Ano novo com o senhor exibicionista 5
O trajeto de volta para a mansão não foi apenas um deslocamento físico, mas uma transição psicológica profunda. O silêncio dentro do SUV era denso, quebrado apenas pelo som baixo do motor e pela respiração ainda irregular de Lia. Ismael dirigia com uma calma triunfante, enquanto Lia mergulhava em um torpor eletrizante; ela sentia o peso gelado dos potes de sorvete em seu colo, um contraste gritante com o calor do sêmen de Ismael que secava entre suas pernas — uma assinatura invisível e pegajosa da sua tarde de entrega.
Ismael não perdeu tempo. Ele começou a falar, sua voz era um veludo perigoso que preenchia o espaço fechado, tecendo uma teia de manipulação em torno da mente fragilizada da jovem.
— Você precisa entender uma coisa, pequena — ele começou, sem desviar os olhos da estrada. — Ser a "garotinha do papai" não é apenas sobre obediência. É sobre saber o poder que você tem sobre ele.
Lia o olhou, confusa, sentindo-se pequena sob a influência daquele homem que acabara de desvendar seus desejos mais ocultos.
— Você deve ser mais carinhosa com o Benjamin — Ismael continuou, sua mão direita repousando sobre a coxa de Lia, apertando-a com uma firmeza pedagógica. — Mas não um carinho de criança. Você é uma mulher agora, e ele precisa sentir isso. Você deve usar a sua sedução, a sua beleza... deve mostrar para ele o que eu já sei. É um desperdício guardar essa sua natureza apenas para mim quando você pode ter o mundo — e o seu pai — na palma da mão.
Ismael aproveitava-se cirurgicamente da descoberta da sexualidade de Lia. Ele transformava a confusão dela em uma ferramenta de controle, incentivando-a a projetar no pai o desejo que ele mesmo havia despertado nela. Ele a estava ensinando a ser uma arma de sedução dentro da própria casa, tudo para alimentar seus próprios desejos pervertidos de assistir à ruína daquela pureza familiar.
— Quando chegarmos, quero que você o abrace. Mas quero que o faça como me abraçou na praça. Quero que ele sinta o seu perfume, que sinta a sua pele. Deixe que ele veja a mulher que está florescendo bem na frente dele. Você deve isso a ele... e deve isso a mim.
Lia absorvia cada palavra como se fosse uma verdade absoluta. A autoridade de Ismael preenchia os vazios de sua dúvida, e ela começou a acreditar que seduzir o próprio pai era, de alguma forma, a forma mais alta de gratidão e amadurecimento.
Assim que o SUV estacionou no gramado, Benjamin veio ao encontro deles, ainda sem camisa, com o rosto levemente corado pelo sol e pelas cervejas do churrasco. Ele sorriu ao ver a filha e o amigo, a personificação da confiança paterna.
— Olha só! Além de levar minha menina para passear, ainda traz o lanche da tarde? — Benjamin exclamou, pegando os potes pesados das mãos de Lia. — Você é atencioso demais, Ismael. Por isso é meu melhor amigo, cara.
Lia sentiu o estômago revirar com a ironia. O elogio do pai soava como um trovão em seus ouvidos. Benjamin não tinha ideia de que a "atenção" de Ismael incluía possuir sua filha em um banco de praça enquanto ela confessava segredos sobre o corpo do próprio pai.
— Imagina, Benja. A Lia que deu a ideia — Ismael mentiu com uma perfeição assustadora, passando o braço pelo ombro de Lia e dando um aperto que a fez estremecer. — Ela disse que a família merecia um doce depois de uma manhã tão quente.
— Que orgulho, filha — Benjamin disse, dando um beijo na testa de Lia. O cheiro de tabaco e loção pós-barba dele atingiu o olfato dela, trazendo de volta a imagem do sonho. — Vai lá se refrescar, você está muito vermelha. O sol deve ter sido forte demais para você.
— Foi... foi sim, pai — ela murmurou, desviando o olhar. Ela se sentia suja e, paradoxalmente, ungida pelo toque de Ismael.
