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Além das Dunas: O Segredo de Massarandupió

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Baiianobi

Massarandupió: sexo livre no rio. Me masturbei vendo o casal e entramos na água morna. Fui penetrado por ele enquanto ela me segurava.

​O desvio para Massarandupió não estava no roteiro da viagem para Aracaju, mas as placas pareciam exercer um magnetismo inevitável. Era uma tarde de domingo quente, e o impulso de seguir o desconhecido falou mais alto. Ao chegar, a praia parecia pacata, quase deserta, mas havia um fluxo curioso: pessoas que cruzavam a montanha de areia e não retornavam. A curiosidade foi o gatilho.
​Ao transpor a duna, o cenário mudou drasticamente. O mar ficara para trás, dando lugar a um rio sereno, emoldurado por uma vegetação densa que parecia esconder e, ao mesmo tempo, convidar ao pecado. O ar ali era diferente — carregado de uma eletricidade sexual palpável. Grupos sumiam entre as árvores, e na água, o exibicionismo era a regra. No centro do rio, corpos se entrelaçavam sob os olhares de espectadores excitados.
​Mas foi um pouco mais adiante, onde o rio fazia uma curva suave e o silêncio era maior, que eu os vi. Um casal, isolado da multidão, mas profundamente imerso um no outro. A água batia na cintura deles, e o movimento ritmado denunciava o que acontecia sob a superfície.
​A visão era hipnotizante. Senti o sangue pulsar mais forte e, sem conseguir — ou querer — evitar, comecei a me tocar ali mesmo, à beira da água. Meus olhos fixos neles foram retribuídos com um sorriso cúmplice da mulher. A validação foi o sinal verde que eu precisava.
​Entrei no rio. A água morna envolvia minhas pernas enquanto eu me aproximava. O envolvimento foi imediato e natural, como se o rio tivesse suas próprias leis. Primeiro, minhas mãos encontraram a pele dela, úmida e quente sob o sol. Em pouco tempo, eu estava devorando seus seios, sentindo o bico rígido contra minha língua, enquanto o parceiro dela observava com uma respiração pesada, guiando o ritmo.
​O desejo transbordou. Ali, no meio da correnteza mansa, eu a penetrei. O encaixe era perfeito, lubrificado pela água e pelo prazer. Cada estocada minha era acompanhada pelo barulho da água e pelos gemidos que ela soltava contra o meu pescoço.
​Enquanto a luz do dia começava a cair, ganhando tons de dourado e sombra, senti o toque do homem em minhas costas. Um toque firme, possessivo. Olhei para ele, a pergunta muda em meus olhos, e a resposta veio em um aceno compartilhado pelo casal. Eles queriam mais.
​A mulher, em um gesto de total cumplicidade, segurou minhas mãos, me dando apoio enquanto eu me posicionava de costas para ele, de quatro na parte rasa do rio. Senti a pressão dele contra mim, um contraste quente com a água que corria. Quando ele entrou, o mundo ao redor desapareceu. Restou apenas o som do rio, o suporte firme das mãos dela e a força dele atrás de mim, selando aquela tarde de domingo em Massarandupió como algo que nenhuma placa de estrada poderia explicar.

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