#Bissexual #Gay

Jogo perigoso - Parte 29

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Lopedrinhofm

Paula se trocou e saiu, Gui ficou cuidando da Jennifer com aquele olhar de quem já havia entendido tudo.
Vivi: Foi a Nathy, né?
Gui: Ela não... mas o Zago sim
Eu: É... provavelmente pela Nathy estar grávida dele, os dois devem ter combinado algo pra não prejudicar o casamento dele
Gui: O Ferraz deve saber disso, não ia chamar a Paula pra isso a toa, nem pode.
Vivi: Eles foram muito idiotas, tá na cara que foram eles
Horas depois, a Paula voltou, visivelmente destruída pelo que havia visto, Gui a abraçou.
Eu: Nós vamos pra casa, qualquer coisa nos chamem
Gui: Beleza
Paula: Gente...
Vivi: Oi...
Paula: Não foi a Nathy
Gui: Foi o Zago, né?
Paula: Não... não foi, o Ferraz me mostrou imagens, foi o tribunal do crime, o Diego estava saindo com outra garota menor...
Vivi: Ele procurou esse fim
Paula: Sim... por favor, tentem não falar nada perto da Jennifer, eu vou tentar conversar com ela amanhã
Aquele dia gostoso se encerrava com esse peso enorme.
No dia seguinte, Paula passou o dia fora, resolvendo todas as questões burocráticas e policiais, Gui foi trabalhar e a Jennifer ficou com a babá, os dois chegaram praticamente juntos, Vivi e eu fomos visita-los para ver como estavam as coisas.
Vivi: Já falou com a Jennifer?
Paula: Falei... expliquei com calma, ela chorou, mas tá bem
Eu: Beleza, a gente só veio ver como vocês estavam
Gui: Fica aí pra jantar com a gente, a Paula vai fazer uma panqueca
Paula: Amor, você pode buscar uns limões?
Gui: Dessa vez não vou te encontrar mais no mercado
Paula: Nem a Nathy
Gui: Vamos Lucas?
Vivi: Lu, trás um suco de uva integral?
Eu: Beleza
Lá fomos Gui e eu ao mercado, como sempre, mas dessa vez com a certeza de que não encontraríamos mais Diego nem a Nathy, e sinceramente, isso era bom.
Pegamos as coisas e a moça do caixa disse:
- Débito ou crédito?
Gui: Débito
Caixa: Pode inserir ou aproximar... moço, posso te fazer uma pergunta?
Gui: Pode
Caixa: Você é marido da Nathy, não é?
Gui: Ex-marido dela, a Nathy e eu não estamos mais juntos
Caixa: Ah sim... é que eu nunca mais vi ela
Gui: Ela se mudou
Caixa: Ah... toma sua notinha
Gui: Obrigado
Caixa: De nada... mas, você... você tá solteiro?
Gui: To não
Caixa: Hum, desculpa a pergunta
Gui: Tranquilo
Ela o olhou com um sorriso safado, saímos do mercado e eu reclamei:
- Caralho, que mina safada
- Gostosinha
- Tá louco? A Paula te mata!
- Não posso achar ela gostosinha? Não vou aprontar, relaxa, você me conhece
- Conheço, conheço bem
- Cara... eu posso te confessar uma coisa?
- Pode
- Eu to gamado na Paula
- Você fica gamado em toda buceta que come
- É sério... ela é linda demais!
- Isso é verdade
- Porra... é difícil, você só arruma mulher gostosa!
- É... mas o Lucas...
- Oi?
- E nós hein?
- O que tem nós?
- A gente tá nessa de... fala que ama, transa e some
- É o que a gente tá podendo né?
- É... é sim
- Mas eu to com vontade de foder você
- Tá?
- Uhum... vou me vingar da calcinha
- Vai nada, você gostou de usar
- Pior que gostei sim
- Vamos ver, quem sabe hoje a noite
- A Paula sabe que... que...
- Sabe, ela sabe que a gente se fode
- E como ela reagiu?
- De boa, ela me disse que o Diego também fazia essas coisas
- Sério?
- Sim... mas não com ela, ele transava no vestiário com o treinador
- Puta merda, nada me surpreende mais
- Pois é
Chegamos em casa, almoçamos e rimos bastante, as horas passavam e Paula disse:
- Vocês trabalham amanhã?
Gui: Eu to de folga
Eu: Eu também
Vivi: Eu não trabalho...
Paula: Vamos pra praia?
Vivi: Amanhã?
Paula: Agora
Vivi: Do nada?