Lia caminhou em direção à casa, sentindo o olhar de Ismael queimando suas costas enquanto ele ficava para trás conversando com Benjamin. Ao entrar na cozinha para guardar os potes que o pai havia deixado na bancada, ela viu Sara encostada no balcão, observando-a com olhos de águia.
— O sorvete demorou, né? — Sara perguntou, cruzando os braços. Ela se aproximou de Lia, farejando o ar de forma teatral. — Você está com um cheiro diferente, priminha... um cheiro de homem. E essa alça do body está toda torta.
Lia sentiu o coração disparar. O perigo de ser descoberta por Sara era iminente, mas a adrenalina de manter aquele segredo era o que a mantinha de pé.
A atmosfera na cozinha estava carregada. O som das risadas de Benjamin e Ismael lá fora parecia abafado, como se as paredes da mansão estivessem isolando o pecado que começava a transbordar entre as duas primas.
Sara não tirava os olhos de Lia. Ela era experiente o suficiente para reconhecer o brilho de saciedade nos olhos da prima e a forma como ela caminhava, com as pernas levemente arqueadas.
— Pode começar a falar, Lia — Sara disse, encurralando a garota contra a bancada de mármore frio. — O sorvete não demoraria tanto tempo assim, e você está com aquela cara de quem acabou de ser muito bem usada.
Lia tentou desviar, mas o fôlego ainda era curto. Sob a pressão dos olhos famintos de Sara, ela começou a relatar o que aconteceu na praça. Contou sobre a exposição, sobre como Ismael a possuiu no banco à luz do dia, sobre o olhar do atendente da sorveteria e a sensação de ser uma "vagabunda" pública. No entanto, ela guardou para si, como um tesouro sombrio, a parte em que confessou a Ismael o segredo sobre o pai. Aquilo era o elo sagrado e perverso que a unia exclusivamente ao amigo de Benjamin.
Sara ouvia tudo com a respiração pesada, um sorriso de puro deleite crescendo em seu rosto.
— Você é muito mais safada do que eu imaginava, priminha — Sara sussurrou, a voz carregada de uma excitação súbita. — Mas eu quero ver se você está falando a verdade. Quero ver o que aquele homem deixou de presente para você.
Sem dar tempo para Lia protestar, Sara deslizou a mão por baixo da saia jeans curta da prima. Seus dedos habilidosos afastaram o tecido do body já destravado e mergulharam sem aviso na intimidade de Lia.
Lia soltou um arquejo, agarrando-se à borda da pia. Sara gemeu baixo ao sentir o calor excessivo e a umidade viscosa que preenchia a prima. Ao retirar os dedos, ela viu o sêmen esbranquiçado e denso de Ismael manchando sua mão.
— Nossa... ele realmente não economizou com você — Sara disse, levando os dedos à boca e provando o rastro de Ismael com um olhar desafiador. — O Ismael marcou você por dentro e por fora, Lia. Imagine se o seu pai sonhasse que a "menininha" dele está servindo de depósito para o melhor amigo dele agora mesmo.
O som dos passos pesados de Benjamin no piso de madeira foi o único aviso antes da porta da cozinha se abrir. O baque do coração de Lia quase superou o som da respiração ofegante de Sara, que ainda tinha os dedos mergulhados na umidade deixada por Ismael.
— Meninas? O gelo acabou e eu... — Benjamin travou no lugar.
O choque foi imediato. Ele viu as duas primas grudadas, Lia com as costas contra a pia e Sara inclinada sobre ela. O clima de luxúria e o cheiro de sexo que pairava no ar eram quase palpáveis, mas Benjamin, em sua cegueira protetora, interpretou o susto delas como uma brincadeira de segredos femininos.
Sara, com uma rapidez de quem domina a mentira, recolheu a mão e a escondeu atrás das costas, limpando os dedos discretamente no próprio short.
— Ai, tio! Que susto! — Sara soltou uma risada nervosa, forçada. — Eu estava só... contando uma fofoca proibida para a Lia. Ela ficou em choque, não foi, prima? Acho que vou ver se a minha mãe precisa de ajuda lá fora.
