#Gay #Incesto #Sado #Teen

Minha fantasia é satisfazer o homem que me cria

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Novinho Dudu

Às vezes brinco com meu pai que nós dois fizemos a pior melhor coisa que dois caras poderiam fazer. Existem limites para a intimidade que não podem ser ultrapassados, e aparentemente estamos tentando descobrir as mais pesados dessas barreiras.

A gente poderia ter deixado nossa safadeza no lugar mais escondido da mente e se encher de culpa por, vez ou outra, cair em tentação ao trepar como dois bichos e depois passar dias cheios de remorso ignorando a presença um do outro. Nosso problema é justamente esse: dou tudo que meu pai quer, realizo suas fantasias mais sujas e ainda nos orgulhamos disso. No fim do dia, como se nada tivesse acontecido, volto a ser só um adolescente deitado no peito do cara que me come enquanto me assiste crescer.

Essa é a nossa fantasia mais perigosa.

Segunda-feira morna como de costume. Mormaço lá fora, mas dentro do quarto o ar-condicionado trabalhava duro. Duro. Isso me lembra alguém. Usava a mesa dele como apoio para o tablet numa chamada pelo FaceTime com o grupo da escola. O professor meteu um seminário para ser apresentado ainda naquela semana, nossa pressa em ajustar o conteúdo era mais que justificável: terminar tudo e ficar o resto dos dias de boa. Distribuímos assim: Beca vai propondo o conteúdo com a ajuda do Macedo porque são os dois mais inteligentes, eu vou cuidar da arte, então na chamada só pagava de bonito pra câmera, e Nicolas vai revisar tudo e apresentar a maior parte. É o falante da galera.

O relógio marcava pra lá das 16h, pelos meus cálculos meu pai deveria chegar em minutos se não pegasse uma via cheia demais e acabei me distraindo no papo quando ele gritou lá da porta me procurando.

“A gente tá muito fodido, tá ouvindo?”

Gelei da cabeça aos pés, travei os dentes na boca e a galera no FaceTime me olhou torto. A pausa dramática pesou no quarto gelado. Ele abriu a porta com tudo, entrou no ambiente pisando muito firme e estava no ponto de me atacar, até começou fazendo isso com o rosto inteiro enfiado no meu pescoço, mas parou quando entendeu que me pegava no meio de uma vídeo chamada e o impulso movido pelo susto fez seu corpo sair de cena rapidinho. Beca riu, já viu meu pai ser carinhoso assim comigo outras vezes na porta da escola, jamais imaginaria que o ato seguinte seria invadir minha boca com sua língua cheio de saudades do meu beijo quente. Macedo é o mais hétero dos meus amigos héteros, olhou estranho porque dificilmente ganhou qualquer toque do seu pai, já Nicolas, com quem converso sobre algumas das minhas safadezas e tento fazer dar uns agarros no Gabriel por pura diversão, assim como peguei no banheiro da escola, permaneceu estático, admirado com brilho nos olhos e uma gota de saliva que por pouco não escorreu pelos lábios abertos.

Não julgo. É fácil encontrar meu pai na fantasia de alguns adolescentes no auge da lascívia: um galego de cabelo mais escuro, ombros bonitos e largos que naquele instante ainda estavam dentro da camisa social quase justa, sorriso bonito de homem confiante emoldurado pelo bigode que agora insiste em manter mais grosso e uma barba cerradinha na altura do queixo.

“Não sabia que estava em aula. Perdão, filho. Atrapalhei alguma coisa?”

Ele voltou só para olhar na tela novamente e brincou com um aceno na direção da câmera, me devorou com o olhar outra vez e me percebeu sem camisa. Meteu a mão no meu mamilo mandando colocar uma camisa em tom de brincadeira. Nicolas gargalhou, deve ter achado isso delicioso, os outros ignoraram.

“Atrapalhou nadinha, pai. Não é aula, só estamos ajustando um trabalho pra essa semana. Me dá uns minutinhos? Prometo que desocupo seu quarto, é que tá mais geladinho aqui e eu não quero esperar meu quarto ficar de boa antes de entrar.”