Gui: A Paula tem casa lá
Eu: Como assim? Eu não sabia disso
Paula: Eu tenho um apartamento que alugo pra temporada, não aluguei esse fim de semana, podemos ir hoje, passar dois dias lá
Vivi: Que cidade que é?
Paula: É em São Sebastião
Eu: Porra, eu sempre vou só pra Santos, vamos sim, vamos agora
Nos arrumamos e descemos, eu finalmente já dirigia o Pálio, e embora Paula tivesse comprado outro carro, ela desceu com Gui, nos encontramos na casa, como já era fim de tarde, não fomos a praia, ainda que o apartamento tivesse vista mar.
Saímos para um restaurante, tivemos uma noite super agradável, voltamos e dormimos, quer dizer... quase dormimos, acordei por volta das 2h da manhã com Paula mexendo em mim, abri os olhos assustados, mas quando a vi acariciando meu pau relaxei, Gui e Paula ficavam em quartos separados, ao meu lado, a Vivi estava acordando com Gui mexendo em sua bunda.
Entre as trocas de carinhos Vivi sussurrou:
- O que deu em vocês?
Paula: Fala baixinho, a Jennifer tá dormindo e o bebê também, vamos pra sala?
Eu: Vamos, vamos sim
Vivi levantou e saiu de mãos dadas com o Gui, e eu com Paula, as duas se sentaram no sofá, Gui deu a rola para Vivi chupar enquanto eu deixei a Paula me mamar, depois, as duas se colocaram de quatro, Gui e eu as fodiamos devagar, tentando não fazer barulho, e assim, com Paula de quatro do lado da Vivi eu realmente percebi que Paula era muito mais gostosa, mas claro que isso era apenas um detalhe, continuei fodendo com vontade, enquanto Gui me olhava com uma cara de safado que eu sabia bem o que significava, terminamos com Gui gozando na bunda de Vivi e comigo enchendo a buceta da Paula de porra, cada casal foi pro seu quarto, Vivi e eu dormimos agarradinhos, pela manhã, quando acordamos, Paula já havia posto a mesa de café da manhã, comemos e conversamos, e depois descemos a praia, Vivi estava tímida em ficar de biquíni, enquanto Paula e Gui esbanjavam confiança, não era pra menos, o corpo dela num biquíni minúsculo chamava a atenção, e o Gui desfilava pela praia apenas de sunga, Vivi ficou com o biquíni mas se cobriu com uma saída de praia, eu fiquei de bermuda, a Jennifer fazia castelinho de areia, enquanto Vivi e eu cuidávamos do bebê, foi quando Gui me chamou:
- Lucas, vamos ali buscar uma porção?
- Bora.
Lá fomos nós dois caminhando e ele me sussurra:
- Achei um quiosque abandonado
- Sério? E aí?
- Você é lesado mesmo hein
- Como assim?
- Bora se pegar lá?
- Mas e as meninas?
- A gente pede uma porção e volta pra buscar, vamos
Passamos em um quiosque, pedimos uma porção e fomos ao quiosque abandonado, entramos disfarçadamente, eu ri dizendo:
- Você é louco!
- Rápido, não podemos demorar
Me abaixei e comecei a mamá-lo, com urgência, como um bezerro faminto, quando me levantei ele me beijou e então abaixou para me chupar, comecei a foder a boca do Gui, e ele aceitou, enquanto eu fodia ele se punhetava, ele se ergueu me pegando pela cintura e me virando, deu algumas fodidas que doeram pra caralho, não aguentei.
- Aiiii, para para, tá doendo
- Porra... só porque eu to cheio de tesão
- Quem manda ter uma rola desse tamanho?
- Bora, me fode um pouco antes da gente sair
- Você quer me dar?
- Quero
Gui se virou se empinando e eu o comi, ele arfou um pouco mas aguentou, foram socadas rápidas e fortes, acabei gozando ali no chão do quiosque, ele se punhetou e gozou também. Saimos rapidamente, pegamos as porções e entramos no mar apenas para nos lavar.
Paula e Vivi comiam sem nos esperar, e assim, Gui me olhava dizendo:
- Não se afasta de mim não...
- Eu nunca vou me afastar de você
- É sério, Lucas... eu te amo muito
- Eu também te amo
Minha vontade era de beijar o Gui ali, mas eu respeitei as crianças que estavam por perto, saimos do mar, e nos juntamos as meninas.
Ficamos horas na praia, quando fomos embora, Paula exibia a marquinha do bronzeado, o que a deixava mais deliciosa ainda, Vivi começou a ficar mal se comparando a ela, mas Paula sem dar espaço para que isso crescesse, elogiou o corpo de Vivi e trocou alguns beijos com ela.