Sara passou por Benjamin como um rastro de pólvora, deixando Lia sozinha com o pai. O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. Lia sentia o sêmen de Ismael escorrer por sua coxa, e o calor da mão de Sara ainda queimava em sua pele. Ela não conseguia olhar para o pai, a imagem dele nu no sonho martelando em sua mente.
Benjamin se aproximou, deixando o balde de gelo de lado. Ele notou o comportamento errático da filha: o peito subindo e descendo, o rosto corado, o olhar fugidio.
— Lia? — Ele a segurou pelos ombros, a voz suavizando para um tom de preocupação profunda. Ele a puxou para um abraço apertado, o tipo de abraço que um pai dá para proteger do mundo. — Você está tremendo, querida.
Lia encostou o rosto no peito largo do pai, sentindo o calor da pele dele. A proximidade era torturante.
— Me diga a verdade... — Benjamin sussurrou, afastando-a um pouco para olhar em seus olhos. — O Ismael foi rude com você no passeio? Ele se comportou mal? Eu conheço o Ismael há anos, sei que ele pode ser um pouco... diferente, às vezes até agressivo com jovens como você. Se ele fez ou disse algo que te assustou, você pode me falar.
Lia sentiu um nó na garganta. O pai estava ali, oferecendo proteção contra o homem que acabara de possuí-la, sem saber que o "perigo" era exatamente o que ela mais desejava.
— Não, pai... ele foi... um cavalheiro — Lia mentiu, a palavra saindo amarga de sua boca enquanto sentia o corpo arrepiar com a ironia.
Benjamin suspirou, aliviado, e passou a mão pelo rosto dela, afastando uma mecha de cabelo.
— Que bom. Eu me preocupo, sabe? Você está se tornando uma mulher tão linda, Lia... às vezes esqueço que não é mais aquela garotinha. Você tem uma beleza que... bom, que atrai olhares que você ainda não sabe como lidar.
Ele sorriu, um sorriso genuíno e orgulhoso, sem notar que cada elogio à sua beleza agia como um combustível para o desejo perverso que ela agora sentia por ele e por Ismael.
A atmosfera na cozinha tornou-se irrespirável. O abraço de Benjamin, que deveria ser um porto seguro de afeto paternal e proteção, chocava-se violentamente contra os sentimentos de luxúria e tabu que agora governavam a mente de Lia. Sob a influência corrosiva das palavras de Ismael no carro, aquele gesto de carinho não parecia mais inocente; o calor do corpo de Benjamin parecia penetrar a pele de Lia de uma forma perturbadoramente íntima, despertando sensações que ela mal conseguia processar.
No exato momento em que Benjamin acariciava o rosto da filha com ternura, a silhueta de Ismael surgiu no batente da porta. Ele estava lá, segurando um copo de whisky, a postura relaxada e predatória. Seus olhos atravessaram a fachada de "boa menina" de Lia, lançando um desafio silencioso. Aquele olhar era um comando claro: siga o plano; use sua doçura para seduzi-lo; faça seu pai vê-la como a mulher desejável que você é.
Lia encarou as pupilas escuras de Ismael e sentiu o peso da obediência. Ela sabia que precisava cumprir a ordem. Com o coração martelando contra as costelas, ela escondeu o rosto na curva do pescoço de Benjamin, inspirando o cheiro dele. Em um movimento audacioso, ela depositou um pequeno beijo úmido na pele do pescoço do pai e, com uma sutileza calculada, moveu o corpo de modo que a mão de Benjamin, que antes repousava em suas costas, deslizasse para baixo, pousando involuntariamente sobre a curva de sua bunda.
Lia tremia visivelmente nos braços dele. Benjamin, momentaneamente confuso pelo gesto inesperado e pela intensidade do contato, não a soltou. Pelo contrário, apertou-a mais, interpretando aquele tremor como uma necessidade desesperada de amparo, sem perceber que estava caindo na armadilha sensorial montada pelo próprio amigo.
