivo: pele dourada, cabelos castanhos longos e ondulados que caíam até a metade das costas, corpo esguio e tonificado pela dança, curvas que ainda chamavam atenção em qualquer lugar do mundo. Ele me dera tudo — viagens, joias, segurança. Eu lhe dava o que o dinheiro nunca poderia comprar: juventude, desejo sem limites e a entrega absoluta que alimentava seu ego.
A fantasia nascera lentamente, como um vinho envelhecendo. Durante as últimas semanas cruzando a Europa de jatos privados e hotéis de luxo, Ricardo confessara o desejo mais profundo: me ver sendo possuída por outro homem. Um homem mais novo. Da minha idade. Alguém que representasse a vitalidade que ele, apesar de todo o poder, já não tinha mais no mesmo grau. Ele queria escolher, controlar, assistir. Eu aceitei porque entendia o jogo psicológico melhor do que ele imaginava. Ao me entregar, eu invertia o poder. Ele podia orquestrar a cena, mas era o meu prazer, o meu corpo, a minha rendição que ditaria quem realmente dominava.
— Hoje à noite — ele dissera mais cedo, enquanto me ajudava a escolher a lingerie que eu não usaria por muito tempo. — Eu encontrei o homem perfeito. Francês. Jovem. Ele vai te foder enquanto eu assisto.
A única condição inegociável era a venda de seda preta. Eu não queria ver. Não no início. A escuridão era o meu escudo e a minha coroa. Enquanto não visse o rosto do desconhecido, eu controlava a narrativa na minha cabeça. Era eu quem decidia o quanto me entregava.
Agora eu estava de pé no centro do quarto, vestindo apenas um robe de seda preta transparente que mal cobria minhas coxas. O ar condicionado gelado contrastava com o calor que subia do meu ventre. Ricardo se aproximou por trás. Seus dedos experientes amarraram a venda com lentidão ritualística, apertando o nó com firmeza. A escuridão foi total. O mundo reduziu-se a cheiros, sons e toques.
— Você ainda pode dizer não, meu amor — murmurou ele em português, a voz grave e controlada. Mas ambos sabíamos que eu não diria.
Ouvi a porta do quarto se abrir e fechar suavemente. Passos diferentes. Mais leves, mais ágeis que os de Ricardo. Um corpo mais jovem. O ar mudou imediatamente. Uma presença elétrica, carregada de desejo contido, aproximou-se.
Ricardo colou-se às minhas costas, as mãos grandes deslizando pela minha cintura, subindo até envolver meus seios por cima do robe. Ele apertou com possessividade calma, roçando os polegares nos mamilos que já endureciam.
— Il est là — disse Ricardo em francês fluente, a voz baixa e autoritária. — Regarde-la. Elle est parfaite, n’est-ce pas?
Eu não entendia as palavras, mas o tom era inconfundível: comando, orgulho, um leve tom de desafio. O francês respondeu algo com voz grave e jovem, quase rouca de excitação. O sotaque era parisiense, elegante, mas carregado de fome.
— Ele disse que você é ainda mais linda do que nas fotos que eu mandei — traduziu Ricardo para mim, mordendo de leve o lóbulo da minha orelha. — Ele está duro só de olhar pra você.
Meu coração batia forte na garganta. A vulnerabilidade era deliciosa. Eu, a mulher de 28 anos casada com um dos homens mais ricos e poderosos que conhecera, estava vendada, nua sob um robe, entre meu marido maduro e um desconhecido francês da minha idade. O poder psicológico girava como um redemoinho: Ricardo exercia controle ao escolher e comandar, mas era eu quem despertava aquele desejo cru no jovem. Era o meu corpo que fazia os dois perderem a compostura.
Ricardo abriu o robe lentamente e deixou-o cair aos meus pés. Fiquei completamente nua. O ar frio beijou minha pele arrepiada. Senti o olhar do francês sobre mim — mesmo sem ver, sentia o peso dele percorrendo meus seios, minha barriga, a curva dos meus quadris, a depilação perfeita entre minhas pernas.
Mãos jovens tocaram minha cintura por trás. Dedos firmes, mas ainda com um leve tremor de quem contém a urgência. Ele subiu devagar, contornando minhas costelas, até envolver meus seios. Apertou com reverência e fome. Seus polegares roçaram os mamilos com precisão, enviando choques diretos para o meu clitóris.
Eu gemi baixinho, inclinando a cabeça para trás. O peito dele encostou nas minhas costas — pele quente, músculos definidos, coração batendo acelerado. Seu pau, ainda dentro da calça, pressionava contra minha bunda, latejando.
Ricardo riu baixo, satisfeito. Ele se afastou um passo para observar melhor, mas manteve uma mão no meu pescoço, marcando território.
— Touche-la plus bas — ordenou ao francês.
Mãos jovens desceram pela minha barriga. Dedos exploraram a pele macia acima do meu sexo, depois separaram meus lábios já molhados. Ele gemeu algo em francês — palavras rápidas e baixas que soavam como uma prece suja. Ricardo traduziu, a voz rouca:
— Ele disse que você está encharcada… que nunca sentiu uma mulher tão pronta.
Dois dedos deslizaram para dentro de mim com facilidade. Eu arqueei as costas, gemendo mais alto. O contraste era enlouquecedor: os dedos do jovem eram ágeis, urgentes, quase impacientes; as mãos de Ricardo, quando se juntaram, eram seguras, dominadoras. Meu marido circulou meu clitóris enquanto o francês me fodia com os dedos, os dois trabalhando em conjunto.