A viagem foi deliciosa, voltamos para nossa casa com as energias recarregadas, descansamos e voltamos para nossa rotina.
Alguns dias se passaram e Pablo veio nos visitar, ele já estava atualizado de toda situação, mas tinha um pequeno detalhe que fazia peso, a Paula não sabia que Pablo e Bianca viraram nossas marmitas, ela preparou um jantar delicioso, e enquanto conversávamos, o clima começou a esquentar.
Bianca: E você tá bem com tudo que aconteceu Gui?
Gui: To sim
Pablo: A Nathy tá por lá, ela tá estranha
Paula: Estranha como?
Bianca: A filha dela nasceu, e ela tá com um rapaz esquisito, alto, tatuado, bem maloqueiro
Paula: Hum...
Pablo: Eu achava ela uma mulher foda, agora eu a vejo e nem reconheço
Vivi: Você falando palavrão, Pablo?
Bianca: Perto de vocês a gente fica soltinhos
Paula: Mas vocês não são crentes?
Bianca: Sim, somos...
Gui: É que... o Pablo e a Bianca já participaram de, de alguns trocas nossas
Paula: Você e a Bianca já transaram?
Gui: Já... já sim
Paula: E vocês... vocês vieram aqui com expectativa de alguma coisa?
Pablo: Pra ser sincero, sim...
Bianca: É, eu... eu gosto de dar pro Gui
Paula: Gente... olha, me desculpa, mas eu não to à vontade com isso
Bianca: Tudo bem, a gente já tava consciente que talvez não acontecesse mais
Vivi: Confesso que eu queria... o Pablo transa bem
Paula: Leva eles pra casa de vocês
Gui: Não, relaxa... a gente não vai fazer nada
Paula: To falando sério... podem trocar vocês, não vou ficar brava, só não quero que o Gui e eu participe disso
Bianca: Ah... mas fica chato a gente lá e vocês não participarem
Pablo: Não me leve a mal, mas eu queria ver a Bianca dar pro Gui, se não querem, tudo bem
Paula coçou a cabeça visivelmente enciumada.
Gui: Olha, vamos deixar isso quieto
Paula: Seu pau é grande?
Pablo: O... o... o meu?
Paula: É, o seu
Pablo: Ah... eu... eu acho que...
Vivi: É grande
Bianca: Não tanto quanto do Gui, mas é...
Paula: Deixa eu ver se vale a pena
Pablo: Você quer que eu mostre o pau aqui? Na frente de todo mundo?
Paula: Sim... deixa eu ver se é bonito
Pablo se levantou timidamente, ameaçou abrir o zíper e disse:
- Mas... assim não, tá mole
Gui rindo disse:
- É melhor não fazermos nada
Bianca: Acho que a Paula ia gostar...
Paula: É que... ai gente, eu não to acostumada com suruba não, esse negócio de ficar dando pra um monte de homem não é comigo
Gui: Não aguenta três?
Paula: Aguentar eu aguento, mas...
Gui: Acho que não aguenta
Paula: Eu to entendendo onde você quer chegar
Gui: O Pablo destruiria seu cuzinho, melhor você não fazer nada mesmo
Paula: Sei não, ele me parece muito bobinho, será que ele dá conta?
Gui: O que você me diz, Pablo? Consegue dar conta disso tudo?
Pablo: Consigo, claro que consigo
Gui se levantou, todo mundo se levantou em seguida mas ele cortou:
- Bianca e Vivi, vocês esperam aqui, a gente vai cuidar da Paula primeiro
Fomos pro quarto, Gui segurava a Paula pela cintura a beijando pelo pescoço, eu já me encaixei entre eles abraçando ela por trás, Pablo ficou olhando e Gui fez sinal pra ele se aproximar, Pablo a abraçou, nós três nos roçavamos na Paula, tirando a roupa, não demorou muito para estarmos os quatros pelados, Paula se deitou, Gui a virou de lado, chupando a bucetinha dela, eu aproveitei e fui por trás, chupando o cuzinho, minha língua e a língua do Gui se encontravam, e nossos paus se encostavam, Pablo dava rola na boquinha de Paula, ela gemia fraco aproveitando três machos pra ela, Gui saiu da buceta dela e se juntou ao Pablo, eu fiz a mesma coisa, e assim, Paula ajoelhada na cama tinha três paus para chupar, ela revezava entre nossas picas, e a do Gui se destacava, Gui a deixou com nós dois e foi pra trás dela, comendo o cuzinho da Paula.
Ela gemia com dor, e ele metia fraco, com calma, como quem apenas estava abrindo espaço.