— Tudo bem por aqui, Benja? — a voz de Ismael ecoou, lenta e grave, agindo como um chicote sobre os nervos de Lia.
— Tudo ótimo, meu amigo! — Benjamin respondeu, finalmente soltando Lia, embora mantivesse a mão firme em seu ombro, como se quisesse ancorá-la. — Eu estava só conferindo se essa pequena não tomou sol demais. Ela está uma pilha de nervos, coitada.
Ismael deu um gole longo em seu whisky, um sorriso de satisfação quase imperceptível surgindo no canto dos lábios ao ver o sucesso de sua manipulação.
— O sol pode ser traiçoeiro — Ismael comentou, os olhos fixos na reação de Lia. — Mas às vezes o calor é exatamente o que a gente precisa para se soltar.
Lia desceu as escadas sentindo o ar quente da tarde tocar sua pele quase inteiramente nua. O biquíni preto que Benjamin lhe dera — e que ela antes considerava apenas um presente de bom gosto — agora parecia um instrumento de sedução. Era mínimo, a calcinha de lacinho mal cobria a curva de sua bunda, e o top deixava o contorno de seus seios perigosamente em evidência.
Ao chegar na área externa, Benjamin e Ismael interromperam a conversa animada. O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pelo som da cascata da piscina.
— Filha... você está linda — Benjamin disse, a voz subitamente mais baixa. Ele pegou a mão dela e a fez girar, como se estivesse apresentando uma joia.
Lia sentiu a excitação percorrer sua espinha. Estar ali, seminua, sob o olhar fixo dos dois homens mais poderosos de sua vida, a fazia sentir-se poderosa e vulnerável ao mesmo tempo.
— Gostou, papai? — ela perguntou, inclinando a cabeça de lado com uma meiguice calculada.
— Sim... ficou perfeito — Benjamin respondeu, mas seu olhar demorou-se mais do que o normal.
Lia agora via tudo através da lente que Ismael lhe dera. Antes, aquele olhar seria apenas orgulho paterno; agora, ela sentia que os olhos do pai "babavam" sobre o tecido fino que marcava sua intimidade e seus mamilos rígidos. Benjamin colocou a mão em suas costas nuas, acariciando a pele com uma proximidade que a fazia tremer.
— Sim, Lia, você ficou muito bem de biquíni — Ismael interveio, a voz rouca de quem sabia exatamente o que estava provocando.
— Obrigada... foi o papai que escolheu para mim — ela respondeu, lançando um olhar de soslaio para Ismael.
— Parece que ele sabe muito bem o que ficaria ótimo no seu corpo — Ismael disparou, a provocação cortando o ar como uma lâmina.
Benjamin sentiu o golpe. Ele olhou para Ismael com uma seriedade gélida, a mandíbula travada. Havia uma fagulha de raiva em seus olhos; ele percebia que Ismael estava cruzando uma linha invisível, tentando subverter a ordem sagrada entre pai e filha. A atmosfera de camaradagem entre os dois homens estava sendo substituída por uma competição territorial silenciosa.
Lia, percebendo o perigo iminente, decidiu agir. Ela envolveu a cintura do pai com os braços, puxando-o levemente.
— Papai... vem brincar na água comigo — ela pediu, fazendo um beicinho que misturava a carência da infância com a sedução que Ismael lhe ensinara.
— Já vou, pequena. Vai na frente, logo eu vou atrás — ele respondeu, tentando recuperar o fôlego e a postura.
— Ok... — ela murmurou, soltando-o devagar.
Enquanto Lia caminhava em direção à borda da piscina, o silêncio entre os dois homens era absoluto. Ismael não escondia o olhar cravado na bunda dela, acompanhando cada movimento da calcinha preta. Mas o que realmente alimentava o triunfo de Ismael era ver que Benjamin, apesar de toda a raiva e da proteção, também não conseguia desviar os olhos. O pai estava hipnotizado pela própria criação seus olhos seguiram a bundinha firme da adolescente.
