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A nova realidade que mudou o mundo parte 156 - Partos e ordenhas

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AnãoJediManco

O procedimento de parto no novo mundo era tratado como um processo industrial eficiente, impessoal e desumanizado.
Quando uma escrava reprodutora entrava em trabalho de parto, ela era imediatamente levada para a Sala de Parto, uma câmara fria e branca com paredes de azulejo e forte iluminação. Não havia camas confortáveis, apenas uma mesa de metal inclinada com estribos largos e ajustáveis. A mulher era colocada de costas, pernas bem abertas e presas nos estribos, os braços amarrados acima da cabeça. Uma mordaça de borracha era enfiada em sua boca para abafar os gritos.
Não era permitido anestesia. Os veterinários e médicos consideravam que a dor era parte do processo, ajudando a fortalecer o instinto reprodutivo e servindo como lembrete da condição da escrava. Apenas medicamentos para acelerar as contrações eram administrados, injetados diretamente na veia.
O parto seguia um protocolo rígido:
1. Monitoramento
Sensores eram presos na barriga para acompanhar os batimentos dos fetos. Uma sonda era inserida na vagina para medir a dilatação do colo do útero.
2. Aceleração
Se o parto demorasse, injetavam ocitocina sintética em doses altas, fazendo as contrações se tornarem violentas e frequentes. Muitas mulheres gritavam contra a mordaça enquanto o útero se contraía com força brutal.
3. Extração
Quando a dilatação era completa, os médicos usavam fórceps ou aspiradores para puxar os bebês. Não havia incentivo emocional. Os recém-nascidos eram retirados rapidamente, limpos, examinados e levados para a ala de incubação sem que a mãe pudesse vê-los ou tocá-los.
4. Pós-parto
Após a saída dos bebês, a placenta era removida manualmente, muitas vezes causando forte hemorragia. A escrava permanecia amarrada na mesa por mais algumas horas para observação. Se houvesse complicações, eram tratadas com o mínimo possível de intervenção, o objetivo era preservar a vida da mãe apenas para futuras gestações.
A placenta de uma escrava reprodutora era colhida ainda quente, pulsando com os últimos vestígios de vida, arrancada brutalmente do útero rasgado logo após o parto forçado. O corte era feito com facas sujas, sem qualquer higiene, rasgando tecidos moles e vasos sanguíneos que jorravam sangue escuro e viscoso, misturando-se ao fluido amniótico fétido e aos restos de muco espesso. O órgão carnudo, inchado, arroxeado e coberto de veias protuberantes saía com um som úmido e nauseante de sucção, pingando fluidos corporais que cheiravam a ferro oxidado, suor azedo e decomposição incipiente.

Ainda tremendo levemente, a massa orgânica era atirada sem cerimônia num balde enferrujado e imundo, onde se chocava contra o fundo metálico com um baque molhado. O balde já continha sangue coagulado do parto anterior, moscas zumbindo ao redor e pedaços de cordão umbilical cortados às pressas. A placenta fresca afundava naquela gosma morna, liberando um odor doce e podre que subia como vapor fétido, enjoativo, capaz de revirar qualquer estômago, um cheiro de carne crua deixada ao sol, misturado a secreções vaginais e fezes inevitáveis do parto.
Horas depois, ou dias, aquela placenta era jogada no tonel grande de madeira apodrecida, junto com dezenas de outras placentas velhas, enegrecidas e mofadas. Sem refrigeração, o calor úmido do ambiente acelerava a putrefação, as massas se empilhavam, colando umas nas outras numa pasta viscosa e borbulhante, soltando gases fétidos de decomposição que fediam a ovo podre, carne estragada e excremento fermentado. Vermes brancos começavam a se contorcer nas bordas, moscas varejeiras depositavam ovos nas camadas superiores, e o líquido escuro que escorria pelo fundo do tonel era uma sopa repugnante de sangue coagulado, pus amarelado e tecidos necrosados.
Ali ficava guardado, apodrecendo lentamente no escuro, para servir de alimento às escravas grávidas rebeldes no futuro, uma punição humilhante e nojenta, forçando-as a engolir aquela massa gelatinosa e rançosa, cheia de bactérias e vermes, como forma de quebrar seu espírito enquanto nutria os filhos que ainda carregavam na barriga. O nojo era inevitável, a textura mole e fibrosa grudando nos dentes, o gosto azedo e metálico explodindo na boca, o cheiro insuportável subindo pelo nariz enquanto o estômago se contorcia em ânsias violentas. Um ciclo repulsivo de exploração, onde o corpo da mãe servia até o último pedaço podre.
A recuperação da escrava grávida era uma farsa cruel e nojenta. Mal terminava o parto, com o útero ainda aberto, sangrando e contraído em espasmos dolorosos, o corpo dela, inchado, rasgado e exausto, era arrastado para a sala de ordenha. Ali, algemas de ferro enferrujado prendiam seus pulsos e tornozelos a uma estrutura de madeira suja, forçando-a a ficar de quatro ou semideitada, os seios gigantescos e doloridos pendurados como úberes de vaca.
A ordenha mecânica era um aparelho brutal, ventosas de borracha rachada e suja eram grudadas com força sobre os mamilos rachados e inflamados, sugando sem piedade a cada duas horas, dia e noite. O motor roncava alto, puxando o leite misturado com sangue, pus e crostas, produzindo um som molhado e repulsivo de sucção contínua. Os seios, sensíveis e cheios até doer, eram esvaziados até ficarem vermelhos, machucados e com veias estouradas, enquanto a pele ao redor rachava e liberava um cheiro azedo de leite azedando misturado a suor rançoso e infecção.
Durante aqueles trinta dias miseráveis, ela mal dormia. A cada duas horas o aparelho acordava o corpo todo com choques de dor lancinante, os mamilos sendo torcidos e alongados até sangrarem. O leite saía às vezes fino e aguado, outras vezes espesso e amarelado por mastite, escorrendo pelos tubos sujos para baldes que eram recolhidos por mãos indiferentes. O cheiro no ambiente era insuportável, leite coalhado, secreções vaginais ainda saindo do parto mal cicatrizado, urina e fezes que ela era obrigada a soltar ali mesmo, escorrendo pelas coxas enquanto permanecia presa.
O útero, que deveria ter meses para se contrair e cicatrizar, permanecia inchado e vulnerável, expelindo loquios fétidos e escuros que atraíam moscas. Não havia descanso verdadeiro, nem comida decente, apenas o suficiente para manter a produção de leite. O corpo dela se tornava uma fábrica viva e exaurida, ossos doloridos, costas em fogo pela postura forçada, infecções subindo pela barriga e pelos seios traumatizados.
Exatos trinta dias depois, ainda com os mamilos feridos e o corpo tremendo de fraqueza, ela era solta da máquina apenas o tempo necessário para ser jogada sobre uma mesa suja. As pernas eram abertas à força, o colo do útero ainda mole e sensível era invadido sem anestesia por instrumentos frios e sujos de inseminação. O sêmen era injetado diretamente, profundo, enquanto o ventre mal recuperado recebia mais uma gravidez forçada. O cheiro de sêmen velho, sangue fresco e leite azedo se misturava no ar enquanto o corpo dela se contorcia em ânsias silenciosas de nojo e dor.
E assim o ciclo recomeçava imediatamente, outro feto crescendo dentro de um útero destruído, enquanto os seios já começavam a inchar novamente para a próxima ordenha implacável. Um moedor de carne vivo, sem trégua, onde a cura não passava de trinta dias de tortura contínua para maximizar a produção de leite e filhas.

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