As paredes tem ouvidos?
De quando meu pai dormiu na sala e me ouviu batendo punheta.
A briga começou por volta das onze. Minha mãe gritando que ele nunca fazia nada direito, que ela tava cansada de carregar a casa nas costas. Meu pai respondendo num tom mais baixo, mas com aquela rispidez contida que sempre precedia o pior. Eu tava no quarto, de fone, tentando ignorar, mas as paredes finas dessa casa sem forro acústico entregavam cada palavra.
A porta do meu quarto rangeu quando empurrei ela só um pouquinho. Não fechei completamente. Deixei aquela fresta de uns três dedos, só o suficiente pra ouvir melhor, pra sentir o ar da sala entrando. Sempre deixo assim quando eles brigam. É um risco idiota, mas me dá uma adrenalina que não sei explicar.
O barulho de um colchão sendo arrastado pelo chão da sala. A voz do meu pai, cansada: “Vou dormir aqui. Não quero saber de você hoje.” Minha mãe xingou mais um pouco, depois o silêncio. Porta do quarto deles batendo. O silêncio grosso que fica depois de uma tempestade.
Deitei na cama e fiquei olhando pro teto. Meu pau já tava meio duro, não sei se do nervoso da briga ou daquela sensação de saber que meu pai tava a menos de dois metros de mim, do outro lado da parede. A parede que divide meu quarto da sala é fina, daquelas de drywall barato que os pedreiros colocaram quando fizeram a casa. Dá pra ouvir até trocar de lado na cama.
Desliguei o ventilador. Silêncio completo. Ouvi o chiado do colchão novo dele na sala. Meu pai se mexendo, tentando se acomodar. Uma tossida seca.
Minha mão foi descendo sozinha. Toquei no meu pau por cima da bermuda. Já tava duro, latejando leve. A culpa já veio junto com o tesão, aquela mistura que me faz sentir mais vivo. Abri o celular, botei o fone de ouvido, mas antes de colocar o áudio pensei: e se ele ouvir? O som dos meus fones vaza um pouco, sim. Já testei.
Mas a porta tava entreaberta. Se ele levantasse pra ir ao banheiro, me veria. A luz do celular iluminando meu rosto, minha mão na bermuda. Aquela imagem.
Tirei o fone. Coloquei o celular no silencioso, com o volume no talo, mas sem fone. O vídeo começou com gemidos baixos. Uma mulher de quatro, um homem batendo forte. O som saía do alto-falante do celular, baixinho, mas naquele silêncio da madrugada era como um grito.
Coloquei o celular virado pra parede, como se isso abafasse um pouco. Sabia que não adiantava nada. Meu pai ia ouvir. Parte de mim queria que ele ouvisse.
Puxei a bermuda pra baixo. Meu pau pulou pra fora, duro, a glande já brilhando na luz azulada do celular. Cuspi na mão, passei devagar na ponta, sentindo a pele quente e lisa. Fechei os olhos. Comecei a bater.
O som molhado da minha mão deslizando no pau era o que dominava o ambiente. Ploc, ploc, ploc. Um ritmo regular, úmido, que ecoava no quarto. Minha respiração já tava pesada, saindo pela boca, gemidos baixos escapando entre os dentes cerrados.
Eu ouvia o vídeo de fundo, mas minha atenção tava dividida. Cada vez que minha mão descia, eu esperava uma reação do outro lado. Um silêncio diferente. Um movimento.
Aí ouvi.
Primeiro foi a respiração dele que mudou. Antes era um sono raso, um ou outro ronco leve. De repente ficou mais controlada. Mais profunda. Uma inspiração longa, pausada, seguida de uma expiração que parecia forçada.
Meu pau deu uma pulada na minha mão. Ele tava acordado. E tava ouvindo.
Continuei batendo, mas mudei o ritmo. Mais lento. Plooc… plooc… Deixando cada movimento mais longo, mais molhado. Queria que ele ouvisse cada detalhe da minha mão no meu pau.
Do outro lado da parede, o colchão rangeu. Um som seco, como se ele tivesse virado de lado. Depois um gemido baixinho, quase abafado por um travesseiro ou pela mão na boca.
Eu parei. Fiquei imóvel, minha mão parada na base do pau, sentindo as pulsações. O silêncio era tão denso que eu conseguia ouvir meu próprio coração no ouvido.
Então veio. O som que eu esperava. O barulho de uma mão deslizando. Ploc. Ploc. Ploc.
Meu pai tava batendo punheta do outro lado da parede.
O som era diferente do meu. Mais abafado, como se ele estivesse debaixo do cobertor. Mas era inconfundível. Aquele ritmo regular, a mão gorda deslizando no pau. O colchão acompanhando o movimento, rangendo baixinho em cada bombada.
Eu fiquei paralisado de tesão. Não era só o fato de saber que ele tava se masturbando. Era o jogo. Ele sabia que eu tava ouvindo. E eu sabia que ele sabia.