A conversa entre os dois homens havia deixado de ser um embate de amigos para se tornar um jogo psicológico perverso. Ao fundo, o som dos risos de Lia e dos primos na água servia como uma trilha sonora irônica para a destruição dos últimos pilares da moralidade de Benjamin.
Benjamin mantinha os olhos fixos na filha, que mergulhava e emergia da água, o biquíni preto agora colado ao corpo pela umidade, revelando cada contorno que ele tentava ignorar. As palavras de Ismael entravam em sua mente como um veneno lento, mas certeiro.
— Ismael, eu te conheço muito bem — Benjamin disse, a voz num tom baixo e perigoso. — Tão bem que cogitei não trazer a Lia para cá só para manter ela longe de um homem como você.
Ismael soltou uma risada curta, balançando o whisky no copo.
— Um homem como eu? — Ele se inclinou para frente, o olhar predatório fixo no amigo. — Parece que você esqueceu que nós somos feitos do mesmo barro, Benja. Vai continuar negando para mim? Pode enganar seus parentes, mas eu enxergo a verdade sob essa sua fachada de pai do ano.
— E que verdade é essa? — Benjamin rosnou, a mandíbula travada.
— A verdade é que você olha para ela e vê o que todo homem vê: um sonho molhado. O seu sonho molhado. Esqueceu do seu passado? Das coisas que a gente buscava? — Ismael fez uma pausa dramática, deixando o silêncio pesar. — Lia cresceu. Não adianta se fazer de cego para manter essa ilusão de "intocada". Posso te garantir... ela não é a virgem que espera por um príncipe.
Benjamin sentiu o sangue ferver. A raiva era uma mistura de proteção e do choque de ouvir em voz alta o que ele próprio tentava abafar no escuro do seu quarto.
— Ismael! — ele exclamou, as mãos fechando-se em punhos sobre a mesa.
— Só estou tentando te ajudar, Benja — continuou Ismael, com uma calma sínica. — Você seria um homem muito mais feliz se libertasse esse desejo em vez de reprimir algo que traria prazer para você e, principalmente, para ela. Confia em mim: a Lia é perfeita. Ela é obediente, submissa... e está desesperada para agradar um homem. Ela está disposta a realizar todos os seus sonhos, Benjamin. Basta você ter a coragem de ser o homem que ela quer que você seja.
Benjamin ficou em silêncio, a respiração pesada. Seus olhos voltaram-se para a piscina. Lia acabara de sair da água, passando as mãos pelo cabelo para tirá-los do rosto, o biquíni preto realçando a pele bronzeada. Ela olhou na direção deles e, seguindo as instruções silenciosas que Ismael lhe dera na cozinha, sorriu de forma lânguida, mordendo o lábio inferior enquanto seus olhos buscavam os do pai.
Pela primeira vez, a barreira de Benjamin oscilou. Ele não via mais apenas a filha; ele via o que Ismael queria que ele visse. A semente da dúvida e da luxúria fora plantada, e o terreno era fértil demais
•••
Lia saiu da pscina ainda rindo e foi até onde seus pais e tios estavam reunidos conversando.
—lia, parece cansada. —A mãe fala da filha a sua frente cansada das brincadeiras da piscina.— Vem se secar antes que pegue uma gripe.
A mãe de lia a enrolou na toalha, com a toalha a cobrindo o corpo desnudo vendo algum lugar para sentar olhou para Ismael ale e sabia o que deveria fazer. Se sentou no colo do pai.
O pai a recebeu a aconchegando contra o peito, ela deitou a cabeça, ele acariciando sua pernas. Ismael dominava a conversar contando os anos que morava na Espanha, com o som da voz do homem que a dominava e o calor do corpo de seu pai, lia fechou os olhos e sem perceber cochilou
O céu havia se transformado em um manto de veludo escuro, salpicado por estrelas que pareciam observar em silêncio o que se desenrolava na varanda da mansão. O som dos grilos e o movimento distante das ondas eram as únicas testemunhas. Lia despertou lentamente, sentindo o calor de um peito sólido contra seu rosto e o ritmo de uma respiração profunda.
