O desejo pelo Dindo
Para Leo, trabalhar na administração da UBS era a única razão para suportar a rotina burocrática. O motivo era Márcio. O médico tinha um jeito de tratar as pessoas que cativava a todos, mas com Leo, aquele carinho era diferente. Eram toques sutis no ombro, risadas compartilhadas durante o café e olhares que pareciam ler a alma. Leo se apaixonou não apenas pelo homem, mas pela sensação de ser cuidado e querido por ele.
Porém, o ambiente de trabalho é fértil para fofocas. Comentários maldosos nos corredores sobre a proximidade dos dois começaram a circular. Márcio, preocupado com sua reputação e com a imagem de médico respeitável, reagiu da única forma que sabia: afastando-se. O carinho virou formalidade. Os toques desapareceram e a distância tornou-se um abismo que Leo sentia a cada vez que via Márcio caminhar pelo corredor.
Desesperado para não perder Márcio de vez, Leo buscou a única maneira de mantê-lo vinculado à sua vida fora do trabalho. Ele convidou Márcio para ser seu padrinho de Crisma. Não era sobre a religião em si, mas sobre criar um laço oficial, um compromisso que impedisse Márcio de sumir completamente de sua vida. Márcio aceitou, movido por um afeto residual e pela impossibilidade de negar um pedido tão significativo.
Mas, enquanto o vínculo social era restaurado, o desejo de Leo só crescia. A proximidade forçada alimentava uma fome que ele não conseguia mais controlar. Sempre que Márcio estava por perto, os olhos de Leo desciam inevitavelmente para a calça do médico. Márcio tinha um volume imenso, um destaque que preenchia o tecido do terno ou do jaleco de forma evidente. Leo passava horas imaginando a rigidez daquele membro, a sensação de ser preenchido por ele, e sentia um aperto no baixo ventre que o deixava sem fôlego.
Ele não queria apenas a companhia de Márcio; ele queria sentir aquele volume dominando seu corpo, queria cavalgar sobre ele até perder os sentidos.
Anos se passaram sob essa tensão insuportável. A relação de "padrinho e afilhado" era apenas a fachada para uma eletricidade que vibrava entre eles a cada encontro. O rompimento aconteceu em uma tarde chuvosa, após o expediente na UBS. Márcio tinha ido ao escritório de Leo para assinar alguns documentos administrativos. O silêncio da unidade vazia tornava cada respiração mais alta.
— Você ainda me olha desse jeito, Leo — Márcio disse, a voz rouca, enquanto deixava os papéis sobre a mesa. — Você me olha como se quisesse me devorar.
Leo não recuou. Ele se levantou, caminhou até Márcio e, sem dizer uma palavra, ajoelhou-se entre as pernas do médico. Ele levou a mão ao volume imenso na calça de Márcio, apertando-o com firmeza. O médico soltou um gemido contido, a cabeça tombando para trás, rendido ao toque.
— Eu esperei anos por isso, Márcio. Anos fingindo que qualquer outra coisa era o suficiente — sussurrou Leo, olhando para cima com desejo puro.
Márcio não resistiu mais. Ele agarrou Leo pelos cabelos, puxando-o para um beijo faminto e desesperado, que carregava todo o peso da repressão de anos. Sem paciência, as roupas foram descartadas com urgência. Quando Leo viu a ereção de Márcio — imensa, pulsante e dominante — ele soltou um suspiro de adoração. Era exatamente como ele imaginara em cada momento de solidão.
Márcio sentou-se na cadeira da mesa de administração e puxou Leo para cima dele. Leo posicionou-se, sentindo a cabeça do membro de Márcio forçar sua entrada. Lentamente, ele foi baixando o corpo, sentindo cada centímetro daquela rigidez preencher seu interior até o limite. Quando sentou por completo, Leo soltou um gemido longo, os olhos revirando de prazer.
Ele começou a cavalgar. No início, eram movimentos lentos, sentindo as paredes de seu corpo serem esticadas pelo tamanho de Márcio. Depois, o ritmo tornou-se frenético. Leo subia e descia com força, os seios batendo contra o peito do médico, o som da carne batendo ecoando na sala silenciosa.
— Sim... assim! — Márcio gemia, as mãos apertando as coxas de Leo, empurrando-o para baixo com mais força a cada estocada, querendo que Leo sentisse cada centímetro dele. — Você não tem ideia do quanto eu desejei que você fizesse isso...
Leo cavalgava com toda a sua fome, sentindo-se possuído e possessor ao mesmo tempo. O prazer era visceral, transformando todo aquele tempo de distância em pura combustão.
Quando o ápice chegou, foi devastador. Leo desabou sobre o peito de Márcio, tremendo violentamente enquanto sentia o jato quente do gozo do médico preencher seu ventre, marcando-o por dentro de forma definitiva.
Ali, exaustos e suados, Leo percebeu que a maior recompensa por ter lutado para manter Márcio em sua vida não era o título de padrinho, mas a entrega absoluta ao homem que ele nunca deixou de desejar.
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