A dinâmica de poder me consumia. Ricardo, o homem que comandava bilhões, agora usava um jovem francês como extensão do próprio desejo. Ele me oferecia, mas controlava o ritmo. Eu, no centro, vendada, sentia-me ao mesmo tempo objeto e rainha. Cada gemido meu era uma vitória. Cada tremor do corpo do francês era prova de que, apesar de toda a riqueza e experiência de Ricardo, era a minha juventude e entrega que dominavam a sala.
Ricardo puxou meus cabelos, inclinando minha cabeça para trás, e me beijou com possessividade feroz. Enquanto isso, o francês se ajoelhou. Senti seu hálito quente contra minha boceta. A língua dele atacou meu clitóris com fome crua — lambidas longas, sugadas fortes, gemidos vibrando contra minha carne. Ele não tinha a técnica refinada de Ricardo, mas tinha a voracidade da juventude. Minhas pernas tremeram. Ricardo me segurou firme, sussurrando no meu ouvido:
— Goza na boca dele, Clara. Deixa esse francês sentir o gosto da minha mulher. Mostra pra ele o que eu tenho e ele nunca vai ter de verdade.
O orgasmo veio como uma onda violenta. Eu gritei, o corpo convulsionando, inundando a boca do jovem. Ele continuou lambendo, prolongando o prazer até eu ficar sensível demais.
Antes que eu me recuperasse completamente, Ricardo me guiou até a beira da cama. Ele me posicionou de quatro, o rosto virado para o lado, ainda vendada. Senti o colchão afundar quando o francês subiu atrás de mim. O som do zíper. O barulho da calça caindo. Ricardo segurou meus pulsos juntos atrás das minhas costas, imobilizando-me.
A cabeça grossa do pau do francês roçou minha entrada encharcada. Ele era grande. Bem grosso. Empurrou devagar, centímetro por centímetro, me abrindo de um jeito que me fez gemer alto, quase dolorido de prazer. Quando estava completamente enterrado, preenchendo-me até o limite, Ricardo aproximou a boca do meu ouvido:
— Sente ele bem fundo, amor? Ele é da sua idade… está te fodendo como você merece ser fodida.
O francês começou a se mover. Estocadas profundas, ritmadas, cheias de força jovem. Cada movimento fazia meus seios balançarem e arrancava gemidos roucos da minha garganta. Ricardo mantinha meus pulsos presos, sussurrando elogios e provocações:
— Olha como ele te quer… olha como ele luta pra não gozar rápido demais. Você é demais pra ele.
A intensidade psicológica era avassaladora. Eu me sentia possuída, dominada, mas também supremamente poderosa. Meu marido rico, maduro, assistindo enquanto um francês jovem e lindo me fodia com força. A venda ainda cobria meus olhos, mantendo-me no escuro — o meu domínio.
As estocadas aceleraram. O som de pele contra pele enchia o quarto, misturando-se aos gemidos do francês e aos comandos baixos de Ricardo em francês. Eu estava à beira de outro orgasmo quando Ricardo ordenou, a voz carregada de luxúria:
— Maintenant. Retire la bandeau.
Com um puxão firme e lento, a venda de seda escorregou dos meus olhos.
A luz dourada do quarto e o brilho da Torre Eiffel invadiram minha visão. Pisquei, atordoada de prazer. E então o vi.
Lucas era lindo. Uns 29 anos, pele morena clara, maxilar marcado, olhos castanhos escuros ardendo de desejo animal. Cabelos castanhos desgrenhados pelo suor, ombros largos, abdômen definido brilhando sob a luz. Ele olhava diretamente para mim enquanto metia com força, as mãos segurando meus quadris com possessividade temporária. Cada estocada fazia seu corpo se contrair, os músculos do peito e braços destacando-se.
Ricardo soltou meus pulsos e segurou meu rosto com uma mão, forçando-me a manter o olhar em Lucas.
— Olha bem pra ele, Clara. Olha o homem que eu escolhi pra te foder. Olha como ele te deseja… e como ele sabe que você ainda é minha.
Lucas acelerou, gemendo em francês algo que soava como súplica e triunfo. Eu não entendia as palavras, mas entendia o corpo dele. A forma como ele me olhava — como se eu fosse a realização de todas as fantasias. Ricardo, ao meu lado, assistia com olhos escuros, uma mistura de orgulho, ciúme controlado e excitação profunda.
Eu estava exposta. Sem esconderijo. E nunca me senti tão poderosa.
— Mais forte… — pedi, olhando nos olhos de Lucas.
Ele obedeceu. As estocadas ficaram mais profundas, mais brutais. Ricardo acariciava meus cabelos, sussurrando:
— Você é minha rainha. Mesmo com ele dentro de você… você é minha.
O segundo orgasmo me atingiu como um terremoto. Meu corpo apertou o pau de Lucas com força, ordenhando-o. Ele gemeu alto, lutando para se controlar. Ricardo sorriu, satisfeito, e permitiu que ele continuasse, prolongando meu prazer até eu tremer inteira.
Quando finalmente desaceleramos, suados e ofegantes, a Torre Eiffel piscou lá fora como se aprovasse o espetáculo. Ricardo beijou minha testa com ternura possessiva. Lucas, ainda dentro de mim, olhava-me com uma mistura de admiração e desejo não saciado.
Naquele momento, a verdadeira dinâmica de poder ficou cristalina: Ricardo controlava a cena com sua riqueza e experiência. Lucas trazia a força crua da juventude. Mas eu — aos 28 anos, vendada e depois revelada, entregue e ao mesmo tempo no comando — era o centro imutável. A mulher que transformava a fantasia deles em sua própria soberania.
E a noite estava apenas começando.

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