“Morto na preguiça, moleque. É só ir lá rapidão e deixar o ar ligado.”

“Inveja de vocês” Nicolas comentou mordendo a tampa da caneta.

Qual era exatamente o alvo da sua inveja? O beijo que meu pai chegou enfiando em meu pescoço? O toque brincalhão e suavemente sexual no meu mamilo ou o ar ligado no dezesseis transformando o quarto num ambiente perfeitamente confortável?

“Tá um calor horrível mesmo, ainda bem que aqui na sala tá suuuuuper ventilado” Beca concordou me fazendo pensar que era sobre a temperatura que Nicolas explicitava sua inveja. Isso me fez rir. “Mas talvez a gente precise de mais do que alguns minutinhos, pai do Eduardo” completou meio irônica e quase autoritária.

Ele sorriu para a câmera outra vez acima da minha cabeça com as duas mãos enormes nos meus ombros, mas para isso deu uma apertadinha que na nossa linguagem era pura provocação. “Tome ele de mim o tempo que quiser, não aguento mais esse garoto insuportável.” E saiu sem se importar com as respostas. É óbvio que iria tirar um sarro na frente dos meus amigos.

Só essa apertada de dedos na minha pele foi suficiente para levantar minha pica e sabe disso. Imagino que do outro lado Nicolas também sentiu coisas pelo corpo.

Ao longo dos muitos minutos que Beca pediu, meu cérebro tinha perdido completamente o rumo e não estava mais presente naquela chamada, mas na noite do último sábado, muito longe dali na casa dos amigos do meu pai. Ele entrou em casa anunciando que nós dois estávamos fodidos e eu só conseguia pensar em uma coisa.

O convite para um vinho naquela noite foi repentino. Meu pai disse que Maicon era um amigo de uma empresa antiga, já vi algumas vezes. Relutei, pedi pra ficar, queria comer besteiras e assistir uma série, mas exigi que só iria na condição de passar pra dentro um ou dois goles. Ele me prometeu três. Perfeito! Clima gostoso, conversa suave, nenhum filho pra me forçar a fingir simpatia, então sentei a mesa. O casal é muito divertido, uma mulher com jeito de rica, um homem mais soltinho. Duas garrafas de vinho depois meu pai estava rindo com facilidade, boca já vermelhinha, olhos pequenos, cabelo bagunçado, cheirava a um animal faminto. A imagem mais sensual dele. Imploraram para não sairmos tarde daquele jeito, era perigoso. Sugeriram o quarto de hóspedes.

“Promete que não é problema dividir a cama? Eu posso trazer um colchão, mais cobertor. ” Ela sugeriu.

Eu tive que rir e a mulher elegantíssima me acompanhou, talvez efeito do álcool. Em mim três goles não bateriam desse jeito, era o tesão que gritava.

Deitamos pra lá do meio da madrugada. Meu pai de cueca ainda cheirava a vinho e safadeza, mas controlava os beijos que eu insistia em despejar com muito desejo em seu peito. Gargalhava com as minhas ameaças de descer a boca pela barriga e lembrava que não estava em casa. “Para com isso, Du… Não faz assim com o pai.” Implorava minha decência sabendo que isso não ajudava em nada, só me faz querer mais. Montei seu corpo a força e numa rebolada ele mordeu os lábios sentindo a pica ficando dura embaixo da minha bunda. Nos beijamos incontáveis vezes enquanto tentava fazer meu pai tirar a vara de dentro da cueca e enfiar em mim, no seco e no pelo, do jeito que gostamos.

“Me come, paizinho. Juro que não vou gemer alto, vou pedir mais piroca bem baixinho. Vou ficar chorando só no seu ouvidinho, prometo.”

“Você é um puto, não sabe se controlar. Sai de cima do pai, para de me deixar louco assim. Ta se aproveitando que eu tô embriagado?” E ria tentando dar um jeito na rola dura feito pedra na cueca.