Por um segundo, a confusão do sono a fez hesitar, mas o cheiro — aquela mistura familiar de tabaco, mar e uma colônia amadeirada — não deixava dúvidas: era Benjamin.
Ela abriu os olhos e olhou para cima. A luz da varanda estava apagada, restando apenas o brilho fraco vindo de dentro da casa, o que criava sombras longas e dramáticas. Benjamin não estava dormindo; ele a observava com uma intensidade que Lia nunca vira antes. Era um olhar de posse, de obsessão reprimida que finalmente rompera a barreira do autocontrole. A toalha que a cobria havia escorregado para o chão, deixando-a apenas com o biquíni preto molhado, agora gelado contra sua pele quente.
— Oi... — Lia sussurrou, a voz rouca pelo sono, um sorriso tímido surgindo em seus lábios.
— Oi. Você estava cansada — ele respondeu, a voz mais grave do que o normal, vibrando contra o corpo dela.
— Um pouquinho — ela murmurou, ajeitando-se no colo dele.
Lia percebeu que o quintal estava deserto. Ismael e os outros haviam entrado, deixando-os sozinhos naquele limbo entre o certo e o errado. O arrepio que percorreu sua espinha não era de frio; era o reconhecimento do perigo. Os limites do tabu, que Ismael passara o dia desgastando, estavam agora tão finos quanto o tecido de seu biquíni.
— O que foi, papai? — perguntou ela, sentindo o coração acelerar ao notar que a mão dele, que antes a acariciava de forma protetora, agora explorava a curva de sua cintura com uma pressão diferente.
— Nada... só me dei conta de que você cresceu. Não é mais aquela menininha — Benjamin disse, os dedos subindo pelo pescoço dela, traçando a linha de sua mandíbula antes de brincar perigosamente com a alça do top. — Tão linda. O seu corpinho está tão diferente, Lia... tão maduro.
O ar fugiu dos pulmões dela quando os dedos dele, em um movimento deliberado, deslizaram para o centro de seu seio, pressionando o mamilo por cima do tecido. O toque não era mais de conforto; era o toque de um homem que reivindicava o que desejava.
— Papai quer tocar em você — ele avisou. Não era um pedido de permissão, era uma declaração de intenção, um aviso de que o Benjamin "pai" estava dando lugar ao Benjamin "homem".
— Hmmm... papai... — o gemido de Lia foi a única confirmação que ele precisava. Era o som da entrega total.
Com uma lentidão torturante, Benjamin afastou o triângulo de tecido preto, expondo a pele alva e o seio firme ao ar da noite. Ele parou por um instante, salivando de desejo, os olhos devorando a visão que ele proibira a si mesmo de imaginar por anos. Quando seus dedos finalmente tocaram a pele nua, Lia arqueou as costas, sentindo um prazer que superava qualquer sonho. Ele a explorava com calma, apreciando a textura, o peso e a reação dela sob seu comando. O proibido havia se tornado realidade, e o sabor daquele fruto era mais doce do que qualquer um dos dois poderia suportar.
O silêncio da noite era preenchido apenas pelo som da respiração pesada de Benjamin e os arquejos baixos de Lia, que se fundiam ao barulho das ondas ao fundo. A cada toque, o peso do tabu parecia diminuir, sendo substituído por uma luxúria bruta e inevitável. Lia enterrou o rosto no pescoço do pai, aspirando o cheiro dele enquanto se perdia no delírio de sentir aquelas mãos grandes e calejadas maltratando seus mamilos com uma possessividade que ela nunca imaginara.
Benjamin estava em transe. A aspereza de sua pele contra a maciez extrema da filha criava um contraste que o enlouquecia. Ele observava, fascinado, como os mamilos dela reagiam, tornando-se pontiagudos e escuros sob a luz fraca da lua. Ele sentia que não precisava de palavras; o corpo de Lia era um mapa de respostas afirmativas, vibrando e se oferecendo a cada pressão de seus dedos.