Recomecei a bater. Ajustei meu ritmo no dele. Ploc… ploc… ploc… Dois sons se misturando, separados pela parede fina. Nossas mãos no mesmo compasso. Duas respirações pesadas se encontrando no silêncio.
Aí tive uma ideia idiota. Diminui o ritmo de propósito. Mais lento. Plooc… plooc… esperando.
Ele acompanhou.
Meu coração disparou. Aumentei de novo. Mais rápido. Ploc-ploc-ploc-ploc. Ele acelerou junto.
Era um duelo. Um jogo silencioso de quem aguentava mais. De quem ia perder o controle primeiro. Minha mão tava uma máquina, o som molhado preenchendo o quarto. Minha respiração ficou ofegante, gemidos escapando sem vergonha.
Encostei a boca na parede. O gesso frio nos meus lábios. Sussurrei baixinho, quase sem som: “Aguenta aí, coroa.”
Ele não respondeu com palavras. Mas o ritmo dele mudou. Acelerou de novo. Mais forte. O colchão rangendo com mais raiva.
Eu ri baixinho, um riso seco de tesão. Ele tava aceitando o desafio.
Continuei sussurrando. Frases soltas, provocadoras. “Tá gostoso, né?” “Sabia que você ia ouvir.” “Bate mais forte, deixa eu ouvir.”
Do outro lado, um gemido mais alto. Abafado, mas deu pra ouvir. Minha boca se abriu num sorriso sujo. Ele tava reagindo.
Larguei o celular. O vídeo continuava passando, mas eu não tava prestando atenção. Meu guia era o som dele. Cada suspiro, cada range de colchão, cada ploc molhado. Eu me movia no ritmo dele, como se estivéssemos dançando juntos pela parede.
Meu pau latejava. A glande tava tão sensível que cada deslizada da mão era um choque. Minhas bolas já tinham subido, apertadas, prontas. Mas eu não queria gozar. Queria estender aquilo. Queria que ele gozasse primeiro.
O som da respiração dele ficou mais irregular. Uns gemidos baixos, quase xingamentos. “Porra…” Ouvi claramente. A voz dele, rouca, baixa. Como se tivesse falando comigo.
Meu pau pulsou forte. Ele tava falando. Xingando. “Caralho…” Mas não era um xingamento de raiva. Era um xingamento de tesão. Como se eu fosse o motivo dele estar ali, batendo punheta na sala.
“Isso,” sussurrei de volta. “Fala mais.”
Ele não respondeu, mas o colchão começou a balançar mais forte. O som da mão dele ficou mais rápido, mais desesperado. Uma respiração ofegante, quase um assobio.
Eu diminuí meu ritmo de novo. Queria sentir ele se aproximando do fim, queria ouvir cada detalhe. Minha mão deslizava lenta, quase parando na ponta, sentindo o pré-ejaculação escorrer.
O som dele era um motor engasgado. Ploc-ploc-ploc-ploc — uma pausa — ploc-ploc-ploc — um gemido. Ele tava segurando, mas tava perdendo.
Eu sussurrei de novo, a boca colada na parede: “Vai, pai. Goza pra mim.”
Não sei se ele ouviu. Mas naquele momento, o som do outro lado mudou. Uma respiração presa, um gemido longo e arrastado, seguido por um movimento forte no colchão.
Depois, o som de uma respiração ofegante, solta, aliviada.
Meu pai tinha gozado.
Meu pau pulsou com uma inveja doida. Minha mão tava parada na base, o tesão latejando na ponta dos dedos. Eu queria gozar também. Mas segurei. Fechei os olhos, apertei a base do pau, respirei fundo.
O silêncio do outro lado era diferente. Um silêncio satisfeito. Depois, o som de lenço sendo puxado. O barulho de mão limpando.
Eu fiquei ali, imóvel, sentindo meu pau duro, pulsando, esperando. Não ia gozar agora. Ia guardar. Ia fazer durar.
Deitei de lado, de frente pra parede. Fiquei ouvindo ele se mexer, arrumar o cobertor, deitar de novo. A respiração dele voltando ao normal. Um suspiro longo.
Eu ainda tava de pau duro, a mão suja de cuspe e tesão. Limpei no lençol e fiquei olhando pra parede.
A madrugada ainda ia render.
Acordei com o barulho do chuveiro. Meu pai tomando banho antes do trabalho. Olhei pro celular: seis e vinte. O sol já tava claro, entrando pela cortina fina.
Meu pau já tava duro, daquele jeito de manhã. Sentei na cama. A porta do quarto ainda tava entreaberta. A mesma fresta de ontem. A sala vazia, o colchão no chão, os lençóis amassados.
O som do chuveiro parou. Ouvi ele se mexendo no banheiro, a porta abrindo. Passos no corredor, voltando pra sala. Ele tava se vestindo.