Eu me deitei e ela se encaixou em mim, assim, Gui e eu fazíamos uma DP, enquanto ela mamava o pau do Pablo perto do meu rosto.
Gui tirou devagar dando um tapa naquela bunda gostosa dizendo:
- Pronto, tá arrombadinho pra você foder com vontade Pablo
Pablo foi pra trás de Paula e começou a socar forte, ela me olhava sorrindo e gemendo:
- Aiiiii, aiiiiii, aiii meu cuzinho
Paula e eu nos beijamos, com aquela boca que chupou três paus diferente.
Gui saiu do quarto e voltou com Bianca e Vivi já peladas, ele começou fodendo a bucetinha de Bianca, enquanto ela chupava a Vivi, Pablo e eu invertemos nosso lugar, e o cuzinho da Paula estava abertinho, gostoso de foder.
Depois eu fodi a Bianca, enquanto Gui e Vivi metiam forte, e assim nós três gozamos felizes.
Pablo e Bianca logo foram embora, deixando claro que eles só foram lá para transarem.
Paula: Quem diria, eu achando que essa Bianca era certinha
Vivi: Gostou do Pablo?
Paula: Não gostei não
Gui: Como não? Tava gemendo horrores pra ele
Paula: Ele transa bem, mas não deu aquela conexão, prefiro só a gente
Vivi: É... só nós é melhor mesmo
Eu: Paula, você... curte coisas nojentas?
Paula: Como assim?
Eu: Mijar no Gui, receber mijada...
Paula: Não faço isso, mas não vejo problemas, por que?
Eu: Só pra saber
Paula: Vocês já fizeram isso?
Vivi: É que eu já fiz xixi no Gui, só isso
Gui me encarou e sussurrou: Para de ser boca de sacola
A campainha tocou, nós nos olhamos e Gui disse:
- Atende lá Lucas
Eu: Será que é o Pablo?
Paula: Não, ele já deve estar longe a essa hora
Fui ao portão.
Eu: Elen?
Elen: Lucas... o Gui tá em casa?
Eu: Tá... espera aqui, eu vou chamar ele
Voltei rapidamente:
- Gui, a Elen tá aí no portão, ela e o filho
Gui: A Elen? Puta merda, a Nathy deve ter falado meu endereço, o que ela quer?
Eu: Não sei...
Paula: Eu vou atender com você
Paula colocou uma arma nas costas e cobriu com a blusa, eu achei exagerado, mas todo cuidado era pouco, Gui foi ao portão.
Gui: Boa noite, Elen
Elen: Oi Gui... será que eu posso entrar? Preciso conversar com você
Paula: Levanta a blusa
Elen: Eu não to armada
Paula: Levanta a blusa
Elen levantou, Paula a revistou e permitiu que entrasse, na sala, começaram a conversar.
Elen: Gui... eu to indo embora, depois de toda situação que aconteceu, eu achei melhor voltar pra minha cidade
Gui: Beleza, e o que eu tenho haver com isso?
Elen: É que... sua família foi destruída, e eu não queria ir embora sem antes você conhecer sua sobrinha
Gui se calou... todos nos calamos, ele pegou o filho de Elen no colo, o balançou calmamente e brincou:
- Ei, Bernardo! Cadê o neném lindo do titio?
Paula: Você veio de uber?
Elen: Não... meu pai me trouxe, ele foi abastecer e já tá voltando pra me buscar
Paula: Hum
Logo, Elen foi embora, Gui ficou contente em ver alguém de sua família biológica, foi quando Gui disse:
- Que atitude legal dela
Paula: Eu ainda tenho meus receios com essa visita, mas espero que eu esteja enganada
Os dias se passaram, e tudo continuou em perfeita ordem.
A visita da Elen acabou sendo apenas aquilo mesmo: uma visita. Não houve ligações estranhas, mensagens suspeitas ou qualquer outra situação que justificasse a desconfiança inicial da Paula. A menina foi embora com o pai, Gui conheceu o sobrinho, e a vida seguiu.
Naquela semana, nossa rotina estava até tranquila demais. Eu trabalhava, Gui trabalhava, Vivi cuidava das coisas dela, e a Paula se dividia entre a Jennifer, a gravidez e o trabalho.
Naquela semana, eu comecei a perceber o quanto sentia falta de ficar sozinho com a Vivi, sem pressa, sem compromissos e sem ninguém precisando da nossa atenção.
Na sexta-feira, cheguei do trabalho cansado pra caralho, joguei as chaves em cima do móvel e fui direto pro quarto. Vivi estava deitada, mexendo no celular, e, quando me viu, abriu aquele sorriso que sempre me fazia esquecer metade dos problemas.