“Empurrei vinho no paizinho, agora ele tem que apagar o fogo no meu rabo. Tá vendo como é justo. Eu te ajudo, você me ajuda.”

Quando eu beijava lento oferecendo minha língua carregando o meu gosto adolescente nela, ele sussurrava tremendo e me apertando com força descontando o tesão na minha carne inocente.

“A gente não devia fazer isso.”

“Então pede pra eu parar.”

Numa dessas girou nosso corpo sobre os lençóis e me olhando de um jeito perigoso beijou com força. Não um beijo de carinho, mas um que os amantes trocam quando estão no auge do tesão. Consegui o que queria. Vi meu pai descer e me chupar de bruços na cama, indo do meu cu para o meu saco, do meu pau para as minhas costas. Perdi a noção de quantas vezes quase gritei, inconsequente, quando ele sugou meu rabo ganancioso, enfurecido. Foi assim que me comeu, também de bruços, metendo fundo, mordendo meus ombros e fazendo a cama ranger contra a parede. Meus gemidos foram baixinhos, como prometido pedindo mais daquela surra no meu corpo macio, mas nossa respiração denunciaria a trepada a metros de distância. Gozamos rápido, mas cheios de intensidades.

Abandonei as lembranças e larguei a chamada no tablet para correr na sala. Meu pai já havia deixado as roupas no sofá. Encontrei na cozinha só de calção, um homem monumental encostado na balcão preparando uma vitamina para nós dois.

“Eles escutaram, né? Maicon sabe o que rolou no sábado.”

Mirou os olhos cerrados em mim, um jeito brincalhão, mas apreensivo.

“Olha a mensagem que ele me mandou. Já vou adiantando que eu não tenho culpa nisso. Não lembro de muita coisa, mas de tentar te impedir, lembro com clareza. Você é terrível, meu cheirosinho” terminou falando baixinho me puxando pra um beijo rápido enquanto me mostrava a tela o celular.

Não tinha uma mensagem de bom dia, apenas um “MUITA INSÔNIA NA MADRUGADA? VINHO DEIXA A GENTE ANIMADO, SEI BEM DISSO. ACHOU A CAMA CONFORTÁVEL? NÃO FICARAM PARA O CAFÉ DA MANHÃ, MAS DA PRÓXIMA VEZ ME AVISEM PRA EU IMPEDIR NA PORTA E FAZER VOCÊ FICAR.”

“Vai ter próxima?” Quase gritei.

“Tá maluco, Eduardo? Não me fode, não.”

E saiu rindo pra cuidar da vitamina.

“Você acha mesmo que ele ouviu alguma coisa?” Perguntei antes de sair.

“Tenho certeza que sim. Até tentei cobrir sua boca uma hora, sua respiração tava virando um daqueles gemidos que você solta parecendo que tá miando de tanto tesão” e riu.

Voltou com a vitamina e segurou o copo me dando um gole encorpado. Lambi o cantinho dos lábios com a ponta da língua e o homão se apressou em roubar o restinho com um beijo, o tipo de coisa que faz com frequência com a espuma do leite que bate pra mim ou das muitas vitaminas que oferece. É um hábito que achamos gostoso e que me entristece quando não podemos repetir fora de casa.

“Claro que eu vou gemer, pai. Quem manda não segurar a pica. Olha aí!” Apontei para a região da virilha do meu homem e o alvo da nossa conversava já mostrava volumes.

“Tá vendo como você é? Sai daqui, moleque sem vergonha.”