Fiquei imóvel na cama, ouvindo. O barulho do cinto, do zíper. Depois, a porta da sala abrindo. Ele ia sair.
Esperei o som da porta da rua bater, e tudo ficar em silêncio. Minha mãe ainda dormia no quarto dela.
Levantei e fui até a sala. O colchão no chão, os lençóis jogados. O travesseiro amassado, com uma mancha de cuspe no canto. Meu olho pegou um pedaço de pano no chão, perto da parede.
A cueca dele.
Branca, de algodão, amassada. Levantei com a ponta dos dedos. O tecido tava úmido, quente. No meio, uma mancha mais escura, esbranquiçada, ainda fresca. O gozo dele.
Meu pau já tava latejando dentro da bermuda. Levei a cueca até o nariz. Enterrei o rosto no algodão.
O cheiro bateu forte. Suor. Sexo. O cheiro ácido do gozo misturado com o cheiro dele, aquele cheiro de homem, de pele, de coisa suada. Fechei os olhos e inspirei fundo, sentindo o aroma preencher meus pulmões.
Meu pau pulsou tão forte que chegou a doer. A cueca tava morna, o gozo ainda fresco, a textura úmida no tecido. Passei a cueca no meu rosto, no meu pescoço, sentindo o cheiro grudar na minha pele.
Voltei pro quarto. Tranquei a porta. Não ia deixar entreaberta dessa vez. Aquilo era só meu.
Deitei na cama, a cueca do meu pai na mão. Meu pau já tava de fora, duro, a glande roxa de tesão. Cuspi na mão, lambuzei ele todo, sentindo o latejar.
Peguei a cueca dele e enrolei no meu pau. O algodão era macio, mas áspero ao mesmo tempo. A mancha de gozo dele esfregou na minha glande.
Comecei a bater punheta com a cueca. A textura era completamente diferente da mão. O tecido deslizava seco, depois grudava, criando uma fricção que ardia gostoso. Cada vez que a cueca passava pela glande, eu sentia o gozo dele tocando minha pele.
Meu pau tava uma vara. A cueca envelopava ele inteiro, o algodão esticando. Fechei os olhos e ouvi os sons que eu tava fazendo. O barulho da cueca deslizando, um fshh fshh seco, misturado com o som molhado do meu pau.
Respiração pesada. Gemidos baixos, mais soltos agora, sem vergonha. Mordi o lábio pra não fazer muito barulho, mas não conseguia segurar tudo.
Pensei nele. Na noite anterior. No som da mão dele. Na respiração. Nos xingamentos sussurrados. Ouvia de novo na minha cabeça, a voz dele rouca, cheia de tesão.
A cueca tava grudando no meu pau, o gozo dele espalhando. Passei mais rápido, a fricção aumentando, o tecido criando uma resistência que me deixava louco.
Minha respiração ficou ofegante. O som da cueca no meu pau era o único ruído do quarto. Fshh, fshh, fshh. Cada vez mais rápido. Minha mão voava, a cueca deslizando, o algodão esfregando na glande.
Uma gota de tesão escorreu, molhando a cueca, criando uma mancha nova por cima da dele. Eu tava misturando meu gozo com o dele.
Fechei os olhos e me concentrei no som dele. Lembrei do gemido longo, do baque no colchão. Meu pau pulsou forte, as bolas apertadas, o tesão subindo.
Não queria segurar mais. Queria gozar. Queria gozar na cueca dele.
Apertei o ritmo. O som era um fshh-fshh-fshh frenético. Minha respiração presa, os gemidos saindo entrecortados. A cueca tava uma bagunça, molhada de cuspe, de tesão, do gozo dele.
Virei a cueca, colocando a parte mais suja, a que tinha a mancha dele, bem na ponta do meu pau. A glande roçou no gozo seco, na textura áspera.
Foi o suficiente.
O orgasmo veio forte, subindo das bolas, explodindo na ponta do pau. Minha mão continuou se movendo, a cueca absorvendo cada jato. Minha boca se abriu num gemido longo, alto, que não tentei segurar. Porra…
O pau pulsava, disparando gozo quente na cueca. Cada pulsação mandava mais. A cueca tava encharcada, o algodão ensopado, o gozo quente vazando pelos lados.
Continuei esfregando até o último espasmo. Até meu pau ficar sensível demais, doendo de tão sensível.
Fiquei deitado, ofegante, a cueca amassada no meu pau. O cheiro era forte. Meu gozo misturado com o dele. Uma bagunça.
Escondi a cueca debaixo do travesseiro dele no colchão da sala pra que ele encontrasse quando fosse dormir.
você pode me encontrar no telegram em: @eriso82.
❤️ Contos Eróticos Ilustrados e Coloridos ❤️👉🏽 Quadrinhos Eroticos 👈🏽
Comentários (0)