Vivi: Oi, meu amor.
Eu: Oi, princesa.
Me deitei ao lado dela e a puxei pra perto. Vivi largou o celular, se aconchegou no meu peito e começou a fazer carinho no meu cabelo.
Vivi: Dia difícil?
Eu: Pra caralho.
Vivi: Quer conversar?
Eu: Quero ficar assim com você. Pode ser?
Ela levantou o rosto, me deu um beijo demorado e voltou a se acomodar em mim.
Vivi: Pode ser assim todos os dias, se você quiser.
Eu: Cuidado com o que promete, hein. Eu vou cobrar.
Vivi: Ainda bem. Porque eu pretendo ficar velhinha do seu lado, reclamando que você deixa a toalha em cima da cama e que nunca guarda as coisas no lugar.
Eu: Porra, amor, eu acabei de chegar! Já tá planejando quarenta anos de reclamação?
Vivi caiu na risada, e eu aproveitei pra encher o rosto dela de beijos. Ela tentou escapar, mas a abracei pela cintura, fazendo questão de não deixar nenhum cantinho daquele rosto sem um beijo meu.
Vivi: Lucas! Para!
Eu: Não paro, não. Tô com saudade.
Vivi: Você me viu hoje de manhã!
Eu: E daí? Passei o dia inteiro longe.
Ela sorriu de um jeito diferente, mais tímido, e passou os dedos pelo meu rosto.
Vivi: Às vezes eu fico pensando em tudo que a gente já passou.
Eu: Ih, começou.
Vivi: Tô falando sério, idiota.
Eu: Desculpa. Fala.
Vivi: É que... teve tanta coisa que poderia ter acabado com a gente. Tantas situações em que eu tive medo de te perder, de perder tudo que a gente construiu. E agora eu olho pra você aqui, deitado comigo, reclamando do trabalho, fazendo piada de tudo... e parece que eu posso respirar tranquila de novo.
Eu: Você não precisa ter medo de me perder, Vivi.
Vivi: Eu te amo tanto, Lucas.
Ela me beijou, e dessa vez fui eu quem ficou quietinho, abraçado a ela, aproveitando aquele momento. Não precisava dizer mais nada. Às vezes, o amor estava justamente nisso: encontrar alguém com quem o silêncio também fosse confortável.
Na manhã seguinte, acordei antes dela. Fiquei alguns minutos observando seu rosto adormecido, com o cabelo todo bagunçado e uma das pernas jogadas por cima das minhas.
Era engraçado pensar que aquela mulher, que às vezes me tirava do sério por coisas tão pequenas, era também a pessoa que eu mais tinha medo de decepcionar.
Depois do café, decidimos passar o dia juntos. Almoçamos fora, caminhamos um pouco e voltamos pra casa no fim da tarde. Foi um daqueles dias simples, mas que acabam ficando guardados na memória justamente porque não aconteceu nada de extraordinário.
O dia foi assim, calma, até o dia seguinte.
O domingo chegou, e fomos para a casa de Gui no fim da tarde. Paula nos recebeu com um abraço, Jennifer veio correndo mostrar um desenho que tinha feito.
Gui parecia particularmente feliz naquele dia. Brincava com a Jennifer, implicava comigo e elogiava o cheiro da comida da Paula.
O jantar foi agradável, cheio de conversas e brincadeiras. Depois, ficamos na sala enquanto Jennifer mostrava seus brinquedos para Vivi. Paula se sentou ao lado de Gui, encostando a cabeça no ombro dele, e os dois ficaram observando a menina.
Por alguns segundos, achei aquela cena bonita demais. Depois de tudo que tinham enfrentado, ver Gui construindo aquela família com Paula me dava uma sensação boa. Ele merecia aquilo.
Meu celular vibrou no bolso.
Olhei a tela, esperando encontrar alguma mensagem de trabalho ou alguma besteira que o Pablo tivesse mandado.
Mas não era nenhum dos dois.
Era uma mensagem de um número desconhecido.
"Lucas, preciso falar com você. É sobre o Guilherme. Não conte a ele que entrei em contato."
Vivi: O que foi, amor?
Eu: Nada... só uma mensagem estranha.
Vivi: Posso ver?
Mostrei pra ela.
Vivi: Quem é esse número?
Eu: Não faço ideia.
Outra mensagem chegou antes que pudéssemos dizer qualquer coisa.
"Você precisa descobrir o que aconteceu antes que seja tarde demais."
Senti um arrepio percorrer minhas costas.
Vivi digitou:
- Quem é? E onde nos encontramos?

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