Eu obedeci. Voltei pra a chamada com meu pensamento no flagra que o amigo dele poderia ter dado na gente, mas também no tesão que saber disso me dava instantaneamente. Sem nenhum controle minha mão foi parar lá embaixo da mesa, no meu calção, e fui tocando primeiro na cabeça do meu próprio pau com uma massagem suave, um carinho em mim mesmo. Beca mostrava quais conteúdos estava inserindo no trabalho enquanto só pensava em controlar a respiração. Coloquei a pica para fora e de repente estava subindo e descendo os dedos por ela, meu pensamento em outros lugares, nunca na chamada. Meu pai apareceu na porta e cuidadoso foi se arrastando pela parede me olhando alarmado, mas curioso. Não queria que o vissem se aproximar com a rola totalmente marcada no calção e parecia que sentia o que eu estava fazendo, como se os meus sentimentos e também as minhas safadezas estivessem diretamente ligados aos instintos dele. Viu meu pau quando parou do lado da mesa, admirou o filho com um sorriso guloso nos lábios e mostrou o estado da sua ereção monstruosa.

“Desliga a câmera” sussurrou.

“Quer que eu faça isso agora?”

“Sim, agora. Desliga a câmera, filho. Deixa o microfone mudo. Eu tô mandando!” Sussurrou outra vez com a mão na rola dura por cima do calção.

Fiz o que ele pediu. Ninguém entendeu, devem ter pensado que precisei sair de novo como tinha feito minutos antes.

“Me chupa. Vai, me chupa agora, Dudu. Eu vim o caminho inteiro querendo chegar aqui e colocar meu filho pra mamar. Não é um FaceTime que vai me impedir. Coloca a boca nele, meu putinho. Dá o trato que só você sabe fazer.”

“No quarto de hóspedes do seu amigo a culpa era minha. E agora, pai? A culpa também vai ser minha se eu te chupar no meio da chamada com meus amigos?” Serei o pervertido se bater uma punheta pro pau babão do meu papai?

“A culpa sempre vai ser do meu filhote” ele falou com a boca cheia de saliva colocando a vara pingando tesão na minha cara. “Cheira a rola do teu pai. Tá vendo? É assim que eu fico quando sinto perigo por perto.”

“Qual é o perigo aqui? Engolir você inteiro e sugar sua porra pra dentro da minha garganta?” Perguntei entre os beijos e as fungadas que dei na cabeça da pica, nas bolas pesadonas e na virilha quente pentelhuda. “Não tem perigo nisso, é exatamente o que eu preciso do meu papai agora.”

“Vai que a gente aperta sem querer pra abrir a câmera e seus amigos te pegam com a boca na vara… Ai, caralho! Que boca fodida é essa?”

Ele parou de falar pra exaltar minha chupada, fui certeiro e de uma vez coloquei meu pai pra dentro. Mamei rápido deixando saliva em todo o corpo da pica. Ele tirou a carne da minha boca e me fez implorar sem entender o porquê de me impedir de mamar, mas ordenou que minha língua voasse pra fora da boca e foi aí que entendi. Recebi uma, duas, três cuspidas gordas na cara. Duas na língua, uma no queixo. Voltou a ocupar minhas bochechas, todo o céu da minha boca, fodendo com as mãos na minha nuca, cavando minha garganta com uma violência linda de sentir e assistir. Pensei na inveja de Nicolas, talvez no ódio de Macedo se visse essa safadeza entre pai e filho. Me perguntei quais traumas carregariam pela vida se me vissem ser fodido pela boca e quase sorri no meio das enterradas do cara em mim.

“Que boca perfeita, minha putinha. Tá vendo, é impossível ficar longe de você por muito tempo. Logo quero chegar metendo com força pra te mostrar que meu lugar é aqui, atolando sua garganta de porra grossa.”

Eu não consegui responder. Queria dizer que me sentia orgulhoso sendo esse tipo de filho, que poderia me colocar de joelhos naquele instante, erguer meu queixo como oferta e a boca como brinquedo sexual, mas ele metia, me engasgava e sorria contaminado pelo fetiche de sujar o próprio filho. Essa é a nossa fantasia.

Achei que só teria violência, mas o homem parou, arrancou a rola pingando da minha boca, esfregou minhas próprias lágrimas das minhas bochechas, minha saliva nos meus lábios e disse sussurrando, apaixonado:

“Você nasceu pra isso, meu amor. Não tem posição que te deixe mais lindo, mais gostoso, mais sedutor. Quando você me engole, filho… Caramba, meus problemas acabam numa mamada. Abre essa câmera, mostra que você ganha surra de rola na cara, vai.”