Mas o peito era apenas o começo. Satisfeito com a visão dos seios expostos, o foco de Benjamin desceu. Seus olhos, agora nublados pelo desejo, fixaram-se onde a calcinha do biquíni preto mal conseguia esconder o contorno da intimidade de Lia. Era o lugar que ele evitara olhar o dia todo, o ponto focal de seus pensamentos mais sombrios desde que ela saíra do mar.
Sem hesitar, ele deslizou a mão pela coxa dela, sentindo a umidade que já transbordava pelo tecido fino. Quando seu polegar encontrou o clitóris dela, pressionando-o com firmeza por cima da lycra molhada, Lia deu um solavanco no colo dele. Ela apertou os lábios com força, cravando as unhas nos ombros largos do pai para abafar o grito de prazer que queria escapar.
— Você está tão molhada para o seu papai, Lia... — Benjamin sussurrou, a voz vibrando de uma forma que a fazia derreter.
Ele continuou o movimento, rítmico e implacável. O polegar esmagava o pequeno ponto de prazer enquanto os outros dedos exploravam as fendas da calcinha, sentindo como ela estava encharcada e quente. A cada segundo, o Benjamin "protetor" morria um pouco mais, dando lugar ao homem que estava prestes a tomar para si o que Ismael dissera ser seu por direito.
Lia estava em um estado de choque sensorial. A mão do pai ali, naquele lugar, era a realização final do seu sonho proibido. Ela sentia que o mundo poderia acabar naquele instante, desde que ele não parasse.
Lá do alto, em uma das janelas escuras do segundo andar, Ismael era o mestre de cerimônias invisível. Ele observava a cena lá embaixo como um diretor assistindo à estreia de sua obra-prima. Ver Benjamin, o homem que sempre se orgulhou de sua retidão, com as mãos sob o biquíni da própria filha, era o ápice do prazer para ele. Ismael sentia-se um deus; ele havia plantado a semente, regado com manipulação e agora colhia o fruto da corrupção total.
O prazer de Ismael era duplo: a excitação física de ver o corpo de Lia sendo explorado e o poder psicológico de saber que ele havia destruído a moralidade de seu melhor amigo.
No entanto, o olhar treinado de Ismael captou um movimento vindo do corredor lateral da mansão. A tia de Lia, segurando uma bandeja com copos, caminhava distraidamente em direção à varanda. Se ela dobrasse a esquina naquele momento, o escândalo destruiria tudo antes que o jogo de Ismael chegasse ao fim.
Como um "anjo da guarda" perverso, Ismael agiu rápido para proteger seu investimento. Ele derrubou propositalmente um cinzeiro de metal pesado da sacada.
CLANG!
O som metálico ecoou pelo quintal silencioso, cortando a névoa de luxúria como uma lâmina fria.
Benjamin deu um salto, o coração disparando contra as costelas. O susto foi o choque de realidade que ele precisava para se lembrar de onde estava. Com movimentos frenéticos e mãos trêmulas, ele puxou o triângulo de tecido do biquíni para cobrir os seios de Lia e ajeitou a toalha sobre o colo dela no exato segundo em que a tia apareceu na luz da varanda.
— Ainda aqui, Benjamin? — a tia perguntou, sorrindo. — Achei que vocês já tivessem entrado. A Lia dormiu de novo?
Benjamin tentava controlar a respiração, mantendo a filha apertada contra o peito para esconder qualquer evidência do que acabara de acontecer.
— É... o ar fresco fez bem para ela — Benjamin respondeu, a voz forçada, enquanto sentia o suor frio escorrer por suas costas. — Eu já estava levando ela para o quarto.
Lia, com o rosto escondido no pescoço do pai, sentia o coração dele batendo como um tambor. A interrupção trouxe um medo paralisante, mas também uma frustração profunda. Ela olhou para cima, em direção às janelas, e viu apenas uma sombra se afastando. Ela sabia quem os havia "salvo".
Benjamin levantou-se com ela nos braços, as pernas dela entrelaçadas em sua cintura sob a toalha. A tensão entre os dois agora era uma ferida aberta, impossível de ignora
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Comentários (1)
Ted: Isso vai tomar rumos explosivos... Não demore a continuar essa saga cheia de emoções desenfreadas
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