Traições no interior
O meu vizinho mandou chamar e falou se eu tinha interesse no sítio dele. Disse que não, perguntei o motivo da venda pois aquela propriedade vinha desde os tempos do avô dele, bem cuidada. Alegou que pretendia continuar os estudos em outra universidade e numa cidade maior. Saí e fiquei pensando que o problema não deveria ser este.
Robson, branco, 30 anos, magro, trabalhava e estudava ali na cidade sendo casado com a Fernanda, branca, alta, olhos verdes, cabelos loiros compridos, 27 anos. A Fernanda estaria tendo um caso com o caseiro, o Andrade? Não sei. Quarenta e poucos, preto, magro, alto, bigode, eu comecei a perceber algumas coisas que não entendia enquanto trabalha no meu sítio.
O Robson saía logo cedo e entre oito e meia e nove horas, o Andrade entrava na casa e ficava uns quarenta minutos para mais e saía dali para fazer seu trabalho. Isto acontecia umas três vezes por semana e aos finais, o Robson ficava no sítio e não tinha isto. Estranho. O Andrade era casado e morava próximo, não posso afirmar nada. Estranho era a Fernanda levando suco para ele em bandeja inox no calor da meio-dia para uma da tarde, sorriso de orelha para orelha, ele bebia, sorria, devolvia o copo na bandeja. Sei lá. Vai saber? A Fernanda é mulherão sendo um convite. Peituda, bundão, a oferta da venda do sítio foi uma conexão com tudo isto. Nada falei.
Comprador apareceu rápido e o Andrade ficou sem emprego pois o casal de meia idade morava ali e nem precisava de gente para ajudar tendo filhos.
Particularmente, nunca ouvi ou vi nada diretamente. Se o Andrade metia na Fernanda não posso dizer. Que era estranho ele demorar dentro da casa, não há dúvida. Eu só sei que este tipo de atitude não é normal. Vida que segue.
Interior é assim. É muito ouvi dizer.
Tempos depois fiquei sabendo da veterinária que teria transado com caseiro de propriedade. A moça tinha uns 25 anos aproximadamente e a notícia correu. Ela pediu para sair do serviço tamanho o constrangimento, ameaçou processar quem ficasse falando do assunto pois ela era noiva, a moça era uma branca de cabelos compridos pretos, estatura média, olhos castanhos, bem gata. O suposto caseiro que teria “comido” também saiu do serviço após a notícia espalhar, o horário que ele e ela estavam na propriedade sozinhos levantava suspeita.
Povo do interior, sabe como é. Basta um olhar diferente, um cumprimento mais longo, um sorriso do nada e o povo já acha que a mulher tá querendo dar ou o cara querendo meter e a notícia espalha pior que vento. Estes dois casos ficaram na minha cabeça e sempre penso se realmente algo aconteceu.
No fundo, eu acredito que no caso da Fernanda acontecia algo e no segundo foi má intenção para a moça e o caseiro se foderem por inveja. O importante que fico pensando nos dois casos e imagino as traições.
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