Até gargalhei e ele foi me tirando da cadeira antes que eu pudesse mesmo abrir a câmera. Me provoca e me impede porque sabe que sou capaz de tudo pra satisfazer os desejos dele.

É fácil me pegar pela cintura e me colocar de frente em seu colo depois de arrancar minha bermuda. Primeiro vai ligeiro em meus mamilos, morde e chupa com a mesma força, gosta quando me marca e lembro que não vou poder voltar para a chamada abusado nesse estado. Depois encontra meu pescoço, minha orelha, meus lábios. Lá embaixo a pica já estava melada o bastante para entrar em mim sem permissão. O corpo quente guarda o cheiro do dia inteiro dentro daquela roupa. Mando levantar o braço e esfrego meu nariz nos cabelos da axila, deixo umas lambidas para delírio do cara que não para de me apertar.

“Tenho cheiro de quê?”

“De incesto e safadeza” respondo sorridente.

Fica contente em ouvir da minha boca as coisas mais sujas e vai socando lento, ritmado, está grosso e as veias na pica branquinha me fazem delirar quando marcam a entrada do meu buraco, está acostumado a me pegar assim. Rebolo o suficiente para um encaixe melado, ruidoso e muito quente. Ele geme alto enquanto me beija, sussurra um monte de coisa difícil de entender, mas que sei que passeiam por “seu cu tá tão macio, filho” e “como é gostoso botar forte na minha bucetinha preferida.” São as frases que o homem cospe confiante em minha boca, são os elogios que prefiro ouvir.

A porra vem logo e me encontra batendo punheta na barriga do meu pai.

“Goza pra mim, meu safado. Isso. Pode gozar, meu amor. Não queria esporrar pro papai? Então pode me melar, eu deixo você bater uma bem gostosa. Pera aí, me dá aqui esse piruzinho, deixa que eu bato pra você, moleque. Deixa que eu arrebento esse pirocão safado que você tem. Só vai gozando enquanto rebola, que vou botar leite nesse rabo.”

Os gemidos que saem das nossas bocas preenchem o quarto e sei que chegariam nos meus amigos como insulto, talvez uma cena de terror. Quando goza, para de meter e relaxa na cadeira curtindo o meu corpo suado. A porra dele vaza e mela nas coxas, mas não tem frescura quando é seu filho que ocupa seu colo. Espia a tela do tablet e percebe que meus amigos ainda estão lá e que na caixa de texto Beca presume que dormi ou precisei resolver algo mais importante. Ela não está enganada, trepar com meu pai enquanto temos a impressão de que meus amigos nos assiste pela tela é um fetiche ligeiramente importante para nós dois.

Busco a atenção dele e encontro na boca o gosto do homem que me excita na mesma intensidade em que me corrompe. Ele sorri, alisa meus cabelos douradinhos, desce tapas de repreensão na minha bunda gozada e pergunta se eu posso guardar o líquido grosso dele junto da minha culpa por ser um garoto pervertido.

“Será que deixamos seu amigo curioso, pai?”

“Meu amigo não sei, mas o Nicolas…”

Olho para trás mirando a tela que clareia o quarto já meio escuro e numa mensagem privada Nicolas indaga num tom perfeitamente travesso lembrando as piadas que vemos juntos na internet:

“SE ESSE HOMEM FOSSE MEU PAI ELE NÃO IA TER DESCANSO”

A gente gargalha, toma tempo para mais um beijo e meu pai sai de pau amolecido pelo quarto dizendo que precisa tomar banho.

“Desliga a chamada, fala que dormiu, que a internet caiu, qualquer coisa. Ao Nicolas você pode dizer que…”

Eu não escuto porque meu homem sai correndo, mas vou junto depois de encerrar o FaceTime e nos encontramos no banheiro, pelados e já embaixo do chuveiro.

“O que eu digo?”

“Sem joguinhos com ele, filho. Nem tudo precisa ir até o fim, não vamos nos comprometer assim. Sei que é gostoso me levar ao limite, também adoro quando coloco você em situações extremistas, mas uma coisa é a gente colocar um amigo adulto na parada, porque eles sabem se comportar, sabem os riscos dessa putaria, outra coisa é adolescentes. Nicolas saberia lidar com nossos segredos? Aposto que não.”

“Eu sei, mas não precisa me envolver. Pode ser só você, pai. Vai mentir que não ia gostar? Eu também sinto tesão em pensar nessa trepada.”

Ele para um segundo, ensaboa a piroca e esboça um sorriso pervertido, mas se esconde.

“Vai me deixar duro de novo. Você precisa entender que gostar às vezes é perigoso demais. Nem ouse, moleque. Cuide bem desse nosso segredinho.”

Queria argumentar, mas fica difícil quando meu pai fala a verdade enquanto me coloca outra vez nos braços e me amolece dessa vez com um beijo demorado na boca cheio de língua e muito carinho.

Enquanto se lava na minha frente e admiro os movimentos do seu corpo grande em comparação com o meu, os sorrisos que dá na minha direção e os olhares migrando entre afeto e provocação, me pergunto se para o cara também é perigoso gostar de mim. Mas essa é a nossa fantasia mais perigosa: quando ele me coloca no peito embaixo do chuveiro e me faz lembrar que ainda é meu pai. Abusa, me come, me bota escorrendo porra, mas ainda é meu pai.

Quando deitamos naquela noite e ele dormiu agarrado na minha cintura, dei um jeitinho de abrir a conversa com Nicolas que ainda estava lá esperando uma resposta e digitei, apressado, levemente excitado.

“Não daria descanso pro meu pai? Eu vou contar pra ele, viu.”

Não imaginei que responderia tão rápido.

“Tremi só de imaginar.”

“O quê?”

“O QUE EU IMAGINEI?”

“Óbvio, né.”

Ele ficou digitando… E digitando… Apagou a mensagem algumas vezes e voltou a digitar.

“Não vou falar, Eduardo. Você falaria pra ele com certeza. É a sua cara fazer isso. Ainda tô em choque que você deu pro Gabriel no banheiro.”

“Não muda de assunto, Nicolas, quero saber o que imaginou com o meu pai” digitei apressado.

“Isso tá saindo do controle.”

“Não fode, seu medroso.”

“Medroso? Vai se danar, Eduardo. Eu não vou confessar pro meu amigo que o pai dele poderia me comer na mesa da sala vestido de social daquele jeito. Opssssss!”

Eu ri e meu pai se mexeu atrás de mim. Apertou mais minha cintura, enfiou o nariz em meus cabelos lavados, murmurou algumas coisas e me mandou ir dormir.

“Que safado, Nicolas. Sabia que tinha uma putinha embaixo dessa cara inocente.” Digitei em resposta.

“Droga, fiquei excitado.”

“Libero você pra bater uma pensando no meu pai. Prometo que não vou ficar com ciúmes, até posso ajudar.”

“VOCÊ BEBEU, DUDU?”

Não respondi, mas fui na galeria e procurei o mais rápido que consegui por uma foto do meu pai. Não está de social, mas a calça é reta, sem cortes exagerados, veste uma polo azul escuro, sorri meio cafajeste para a câmera e parece mais sedutor do que nunca. Envio. Nicolas demora a responder, mas finalmente me deixa feliz quando digita.

“A esporrada mais rápida que eu dei. Puta que pariu, que homem gostoso.”

“Pronto, consegui o que queria.”

“NÃO FODE, EDUARDO. VOU APAGAR TUDO.”

“Tirei print. Meu pai vai saber que o afeminadinho da escola goza pra ele de madrugada.”

“Eu vou te matar. JURO!!!”

“Kakakaka”

“Te odeio, moleque.”

“Você me adora, que eu sei” respondi e fechei a conversa.

Essa é minha fantasia: passo por cima de qualquer ética pra ver meu pai feliz.

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